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A cor das eleições

09 de setembro de 2012 0

O azul calcinha ganhou uma nova versão nas eleições municipais 2012.

Os candidatos estão super ligados nas tendências do verão e se jogaram no tom acqua para cumprir eventos de campanha neste final de semana.

Vide os exemplos de Gean Loureiro (PMDB) em Florianópolis, e de Antônio Ceron (PSD) em Lages.

Gean Loureiro (PMDB), postou em seu Twitter o look camisa acqua (Foto: Reprodução Twitter)

Colombo ousando no rosa e Ceron numa polo acqua despojada (Foto: Walmor de Oliveira/Divulgação)

A trilha sonora do Palácio do Planalto

23 de agosto de 2012 1

Certeza que a presidente Dilma Rousseff deve estar, a essa hora, ouvindo Beyoncé no talo, tentando imitar a coreografia de “Run the world (girls)”,  e se abanando com a edição da Forbes que a traz na capa e a lista como a 3ª mulher mais poderosa do mundo. Pelo segundo ano consecutivo.

"Who are we? What we run? The world", como diz Beyoncé (Foto: Reprodução)

O príncipe está nu

22 de agosto de 2012 0

Bem melhor do que estar no Brasil participando de eventos com os ricos and famosos, é cair na jogatina com os amigos e acabar peladão em Las Vegas, né príncipe Harry?

Harry, o príncipe rock and roll.

Diga-me o que vestes e te direi em quem votas

22 de agosto de 2012 1

Nesta terça-feira, “para a nossa alegria”, começamos a assistir na TV e no rádio a propaganda eleitoral gratuita dessas eleições. Enquanto muita gente foge do horário eleitoral, eu vos digo que os programas dos candidatos a vereador e prefeito são quase tão legais quanto ver novela. E isso que eu sou viciada em Avenida Brasil. #oioioi.

Ontem, zapeando pelos canais, assisti a uma propaganda que só reforça a ideia de como o vestuário – e a moda – são importantes na política. Veja o vídeo:

Sem citar nomes de candidato ou partido, as únicas coisas que chamam a atenção na moça são o casaquinho de estrelas e a camiseta vermelha (apesar desse fundo de plástico-bolha me deixar um pouco confusa). E aí, alguma dúvida sobre quem ela está falando?

Cara de um...

21 de agosto de 2012 1

O ex-governador Leonel Pavan (PSDB) pode ter desistido de ser candidato à Prefeitura de Balneário Camboriú, mas nem por isso o sobrenome do presidente do tucanato catarinense deixou de se fazer presente nas eleições municipais deste ano.

Sua irmã, Délia Pavan, retornou à cena política no litoral catarinense como candidata à vereadora.  Conta com o fato de, além de ser irmã de quem é, ter cumprido um ano de mandato no Legislativo entre 2007 e 2008 — nas eleições de 2004, a candidata obteve 1.068 votos e acabou como suplente do partido.

Com esse semblante, Délia nem precisaria exibir o sobrenome para mostrar de quem é irmã.  O Photoshop até atrapalha um pouco, mas a candidata não é a cara do ex-governador?

Délia Pavan (PSDB): a versão feminina de Leonel Pavan. (Foto: Divulgação)

(Obs.: A foto é daqui)

Com que roupa eles vão?

31 de julho de 2012 0

Na edição desta quarta-feira do AN, 1º de agosto, assino uma matéria para a editoria de Política sobre o estilo dos candidatos a Prefeito de Joinville. Entre as entrevistadas, está a consultora de imagem Milla Mathias, que escreveu junto com a jornalistas Luci Molina e Sergio Kobayashi o livro “Guia de estilo para candidatos ao poder – e para quem já chegou lá (Editora Senac São Paulo).

Como a conversa com a Milla foi muito legal, acabei fazendo algumas perguntas que têm a ver aqui com o blog. Veja o resultado do bate-papo:

A consultora de imagem Milla Mathias, uma das autoras do livro "Guia de estilo para candidatos ao poder - e para quem já chegou lá" (Foto: Divulgação Ed. Senac SP)

Larissa - Milla, porque o azul-claro, naquele tom mais conhecido como “azul-calcinha” é tão usado no meio político?

Milla Mathias - O azul é uma cor que transmite tranquilidade. E, se o azul é num tom claro, ele passa mais tranquilidade ainda. E também mostra que a pessoa é acessível, próxima do eleitor. A intenção é sempre fazer com que o cidadão comum se identifique com o político. Além disso, a camisa azul passa a imagem de que o político é calmo, acessível, confiável.

Larissa - Para não ficar só no azul-claro, existem outros tons que podem dar essa impressão de tranquilidade, de proximidade com o eleitor?

Milla - Na verdade, alguns tons de cinza também podem ser usados, variando de cinza claro ao cinza médio. Aliás, seria até mais adequado do que o azul-claro. Outra opção é usar o azul marinho, que também é uma cor muito boa para passar essa mensagem.

Larissa – Um senador aqui de Santa Catarina tem usado com frequência gravatas com motivos infantis, bichinhos, grafismos mais engraçadinhos. Você recomenda o uso desse tipo de peça como uma forma de o político ousar no visual?

Milla - De jeito nenhum! Isso na verdade deveria ser totalmente proibido em qualquer ambiente, seja no poder público quanto em empresas. A pessoa que usa esse tipo de gravata deve estar querendo fazer uma brincadeira. Ou ele está querendo ser infantil, o que jamais deve ser uma característica do político.

Larissa – Entre as mulheres, vemos que as pérolas são praticamente coringas entre os assessórios. Existem outras alternativas que ainda demonstrem sobriedade, sem necessariamente recorrer a este clássico?

Milla – O que acontece com a pérola é que a mulher acha que vai ficar clássica, mas se ela não tiver essa personalidade, esse estilo, vai parecer uma coisa forçada. O uso das pérolas depende muito da personalidade. Se a mulher for mais despojada, mais moderna, a pérola pode não ficar legal. Existem outros assessórios legais, que dão essa impressão de refinamento, seja um brinco de ouro pequeno ou uma bijuteria mais elaborada.

Larissa - Existe uma peça que você considera infalível para o político?

Milla – No vestuário masculino, eu diria que o blazer azul-marinho é a peça-chave. Mas o que acontece é o seguinte: ser for um candidato mais simples, mais despojado, o blazer pode ficar fora de contexto. A roupa funciona como uma segunda pele da pessoa, e com a roupa ela passa uma certa mensagem. Se a roupa não corresponder exatamente à imagem daquela pessoa, a imagem fica artificial e ela não consegue passar mensagem nenhuma. Não adianta você colocar um cara que tenha uma personalidade mais arrojada, com um terno e gravata, por exemplo. A mesma coisa é fazer um político super conservador usar camiseta, ou um tênis mais esportivo para ir fazer campanha. O eleitor pode não perceber conscientemente. Mas, no seu inconsciente, fica a impressão de que alguma coisa está errada.

Larissa – Existe algum ícone de estilo na política hoje?

Milla – Entre os políticos brasileiros, eu gosto muito do estilo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Ele sempre está muito bem vestido, tem um estilo clássico, é um cara mais conservador. Sempre aparece em público de terno e gravata, e, quando está mais informal, no máximo ele usa uma camisa polo. Nunca vi ele de calça jeans. Entre as mulheres brasileiras, eu não colocaria ninguém como um ícone. As mulheres se atrapalham muito na hora de se vestir. Fora do Brasil, eu diria que a Michelle Obama e a Kate Middleton são bons exemplos de elegância.

O sol é para todos

30 de julho de 2012 0

O tempo aqui em Santa Catarina não anda aquela maravilha, mas esse não deve ser o caso da Romênia. Por lá, os moradores aproveitam o verão e não perdem a chance de se bronzear nem em dia de ir às urnas decidir o impeachment de seu presidente, Traian Basescu.

Neste domingo, urnas foram levadas para hotéis e pousadas da região da costa do Mar Negro para que turistas romenos não perdessem a chance de participar do referendo. Como se pode ver na foto, esta turista não quis perder tempo MESMO, porque nem uma canga, nem uma saída de banho ela foi capaz de vestir para dar o seu voto. Já pensou se a moda pega nessas eleições municipais?

De biquíni, exercendo o poder do voto (Foto: DANIEL MIHAILESCU/AFP)

Não chore por mim, Argentina

26 de julho de 2012 0

Nem Dilma, nem Cristina, nem Bachelet. O maior ícone feminino da conjunção entre moda e política na América Latina é Evita Perón. Nesta quinta-feira, os argentinos relembram os 60 anos da morte de sua eterna primeira-dama, conhecida como a “mãe dos pobres” pela dedicação que teve com a população mais carente.

Sempre carregada de joias,  peças extravagantes e looks criados pela Maison Dior, Evita era conhecida pela paixão pelo marido Juan Domingo Perón e pelo trabalho. Durante os três mandatos de Perón como presidente, a primeira-dama não desempenhou apenas o papel decorativo que normalmente cabe ao posto. Desenvolveu programas sociais, construiu creches, hospitais e, apesar de não gostar das ideias feministas,  lutou pelos direitos das mulheres, fazendo campanha pela conquista do voto e atuando na construção do Partido Peronista Feminino.

Com uma trajetória tão fugaz, Evita morreu aos 33 anos, em decorrência de um câncer no útero que decidira não tratar. Seu velório durou duas semanas e teve direito à milhares de argentinos nas ruas acompanhando o cortejo.  E você pensando que Evita era só um filme dos anos 90 estrelado pela Madonna e um musical da Broadway, hein?

Evita, a phyna: pele, joias e Dior. (Foto: AFP Photo)

Alguns vestidos usados por Evita estão em exposição em Buenos Aires (Foto: AFP Photo)

Javier, o engajado

25 de julho de 2012 0

Tendência desde a chamada primavera árabe, protestar virou um hábito praticamente diário na Espanha. Sem conseguir sair da crise econômica que assola o país e sofrendo com os inúmeros cortes impostos pelo governo, os espanhois têm se juntado em praças e feito barulho para reclamar.

No maior protesto dos últimos dias, uma surpresa. O ator Javier (gatão) Bardem foi com seu irmão, Carlos,  e sua mãe, Pilar, para as ruas participar das manifestações contra as novas medidas de austeridade anunciadas na semana passada. Entre elas, está uma nova reforma trabalhista e o aumento de impostos em eventos culturais e esportivos.

Javier Bardem: manifestação em família (Foto: Dominique Faget/AFP)

Repare que o visual de Javier e de seu irmão tem tudo a ver com o clima de crise: tons sóbrios, nada de marcas em evidência ou estampas chamativas. Amarelo, só na bandeira da Espanha mesmo.

Pecado capital

19 de julho de 2012 0

Se tem uma coisa na qual eu acredito com toda a minha força é que a inveja de mulher tem poder.  Amiga, não adianta. Não tem gata nesse mundo que goste de se sentir menos fashion do que uma concorrente, seja no trabalho, na vida amorosa, na faculdade. Mulher é um ser fantástico, queimamos sutiãs na praça, fizemos a revolução para poder trabalhar mais, e ainda temos condições de ser mães, etc. etc.  Enfim, somos muito legais (e modestas) na maioria das vezes, mas nunca queira ser alvo da inveja feminina.

Uma prova de que a inveja de mulher é uma coisa tensa é o look escolhido pela chanceler da Alemanha, Angela Merkel para um compromisso oficial nesta quinta-feira. Conhecida mundialmente pelo seu visual sóbrio (para não dizer sem sal), a chefona deve ter pesquisado muito bem o estilo da primeira-ministra da Tailândia, Yingluck Shinawatra (nem me pergunte como se pronuncia esse nome), antes de sair de casa.

Prevendo que sua colega usaria uma cor forte para o encontro que marca o início da turnê da primeira-ministra pela Europa, Angela se jogou no rosa sem medo de ser feliz. Imagina como ficaria a moral  da toda-poderosa da Europa se ela estivesse de nude/azul marinho/verde escuro? Nem pensar.

Ainda que essa renda nas mangas da Yingluck não seja algo muito compreensível,  o resultado desse embate de cores até que ficou interessante:

Cor se responde com cor. (Foto: Johannes Eisele/AFP)

Angela mostrando sua satisfação com o encontro (Foto: Johannes Eisele/AFP)