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Relembre o perfil de Marcos Liesenberg por Fernanda Nasser

24 de agosto de 2015 0

 

Neste final de semana o tenor blumenauense Marcos Liesenberg nos deixou, vítima de um infarto. Uma perda enorme para o mundo da música e das artes. Deixa um legado imenso e o nome da cidade escrito na história. No ano passado fiz uma entrevista com o cantor para a revista Donna, que reproduzido a seguir:

 

foto de Jandyr Nascimento

foto de Jandyr Nascimento

 

Marcos Liesenberg possui um currículo e tanto. O tenor blumenauense se formou em Letras e estudou flauta doce, violino e regência coral.
Desde 1998 atua como solista junto a diversas orquestras brasileiras. Já subiu aos palcos de Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, sempre participando, atuando e montando óperas.
Marcos morou em Salzburg, na Áustria, em 2007, onde foi muito elogiado nas atuações por lá. É até hoje solista contratado do Theater Nordhausen/Loh-Orchester, na Turíngia, Alemanha.
Neste ano estreou como diretor cênico da ópera Bastien e Bastienne, de Mozart, que foi levada às escolas públicas de Blumenau. Idealizou o Vocal Consort Blumenauensis, coro de câmara voltado à música erudita.
Ele é preparador vocal do grupo que já conquistou reconhecimento e espaço no cenário musical catarinense. Muitas apresentações e shows importantes fazem parte de sua trajetória, de muito sucesso. O espaço aqui foi pequeno para tanta grandeza, como sua voz. Que cada vez brilhe mais!

❚ HOBBY: leitura, musculação, minha coleção de bonecos Playmobil.
❚ LUGAR INESQUECÍVEL: Salzburg, na Áustria.
❚ MÚSICA QUE ESTÁ TOCANDO AGORA: Rather be, de Clean Bandit.
❚ MANIA: pesquisar repertório.
❚ FILME: Agora, de Alejandro Amenábar.
❚ LIVRO: O Nome da Rosa, de Umberto Eco.
❚ NÃO VIVO SEM: livros.
❚ AMIGOS: companheiros de caminhada.
❚ SONHO: temporadas regulares de ópera em Blumenau.
❚ CAOS: a política em nosso país.
❚ LUXO: poder financiar minhas próprias montagens de ópera. Ainda chegarei lá.
❚ CIDADE EM QUE MORARIA: Berlim.
❚ LUGAR PREFERIDO DE FÉRIAS: as Cíclades
❚ UM PRESENTE INESQUECÍVEL: meu primeiro Forte Apache.
❚ TOMA ALGUM CUIDADO ESPECIAL COM A VOZ? Procuro não cometer excessos. Também tento dormir bem e beber muita água. Isso se intensifica nos dias que antecedem um concerto.
❚ COMO SURGIU A MÚSICA EM SUA VIDA? É herança familiar. Trisavós, bisavós, avós, pais cantores… Está no DNA. Decidi ser cantor profissional porque é vital que façamos e vivamos do que amamos.
❚ PALCO INESQUECÍVEL: Sala São Paulo, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
❚ TENOR QUE TE INSPIRA: Peter Schreier, Fritz Wunderlich, Anthony Rolfe Johnson.
❚ ÓPERA PREFERIDA: A Flauta Mágica, de Mozart.
❚ COMO SURGIU O PROJETO VOCAL CONSORT BLUMENAUENSIS: há muito tempo existia em mim o anseio de realizar um trabalho de excelência em canto coral em Blumenau. Com o maestro Roberto Rossbach reunimos pessoas imbuídas do mesmo espírito no segundo semestre de 2012. Pessoas que sabem que a arte irmana, humaniza, dignifica. Desde então estamos numa escalada de aprimoramento.
❚ BLUMENAU ESTÁ ABERTA À MÚSICA CLÁSSICA? Com certeza. Há muitas ações culturais de difusão da música clássica na cidade no momento. Estamos levando ópera aos escolares. Estamos formando cantores aqui. A arte é a forma mais eficaz de “humanizar” o homem. Blumenau merece uma rica temporada de música erudita. E a terá!
❚ SE NÃO FOSSE TENOR, SERIA: barítono (risos).

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