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Vestiário derrubou Kleina

10 de novembro de 2015 3

Trago aqui um relato dos bastidores da queda de Gilson Kleina. Uma reunião no final da tarde entre os jogadores e a dupla do departamento de Futebol do Avaí – Carlos Arini e Chico Lins – determinou a queda do técnico Gilson Kleina. Foi uma conversa dura nas cobranças, aberta na franqueza dos dois lados, e forte em termos de determinação, principalmente dos jogadores.

Gilson Kleina está fora do Avaí
Raul Cabral terá a missão de livrar Leão do rebaixamento

Tudo caminhava para o final da conversa, que ficaria somente nas cobranças e no comprometimento de lado a lado, quando os jogadores surpreenderam. Os líderes de grupo assumiram a responsabilidade e, numa decisão unânime, solicitaram a saída do treinador. Surpreendidos, mas convencidos pela força da manifestação dos atletas, Arini e Chico levaram a decisão à diretoria, que não teve outra escolha.

Decisão correta

É um posicionamento do grupo que, de certa forma, subverte a ordem das coisas em termos de hierarquia, mas que joga a responsabilidade absoluta do destino do Avaí nas costas dos atletas. Quando o técnico perde o comando do vestiário, não há mais o que fazer. O prazo de validade do técnico Gilson Kleina já tinha acabado mesmo. Ficou claro pelas barbeiragens das últimas partidas, com equívocos graves de escalação e o grupo não estava mais com ele nas respostas. Kleina, na verdade, sobreviveu nas últimas partidas. Era o técnico de corpo presente, mas não estava mais com a força necessária para comandar o Avaí no desafio da permanência.

O desafio de Raul Cabral

Raul Cabral será o novo comandante. É um profissional capaz e inteligente para fazer a leitura da ação tomada pelos jogadores do Avaí e para saber trabalhar com as lideranças nesta responsabilidade grande que foi assumida. Não é Raul Cabral o salvador do Avaí. A responsabilidade de deixar o time na Série A está, mais do que nunca, com os jogadores. Avaí ainda corre sérios riscos, mas acredito que o ambiente vai ser outro a partir de agora. A força do vestiário apareceu! É o que tem que ir para campo.

Comentários (3)

  • RUBENS ANTONIO diz: 11 de novembro de 2015

    No futebol brasileiro é assim, todos ficam reféns dos pernas-de-pau…se não gostam disso ou daquilo não fazem! que tipo de profissional é esse? se escolheu a profissão tem que se prestar a fazer o que seus superiores determinam goste ou não goste, daí esse bando de analfabetos funcionais que não sabem nem escrever o nome e ganham milhares de reais ficam prosa fazendo o que querem…francamente. Os contratos deveriam ser por produção fez recebe, não fez além de não receber ainda deveria pagar por ter tido oportunidade e não cumprido aquilo para o que foi contratado.

  • Mazinho Alvinegro diz: 11 de novembro de 2015

    Como já dizia o Presid. Lodetti, “O mangue é uma verdadeira casa da Geni”.
    É um entra e sai danado, somados a revoltas, insurreições, tumultos, indisciplinas e motins.
    Tudo por falta de bufunfas, cascalhos e michangas, … kkkk!
    Já estou achando que as bailarinas vão se dar bem lá no “pasto” da ressaqueda.

    Se tu dix!

  • Maurino Bastos diz: 11 de novembro de 2015

    Não vou comentar a situação avaiana. Todos os clubes mídias, menos dias podem passar por isso. Só quero dizer que por informações internas do clube me disseram que ojjogador que se posicionou pela saída do Kleina foi o Marquinhos. E quem armou a trairagem contra o treinador foram Marquinhos, Evando e Eduardo Costa em conluio com a super corneta azul Miguel Livramento. Com tantos traíras ninguém aguenta. Estava indo tão bem.

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