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Posts na categoria "História"

Ingredientes da sorte para o Réveillon

31 de dezembro de 2011 0

Alguns ingredientes não podem faltar na ceia do Réveillon. Não somente pelo sabor mas porque são considerados verdadeiros amuletos para o ano que começa.

Reprodução internet

Um deles é a lentilha. Na minha família, não só se come uma deliciosa lentilha cozida, como era costume da minha avó distribuir aos netos alguns grãos, dentro de um saquinho d e tecido (chamado “breve”) que deveriam ser mantidos dentro da carteira de dinheiro, para atrair mais.

A carne de suíno também é tradicional na ceia de final de ano. Isto porque o porco “fuça” para a frente. Da mesma forma não é considerado sinal de bom agouro comer aves, que ciscam para trás. A relação é com o andar para frente ou para trás, no ano que começa.

Há pouco descobri que peixes como salmão, atum e bacalhau também são considerados bons para a data. São peixes chamados de corajosos, pelo tipo de água que enfrentam. Assim, trazem a força para driblar as dificuldades.

Reprodução internet

Em casa sempre consumimos nozes, avelãs e castanhas nesta época do ano. E elas também têm um significado interessante. São relacionadas à fartura e ao sucesso.

De Portugal importamos a superstição relacionada à uva. Varia a indicação o número de grãos que devem ser ingeridos bem na hora da virada, mas a dica mais comum é comer 12, um para cada mês do ano. Se estiver na beira no mar, aproveite para pular um onda a cada grão. Dentro de casa, pule com o pé direito.

Reprodução internet

Romã é outra frutinha da sorte. Também deve-se comer os grãos. E, assim como a uva e a lentilha, outra recomendação é guardar as sementes secas na carteira.

Focaccia, nem pão nem pizza, mas ambos

25 de agosto de 2011 0

Fotos Márcia Feijó


Ela pode ser considerada a “mamma da pizza”. A focaccia nasceu na Roma Antiga e lembra aquelas pizzas caseiras, com massa alta e fofa. O modo de fazer a massa é semelhante, mas ela difere da redondinha em alguns aspectos.

Primeiro, justamente pelo formato. Ela geralmente é feita em assadeira retangular e depois cortada em quadrados ou pequenos retângulos. E, antes de assar, é pressionada com a ponta dos dedos (ou o cabo da colher de pau), para formar reentrâncias que permitiram que o azeite penetre na massa.

Segundo, porque sua massa é temperada com alho, alecrim ou sálvia.

E, por fim, porque sua cobertura dispensa o molho. Aliás, a focaccia dispensa até cobertura, de tão saborosa que fica sua própria massa, sendo regada apenas por um bom azeite de oliva.

Os tipos mais comuns são as de azeitona e de tomate seco. Aqui vai uma receita de focaccia e duas opções de cobertura.


Massa de foccacia


Ingredientes:

200 ml de água

1 colher (chá) de sal

3 colheres (sopa) de azeite de oliva

2 dentes de alho amassados

1,5 colher (chá) de alecrim fresco (ou sálvia fresca picada com uma tesoura)

400g de farinha de trigo

2 colheres (chá) de fermento biológico seco


Como fazer:

Misture os ingredientes num recipiente até formar uma massa homogênea.

Trabalhe a massa por 5 a 10 minutos.

Faça uma bola lisa e macia com a massa.

Coloque numa tigela, faça uma incisão com a faca, cubra com filme plástico ou um pano de prato úmido (para não ressecar) e deixe descansar por uma ou duas horas (dependendo do clima, pois quanto mais quente, mais rápido a massa cresce).

Quando duplicar de volume, trabalhe novamente a massa por cerca de 1 minuto.

Estique-a com as mãos e coloque numa assadeira untada co m óleo. Cubra com pano de prato e deixe a massa descansar por mais meia hora em local quente.

Faça buracos (sem transpassar totalmente a massa) de 2cm em 2cm, usando as pontas dos dedos ou o cabo da colher de pau. Regue com azeite de oliva e ajeite a cobertura. Depois, leve ao forno por cerca de 25 a 30 minutos, até que a massa esteja dourada.

Corte a focaccia em quadrados ou retângulos pequenos para servir.


Dica: é comum salpicar a foccacia com sal grosso antes de levá-la ao forno. Se optar por fazê-lo, diminua o sal da receita da massa para apenas 1 pitada.


Cobertura 1:

Cobrir a massa com tomate seco cortado em tiras. Polvilhar com queijo ralado.


Cobertura 2:

Cobrir com rodelas de azeitona e tiras finas de cebola. Polvilhar queijo ralado.


Na própria Itália, onde nasceu, a focaccia tem vários nomes e modos diferentes de preparar.

Algumas de suas versões, por região:

Pinza – no Vêneto

Pitta – na Calábria

Pizza – em Nápoles

Pissalandria – em Gênova

Schiacciata – na Emilia Romagna

Fitascetta – na Lombardia

Sarnedaria – na Ligúria

Stiacciata – na Toscana


Curiosidades:

Assim como as pizzas, as focaccias também podem ser doces.

Em Gênova, duas focaccias fazem as vezes de pães de sanduíche, imprenssando uma generosa fatia de mortadela.


Muito bem-vividos

04 de maio de 2011 8

Foto Márcia Feijó

Na segunda-feira fui aprender a fazer bem-casados com a professora Valderez, da Oficina Culinária (e eles estão aí na foto acima). Estes doces voltaram a ser comuns nos casamentos, depois de um período quase esquecidos. E por uma razão muito especial, seu significado.

As duas metades dos bem-casados devem, tradicionalmente, ser feitas uma a uma. Elas simbolizam os dois indivíduos que se unem. No meio, vai um recheio doce, e eles ainda são banhados numa calda de açúcar bem leve e crocante (afinal, que casamento sobrevive sem uma boa dose de doçura e um tanto de crocância?).

Mas os bem-casados não precisam ser servidos somente em casamentos. Eles caem bem como oferta aos convidados ou servidos na mesa de doces em outras ocasiões festivas. Nestas, assumem os nomes de bem-sucedidos, bem-nascidos, bem-comemorados; e podem ser recheados com cremes alternativos além do doce de leite.

Há exatos 15 anos eu não servi bem-casados aos meus convidados porque ainda não conhecia esta história. Como fã de tradições regadas a açúcar :0), eu certamente teria encomendado ou até mesmo feito alguns, se conhecesse. Mas hoje tenho motivos de sobra para dividir uns bem-vividos com a outra metade do meu bem-casado.

Sobre o curso, gravamos um vídeo mostrando como fazer os bem-casados. Uma delícia. E em breve vamos mostrar tudo aqui no blog.

Macaron: nobre, santo e delicioso

24 de março de 2011 7

 Reprodução internet
O que se pode esperar de um biscoitinho que tem massa de origem italiana e recheio francês? Nada menos do que uma delícia.

A procedência do macaron é incerta, mas tudo indica que esta seja a sua árvore genealógica. Acredita-se que a massa tenha nascido em algum monastério italiano e que o nome derive de maccherone (massa fina).

Com o casamento de Catarina de Médicis e Henrique, Duque de Orleans, a receita teria sido levada para a França. Neste país, teria sido produzida por freiras – fala-se principalmente em Carmelitas. Mais tarde, o macaron pulou o muro do convento e ganhou o mundo – para aleluia de todos os demais mortais.

Até então tratava-se apenas de um biscoito. O toque de mestre – a união de dois biscoitos com um receio cremoso no centro – veio no século 20. A invenção é atribuída ao patisseur Piere Desfontaines, fundador da Ladurée, em Paris, que é até hoje a mais famosa fonte de macarons do mundo.