Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Resultados da pesquisa por "casca de ovo"

Casca de ovo ganha flores

24 de março de 2011 1

Bem sabemos que das cascas de ovos surgem algumas belezuras decorativas, principalmente, em épocas pascais. Mas, você já tinha imaginado que as tais casquinhas poderiam também fazer, às vezes, de suporte para expor pequenas flores? Pois veja esta ideia simples, original, e que pode fazer toda diferença na sua mesa.

Vai receber amigos???? A Páscoa tá batendo à porta… guarde algumas cascas, bem lavadas, e surpreenda nos detalhes da sua recepção.


Delicadeza encontrada no blog Vintage Rose Brocante


Inspire-se... plante na casca do ovo

08 de maio de 2013 0

Invente, tente, aproveite a casca do ovo para criar algo diferente…

Valorize a casca do ovo

18 de maio de 2011 0

Você já pensou o que é possível fazer com a casca do ovo? Quando penso, o que vem à cabeça é sempre aquela imagem da casquinha pintada, para depois, ser recheada de amendoim doce, muito comum na época de Páscoa. rsrsrsrs …

Nas minhas viagens pela web, porém, tenho descoberto ‘altas’ ideias para dar um fim mais feliz - em vez de ir direto ao lixo - à casca do ovo.

São nessas horas que acredito na máxima de que o simples também é chique. Basta um toque especial, uns minutinhos de dedicação para a simplicidade saltar aos olhos.

Você já experimentou criar algo diferente com a casca do ovo? Eu encontrei estas soluções. Vejam!

Ovo pintado de preto vira um quadro negro para expor recados

A casca do ovo pode virar um vasinho para plantar sementes

Você pode transformar as cascas em pequenas velinhas decorativas e aromáticas.

Outra opção é ainda usar como vasinhos para miniflores. Encantadores!

Estas sugestões foram encontradas no blog A.Moderna.

Num outro post já falei sobre este tema. Veja que bacana, clicando aqui.

Vida simples!!!

02 de janeiro de 2013 0

 

O ano de 2012 se foi e um novo ano começou. Está aí, fresquinho para ser vivido. E viver é simples, pelo menos é o que eu penso, e tento seguir esta máxima. Como diz a letra da música de Odair José e atualmente cantada por Otto, no CD The Moon 1111, na canção A Noite mais Linda do Mundo, “felicidade não existe, o que existe na vida são momentos felizes”. Acredito nisso, até porque ninguém é feliz o tempo inteiro. Ou é??? Se não complicarmos, a vida flui.

Até acho engraçado, às vezes, claro, porque quanto mais o tempo passa, me pego pensando sobre a vida, a minha vida, sobre o que quero pra mim. Difícil uma resposta, mas imagino que assim como eu, cada um busca a sua felicidade, e isso cada pessoa consegue à sua maneira, conforme seus interesses e sua forma de enxergar o mundo. Por isso, pode parecer complexo, quando na verdade não é. Basta olharmos o que está ao alcance dos olhos. Tudo parece difícil porque sempre queremos ir além, é uma característica do ser humano buscar a superação – aliás, característica positiva, pois assim não nos acomodamos tão facilmente. Mas se pararmos para observar sem tantas pretensões, conseguimos dar leveza à vida, frear o tempo e viver cada segundo intensamente.

Sinceramente, não quero viver freneticamente, no piloto automático, como se tivéssemos um ponto de chegada. Quero viver o frenesi da vida – com alguns obstáculos, que são inevitáveis – porém, sem deixar de sentir o toque da brisa. Desacelerar é preciso! Sendo assim, não poderia deixar de citar a frase do compositor Nei Lisboa – que há anos me move – “Não existe mais talvez no meu caminho, ou já sei ou adivinho onde mora o meu prazer”. E você, sabe onde mora o seu? O meu está em admirar o belo, em buscar o capricho das coisas, em conhecer o novo e novas pessoas. Se tem algo que eu gosto demais é estar entre pessoas queridas, abrir a porta da minha casa (do meu casulo) para receber com carinho. Receber é um dom, uma doação. E estas imagens revelam o quanto quero recebê-los neste ano! Inspire-se e viva 2013 renovada! Liberte-se!

Foto La Receta de La Felicidad/Divulgação


Estes círculos de crochê que servem de porta-copos também podem dar forma a delicados biscoitos. Muitas vezes, com criatividade, não é difícil surpreender

Foto La Receta de La Felicidad/Divulgação

Foto La Receta de La Felicidad/Divulgação

Foto La Receta de La Felicidad/Divulgação

Juro que sei fazer brownie de chocolate e fica maravilhoso. Agora, nesta versão em cascas de ovos (de plástico) é novidade. Gamei a ideia!

Foto La Receta de La Felicidad/Divulgação

Foto La Receta de La Felicidad/Divulgação

Da mesma forma, as louças dos conjunto de chá – principalmente àquelas que remetem à casa da vovó – ficam supercharmosas se usadas para levar bolachinhas e servir os convidados à mesa

Foto Pinterest/Divulgação

Esta é a coluna publicada no caderno Casa Nova de quarta-feira, dia 02/01/2013. Espero que tenham gostado!

Beijos, Jana Hoffmann

Juarez Machado é um deboche

10 de julho de 2011 0

A festa em homenagem ao artista plástico Juarez Machado foi um sucesso. Estive presente e, por isso, tiro minhas próprias conclusões. Ele é uma pessoa encantadora e adora ‘tagarelar’. Sendo assim, aproveitei para ouvi-lo num bate-papo e saber mais sobre o mais novo trabalho, resultante da comemoração dos seus 70 anos, completados no dia 16 de março deste ano e que será festejado até março de 2011. Eis a entrevista:

FEITO CASULO: O que as pessoas podem esperar desta exposição de 70 obras que têm como inspiração a comemoração dos seus 70 anos?


JUAREZ MACHADO: Com esta exposição, as pessoas podem conhecer a mim. Na verdade, é uma grande piada, é um grande deboche a mim mesmo. Eu me usei como tema, em todos os quadros é possível perceber. Metade da exposição está pronta, a de Paris. Está sendo feito um livro, que será lançado, um catálogo da exposição. São 35 quadros em Paris.

São uns quadros que eu pintei até de uma maneira um pouco diferente das outras exposições. Todos os convidados são em preto e branco, o aniversariante, que sou eu, às vezes eu mesmo, às vezes em forma de mulher, às vezes em forma de bonito, de feio, de magro, de gordo… não fiquei preso ao meu próprio retrato, à minha própria caricatura. Eu usei um aniversariante que somos todos e eu faço uma brincadeira, meio debochando de mim, me autocriticando de uma forma brincalhona, que na verdade, como sou uma pessoa extremamente normal… é cada um, é a vida nossa, é a nossa vida em relação às pessoas, as pessoas em relação a nós, é a família… a família de qualquer pessoa é a síntese do mundo.


FEITO CASULO: Todas as telas da exposição ’70 La Fête’ têm essa mesma característica?


JUAREZ MACHADO: Todas as telas eu fiz com essa linguagem para que o espectador da exposição, no terceiro quadro, ele já entenderia que é essa a linguagem, a personagem, o aniversariante é ele (a pessoa sempre colorida), mesmo não sendo ele. Tem um, por exemplo, que é um homem muito bonito, completamente nu, de tanguinha, caminhando sobre as velas de cada ano, de cada aniversário. Na tanguinha, que é uma folhinha de calendário está escrito 1941, 16 de março, domingo. Daí alguém me mandou um e-mail dizendo assim: “tinha que ser um domingo”. Eu respondi: “e fiz desse domingo um feriado nacional” (risos).

Este é uma personagem que fiz, jovem, atlético, bonito. Aí foi uma maneira de eu, inclusive, continuar a brincadeira. Quando eu mostro esse quadro eu falo pra todo mundo: “eu, nu, sou assim, vestido, sou feinho.”

Tudo foi pretexto para brincar. Essa brincadeira fiz para exposição de Paris e, agora, estou aqui no Brasil, onde fico até setembro trabalhando loucamente nos ateliês que tenho aqui em Florianópolis e em Joinville, já trabalhando para a exposição que eu transferi para março, quando acaba meus 70 anos.


Aliás, 70 anos é uma data tão ruim que só dura 12 meses, entendeu? (risos) Depois, já é 71, que não tem nenhum glamour. Por isso, já vou me preparando para os 80 anos.

A exposição no Brasil será em Curitiba com meu marchand, que se ocupa das minhas coisas no Brasil. Serão mais 35 obras.


FEITO CASULO: Quanto à exposição na França, as pessoas já têm acesso às obras?

JUAREZ MACHADO: Em outubro, quem for a Paris, não deixe de visitar a exposição na minha galeria, a qual já trabalho há 16 anos. A cada ano, faço lá uma exposição. A última foi “Em volta da mesa”, que foi bonita, simpática. A anterior foi “Jazz Dance”… é que eu gosto muito de jazz, escuto música o tempo todo, tenho som em  todas as minhas casas, que eu nunca os desligo. Tenho certeza que lá em Paris estão tocando minhas músicas, que eu deixo para purificar o ar. Tem gente que usa vela, incenso, flores. Eu uso a música para purificar o ar. Jazz me comove profundamente, porque é a síntese de todas as músicas, com jazz você faz qualquer valsa. A música é importante na minha pintura.


FEITO CASULO: Neste trabalho, então, dos 70 anos, você se divertiu?

FEITO CASULO: Nessa exposição eu me diverti, porque eu brinquei comigo e com o ser humano, que é a coisa que eu mais gosto. Eu não tenho cachorro, gato, não tenho aquário, plantas ornamentais. Eu tenho um jardim que eu fiz na marquise da loja, embaixo do meu quarto tem uma loja e tem uma marquise, daí eu fiz um jardim com vasos, enorme, que tem todo tipo de temperos. Tem cebolinha, basílico, tem alecrim e dois pés de oliveiras, que é coisa rara.


FEITO CASULO: Você cozinha?

JUAREZ MACHADO: Eu cozinho! Não sei cozinhar, mas sou metido a cozinheiro. A minha família toda é metida a cozinheiro, chef de cozinha. Minha ex-mulher foi a primeira brasileira a passar e se formar, em primeiro lugar, na escola superior de cozinha francesa Le Cordon Bleu. Eu era ajudante dela e quando ajudava ficava feliz. Ela me chamava para descascar cebola e lavar panela. Ela abusava do poder em cima de mim. Na França, sobretudo, cozinha é privilégio de homem, não de mulher. Aí ela se vingou dos homens fazendo eu cortar cebola. Mas, eu aprendi muito.


FEITO CASULO: Você foi convidado para fazer duas vacas da mostra CowParede em Santa Catarina. O que você está pensando para essas duas peças?

JUAREZ MACHADO: Surpresa!!! Já estão prontas, na minha cabeça. Daqui a 20 dias estou indo para São Paulo, para um ateliê que prepara as vacas. Uma será para Joinville com o tema Joinville e outra com tema Floripa. A ideia era fazer sobre surfe, mas essa não é minha praia, compreendeu? Eu achei uma coisa mais bonita, profunda, romântica, mais história nossa… é uma homenagem aos pescadores. Então, vai ser uma homenagem com humor, claro, porque esse é o meu jeito simples de ser. Mas é uma homenagem minha aos pescadores da Ilha, por quem eu tenho muito respeito. Em Joinville, é uma homenagem à chuva, sim, porque lá chove o tempo todo. Mas eu posso fazer essa brincadeira, porque sou nascido lá. Vocês vão se divertir com as minhas vaquinhas, porque estarei, eu, presente com a vaca. Aonde a vaca vai o boi vai atrás!!! Estou bem animado e será um prazer fazer isso, participar dessa exposição. É uma homenagem a dois amores. Eu tenho esses dois amores e sempre me sinto feliz com esses amores. Como um casamento, que são cidades… todos esses amores são cidades femininas, e todos eles são grandes e ótimos, fortes, mas insuportável mais do que três meses! Então, é o tempo… daqui a pouco vira íntimo e, quando fica íntimo, eu vou  mudando de lugar.


Abaixo, algumas pinturas da exposição 70 La Fête de Juarez Machado, onde ele brinca com o contraste do PB e o colorido.

 

Agora, registro da tietagem, claro.

Eu, Jana Hoffmann, Juarez Machado e a colega Simone Bobsin na foto de Fernando Willadino