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Perfil de Roberto Menescal

16 de novembro de 2016 0

Roberto Menescal, um dos fundadores do movimento Bossa Nova, esteve em Blumenau nesta semana para participar de um show intimista ao lado do blumenauense Mazin Silva, que gravou seu novo DVD no Teatro Carlos Gomes. O show foi um arraso. Lotou.

Durante a tarde, ele recebeu a coluna para um bate-papo informal e, como era de se esperar, foi simpátissíssimo. Ritmos e citações musicais estiveram presentes na conversa.

Menescal é conhecido no mundo musical por ter participado ativamente do movimento e é autor de canções famosas do gênero como O Barquinho, Bye Bye Brasil, Você, Telefone entre tantos outros clássicos.

Casado com Yara há 53 anos, tem três filhos, um deles envolvido com o projeto Bossa Cuca Nova, que modernizou a batida da bossa, outro engenheiro que mora em Floria e uma filha que vive no Rio.

Com mais de 50 anos de carreira, ele já gravou e lançou nomes superimportantes na música como Maysa, Caetano Veloso, Alcione, Nara Leão, Ivan Lins, Emílio Santiago, enfim, o fino da MPB.

Uma honra esta entrevista exclusiva com um mestre de nossa música, que em reuniões na casa de Nara Leão e ao lado de nomes como Tom Jobim, Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli criou um tesouro tão aclamado em todo o mundo.

Com vocês, um pouco da intimidade de Menescal. Espero que curtam.

Hobby: plantas. Sou jardineiro também.

Lugar inesquecível: minha casa.

Mania: “…dentre as manias que eu tenho, uma é gostar de você”.

Filme: Pic Nic, em português Férias de Amor.

Luxo: não conheço o luxo. Evito por não me sentir bem. Um cafezinho no camarim já está suficiente.

Não vive sem: meus bichos, minhas plantas. Tenho três cachorros, três gatos e sete tartarugas.

Sonho: prisão domiciliar. Quem me dera ser obrigado a ficar em casa.

Caos: Paris. Caos total. Adoro a cidade, mas lidar com os parisienses é a pior coisa.

Comida preferida: peixinho grelhado com arroz e feijão. Comeria todo os dias.

Cidade onde moraria: Floripa, me sinto muito bem lá.

Música: sempre a mais recente.

Inspiração: busco transpiração.

Parcerias que marcaram: tenho a sorte de ter todos os anos alguma especial. Uma das últimas que me surpreendeu foi uma música que produzi com o guitarrista Andy Timmons.

Palco que emocionou: tocar no Sydney Opera House. Quando entrei, tomei um susto.

Lembrança bacana da época áurea da Bossa Nova: meu primeiro encontro com Tom Jobim. Foi marcante. Eu tinha uma escolinha de música e, de repente, ele entrou e me convidou para participar de uma gravação. Eu tinha apenas 20 anos. Foi demais.

Bossa Cuca Nova: foi essencial. A música é mutante e o movimento da bossa nova também teria que ser. Através do Cuca Nova ela foi tocada para um público de 250 mil pessoas na Dinamarca. A bossa somente não conseguiria tal êxito.

Conselho: prefiro que me deem. Dou uma estudada. rs

Frase: “Festa, Tô Fora.” Tenho seis camisas de cores diferentes com ela, uso sempre.

foto de Pedro Waldrich

foto de Pedro Waldrich

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