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Bola para frente

29 de janeiro de 2016 4

Esqueça as confusões do Catarinense 2016 e imagine um ótimo campeonato pela frente. É assim que todos estão aguardando ansiosamente o início do Estadual, marcado para este final de semana. A competição promete boa disputa. A começar pela projeção inicial que coloca responsabilidade em Chapecoense e Figueirense, os favoritos ao título. Vejo muita igualdade nesta projeção para os dois. A Chape tem a sequência de trabalho como suporte e força, que não deixa de ser também uma realidade no Figueira. Já o Alvinegro tem o diferencial de saber lidar com a pressão do favoritismo. Mas não percebo o Joinville muito atrás dos dois, não. Talvez falte ao JEC um atacante para suprir a saída de Kempes, mas é um time que se conhece e manteve dois jogadores importantes: o volante Anselmo e o goleiro Agenor.

Correndo por fora

Os outros dois grandes correm por fora. Criciúma e Avaí sempre vão ser candidatos naturais, mas iniciam o ano com reformulações profundas, que colocam dúvidas sobre as equipes. O Avaí ainda tem o agravante da interminável crise financeira. Os dois times se enfrentam no domingo. Para este jogo a responsabilidade é toda do Tigre, que joga em casa e fez boa partida contra o Cruzeiro, pela Primeira Liga. As surpresas do campeonato podem vir de Blumenau, Lages ou mesmo Brusque. Guarani e Camboriú são os nanicos que tentam se firmar.

Chegou a Hora

Retorno de férias com um novo desafio posto: assumir novo espaço de opinião no Hora de Santa Catarina. E se tem um lema que carrego comigo na carreira profissional é que desafio feito é desafio para ser aceito. É para onde migro já a partir deste final de semana. O compromisso é o mesmo: jornalismo com informações e credibilidade e opiniões sobre o futebol catarinense. O foco muda um pouco e centraliza mais a dupla da Capital, Avaí e Figueirense. Foram mais de três anos com conquistas e satisfações aqui no DC, criando laços com muitos leitores. O convite agora é para que sigam-me acompanhando também no novo projeto. Até já!

Cenário de mudanças em Santa Catarina

10 de dezembro de 2015 29

A próxima temporada vai ser de mudanças e não de continuidade. É o cenário desenhado para 2016. Em quase todos os grandes. Joinville e Avaí caíram e vão ter que se ajustar a uma nova realidade financeira. O Criciúma já mudou, com a nova diretoria e as saídas no grupo de jogadores. Figueirense e Chapecoense também devem mexer mais. A Chape fará isto dando as cartas, pela boa repercussão e credibilidade alcançada com o trabalho. Além da questão financeira estável. Já o Figueirense deve mudar bastante porque são muitos os jogadores que ganharam mercado com a temporada realizada.

A renovação de Hudson Coutinho

10 de dezembro de 2015 0

É um movimento natural o Figueirense renovar com Hudson Coutinho para 2016. Ele comprovou que tem condições de comandar o time e o vestiário, mesmo com jogadores de peso, como Carlos Alberto, Thiago Heleno e Marquinhos. É natural também que o torcedor queira um técnico “com grife” e pense que Hudson foi bom, cumpriu o seu trabalho, mas já deu. O que é um pensamento errado. Pergunto a este mesmo torcedor se René Simões não era um técnico com “grife”? E como o revelou o presidente Wilfredo Brillinger, no Debate Diário da CBN Diário da última terça-feira, o relacionamento de vestiário se “deteriorou muito rapidamente”. Então cabe a reflexão.

A influência do parceiro
No mesmo programa, o presidente Wilfredo destacou que já está tudo certo entre o Figueirense e os parceiros. Não quis confirmar quem são, mas disse que em breve tudo vai ser conhecido do torcedor. E disse mais! Perguntei a ele se o parceiro poderia indicar alguém para trabalhar no departamento de Futebol, junto com Cléber Giglio, e o presidente falou que haveria esta possibilidade. É evidente que a resposta do dirigente não é uma confirmação de que haverá alguém, mas indica que o parceiro vai ter voz ativa no clube a partir do momento da assinatura do contrato. Se isto é bom ou ruim só o dia a dia vai dizer. Mas é o modelo que o Figueirense escolheu, que o conselho aprovou, e, de largada, não há o que reclamar.

 

Avaí elege os vilões da temporada

09 de dezembro de 2015 8
Em resumo, o presidente Nilton Macedo Machado demitiu dois integrantes do departamento de Futebol – Carlos Arini e Chico Lins – e liberou todos os atletas do empresário Eduardo Uram. São reformas superficiais e que não mexem profundamente no que deve ser mexido. Na verdade, o que o Avaí fez, na prática, foi eleger os vilões e dizer para a torcida que eles estavam fora do clube. Neste pacote então, Carlito, Chico e Uram são os vilões, o clube “identificou os problemas” e agora eles não mais existem. A mensagem implícita que fica é que eles foram os responsáveis pelo rebaixamento e, por isto, estão fora do clube. O que é um erro. A primeira coisa que o presidente do Avaí deveria fazer na coletiva deveria ser repetir o presidente do Vasco, Eurico Miranda, e assumir a responsabilidade pelo rebaixamento. Se teve os méritos do acesso 2014, deveria ter assumido o rebaixamento 2015 também.
O departamento de futebol
Primeiro é preciso dizer que o departamento de Futebol do Avaí foi montado ao contrário. Primeiro estava Chico Lins, veio então Carlito Arini e depois teve poderes o vice-presidente de Futebol Francisco Battistotti. O correto seria – para qualquer clube – primeiro escolher o vice de Futebol, que iria montar, com gente de confiança dele, o seu departamento. Como resultado dessa montagem às avessas, o grupo do futebol do Avaí nunca se entendeu. Havia uma divisão permanente. Chico e Arini de um lado e Battistotti de outro.
Autonomia
Chico Lins esteve praticamente sozinho no departamento de Futebol no ano passado – o ano do acesso. Permaneceu no departamento por este mérito. Carlito Arini voltou ao Avaí no início deste ano com os méritos do título de 2012 no currículo. Battistotti era para ser o homem do dinheiro – “da chave do cofre”, como o presidente disse no discurso de posse – mas passou a comandar o futebol. Estava no lugar errado, portanto. E amarrando as ações de quem tinha bagagem no futebol, a dupla Arini e Chico. Um dos grandes erros da dupla foi aceitar trabalhar sem ter total autonomia. Battistotti não deveria estar no futebol e acabou também não conseguindo fazer a parte financeira do clube: os salários atrasados mostram.
Eduardo Costa
O Avaí conversa com Eduardo Costa para assumir o departamento de Futebol. O anúncio pode sair hoje, inclusive. Mas há um maior entrave para o acerto. É justamente a questão da autonomia. Eduardo Costa quer ter liberdade para trabalhar e reconstruir o futebol do Avaí. E avalia que tem muita coisa para fazer. Se não for com autonomia, não vai querer.

Nem tudo foi perfeito no Scarpelli

08 de dezembro de 2015 11

O Figueirense ficou com muito méritos e tem todo o direito de comemorar. Mas nem tudo esteve perfeito no Scarpelli. O que mais complicou o clube neste ano foi a formação de grupo. Contratações da última janela também não fizeram sentido algum. O que salvou foi a forma como os jogadores – aqueles que têm mais história no clube – correram contra o rebaixamento. É hora de avaliar o ano e entender o que foi acerto e o que foi erro. Acredito que o Figueirense não precisava passar pelo aperto vivido na reta final do Brasileirão.

As dores da queda

08 de dezembro de 2015 3

Administrar rebaixamento não é nada fácil. Ainda mais como foi a queda do Avaí, com problemas financeiros que impedem que o clube consiga cumprir seus compromissos mensais. O impacto vai ser muito forte se não houver uma ação emergencial e um plano para recuperar as finanças. Faz tempo que escrevo que o Leão precisa de ação, de gente ativa e com novas ideias, que vá ao mercado e faça diferente do que tem sido feito – ou do que não tem sido feito – desde 2012.

“A gente não caiu hoje”, afirma técnico do Avaí após rebaixamento
Jogadores lamentam rebaixamento do Avaí: “Sentimento de culpa”

O Avaí se acostumou a ter “o cara” que paga a conta, que era o ex-presidente João Nilson Zunino. Agora precisa se acostumar que há um mercado lá fora e que todos estão competindo pelas mesmas fatias de dinheiro. Com salários atrasados, o clube não dá mostras de que tenha de onde tirar para cumprir o que está por vir ainda em 2015. E pior… 2016 já começa com uma redução de pelo menos R$ 15 milhões no orçamento.

Imposição

O presidente Nilton Macedo Machado tem que ser mais afirmativo sobre o posicionamento dele como comandante do Avaí. Não há clube que resista a um presidente que não seja bastante impositivo sobre se vai sair ou se vai ficar. Quando abre possibilidade de pedir licença, ou quando diz que o Conselho “poderia” reduzir seu mandato – hipótese já descartada –, ele passa uma impressão que não sabe se quer. É o momento de ser mais afirmativo e tomar as rédeas do rebaixamento, assumindo erros e apontando ao torcedor avaiano o caminho que vai escolher para dar a volta por cima.

A declaração de vagner

A entrevista do goleiro Vagner depois do empate em São Paulo, que confirmou o rebaixamento do Avaí, foi muito forte. O goleiro disse para o Brasil inteiro que “os jogadores não mereciam, mas o clube sim”. É uma pancada de dentro para fora. Claro que o goleiro estava falando dos salários atrasados. Vai ser visto como vilão e talvez passe a ser odiado pelo torcedor avaiano. Mas é preciso perceber que os jogadores realmente lutaram muito até o final – com algumas e poucas ressalvas.

O jogo contra o Corinthians foi de uma aplicação tática impressionante. Vagner foi duro no recado, mas não disse algo esteja fora da realidade. Acho que o Leão não mereceu, porque o clube é maior que as ações da sua diretoria. Esta sim errou bastante e acabou colaborando para que o rebaixamento viesse.

O apito final da Série A

05 de dezembro de 2015 7

Perto das 19h deste domingo, o apito final em cada um das partidas vai dividir corações entre a alegria da permanência e a tristeza do rebaixamento. Serão milhares de corações apertados, acelerados, de torcedores nervosos, apreensivos e inquietos. A ansiedade foi a marca da semana. A espera pelos jogos foi angustiante. É um jogo só, uma rodada somente, mas vale por toda a temporada. Vale pela temporada que está terminando, pois será o resultado prático daquilo que foi feito, ou daquilo que deixou de ser feito. E vale também para a próxima temporada, pois o resultado de domingo vai projetar o que vai vir em 2016, com ganhos garantidos ou perdas significativas.

Léo Gamalho desfalca o Avaí contra o Corinthians
Carlos Alberto não acredita em corpo mole do Flu
Torcedores mandam mensagens  para de Figueira e Avaí

Serão cinco clubes e 90 minutos para cada um deles. Coritiba, Avaí, Figueirense, Vasco e Goiás disputam duas vagas na Série A 2016. O apito final nas partidas vai dividir alegrias e tristezas, heróis e vilões, competências ou incompetências, permanência ou rebaixamento, paraíso ou inferno. No esporte, e também no futebol, nada está escrito. Não há derrota prévia ou vitória na véspera. O apito final não vai determinar, mas vai confirmar o resultado construído em campo, no jogo de domingo e na temporada inteira. Avaí e Figueirense carregam a bandeira do Estado, do futebol catarinense. Que entreguem tudo e, ao apito final, deixem seus torcedores orgulhosos pela luta incansável. É o mínimo que se pede e se espera.

Os caminhos de Avaí e Figueira

O Figueirense precisa entrar em campo entendendo que tem dois caminhos para permanecer. O primeiro é vencer e esperar pelo tropeço do Avaí diante do Corinthians. O segundo é mais complicado, mas não desprezível. E o Furacão não pode virar de costas para ele. Vencer com mais gols para tentar tirar a vantagem no saldo de quatro gols que o Coritiba tem. Dá para fazer? Claro que dá! Mas é preciso estar atento a tudo. Clayton e Carlos Alberto têm que chamar a responsabilidade e decidir.

O Avaí tem a grande vantagem de não olhar para o lado. O Avaí tem que olhar para frente. Não depende de ninguém. Mas tem um adversário… O técnico Raul Cabral disse que é “improvável, mas não impossível!”. É assim mesmo! Vai exigir um Avaí 100% daquilo que pode fazer. Mas se fizer, deixa o problema para os adversários, por uma vaga estará decidida.

Demorou, mas chegou

04 de dezembro de 2015 2

Todos nós, que estamos acompanhando o desenrolar dos fatos, tínhamos a certeza que mais cedo ou mais tarde as investigações do FBI sobre a corrupção na Fifa iriam chegar no atual presidente da CBF. Pois, ontem, Marco Polo Del Nero foi citado nominalmente e indiciado pelas autoridades americanas. Ao mesmo tempo, a própria Fifa abriu investigação no comitê de ética contra Del Nero.

Del Nero pede licença da presidência da CBF após denúncia do FBI
Substituto de Del Nero representa os interesses da CBF no Congresso

São indícios fortíssimos que deveriam provocar uma reação interna, na própria CBF. Uma reação dos clubes, principalmente. Já passou da hora de ações mais fortes. É bom lembrar que no pacote do FBI estão os últimos três presidentes da Confederação Brasileira de Futebol – Del Nero e Ricardo Teixeira indiciados e José Maria Marin preso. O que confirma que a linha sucessória do futebol brasileiro está contaminada e que o que vem sendo feito está manchado pela sujeira.

É preciso mudar, renovar, limpar e recomeçar. Tudo que está posto agora não surpreende mais – só confirma. Era algo que já estava anunciado para acontecer. É como aquele torcedor que levanta o velho e surrado cartaz na arquibancada: “Eu já sabia”!

As chances da dupla da Capital

04 de dezembro de 2015 4

Primeiro é preciso dizer que passou a ser improvável a permanência da dupla da Capital conjuntamente na Série A. Há duas rodadas venho escrevendo que a rivalidade entrou forte em cena e que era um contra o outro pela mesma vaga. E é exatamente isto que deve prevalecer no final de semana que vem por aí. Se você perguntar se acredito que os dois permaneçam juntos, vou dizer que torço muito para que isto aconteça, mas não acredito mais.

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Dito isto, é preciso avaliar que o Figueirense tem mais chances pelo jogo que tem, contra um Fluminense totalmente desmotivado, mesmo que precise de um resultado paralelo. O Avaí tem boas chances, porque só depende do seu resultado, mas tem o Corinthians, um obstáculo fortíssimo pela frente. Uma catástrofe também pode ocorrer para o futebol catarinense, com os dois caindo e o Vasco permanecendo. Mas seja qual for o resultado – caindo ou permanecendo –, os dois da Capital precisam rever muita coisa.

Um dia especial

03 de dezembro de 2015 3

Hoje, peço licença ao futebol, pra falar de algo inesquecível. Gustavo Kuerten e o aniversário de 15 anos do título da Masters Cup de Lisboa 2000. Era Guga e o posto de número 1 do tênis mundial. Vivi com absoluta intensidade aqueles dias daqueles anos especiais que levaram o manézinho mais famoso da ilha ao topo de um dos esportes mais tradicionais.

DC vai “transmitir ao vivo” jogo que colocou Guga no topo do mundo
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Até hoje não se teve a real compreensão do tamanho do que foi feito por Guga naquela semana. Se fosse comparar com o futebol, talvez desse para entender melhor. Foi como se um time brasileiro tivesse ganhado o mundial da Fifa derrotando na sequência de semifinal e final o Barcelona e o Real Madrid. Mas não retrancado na defesa. Jogando no ataque, dominando e mandando na partida. Foi Guga contra Sampras na semifinal e diante de Agassi na final.

Aquela semana foi o ponto final de uma história espetacular que foi sendo moldada não só naqueles cinco jogos de Portugal. Na minha visão, apesar de tudo ter sido muito rápido, tudo também foi sendo construído aos poucos.

Os jogos inesquecíveis

Vou citar algumas partidas que, no meu entendimento, foram o caminho para a glória máxima de Guga em Lisboa. A primeira delas foi contra Yevgeny Kafelnikov, em Roland Garros 1997. Ali Guga batia o campeão anterior de Paris e rumava para sua primeira grande conquista. Depois vamos para 1999, Copa Davis, Brasil x Espanha, em Lérida, na Espanha. Guga detonou praticamente sozinho a equipe espanhola de Alex Corretja e Carlos Moya, num final de semana de atuações perfeitas.

O terceiro momento é uma derrota. Final do Masters Series de Miami, em 2000 – considerado o quinto Grand Slam. Guga frente a frente com um dos maiores tenistas de todos os tempos. Posso jurar que se houvesse o “desafio eletrônico” já naquela época, a derrota de 3 sets a 1 para Pete Sampras seria vitória. Guga perdeu aquele jogo, mas saiu vitorioso e confiante, porque fez Sampras correr e jogar seu mais alto nível de tênis, tamanha foi a atuação do próprio catarinense. Guga tinha atingido ali um estágio que poderia bater qualquer um.

Depois vieram os dois jogos de Lisboa, no final daquela mesma temporada. A fantástica semifinal contra Sampras, de lances espetaculares, em que o americano simplesmente ficava sem resposta. E no dia seguinte e a decisão perfeita, soberba, diante de Andre Agassi, que nada pôde fazer. Guga foi um monstro nas quadras e é uma pessoal fantástica fora delas. É número 1 em exemplo de vida – merece todas as homenagens.