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Ellen J. Weege Vollmer: orgulho e tradição alemã

20 de outubro de 2012 0

Nascida em 17 de dezembro de 1928 na antiga Maternidade Johannastif, de Blumenau, a sagitariana Ellen J. Weege Volmer está longe de ser apenas uma senhora da sociedade. Viúva de Harald Vollmer, tem três filhos (Gunnar, Ina e Rosima), dois netos (Thomas e Martin) e um bisneto (Otávio). Estudou na Escola Nova Alemã, hoje Colégio Pedro II, e na Escola Alemã de São Paulo, hoje Visconde de Porto Seguro.

Trabalhou por muitos anos na Maju, empresa que sua mãe, Cecília Weege Lischke, fundou em 1953 e criou em 2010 o Museu de Hábitos e Costumes, em Blumenau. Era o lugar que faltava para ela exibir todos os objetos que ganhou da avó e da mãe e que estavam guardados em 75 malas. O incentivo veio da amiga Sueli Petry e o apoio, do empresário Wander Weege, que ligou para Ellen e se ofereceu para bancar o museu. Localizado no antigo casarão do Comércio de Gustav Salinger, no início da Rua XV de Novembro, ele abriga hoje mais de 5 mil objetos.

Viajada, Ellen é muito orgulhosa e grande conhecedora das tradições alemãs. Durante nossa conversa, aprendi e descobri muitas coisas que não sabia como, por exemplo, a existência do museu suábio de Entre Rios, no Paraná, que tem exposto um vestido de noiva preto que antigamente se usava. Apesar da diferença de idade entre nós, percebi que temos algumas opiniões e valores em comum. E que cultura é um bem que nunca se perde.

HOBBY: Bordar tapetes.

INSPIRAÇÃO DIÁRIA: Vivo a rotina normal do dia.

COMIDA: Escargot que comeu em Lyon, na França.

MANIA: Pontualidade. Também sou muito ordeira.

FILME: Out of Africa (Entre Dois Amores) e Os Girassóis da Rússia.

LIVRO: Heinrich Schliemann (arqueólogo alemão), sobre as escavações na Turquia e Grécia.

MUSEU PREFERIDO: Museu Histórico Suábio de Entre Rios, no Paraná.

DESEJO: Não mais. Tive tudo que desejei.

CAOS: Problema da saúde no Brasil.

LUXO: Poder ter educação em casa, estudo na escola e viagens.

BLUMENAU ANTIGAMENTE: As pessoas podiam passear na Rua XV, tomar um sorvete, com segurança. Hoje, não se pode mais.

O MUSEU DE HÁBITOS E COSTUMES NA SUA VIDA: Foi a realização do meu sonho desde que comecei a juntar os objetos e lembranças que era incapaz de se desfazer.

QUAL A SUA “MENINA DOS OLHOS” NO MUSEU DE HÁBITOS E COSTUMES?: A casinha de bonecas de minha mãe, de mais ou menos 1914, que ela ganhou ao sete anos.

CONSELHO: Ler bastante. Quando se lê, se aprende.

O QUE NÃO CONSEGUIU FAZER E GOSTARIA DE TER FEITO?: Nada. Fiz tudo que quis.

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