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Muito além da Sul-Minas

03 de outubro de 2015 0

Venho escrevendo aqui há algum tempo que a formação da Liga Sul-Minas-Rio era algo muito maior do que apenas uma ideia de colocar em campo um campeonato diferente. Com a contratação do CEO da Liga, o atropelador Alexandre Kalil – ex-presidente do Atlético-MG -, e a reunião desta semana na sede da CBF isto ficou ainda mais nítido.

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A Liga é mesmo o embrião para uma mudança profunda no futebol brasileiro, que pode inverter o eixo de comando do cenário maior, que é o Brasileiro. A Liga deve ser rebatizada de “Primeira Liga” – inspirada na Premier League, da Inglaterra – e o pensamento dos dirigentes é tomar as rédeas do Brasileirão. Claro que o cenário de enfraquecimento da FIFA e da própria CBF ajudou. Claro que o rompimento da dupla Fla-Flu com a Federação do Rio influencia. Mas há algum tempo muita gente se pergunta porque os clubes se mantiveram subservientes às Federações e à CBF, se poderiam cuidar do que produzem, que é o futebol das grandes marcas do país. Chegou o momento! O que pode ser a revolução do futebol brasileiro está apenas começando.

Contraponto
Ao mesmo tempo, é preciso ficar com o pé atrás, pois muita gente que está aí levantando a bandeira da Liga reproduziu o modelo atual em nome de interesses próprios. Em 1987 os grandes clubes do país se uniram e criaram a Copa União, que até hoje é discutida, pois a CBF mudou as regras daquele campeonato no meio do caminho. Os clubes criaram o Clube dos 13, que no final só serviu para discutir divisão desigual de cotas de televisão. Então é preciso estar atento, para que tudo não se transforme numa nova discussão de cotas de televisão e jogo de interesses. Mas se os clubes estiverem realmente unidos para o crescimento deles e do “produto”, a Liga é bem-vinda.

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