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Um dia especial

03 de dezembro de 2015 3

Hoje, peço licença ao futebol, pra falar de algo inesquecível. Gustavo Kuerten e o aniversário de 15 anos do título da Masters Cup de Lisboa 2000. Era Guga e o posto de número 1 do tênis mundial. Vivi com absoluta intensidade aqueles dias daqueles anos especiais que levaram o manézinho mais famoso da ilha ao topo de um dos esportes mais tradicionais.

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Até hoje não se teve a real compreensão do tamanho do que foi feito por Guga naquela semana. Se fosse comparar com o futebol, talvez desse para entender melhor. Foi como se um time brasileiro tivesse ganhado o mundial da Fifa derrotando na sequência de semifinal e final o Barcelona e o Real Madrid. Mas não retrancado na defesa. Jogando no ataque, dominando e mandando na partida. Foi Guga contra Sampras na semifinal e diante de Agassi na final.

Aquela semana foi o ponto final de uma história espetacular que foi sendo moldada não só naqueles cinco jogos de Portugal. Na minha visão, apesar de tudo ter sido muito rápido, tudo também foi sendo construído aos poucos.

Os jogos inesquecíveis

Vou citar algumas partidas que, no meu entendimento, foram o caminho para a glória máxima de Guga em Lisboa. A primeira delas foi contra Yevgeny Kafelnikov, em Roland Garros 1997. Ali Guga batia o campeão anterior de Paris e rumava para sua primeira grande conquista. Depois vamos para 1999, Copa Davis, Brasil x Espanha, em Lérida, na Espanha. Guga detonou praticamente sozinho a equipe espanhola de Alex Corretja e Carlos Moya, num final de semana de atuações perfeitas.

O terceiro momento é uma derrota. Final do Masters Series de Miami, em 2000 – considerado o quinto Grand Slam. Guga frente a frente com um dos maiores tenistas de todos os tempos. Posso jurar que se houvesse o “desafio eletrônico” já naquela época, a derrota de 3 sets a 1 para Pete Sampras seria vitória. Guga perdeu aquele jogo, mas saiu vitorioso e confiante, porque fez Sampras correr e jogar seu mais alto nível de tênis, tamanha foi a atuação do próprio catarinense. Guga tinha atingido ali um estágio que poderia bater qualquer um.

Depois vieram os dois jogos de Lisboa, no final daquela mesma temporada. A fantástica semifinal contra Sampras, de lances espetaculares, em que o americano simplesmente ficava sem resposta. E no dia seguinte e a decisão perfeita, soberba, diante de Andre Agassi, que nada pôde fazer. Guga foi um monstro nas quadras e é uma pessoal fantástica fora delas. É número 1 em exemplo de vida – merece todas as homenagens.

Comentários (3)

  • João Lídio Sprada diz: 3 de dezembro de 2015

    Foi sensacional.Guga elevou o nome de Florianópolis,de Santa Catarina e do Brasil. Parabéns GUGA.
    Quero falar do Brasileiro. O Santos desprezou o brasileiro e levou o castigo. FORA DA LIBERTADORES.

  • Da Barra diz: 3 de dezembro de 2015

    Guga salvou e elevou Florianópolis no setor esportivo, falou em tenis, vai lembrar do Guga, porque no futebol os clubes são uma vergonha, quem viver + uns 50 anos vai conviver com os mesmos vexames.
    Graças a Deus não vou sofrer tantos anos.

  • Da Barra diz: 3 de dezembro de 2015

    Boa tarde, Faraco!

    Sds. Alvinegras desde o FURACÃO, o + x CAMPEÃO e atual BICAMPEÃO em cima dos tansus de Joinveja.

    Sobre o tema proposto, concordo que devemos reverenciar o nosso manezinho GUGA, o maior tenista em toda a história do Brasil, um verdaeiro Airton Senna da raquete.

    Klarokê, ELE, não é 100% perfeito, pois é portador de um pequeno defeito, não sei se percebem, é torcedor do FLAvela e depois para avacalhar, é Bvaiano. Mas, .. essas pequenas anomalias, nunca vão tirar-lhe o brilho que teve em sua vitoriosa carreira.

    Parabéns, GUGA!

    Abs. desde a Barra-da-Lagoa, a pérola da Ilha da Magia.

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