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Perfil de Ivo Müller

14 de fevereiro de 2017 0
Ivo Müller- foto Marcos Alves

Ivo Müller- foto Marcos Alves

 

O ator catarinense Ivo Müller segue no próximo mês para Berlim, onde participa mais uma vez do famoso Festival Internacional de Cinema. Ele ficou conhecido pelo premiado longa Tabu, dirigido por Miguel Gomes, diretor português. O filme foi superpremiado e concorreu ao Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2012, ganhou o Prêmio da Crítica Internacional e ficou entre os melhores do ano na época para a revista Cahiers du Cinéma.

Ele nasceu e estudou em Floripa, filho de Ivo e Stella, ele de Grão Pará e ela de Braço do Norte. O casal saiu do interior de Santa Catarina para estudar e nunca mais deixou a capital do Estado.

A iniciação escolar de Ivo foi no CEMJ, o Menino Jesus, escola que usa o Método Montessori. Foi onde ele teve contato com o “jogo lúdico”, o que, avalia, foi uma semente para sua formação artística. Depois estudou no Colégio Catarinense. Na época não havia teatro, mas em uma oportunidade a professora de história pediu um trabalho em forma de encenação e “A Vinda da Família Real” acabou sendo sua primeira vez num palco com plateia.

Morou na ilha até 2002, ano em que se formou na UFSC, e depois se mudou para São Paulo.

Foi cronista do Diário Catarinense e chegou a ser vocalista em uma banda de rock, mas atuar é sua grande paixão.

No teatro, atuou na primeira versão da premiada montagem de “Doze Homens e Uma Sentença”, dirigida por Eduardo Tolentino, do Grupo TAPA; nos EUA, estudou no Susan Batson Studio com o ator e preparador de elenco Clark Middleton e no cinema brasileiro já interpretou vilões e coleciona participações em minisséries e curtas.

Em 2016 fez uma turnê pelo interior paulista com a peça “Huis Clos – A Portas Fechadas” e para fechar o ano que passou ele foi um dos destaques da 32ª Bienal de São Paulo pela atuação no curta “Os Humores Artificiais”, do artista português Gabriel Abrantes.

Este é o filme que segue para participar do 67º Festival Internacional de Cinema de Berlim, e a gente, como catarinense, torce por aqui, afinal é o nosso estado com mais uma promessa de sucesso mundial.

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- Hobby: capoeira.

- Lugar inesquecível: Vale da Lua, no Deserto do Atacama, no Chile.

- Música: todo o disco “Transa”, do Caetano.

- Mania: sublinhar os livros que leio.

- Filme preferido: O Poderoso Chefão, o primeiro.

- Luxo: estar com filme no Festival de Berlim pela segunda vez.

- Não vive sem: minha família.

- Sonho: os mais ousados.

- Caos: viver em cidade grande.

- Comida preferida: queijos e sorvetes.

- Cidade onde moraria: qualquer uma que me desse a chance de exercer minha profissão e voltar a Floripa de vez em quando.

- Como iniciou sua carreira? Com o despertar de alguma loucura depois de fazer uma peça no colégio.

- Qual seu primeiro grande trabalho? O monólogo Cartas a Um Jovem Poeta.

- Palco que marcou sua carreira até agora? O teatro histórico de Évora, Portugal.

- Com quem sonha contracenar um dia? Gostaria de encontrar o ator Willem Dafoe novamente. Fiz leituras com ele nos testes para o filme “Meu Amigo Hindu”, do Héctor Babenco.

- Prefere cinema ou teatro? É um privilégio tão grande fazer os dois que prefiro que um não tenha ciúmes do outro.

- Em quem se inspira?Algum ator ou algum ídolo? O cineasta Andrei Tarkovsky, o poeta Mário Quintana, o ator Vigo Mortensen, o escritor Rainer María Rilke.

- Próximo projeto? Estrear em São Paulo a peça Huis Clos – A Portas Fechadas, texto de Jean Paul Sartre.

- Planos para o futuro? Quero construir uma casa de madeira, em alguma serra ou montanha.

- Conselho: seja você mesmo, olhe para dentro.

- Frase: “Viva agora as perguntas. Aos poucos, sem notar, num futuro distante, consiga viver a resposta.” Rilke

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