Em tempos de crise no Velho Mundo, os franceses foram bastante discretos no cerimonial de posse de seu novo presidente, François Hollande, realizada nesta terça-feira. Deixaram o glamour para o estilista Karl Lagerfeld e suas modeletes da Chanel, que um dia antes apresentaram a coleção cruise da grife nos jardins do Palácio de Versalhes, para fazer uma posse simples, sem pompa e sem aquele bafo todo que é um evento desses.
Até as escolhas de Carla Bruni, ex-primeira-dama, e Valérie Trierweiler para o look da posse foram minimalistas e sóbrias. As duas, de preto e branco, só variaram na decisão de quais peças vestir. Enquanto Carla optou por calça e terninho de risca de giz e camisa de seda. Valérie fez a fina "na-crise-sem-perder-a-dignidade" com um vestido e um casaco de linhas retas. Nada como aprender com as francesas como ser simples sem perder a elegância, não?
Quanto aos homens, ternos escuros e gravatas escuras para dar aquela ideia de "estamos trabalhando pesado por uma França melhor". Se a crise na Europa continuar, é bem possível que vejamos outras posses pobrinhas como esta. Preparem-se para uma nova tendência na política.

Sarkozy e Bruni, adieu! (Foto: ERIC FEFERBERG/AFP)

Cores combinando para a chegada de Valérie e a saída de Carla (Foto: ERIC FEFERBERG/AFP)

Ouro e riqueza só se for no uniforme do guarda ao fundo (Foto: PHOTO/POOL /PHILIPPE DESMAZES)
A circulação do dinheiro
Numa pequena cidade, os habitantes endividados passam um momento vivendo às custas de crédito. A sorte chega com um gringo. Que procura o único hotel. O gringo saca uma nota de R$ 100,00, deposita-a no balcão e pede para ver um quarto. Enquanto o turista sobe ao quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas ao açougueiro. O açougueiro pega a nota e vai até o criador de suínos a quem deve. Paga tudo. O criador, por sua vez, pega a nota e corre ao veterinário liquidar sua dívida. O veterinário, com a nota de R$ 100,00 em mãos, decide ir à zona pagar o que devia a uma prostituta. Expliquemos : em tempos de crise, a categoria trabalha a crédito. A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, onde levava os clientes. Ultimamente, deixara de pagar pelas acomodações. Liquida a conta de R$ 100,00. Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede sua nota de R$ 100,00 de volta, agradece e diz que o hotel não correspondeu às suas expectativas. Sai do hotel e vai embora da cidade. Ninguém ganhou um vintém ! Mas todos saldaram suas dívidas. E, assim, mais felizes, começam a ver o futuro com confiança ! Moral da história : quando o dinheiro circula, não há crise ! ( Historinha de Luis Costa em Leia Comigo)