
Foi preso ontem à tarde no bairro Glória o médico que torturou e manteve em cárcere privado a sua namorada durante 18 dias.
No dia 2 de outubro a mulher, uma enfermeira de 51 anos de idade, foi até a casa do namorado para conversar. Os dois, que haviam sido se envolvido na adolescência, se reencontraram em março pela internet e reataram o namoro.
Segundo a delegada Nadine Farias Anflor, da delegacia da mulher, o médico era viciado em crack e a enfermeira estaria o ajudando a largar o vício.
Ele agrediu a companheira com relho, agulha, cortador de unha e a abusou sexualmente. Além das agressões, tratava dos machucados para que ela aguentasse mais torturas.
A mulher só conseguiu escapar 18 dias depois do acontecido, quando o médico adormeceu por causa das drogas. Com ajuda da mãe do namorado, que mora no mesmo terreno, conseguiu ir à delegacia da mulher dar queixa do namorado.
Segundo informações da polícia, ele usou crack todos os dias que manteve a vítima presa. Inclusive, teria sacando o dinheiro do salário dela para comprar drogas.
César Duílio Gomes Bernardi de 51 anos, chegou a ter uma clínica com o pai, que é dermatologista, mas levou a falência em decorrência do vício. Atualmente ele anunciava os serviços pela internet e atendia a domicílio.
De acordo com a delegada, o suspeito já havia torturado outras mulheres. A informação teria partido do irmão do suspeito, que foi morar com os pais, octogenários, a fim de protegê-los do médico. “O irmão disse que algumas namoradas do suspeito sumiam por semanas, mas eles nunca suspeitaram do porquê. Só saberemos das motivações de tamanha violência com o depoimento da vítima”, afirmou Nadine.
Informações da Zero Hora.