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Perfil: MARGA HOLZMANN NUNES - Com o mundo a seus pés!

22 de dezembro de 2012 0

Filha de pai alemão e mãe brasileira de descendência alemã e russa, Marga Nunes nasceu no dia 11 de fevereiro de 1938 na antiga Maternidade Johannastift, em Blumenau. Estudou e se formou no Colégio Sagrada Família. O pai, muito avançado para a época, fez questão que Marga tivesse uma profissão. Então teve seu primeiro emprego nos escritórios da Teka. Foi a primeira funcionária feminina contratada.

Em 1956, aos 18 anos, abriu com o pai a primeira agência de viagens filiada à International Air Transport Association (Iata) em Santa Catarina. Hoje, a Turismo Holzmann está instalada na confluência da Rua XV com a Rua das Palmeiras.

Nos anos 1960, Marga morou na Alemanha com a irmã Hella e o cunhado Iwan Von Hertwig. De volta ao Brasil, casou-se em 1966 com Antonio P. Nunes, que tinha recém aberto uma agência de viagens. Foi quando decidiram trabalhar juntos. Com ele teve um filho, Roberto, que se formou no ramo de turismo em Londres e juntou-se aos pais na agência.

Avó de dois netos, Marjorie e Pedro Antonio, Marga _ que já foi presidente da Casa da Amizade do Rotary Clube Blumenau Centro, em 1985 _ ficou viúva muito cedo. Mas, como uma mulher de fibra e à frente de seu tempo, continua seguindo em frente firme e forte, fazendo o que eu mais gosta: organizando e planejando viagens. Muito orgulhosa da família e do que faz, dona Marga é uma pessoa abençoada e querida por todos que já tiveram o prazer de conhecê-la.

Hobby: Álbuns de fotografias e palavras-cruzadas.

Inspiração diária: Minha profissão. Ela preenche boa parte do meu tempo, mesmo quando estou em casa, pois vivo pensando e pesquisando roteiros, lugares interessantes e atrações para inserir nas viagens que organizamos em nossa agência.

Lugar inesquecível: A varanda de nossa ex-casa na Praia de Armação. Térrea, de frente para o mar, ladeada por duas frondosas árvores. São lembranças inesquecíveis de um lugar que já não existe mais.

Comida memorável: O brunch no inesquecível Plaza de Nova York.

Mania: De deixar sempre por escrito tudo o que tenho de fazer no dia e na semana seguinte.

Filme: E o Vento Levou. Mesmo filmado há quase 80 anos, até hoje ainda é o filme que mais me marcou.

Livro: Desirée, de Annemarie Selinko. Dentro da história francesa e sueca, é uma linda história de amor.

Não vive sem: Minha profunda fé em Deus.

Desejo: Ver minha família sempre com saúde, unida e feliz.

Caos: A pressa. Gosto demais de fazer tudo devagar e de modo organizado, seja ao me vestir, seja preparando alguma recepção ou mesmo no meu trabalho. A pressa me tira do sério, muda realmente meu humor.

Luxo: Ter mordomia.

Estilo de música: Clássica (Beethoven e Mozart) e semiclássica, como Operetas e Musicais.

Lembrança da primeira viagem internacional: A beleza do Oceano Atlântico, profundamente azul e calmo, a bordo do pequeno Navio Anna C de 14 mil toneladas, entre Santos e Gênova, em setembro de 1959. Foi aí que me apaixonei pelas viagens marítimas.

Viagem inesquecível: Em 1975, Antonio, eu e mais dois casais na Polinésia Francesa: Papeete, Morea e Bora-Bora.

Pior “saia-justa” de uma viagem: Foi na ITMA de Paris, em 1969. Antonio e eu acompanhando um grupo vip de industriais catarinenses e o hotel (já totalmente pago meses antes) simplesmente disse não ter mais lugar. Conseguimos solucionar, mas foi o pior sufoco que passamos em nossa profissão.

Qual celebridade mais importante já conheceu em viagem: O já ex-presidente Michael Gorbachev e a filha Irina, hospedados no mesmo hotel que nós na cidade de Münster, Alemanha.

Destino preferido dos clientes ontem: Estados Unidos, principalmente Nova York e as muitas atrações da Flórida.

Destino preferido dos clientes hoje: Europa em geral.

Hotel mais luxuoso que já se hospedou: Destaco o Ritz, de Lisboa (na década de 1980); o Plaza de Nova York; e o sobriamente elegante Bayericher Hof, de Munique.

Maior orgulho: Ser agente de viagens há 56 anos e ainda na ativa. Talvez a mais antiga de Santa Catarina ou quiçá, do Sul do Brasil.

Show que guarda na memória: A primeira vez que fui ao Moulin Rouge, em Paris, com 21 anos de idade.

Uma saudade: Com certeza do Antonio e de meus pais.

Conselho de viagem: Deixe ou tente deixar os seus problemas em casa e pense somente em se divertir muito, conhecer muito e simplesmente flanar.

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