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Perfil de Zanza Petersen

28 de janeiro de 2017 0
Zanza Petersen foto- Mariana Florêncio

Zanza Petersen foto- Mariana Florêncio

Ela nunca fez aulas de balé nem estudou Artes Plásticas, mas é de suas mãos que nascem belas bailarinas esculpidas em madeira expostas em várias mostras durante o ano que passou, uma delas no Neumarkt.

Formada em Engenharia Civil, com especialização em Bioarquitetura e Design de Interiores, a blumenauense Zanza Petersen assumiu recentemente o seu lado artista. Depois de quase 10 anos criando peças em madeira em um rancho de arte e marcenaria junto ao hotel Parador da Montanha, de propriedade dela e do marido Bubi, em 2014 surgiram as primeiras bailarinas. “Foi com elas que me encontrei”, conta.

Dar vida a essas figuras femininas a partir de galhos e raízes recolhidos à beira do Lago Pinhal, em Rio dos Cedros, trouxeram à tona sua verdadeira vocação. Não à toa mantém dois ateliês: um no lugar onde tudo começou e que ela diz ser sua grande fonte de inspiração e de matéria-prima e outro em sua casa em Blumenau.

É na natureza que Zanza busca sua arte, tanto nas cidades onde tem casa – outro de seus refúgios fica na Serra do Rio do Rastro – como em lugares para onde viaja. No ano que passou, ela e o marido retornaram de uma viagem de 63 dias pelo Chile a bordo de um motorhome. No veículo montaram uma minimarcenaria. Entre parques e geleiras, percorreram mais de 12 mil quilômetros.

Do processo criativo Zanza fala que procura interferir o mínimo possível na forma original da madeira. “Eu esculpo as bailarinas usando uma máquina alemã, uma espécie de lixadeira com diversas pontas. Geralmente vou lixando sem interferir muito no galho, pois percebo que alguns já têm formas de braços, pernas. É sempre uma surpresa o que surge”, comenta. Sobre a escolha das bailarinas ela diz se identificar com a força e superação que elas representam, e que não consegue se imaginar esculpindo algo diferente. “Hoje não consigo ver um galho sem imaginar uma bailarina”.

- Hobby: jardinagem.

- Lugar inesquecível: qualquer lugar com natureza ao meu redor.

- Música: Emmanuelle, de Charles Aznavour.

- Mania: recolher madeira e galhos em qualquer lugar.

- Filme: O Carteiro e o Poeta.

- Luxo: ser livre, ter saúde e paz.

- Não vive sem: amor.

- Sonho: viajar e voltar e voltar a viajar.

- Caos: os conflitos humanos pelo poder e as guerras.

- Comida preferida: qualquer tipo de massa.

- Cidade onde moraria: alguma cidade pequena da Toscana.

- Como nasceu sua história com a arte? Sempre tive alma de artista, agora posso me dedicar totalmente a isso.

- Onde fez exposições? Em Portugal, nas cidades de Porto, Lisboa e Belmonte, em 2015, e no Neumarkt Shopping, em Blumenau, e em São Paulo, no ano passado.

- Onde busca inspiração? Na natureza, em galhos secos e madeiras caídas que encontro em qualquer lugar.

- Por que as bailarinas? Elas remetem à vontade de dançar, de voar, de liberdade.

- Dia marcante da viagem pela América do Sul: um entardecer pescando nas margens do Rio Baker em companhia do Bubi e da nossa filha Mariana, com o sol se pondo, uma fogueira e a lua cheia nascendo e aguçando todos os nossos sentidos. Inesquecível!

- Você gostou da experiência de viver num motorhome? Maravilhoso. Não existem palavras para descrever a liberdade que ele nos dá.

- A vida no Pinhal: Lago do Pinhal, um lugar para ouvir a grama crescer, fazer arte. É onde entro em contato com meu processo criativo. Criei meus quatro filhos naquela natureza maravilhosa, cheia de cachoeiras, muito mato e de uma energia indescritível. Isso é um privilégio. A natureza me inspira e a energia alimenta meu espírito.

- Lugar de paz: tenho dois: o Lago Pinhal, em Rios dos Cedros, e a Serra do Rio do Rastro.

- Próximo destino: são tantos, mas acho que Atacama e Machu Picchu.

- Planos para o futuro: um rancho novo de arte, com altar para meditar, muitas viagens e um livro já rabiscado.

- Conselho: grandes luxos são prosperar, mas viver com simplicidade.

- Frase: “Não sou aquele que sabe, mas aquele que busca”, de Hermann Hessez.

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