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Perfil de Vitor Zendron da Cunha

08 de dezembro de 2015 0

Aos 18 anos, Vitor Zendron da Cunha já é um pianista de sucesso nacional. O blumenauense toca desde 2005 e foi vencedor de três edições do Concurso Nacional de Piano Profª Edna Bassetti, em Curitiba.
Também foi o primeiro colocado no II Concurso Internacional Frédéric Chopin, em Lima, prêmio que lhe rendeu uma viagem de duas semanas a Varsóvia, em março de 2014. Lá teve intenso contato com a história e a tradição do compositor polonês e participou de um recital promovido pela Embaixada Brasileira na Polônia.
Vitor acumula participações em edições do Festival de Música de Santa Catarina e do Festival de Inverno de Campos do Jordão. Mais recentemente participou como convidado do festival de Sonata de Francisco Beltrão. Hoje estuda com os professores Reginaldo Nascimento, como bolsista da Dudalina, e com Eduardo Monteiro, em São Paulo, como bolsista da Fundação Magda Tagliaferro/Cultura Artística.
Ganhou projeção nacional como participante do programa Prelúdio, da TV Cultura, um reality show de música clássica – a final será gravada neste domingo, em São Paulo. A transmissão será no dia 13, para todo Brasil.
Por aqui ficamos na torcida. Boa sorte!

Hobby: ler bons livros, ouvir música e assistir a desenhos.

Lugar inesquecível: Zelazowa Wola, vila onde nasceu Chopin, a 50 km de Varsóvia.

Música: clássica, e também um tanto de jazz e pop.

Mania: espalhar meus livros pelo quarto.

Filme: O Grande Ditador, de Charles Chaplin.

Luxo: um piano Steinway de cauda em casa.

Não vive sem: ouvir e fazer música.

Sonho: participar com êxito do Concurso Chopin de Varsóvia, em 2020.

Caos: o meu quarto.

Comida preferida: a da minha mãe, especialmente macarrão!

Cidade em que moraria: Varsóvia. É uma cidade que, além de respirar música, tem o foco quase que total em Chopin, sem dúvidas o artista de maior destaque da história polonesa.

Como surgiu a oportunidade de participar do reality show? Eu já conhecia o programa Prelúdio há bastante tempo, mas só comecei a estudar seriamente uma peça para piano e orquestra (o que é exigido pelo concurso) nesse ano. Aproveitei o período de inscrições para enviar a gravação de alguns trechos do Concerto op.11, de Chopin, e tive a felicidade de ser selecionado.

Onde sonha se apresentar: no mundo todo! Há muitas salas de concerto com as quais eu sonho. Dentre elas poderia destacar a Sala Pleyel (Paris), o Carnegie Hall (Nova York), a Filarmônica de Varsóvia e a Grande Sala do Conservatório de Moscou.

Compositor preferido: Frédéric Chopin, um dos maiores personagens da música clássica, em especial do piano. Desde a primeira obra que eu toquei, o famoso Noturno op.9 n.2, senti uma grande identificação com o estilo desse maravilhoso compositor, e a partir daí sempre incluo peças suas em apresentações. Chopin é dono de uma linguagem extremamente expressiva e sofisticada, que revolucionou a arte de tocar piano.

Onde gostaria de realizar um curso: também são muitos! A Academia Franz Liszt de Budapeste, pela qual concorro a uma bolsa, e a Hochschule für Musik da cidade de Karlsruhe são duas possibilidades que me fascinam!

Como descobriu a música? Já quando era criança, eu ouvia com muito prazer DVDs de música popular, como Bee Gees, Beatles e Queen. Eu acompanhava cantando e tocando instrumentos de brinquedo. Me divertia à beça!

Por que o piano? Uma questão de oportunidade. Quando tinha oito anos havia uma professora de piano no Colégio Sagrada Família, onde eu estudava, a irmã Rosira Ruschel. Meu pai me matriculou e comecei a apresentar progressos, muitos dos quais devo a essa maravilhosa professora, com quem tive aulas até os 11 anos.

Maior dificuldade do músico: fazer a sociedade perceber e compreender a importância da cultura como um todo. A música é, para mim, a forma mais sublime de expressão dos sentimentos humanos e a carência dela me faz entender tanta insensibilidade e ódio. Creio que essa é uma dificuldade chave não só para entender os problemas do meio artístico-musical, mas também os do nosso país.

Se não fosse pianista seria: cellista, cantor ou poeta.

Museu preferido: Museu Frédéric Chopin, em Varsóvia. Um acervo incrível e gigante sobre a vida do meu compositor favorito.

Piano dos sonhos: um Steinway preto de cauda, numa bela sala, só para mim!

Conselho: jamais desistir dos ideais. Mesmo quando os momentos parecem difíceis, recordo-me de todas as conquistas que já tive, e que pareciam improváveis na época. Realizar sonhos, trabalhar com o que se ama, aproveitar a família, é assim que vale a pena viver.

Frase: “A simplicidade é a conquista final. Depois de ter tocado uma quantidade de notas e mais notas, é a simplicidade que emerge como a recompensa coroada da arte”, de Chopin.

 

foto de Gilmar de Souza

foto de Gilmar de Souza

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