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Futebol moderno

01 de agosto de 2015 0

Tenho ouvido muita gente usando essa expressão, mas afinal o que é o “futebol moderno”? Em termos gerais o objetivo do futebol nunca mudou, sempre foi e sempre será o mesmo: marcar gols para vencer o jogo e, assim, vencer competições. A questão é como fazer isso de forma mais eficiente. Antes de falar do tal futebol moderno é preciso fazer algum resgate histórico. Quando o futebol foi inventado, há mais de um século, pelos ingleses, ele era jogado de uma forma simples – era um grupo de jogadores que corriam juntos, sem organização e que jogava a bola para dentro da área e tentava fazer gols. Com o passar do tempo o futebol foi se compartimentando, com defesa, meio e ataque, e os jogadores se tornaram especialistas em determinadas funções e posições. Surgiram esquemas táticos também, que foram, em tese, evoluindo com o passar dos anos. Algumas experiências foram muito marcantes, como o carrossel holandês da Copa de 1974 – quem já viu os vídeos percebe como era algo totalmente diferente.

Convergência
Pois o que se vê atualmente é uma convergência de conceitos. O futebol moderno deixou de lado o conceito cru de compartimentação e está, cada vez mais, abolindo os especialistas. O futebol moderno usa o conceito fundamental de compactação, com o time jogando em bloco, como o tal carrossel holandês, mas de forma mais organizada e com maior intensidade física. O futebol moderno desenvolveu um potencial físico muito elevado, algo que começou a ganhar força na Copa de 1966, na Inglaterra. O futebol moderno é mais coletivo do que individual, apesar de não ter descartado nunca os talentos individuais. O futebol brasileiro, sempre muito calçado no talento individual excepcional, ainda está no meio do caminho em muitas destas questões. Ainda há o apego às funções específicas, como o volante marcador, o volante passador, o meia-armador ou o meia-atacante. No meio de campo não é mais possível ter uma função somente. No principal espaço do campo e na montagem de cada uma das equipes, todos têm que jogar com qualidade e marcar, ocupando os espaços.

Nova forma
Como disse recentemente Pep Guardiola, isso não é novo, pois já foi feito no Brasil, só que a forma de fazer era diferente. As Seleções de 1970 e 1982 faziam um pouco disto que estamos vendo atualmente, mas não com a intensidade e com a compactação de hoje. Muito em função do crescimento físico. Quando Zagallo reuniu num mesmo time Jairzinho, Pelé, Tostão, Rivellino, Gérson e Clodoaldo, ele fez isso distribuindo funções e ocupação de espaço. Só não tinha a intensidade física e velocidade de hoje. O futebol está passando por um novo período de transformações, e por aqui ainda estamos com problemas para entender tudo isso.

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