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A disputa entre Del Nero e Delfim

12 de junho de 2015 1

Um saiu mais enfraquecido, o outro ganhou respaldo de seus pares. O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, começa muito mal o período de comando na entidade máxima do futebol brasileiro. Pelo menos politicamente! Foi o que mostrou a Assembleia Extraordinária com os presidentes das Federações Estaduais. Del Nero queria mudar a linha sucessória, mas não teve acolhida dos homens que comandam o futebol nos estados. A derrota política se soma à pressão pública para que ele renuncie e aos indícios de que o atual presidente da CBF seja um dos co-conspiradores das investigações do FBI.

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De outro lado, o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Pádua Peixoto Filho, que não está no poder aqui há 30 anos à toa, saiu da reunião de peito estufado. Gostem dele ou não, mostrou mais uma vez – como sempre mostra aqui em Santa Catarina – ser um grande articulador de bastidores. Del Nero queria fazer valer na CBF uma linha sucessória que colocasse “na cara do gol” o seu sucessor na Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos. Valeu a vontade de Delfim, que articulou antes e chegou à Assembleia calçado e respaldado para impedir até que a proposta fosse apresentada por Del Nero – como não foi.

Política x Futebol
Como venho escrevendo, briga política e jogo de poder, é o que, definitivamente, não deveria ser a prioridade para o momento do futebol brasileiro. Deveria ser prioridade um estudo sério para profundas reformas no futebol e na gestão do futebol brasileiro. Mas a quem interessa isso? Nem os clubes realmente se articulam!

Aos presidentes de federações, aos vices e ao presidente da CBF, já está claro que não interessa a articulação dos clubes. E não me venha argumentar que impedir reeleição ou dar aos clubes um “poder” maior de decisão para o campeonato é profunda reforma, porque não é.

Comentários (1)

  • Julio Cesar Silveira diz: 12 de junho de 2015

    Vai sair uma raposa para entrar um urubu de olho na carniça, nao e atoa que esta a um seculo na federaçao catarinense com seu filhinho como sucessor isso e o Brasil e todos continuam dizendo amem inclusive voces da imprensa. o certo e 4 anos de mandato sem direito a reeleiçao assim nao ficam ate morrer no poder,

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