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Perfil de Augusto Piras

09 de setembro de 2017 0
Augusto Piras- divulgação

Augusto Piras- divulgação

Augusto Piras já comandou a cozinha de restaurantes premiados na Itália, Inglaterra, Suíça e França. Mas o que mais o emociona mesmo é a hospitalidade, a comida simples e o jeito de viver da Itália, país onde nasceu e do qual sente falta todos os dias.

O chef de cozinha tem um estilo que alia os sabores e sabores tradicionais com a gastronomia contemporânea e respondeu as perguntas da coluna já em Blumenau.

Concluiu o curso de Hotelaria e Cozinha no Istituto Alberghiero di Stato in Alghero em 1983 e tem várias especializações em Cozinha Criativa e Francesa. 

Ele comandou as caçarolas do Restaurante Figueira esta semana em um jantar harmonizado com os vinhos da Decanter.

O menu contou com cinco pratos tem entre os destaques o raviolete de camarão ao molho livornese, com toque de limão siciliano e o filé mignon recheado com funghi porcini ao molho de nozes e tomilho. A coluna marcou presença e pode afirmar, estava tudo muito gostoso.

Eventos assim em Blumenau são sempre bem vindos!

Conheça mais sobre os hábitos e o estilo deste chef tão simpático e criativo.

Hobby: Viagens, pescaria e bicicleta

Lugar Inesquecível: Minha querida Itália, claro. A região de Sardegna, especialmente.

Música: Gosto de um som old school, dos anos 60 e 70

Mania: Limpeza e organização

Filme: Gosto de títulos antigos com tema de gastronomia

Luxo: Sou uma pessoa bastante simples, aprecio a boa moda italiana

Não vive sem: Meu cachorro

Sonho: Ter mais tempo para viajar pelo mundo

Caos: São Paulo (SP)

Comida preferida: Simples e caseira, da Mamma

Cidade que moraria: Lucca, na Toscana

Como veio morar no Brasil? Vim com a minha família, que teve oportunidades aqui. Nunca mais sai.

Qual comida brasileira mais o surpreendeu? A comida mineira. O sabor é incrível!

Do que sente mais falta na Itália? Da simplicidade e da hospitalidade italiana

Como nasceu sua história com a culinária? A vida de um bom italiano acontece dentro da cozinha e comigo não foi diferente. Mais tarde levei isso como profissão, mas o início da história foi dentro de casa.

Curso que marcou sua carreira: A faculdade de hotelaria. Abriu meus horizontes.

Se um prato pudesse assinar o seu estilo de cozinha, qual seria? Zuppa di Pesce alla Sarda. O frescor do pescado

da Sardegna é temperados com as iguarias que usamos do dia a dia e o sabor é, ao mesmo tempo, surpreendente e confortável.

Prato mais surpreendente que já comeu no mundo: Siri Mole, que comi na Bahia

Chef que admira: Todos os chefes que mantém a originalidade das receitas

Para quem sonha um dia cozinhar? Reunir uma confraria de todos os chefs e colegas que já conheci e surpreende-

los com um belo jantar

O que mais gosta de preparar? Massas caseiras

Restaurante preferido: Antica Osteria del Ponte, na Lombardia

Conselho: Humildade, com boas maneiras sempre com o próximo, independente de quem seja ele

Frase: “Semear o bem para colher o bem”

 

Perfil de Consuelo Blocker

02 de setembro de 2017 0
Consuelo foto Pedro Waldrich

Consuelo foto Pedro Waldrich

Uma das influenciadoras digitais mais importantes, Consuelo Blocker gentilmente concedeu esta entrevista exclusiva para a coluna com muito carinho.

Ela esteve em Santa Catarina durante a semana e participou de um evento de moda a convite da amiga Tida Zanatta. 

Consuelo, para quem não conhece, mora em Florença, na Itália, há muitos anos e é casada com o fotógrafo Roberto Leone, que captura imagens maravilhosas de sua musa. Os seguidores passam de 142 mil somente no Instagram. 

Ela é filha de um dos maiores ícones brasileiros quando o assunto é moda e elegância, Costanza Pascolato, e constantemente vem ao Brasil visitar a mãe e conferir a moda por aqui. 

Consuelo se formou em relações internacionais na universidade americana Brown e é apaixonada pela internet. 

Faz o maior sucesso com seu blog (http://www.consueloblog.com/), onde, com muita sofisticação e leveza, leva seguidores em suas viagens pelas semanas de moda do planeta, aos melhores restaurantes, viagens, livros e dia a dia. Outra grande paixão são seus filhos, Allegra  e Cosimo.

Uma das pessoas mais interessantes e bonitas por dentro e por fora que já conheci. 

Espero que curtam tanto quanto eu. 

Hobby: nossa, acho que não tenho, mas de um tempo para cá adoro “surfar” no YouTube.

Lugar inesquecível: Botswana. Foi uma viagem que o meu namorido, Roberto Leone, organizou perfeitamente. Fizemos o delta do Okavango, das regiões mais secas às mais molhadas.  Desta forma vimos animais diferentes em paisagens que iam mudando. Os lodges são incríveis, os animais lindos, a cultura fascinante e o pôr do sol a cada dia glorioso. Algo de inesquecível.  Retratamos tudo e está em 10 capítulos no Consueloblog.

Música: gosto de muitíssima coisa: do tropicalismo ao eletrônico. Cada uma para uma ocasião.

Mania: ah, tenho várias. Cutuco o lábio, gosto das coisas no seu lugar, pesquiso preços das passagens de avião ad infinitum, estou sempre em controle, afinal, sou capricorniana.

Filme: como ter um só? Mas talvez o que vi mais vezes foi Chariots of Fire… e no cinema. Quando se pagava para assistir.

Luxo: tempo.

Não vive sem: meus filhos, o Roberto e dois anéis. Um que herdei de família e outro que ele me deu. Também pashminas.

Sonho: ter pernas longas.

Caos: a organização diária do meu tempo.

Comida preferida: espaguete a Carrettiera, do Ruggero, omelete de alcachofra do Sostanza ou a pizza do Rocco. Todos estão entre os meus restaurantes favoritos em Florença.

Cidade onde moraria: além de Florença? Londres.

Museu que curte: adoro o Victoria & Albert de Londres.

Como nasceu sua história com o blog? Comecei fazendo um blog para o site da Santaconstancia, onde trabalhava como trend hunter.  Quando meu trabalho ficou obsoleto, pedi a propriedade intelectual do blog e me joguei de cabeça para profissionalizá-lo. 

Você é muito ativa no Snap e InstaStories. Consegue interagir com seus seguidores? Muito. Respondo continuamente a todos. Entre blog, Facebook, Insta, e-mail e Stories acho que leio e respondo entre 300 e 400 mensagens por dia.

Como escolhe o que publicar? O que me interessa e é pertinente naquele momento.  Porém o Consueloblog é um espaço de lazer, portanto não entram argumentos polêmicos, tipo política, com raras exceções.

Seu estilo: eu o defino clássico com um twist (de contemporâneo).  É muito importante que o corte e acabamento sejam bons e as proporções atuais.

Lugar das próximas férias: acabo de voltar da Puglia. Fui a Martina Franca e Ostuni.  Foi incrivelmente lindo e divertido.  A Itália é tão especial. É só virar a esquina que pah, algo de novo se revela. E sempre com ótima comida e vinho. (Fiz posts no Consueloblog.)

O que não deixa de fazer quando vem ao Brasil? Ver minha mãe, irmã e amigos, organizar um encontro com leitores, ir comer no Sushi Papaia e fazer shopping na Granado.

Ser chique hoje em dia é…respeitar os outros, escutar sinceramente, olhar nos olhos e sorrir.

Conselho: coragem, sem ela não se sai do lugar. “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” Guimarães Rosa

Frase: tente prever e se defender da besteira que outra pessoa fará mas que atrapalhará a tua vida.

Perfil Casal na Cozinha

09 de julho de 2017 0
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Rodrigo e Raquel foto Pedro Waldrich

 

Rodrigo Gonzaga, paranaense, reside em Blumenau há sete anos. Morou em Curitiba por 16 anos e lá se formou em Direito, porém sua verdadeira paixão sempre foi a Gastronomia. Dez anos atrás decidiu largar o meio jurídico para mergulhar no mundo da cozinha. Formou-se cozinheiro pelo Senac/Curitiba e especializou-se em Gestão de Alimentos pelo Senac/Florianópolis. Desde 2014 atua como coordenador do curso de Gastronomia da Furb e trabalha como consultor e com a marca Casal Cozinha. Ao lado da companheira, Raquel Huewes, pretende intensificar o trabalho com eventos personalizados em um novo conceito de cozinha que será lançado na cidade na próxima semana: a Cozinha Gastronomia. O espaço será voltado para eventos privados.

Raquel, formada em Estilismo Industrial, percebeu mais tarde que para ela o mundo das cores não estava nos tecidos nem em cartelas pantone, mas nos alimentos. Ela se formou em Gastronomia pela Furb e viu que na cozinha seu lado criativo estaria mais aflorado. Os desafios constantes e a quebra de rotina diária lhe dão certeza de que fez a escolha certa profissionalmente.

Já provei em várias ocasiões as delícias da dupla e posso afirmar que o novo empreendimento será sucesso garantido.

Hobby

Rodrigo: cozinhar e estudar tudo o que diz respeito ao assunto, assim conseguimos criar.

Raquel: ler, sou uma devoradora de livros, sou fã de Lucinda Riley e Kristin Hannah, mas os livros de gastronomia também têm espaço na leitura diária.

Lugar Inesquecível

Rodrigo: Tiradentes (MG). Aliás, em agosto iremos juntos para o Festival de Cultura e Gastronomia.

Raquel: Austrália, onde morei por alguns anos.

Música

Rodrigo: Miss You, The Rolling Stones.

Raquel: The Logical Song, Supertramp.

Mania

Rodrigo: simetria. Quadro torto, mesas e talheres tortos me incomodam. As facas e tábuas da bancada têm que estar sempre alinhadas.

Raquel: organização e limpeza.

Filme

Rodrigo: Sully – O Herói do Rio Hudson.

Raquel: sou mais fã de seriados, raramente assisto a filmes.

Luxo: para nós, ter tempo para não fazer nada e sem peso na consciência. E claro, paz de espírito!

Não vive sem

Rodrigo: minha filha Nina, minha família, minha parceira do dia a dia, Raquel, e os amigos de verdade.

Raquel: família, amigos verdadeiros, meu companheiro de cozinha e uma boa taça de vinho.

Sonho: são muitos, mas agora estamos realizando um dos mais importantes: a construção do nosso próprio espaço, nossa cozinha.

Caos: segurança e saúde pública no Brasil, educação, enfim, o Brasil atual é o caos.

Comida preferida

Rodrigo: são várias. Amo ossobuco e ensopados! Galinha caipira (da minha mãe), os cookies da Raquel e a salada “murchinha” da Leninha Negromonte… Gosto do simples bem feito.

Raquel: no momento é o tartar de porco, da Casa do Porco em SP, mas a canja de galinha da minha mãe, com direito a pé, pescoço, fígado e moela me faz salivar.

Cidade onde morariam: qualquer cidade no interior da Itália.

Como iniciaram a história com a gastronomia?

Rodrigo: Há 10 anos, depois que percebi que Direito não me faria feliz, mergulhei de cabeça no incrível mundo da cozinha.
Raquel: sempre amei cozinhar e fazia disso terapia. Foi cursando Gastronomia que percebi que meu hobby poderia ir além e que seria um sonho viver disso.

Qual o público alvo do Casal Cozinha? Pessoas que buscam mais que uma refeição. Nosso público busca experiência gastronômica, enxergam a cozinha como meio de agregar, de festejar, de brindar a vida… Somos apaixonados por isso!

Como irá funcionar a Cozinha Gastronomia? Será um espaço com um novo conceito de cozinha, no estilo open kitchen com um layout para aulas e workshops, atendimento a confrarias, eventos corporativos, treinamentos, produções fotográficas e de vídeo.

O que mais gostam de cozinhar? Não há um prato preferido, gostamos de cozinhar com ingredientes simples. O desafio está em transformar o simples em algo surpreendente.

Prato difícil de executar: não existe prato difícil, existe técnica, conhecendo as técnicas, todos os pratos se tornam executáveis.

Quais seus chefs preferidos? Inspiradores para nós e para o mundo: Claude Troisgros, Roberta Sudbrack, Virgílio Martinez, Massimo Botura e Alex Atala.

Restaurantes que mais curtem: Nosso preferido é o Izakaya Hyotan em Curitiba, lugar único e irreverente. Recentemente estivemos na Casa do Porco em São Paulo e no Olympe no Rio de Janeiro. A qualidade da comida, o atendimento e o ambiente não deixam nada a desejar a qualquer restaurante no exterior. O Brasil está no topo do mundo em se tratando de gastronomia.

Para quem sonham cozinhar um dia? Não temos uma figura em mente. Será sempre uma honra cozinhar para quem valoriza nosso trabalho de criação e transformação na cozinha.

Conselho: para os que tem a gastronomia como paixão, faça sempre bem feito, respeite os ingredientes e cozinhe com amor.

Frase: “A cozinha não é para quem precisa, mas para quem é apaixonado por ela.”

Perfil de Daniel Gustavo Schlindwein Silva

03 de julho de 2017 0
  • Daniel Gustavo Schlindwein Silva é natural de Blumenau, mas cresceu em Balneário Camboriú e estudou em Itajaí, no Colégio Salesiano. Sua história é de muito orgulho.
  • Ele tem 17 anos e é filho do arquiteto Daniel Rodrigues da Silva e de Cíntia Schlindwein. Aos 15 anos, participou do programa de intercâmbio do Rotary Club Blumenau Garcia. Um dos primeiros colocados nas entrevistas, aceitou a oferta para ir a Rockledge, na Flórida, onde permaneceu por um ano.
  • Estando ao lado do Cabo Canaveral, centro de lançamentos da Nasa, participou de um time de robótica patrocinado pela Nasa. O projeto de sua equipe conquistou o 1º lugar no campeonato regional da Flórida e o 2º lugar na divisão do campeonato mundial de robótica da First Robotics Competition.

    Esta experiência veio confirmar um desejo que tem desde os 13 anos: cursar Engenharia Aeroespacial nos EUA.

    Antes de voltar, participou de um programa na Universidade de Yale, o Yale Young Global Scholars.De volta ao Brasil, se dedicou a concretizar seu sonho. Com muito empenho e dedicação foi aceito para quatro universidades americanas, entre elas o Instituto de Tecnologia da Georgia – Georgia Tech.

    Para ajudar a arcar com os altos custos das universidades americanas, se inscreveu para ser bolsista na Fundação Estudar. Dos 83 mil inscritos, 33 foram merecedores de uma bolsa e entre eles nosso prodígio catarinense.

    Com vocês, Daniel.

    Hobby: Netflix.

    Lugar inesquecível: Kennedy Space Center.

    Música: muda com muita frequência, mas por enquanto é Shape of You – Ed Sheeran.

    Mania: estalar os dedos.

    Filme: Interstellar.

    Sonho: desenvolver um sistema de propulsão mais eficiente.

    Comida preferida: sushi.

    Cidade onde moraria: Los Angeles.

    Por que Engenharia Aeroespacial? Desde pequeno fui muito curioso, queria saber como as coisas funcionavam e sempre gostei de matemática e ciência. Sempre soube que seria engenheiro, mas nunca me decidia em que ramo. Foi no nono ano, enquanto assistia televisão, que descobri a engenharia aeroespacial. A palavra me chamou atenção e fui pesquisar. Me apaixonei na hora. Além disso, acredito que este setor vai se desenvolver demais nos próximos 10, 15 anos. Satélites são essenciais para a manutenção da sociedade e muitos recursos escassos na Terra são abundantes em outros planetas e asteroides. A Terra é o berço da humanidade, mas em algum momento vamos ter que deixá-la.

    Qual é sua maior conquista? Me orgulho muito de ter sido aceito na Georgia Tech e de ter sido escolhido bolsista da Fundação Estudar, mas vejo estas seleções como resultado de minhas conquistas. Então, considero ser minha maior glória a medalha de prata no campeonato mundial de robótica junto com o time no intercâmbio. Foi o resultado de dezenas de horas quebrando a cabeça, de muito trabalho duro e dedicação.

    Como foi a sua experiência no intercâmbio? Foi muito bom para o meu desenvolvimento pessoal. De uma hora para outra estar em uma cultura diferente, sozinho, longe da família e de todos que você conhece te obriga a amadurecer. Você aprende a se adaptar mais facilmente, fica mais extrovertido e aprende a se virar sozinho, a ser completamente independente. Além de mudar minha personalidade, o intercâmbio trouxe oportunidades que eu nunca teria no Brasil, como a robótica e o programa de verão em Yale.

    E com o clube de robótica especificamente? Enquanto o intercâmbio foi uma grande parte do meu desenvolvimento pessoal, o clube de robótica foi grande parte do meu desenvolvimento acadêmico. Por ter o patrocínio da Nasa, conheci engenheiros que fazem hoje o que quero fazer daqui a 10 anos. Com a tarefa de construir um robô e com as interações com os engenheiros desenvolvi habilidades técnicas, mas também aprendi mais a fundo o trabalho de um engenheiro. Engenharia é mais do que projetar algo que funcione, é um processo em que você constantemente melhora. Sempre dá para fazer algo menor, mais rápido, mais barato.

    Como foi o programa na Universidade de Yale? Foi uma das melhores experiências da minha vida. Conheci estudantes de vários países com os mesmos interesses que eu; mantemos contato até hoje. Participei de palestras e seminários com professores que desenvolvem pesquisas em diversos tópicos científicos. E tive um gostinho de como é o dia a dia em uma universidade americana.

    Como é o processo para se candidatar a uma universidade americana? O processo seletivo é muito diferente do vestibular brasileiro, o que muitas vezes assusta e desanima os candidatos. No Brasil o único fator que determina a aceitação ou rejeição é a nota em uma prova, lá eles usam um processo holístico, que avalia todo o histórico do candidato. Além da nota em testes padronizados, como o SAT (equivalente ao Enem) e o TOEFL, eles consideram as notas durante todo o ensino médio, ranking na turma, atividades extracurriculares, cartas de recomendação e, por último, a parte mais difícil, redações sobre você. Quanto mais competitiva a universidade, mais peso têm essas redações, porque chega um ponto em que todos os candidatos têm notas excelentes, atividades incríveis no currículo e a única maneira de se destacar é através destes textos.

    É um processo longo, mas você tem de agosto a janeiro para enviar toda a documentação. Não é nada impossível e acho que este esforço extra vale muito a pena.

    Você contou com alguma ajuda neste processo? Sim, no último dia de inscrições, descobri a Brasa (Brazilian Student Association), uma associação de estudantes brasileiros no exterior que tem um programa de mentoria para quem está no terceiro ano do ensino médio ou recém-formados. Na Brasa tive um mentor (que estuda na Georgia Tech) que me acompanhou durante o processo, além do apoio de outros estudantes que estavam passando pelo mesmo processo que eu. E hoje, através da Brasa, sou mentor de uma estudante que está na posição que eu estava há um ano.

    Por que você escolheu a Georgia Tech? Porque é uma universidade muito renomada em engenharia nos EUA. Nos últimos anos tem sido ranqueada em segundo lugar em Engenharia Aeroespacial e Mecânica, atrás apenas do MIT, e em primeiro lugar em Engenharia Industrial. Mas acima disso, a Georgia Tech tem um dos maiores e mais antigos programas de engenharia aeroespacial, é uma das universidades que mais investe neste setor e tem o maior laboratório de propulsão iônica.

    Você é bolsista da Fundação Estudar. O que é a Fundação Estudar? É uma organização criada pelo Jorge Paulo Lemann com o objetivo de melhorar o Brasil através da educação. Eles têm vários projetos para alcançar isso e um deles é o Líderes Estudar, que oferece bolsas para graduação e pós-graduação no Brasil e no exterior. Mas vai além da bolsa, é uma rede de contatos. Na Fundação Estudar eu vou conhecer pessoas incríveis, com determinação e com um objetivo em comum. Acredito muito que quando se juntam pessoas perseverantes com o mesmo foco, os resultados são gigantescos.

    Quais são seus planos durante a faculdade? No primeiro ano gostaria de ser assistente de pesquisa no laboratório de combustão ou de propulsão iônica e nas férias de verão penso em voltar ao Brasil para um estágio. Penso principalmente na Embraer ou Weg. Mais para frente também quero fazer intercâmbio na França, para melhorar meu francês e talvez conseguir um estágio na Airbus ou na Agência Espacial Europeia.

    E quais seus planos a longo prazo? Gostaria muito de desenvolver este setor no Brasil, já que o país tem um dos melhores centros de lançamentos de foguetes do mundo, de um ponto de vista geográfico; só espero que daqui a cinco anos o país esteja em uma situação política mais estável. Não descarto a possibilidade de criar uma startup neste setor, tampouco de atuar em outros países.

    Conselho: tem um ditado americano que acho válido para tudo: “Hope for the best; expect for the worst” (Espere pelo melhor, mas prepare-se para o pior). Ter esperança de que o melhor irá acontecer te mantém otimista e determinado, o que te ajuda a alcançar o objetivo, e se preparar para o pior garante que, se você cair, terá meios e perseverança para se levantar e continuar.

    Frase: “As pessoas devem fazer aquilo que são apaixonadas. Isso as fará mais feliz do que qualquer outra coisa”, Elon Musk.

foto de Pedro Waldrich

foto de Pedro Waldrich

Perfil de Max Fercondini e Amanda Richter

19 de junho de 2017 0
Max Fercondini e Amanda Richter

Max Fercondini e Amanda Richter

Amanda Richter, 27 anos, é cheia de energia, fã de aventura e apaixonada por viagens. Natural de Joinville, deixou a cidade natal aos 14 anos para morar em São Paulo. Além da capital paulista, a atriz e apresentadora já morou em Taipei, em Taiwan, e em Bangkok, na Tailândia. Formada em cinema, iniciou os trabalhos na televisão em 2008, na novela Ciranda de Pedra, da TV Globo. Foi nestas gravações que conheceu o namorado e também ator Max Fercondini, 31.

Recentemente ela assumiu o papel de repórter no programa Como Será, da Globo, ao lado de Max. Ele é ator, produtor e apresentador e estreou na TV em 2000, na novela Esplendor. Entre 2009 e 2014 foi apresentador do programa Globo Ecologia.

Max, fã de gastronomia, foi o grande vencedor em 2012 do quadro Super Chef Celebridades, do programa Mais Você, e ao lado da apresentadora Ana Maria Braga fez sucesso na cozinha. Desde 2014 assumiu a função de repórter e apresentador do programa Como Será.

No ar aos sábados pela manhã, o casal divide com o público aventuras ao redor do mundo. Em 2016 eles conheceram seis países da América do Sul em um motorhome e agora dividem as suas experiências no livro América do Sul Sobre Rodas, lançado recentemente e que terá uma turnê especial em Santa Catarina com a presença do casal.

Eles estarão na região nesta semana. Vão participar de sessões de autógrafos nas Livrarias Catarinense – no Balneário Shopping na quinta-feira e no Norte Shopping, em Blumenau, na sexta. Os eventos iniciam às 19h30min.

Com vocês, um pouco mais de suas vidas!

- Hobby:

Max – Voar.
Amanda – Cantar.

- Lugar Inesquecível:

Max – Deserto do Atacama.
Amanda – Glaciar Perito Moreno.

- Música:

Max – Sultans of Swing (Dire Straits).
Amanda – Soulman (Ben L’Oncle Soul).

- Mania:

Max – Perfeccionismo.
Amanda – Organização.

- Filme:

Max – Trilogia De Volta para o Futuro.
Amanda – 8 1/2 (Fellini).

- Luxo:

Max – Voar.
Amanda – Viajar.

- Não vive sem:

Max – Não vivo sem a Amandinha.
Amanda – Ah, fiquei até sem palavras.

- Sonho:

Max – Volta ao mundo.
Amanda – Ter uma família sempre feliz e saudável.

- Caos

Max – A política brasileira.
Amanda – Terremoto que passamos no Equador.

- Comida preferida

Max – Japonesa.
Amanda – Adoro receitas com cogumelos.

- Cidade em que moraria

Max – Porto Venere (Itália).
Amanda – Santa Barbara, Califórnia (EUA).

- Como surgiu a ideia da viagem pela América do Sul? Após realizarmos uma grande viagem pelo Brasil de avião monomotor e gravar oito episódios para a TV Globo, nós resolvemos expandir os nossos horizontes. E então percebemos que havia muitos países da América do Sul que nós não conhecíamos e que seria maravilhoso poder mostrar um pouco mais da cultura e da paisagem destes belos países “hermanos”. Foi com este pensamento que a ideia da segunda série foi concebida.

- E o livro? Iniciaram durante a viagem? Não, o livro foi uma ideia posterior à viagem. Após terminar a edição e a entrega dos programas para a TV, o Max pensou que se fizéssemos um livro conseguiríamos dividir muito mais informações, dicas e histórias interessantes com outras pessoas que também gostariam de fazer esta viagem. Por isso resolvemos fazer o livro para contar tudo que não foi ao ar no programa, todos os bastidores da viagem e as nossas dicas.

- Qual lugar mais marcante do trajeto?

Max – Para mim, escavar um dinossauro de mais de 90 milhões de anos na Argentina foi uma atividade muito marcante que fiz na viagem.

Amanda – Escalar o vulcão Villarrica no Chile foi o momento de maior superação para mim, foram cinco horas de subida e eu quase desisti. Ainda bem que a força de vontade foi maior e nós conseguimos chegar ao topo.

- Qual o maior desafio de fazer uma viagem em casal? Respeitar o tempo e o espaço do outro em um ambiente pequeno. É muito importante a parceria, a compreensão e o carinho de ambos os lados. A nossa expedição não foi de férias e sim de muito trabalho, então era sempre importante conversar, planejar o roteiro e os próximos passos para não dar estresse durante a viagem.

- Uma dica imperdível para quem quer curtir o passeio de motorhome: Não pense que será difícil ou que você não terá segurança durante o percurso, pois a gente fez uma viagem incrível pela América do Sul e tivemos sucesso na nossa missão.

- Para qual lugar voltariam? Pucón.

- Próximo destino: Mediterrâneo.

- Planos para o futuro: escrever o livro da primeira expedição que fizemos pelo Brasil.

- Conselho: não desista jamais de realizar seus sonhos. Às vezes pode demorar, mas é o tempo necessário para que a ideia amadureça e que você tenha êxito.

- Frase: “O real não está na saída e nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”, de Guimarães Rosa.

Perfil de Ivan Blumenschein

12 de junho de 2017 0

Ivan Blumenschein trabalhava com a mulher, Maitê Lang, em uma empresa fabricante de aeronaves. A cada viagem de negócios para fora do Brasil, amigos faziam muitas encomendas do mesmo produto: chocolates importados. Foi assim que surgiu a ideia e começou a história da Nugali, de Pomerode, marca que hoje é reconhecida nacional e internacionalmente pela qualidade.

Tanto que é a primeira empresa do país a fazer o chamado “chocolate bean-to-bar” – que é trabalhar desde a plantação até o produto final – e já coleciona premiações.

O sucesso até aqui serve como motivação para a realização de novos sonhos. A energia para tanto trabalho vem do amor pelo que se faz, a parceria para lá de bem sucedida com a mulher e o carinho das filhas.

Conheça e se inspire com a história deste empreendedor.

- Hobby: construir realejos e telescópios.

- Lugar Inesquecível: Fernando de Noronha.

- Música: Os Choros, de Villa Lobos.

- Mania: assoviar enquanto trabalho.

- Filme: a série Cosmos, apresentada por Carl Sagan.

- Luxo: almoçar em casa com as minhas filhas.

- Não vive sem: chocolate, claro!

- z Caos: a situação atual do Brasil. Esperamos que a “rearrumação” seja positiva.

- Comida preferida: um bompão bem fresco. E chocolate, naturalmente.

- Cidade em que moraria: além de Pomerode, qualquer cidade pequena em qualquer país civilizado.

- Como nasceu a ligação com o chocolate? Eu e a Maitê, minha sócia e mulher, trabalhávamos em uma empresa fabricante de aeronaves. Viajávamos bastante para fora do país a trabalho, e muitas pessoas encomendavam chocolates belgas e suíços. Foi ela que teve a ideia de criar uma fábrica para atender a demanda por chocolates de alta qualidade no Brasil. Mergulhamos no assunto, juntamos todas as economias e encaramos o desafio!

- Quais os prêmios mais importantes que receberam? Medalha de bronze na competição mundial International Chocolate Awards 2016, medalha de prata na competição Américas/Ásia/Pacífico 2016, primeiro prêmio do cacau no International Chocolate Awards em 2010 e 2011, além de reconhecimento por vários especialistas internacionais e nacionais.

- Qual fato marcou a expansão da empresa? Um passo importante é o que estamos dando agora: construindo uma nova unidade fabril em Pomerode, para a qual nos mudaremos em 2018. Está sendo projetada para receber visitação e as pessoas poderão acompanhar todo o processo de fabricação de chocolate, desde os cacaueiros em uma estufa, o passo a passo da fabricação, até o chocolate pronto. Acreditamos que isto aumentará o contato da marca com o público e será mais uma atração para a região.

- Novidades para este ano? Novos produtos com ingredientes brasileiros, que são bem recebidos tanto no mercado interno quanto externo, que acompanham a expectativa dos consumidores que desejam produtos prazerosos, mas feitos com ingredientes naturais e benéficos à saúde.

- Conselho: Acredito que um conselho importante é ter persistência. Nossa juventude está cada vez mais imediatista, espera um resultado rápido e desiste rapidamente quando se frustra. A maioria dos projetos importantes – pessoais ou profissionais – leva anos para frutificar.

- Frase: “Se você acha que consegue ou que não consegue, você tem razão”, de Henry Ford.

foto de Pedro Waldrich

foto de Pedro Waldrich

Perfil de Luiz Manoel Franco

03 de junho de 2017 2
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Luiz foto de Pedro Waldrich

Há pouco mais de meio século, Luiz Manoel Franco, carinhosamente chamado de Seu Luiz por todos que o conhecem, dedica seus dias a ensinar as crianças sobre o cuidado com o meio ambiente e o quanto estas práticas beneficiam o cotidiano social.

Colaborador da Escola Barão do Rio Branco há 51 anos, já ensinou centenas de estudantes sobre o plantio, como forma de estimular as novas e futuras gerações sobre as ações sustentáveis.

Aos 86 anos, ele ainda busca manter viva a cultura da jardinagem, tão tradicional na nossa região, deixada pelos antigos colonizadores.

Luiz é casado com Terezinha Rosa Franco, tem três filhos (Elenice, Luiz Roberto e Edna) e hoje divide seu tempo entre o trabalho e os netos. Começou como zelador na escola, viu gerações passarem pelos portões da instituição e também acompanhou toda sua transformação e crescimento.

A seguir conta um pouco de seu dia a dia, de suas saudades e de uma vida repleta de boas lembranças.

- Hobby: ouvir música.

- Lugar Inesquecível: Joinville, a cidade das flores e o lugar onde nasci.

- Música: Martinho da Vila e Jorge Lacerda.

- Mania: ouvir música para dormir.

- Filme: documentários sobre a natureza, plantas e animais.

- Luxo: ter uma chácara com terreno grande para plantar árvores frutíferas e ter uma horta.

- Não vive sem: minha casa, família e música.

- Sonho: conhecer a África e a França.

- Caos: falta de respeito e compreensão pelo próximo.

- Comida preferida: pescada.

- Cidade em que moraria: meus netos me levaram para tomar um café colonial em Pomerode, achei a cidade muito bonita e pacata.

- Como define sua história na Escola Barão: Dona Ilse me chamou para trabalhar como zelador da escola há mais de 50 anos. Vi a escola crescer, se transformar e evoluir. Foi uma caminhada de trabalho digno, paixão pelo trabalho e aprendizagem.

- Como é sua rotina lá? Eu cuido das plantas e árvores da escola, faço plantio e molhagem. Faço compostagem com as folhas secas e restos de frutas e verduras da cozinha da escola, para usar como adubo. Realizo a separação dos materiais para reciclagem. Tenho contato com os alunos quando fazem atividades relacionadas à natureza. Os estudantes gostam de vir ao meu cantinho para fazer o lanche na hora do intervalo.

- Uma saudade dos velhos tempos na instituição: dos colegas que já partiram, como a professora dona Maike Deeke, e a diretora dona Ilse Brunhilde Schmider.

- Hoje qual sua função na escola: sou o jardineiro da Escola Barão.

- Sente diferença de comportamento dos alunos de hoje para os de outras época? Antigamente os jovens eram mais respeitosos com as pessoas e com o patrimônio. Tinham disciplina para tudo.

- Se arrepende de algo ou faria algo diferente em sua vida? Eu teria estudado mais e seguido carreira no exército.

- Planos para o futuro: apenas trabalhar e ver os netos e bisnetos crescendo.

- Conselho: aumentar o diálogo religioso entre as famílias.

- Frase: “Eu temo a Deus e Ele é tudo na minha vida”.

Perfil de Emil Chartouni

27 de maio de 2017 0
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Emil foto Pedro Waldrich

Emil Chartouni, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Blumenau e Região-SIHORBS, está em seu terceiro mandato e se prepara para deixar o cargo em agosto deste ano.

 

Ele é proprietário do Oasis Chartouni Hotel, que administra há 25 anos e aproveitou a experiência adquirida nos anos de dedicação ao negócio da família para fortalecer o turismo de Blumenau e região.

 

Pai dedicado, junto à sua esposa Priscila, Emil participou da criação do movimento Março Roxo em Blumenau, um mês dedicado à conscientização sobre a epilepsia.

 

Após deixar o cargo no SIHORBS, seu objetivo principal será se dedicar integralmente à filha Camille, que é portadora da doença.

 

Na entrevista conta um pouco mais de sua vida e sua intimidade.

 

Hobby: Assar carne na churrasqueira com minha filha Camille e minha esposa Priscila, ouvindo uma boa música.

 

Lugar Inesquecível: Líbano, terra natal do meu pai.

 

Música: My Way, executada por André Rieu.

 

Mania: De limpeza.

 

Filme: De volta para o futuro.

 

Luxo: Me dou ao luxo de beber uma boa cerveja artesanal.

 

Não vive sem: Minha filha Camille Vitória Chartouni.

 

Sonho: Ver minha filha curada da epilepsia.

 

Caos: A política brasileira.

 

Comida preferida: Charutinho árabe com folhas de uva.

 

Cidade que moraria: Não me vejo morando fora de Blumenau, mas gosto muito de Pomerode.

 

O que precisamos para melhorar nosso turismo e hotelaria? Precisamos urgentemente de um centro de eventos para atender nossa demanda. Este equipamento é fundamental para nosso segmento de turismo de eventos e corporativo.

 

Nossa cidade tem condições de receber um grande congresso com mais de 4 ou 5 mil pessoas? Nossa cidade sozinha não, mas nós temos em âmbito regional, tranquilamente, capacidade de atender um evento deste porte. No Vale Europeu, num raio de 60 quilômetros, temos 30 mil leitos, que é um número significativo, pois 90% dos eventos captados no Brasil são de até três mil pessoas.

 

Como avalia os hotéis da cidade e região? Na última década, nossos hotéis passaram por um período de renovação e modernização da sua estrutura física, além de uma série de treinamentos com as equipes de trabalho. Avalio que Blumenau tem excelentes hotéis para atender nossos turistas.

 

O que acha que mais atrai os turistas para cá? Nossa cultura. Temos algo que o resto do Brasil não tem, que é a herança cultural germânica, que envolve vários itens como gastronomia, danças, música, arquitetura, entre outros. Além disso, temos as nossas cervejas artesanais, que são reconhecidas nacional e internacionalmente.

 

Como avalia a sua gestão à frente do SIHORBS que encerra em agosto deste ano?Acredito que conseguimos atingir nossos objetivos dentro daquilo que nos propomos no início do mandato, que era investir na qualificação e requalificação de nossos colaboradores através de cursos e palestras para empresários associados ao SIHORBS.

 

Quais os projetos que mais se orgulha e que contribuíram para potencializar o turismo de Blumenau e região? Nos orgulhamos muito de criar o Festival Gastronômico de Blumenau, em 2010. E, no ano passado, conseguimos fortalecer e fixar a imagem do pão com bolinho como lanche símbolo de Blumenau, a exemplo do pão com mortadela de São Paulo. Isso foi possível através do festival, realizado em setembro de 2016, que gerou um acréscimo de 40% no movimento dos estabelecimentos participantes. Acreditamos que a gastronomia tem um potencial extraordinário na atividade do turismo e pode alavancar o número de turistas na região.

 

Projetos futuros: Para o futuro vou me dedicar à minha filha e cuidar de seu tratamento e desenvolvimento.

 

Conselho: Nunca deixe ninguém dizer o que você pode ou não fazer. O único que sabe seu potencial é você mesmo. Portanto, acredite, estude e corra atrás daquilo que você deseja.

 

Frase: Obrigado Blumenau por tudo que nossa família conquistou nessa terra maravilhosa.

 

 

 

 

 

 

 

Fernanda N

Perfil Rafa Gomes

22 de maio de 2017 1

Com jeitinho doce e voz delicada, a pequena Rafa Gomes deixou os jurados do The Voice Kids encantados logo na primeira audição. Desde o momento em que cantou História de Uma Gata, canção adaptada por Chico Buarque para o musical infantil Os Saltimbancos, ela gravou seu nome no hall dos grandes intérpretes infantis. Mesmo não vencendo o reality show – ela ficou entre os três finalistas – a menina de 11 anos, natural de Curitiba, não parou mais de cantar.

Para alegria dos fãs de Blumenau e região, no dia 28 Rafa fará um pocket show para celebrar o aniversário de seis anos do Norte Shopping. O evento gratuito, marcado para 17h, será na Praça Central.

Caçula e temporona da família, Rafa é filha de empresários. Cursa o sexto ano do ensino fundamental e, desde pequena, estuda música. O incentivo veio da mãe, Márcia, que tem formação de arte-educadora e por muitos anos atuou com projetos na área de educação musical.

– Rafa sempre foi talentosa. Nunca precisou de muito esforço para mostrar-se familiarizada com o palco e com a música. Mesmo que sua experiência fosse sempre ligada à escola de música onde estudava, ela sempre “roubava” a cena nas apresentações com grande desenvoltura e graça – afirma a mãe, Marcia Cristina Gomes Silva.

A inscrição para o The Voice Kids, no entanto, foi um pedido e uma iniciativa da própria Rafa. Ao ouvir a notícia sobre a seletiva na TV para a primeira temporada do reality na versão infantil, pediu à mãe que fizesse a inscrição.

A mãe conta que a música escolhida para a primeira apresentação voltou a ganhar destaque após a inspirada interpretação de Rafa.

– Esta música ganhou grande repercussão. Hoje o vídeo tem quase 4 milhões de visualizações na internet – comemora a mãe.

A fama repentina abriu espaço para a criação do canal de música no Youtube, que atualmente tem mais de 13 milhões de acessos.

A participação no programa alavancou também a carreira de cantora. Ela passou a fazer shows por todo o Brasil, inclusive ao lado de grandes artistas, como Preta Gil, Thiago Iorc, Ivete Sangalo, Carlinhos Brown e Toquinho.

Um dos momentos mais marcantes, porém, foi no final de 2016, quando ela teve o privilégio de fazer um dueto com o Rei cantando a música Ben, de Michael Jackson, no especial Simplesmente Roberto Carlos. Passado pouco mais de um ano da participação no The Voice, Rafa continua se apresentando com um repertório que agrada tanto ao público infantil quanto o adulto e encantando a todos com seu carisma e talento.

- Hobby: pescar com meu pai.

- Lugar inesquecível: o alto da montanha na fazenda do meu avô.

- Música preferida: hoje Trem Bala. Tem uma letra linda.

- Mania: mexer nas coisas da minha mãe.

- Filme: atualmente, eu fico com A Bela e a Fera.

- Não vive sem: música.

- Sonho: conhecer Paris.

- Comida preferida: sushi e culinária japonesa.

- Cidade que moraria: Rio de Janeiro.

- O que faz nas horas vagas? Brinco, assisto TV, canto etc.

- Você treina a voz durante a semana? Sim, sempre. Tenho aula semanal de técnica vocal e também faço sessões de fono toda semana.

- Como foi sua experiência no The Voice? Maravilhosa. Adorei estar no Projac, conhecer pessoas incríveis e fazer muitas amizades.

- Onde sonha em se apresentar um dia? Acho que me apresentar num teatro em outro país, num local bacana. Deve ser o máximo!

- Com quem gostaria de cantar? Com vários cantores, é incrível estar ao lado de cantores famosos.

- Em quem se inspira? Me inspiro em cantoras como Marisa Monte, Katy Perry, Ariana Grande, entre outras.

- Seu herói: meu pai.

- Conselho: seja feliz.

- Frase: Nunca desista dos seus sonhos.

Rafa Gomes crédito- Fabricio Grigoletto

Rafa Gomes crédito- Fabricio Grigoletto

Perfil de Valeska Lemos Schroeder

15 de maio de 2017 0
Neste fim de semana de Dia da Mães, a nossa entrevista é com a patronesse do Baile de Debutantes do Tabajara de 2017, que é uma supermãe de quatro tesouros: Gabriela, 16 anos, e dos trigêmeos Carolina, Guilherme e Rafaela, com 8 anos.

Valeska Lemos Schroeder é advogada formada pela Univali há 22 anos e pós-graduada em Direito Processual Civil pela Furb.Val é casada com Eduardo Arruda Schroeder, registrador de imóveis da comarca de Indaial, e nasceu no Oeste de Santa Catarina em razão da profissão de seu falecido pai, que era promotor de Justiça em Chapecó.

Ainda pequena residiu em Balneário Camboriú, onde morou até se casar. Vive em Blumenau desde 1995 e sempre foi muito bem acolhida pela cidade, onde constituiu família e fez muitas amizades. Na família do Eduardo, a tradição do Baile de Debutantes sempre esteve presente. A sogra e as cunhadas de Val debutaram e o próprio Eduardo foi par de debutante por diversas vezes.

O casal gosta muito de dançar e desde solteiros participam de eventos sociais em Blumenau, Itajaí e Florianópolis. Há dois anos, a primogênita Gabriela debutou no Tabajara Tênis Clube.

– Foi um momento inesquecível em nossas vidas. Foi um baile maravilhoso.

Val é uma pessoa de coração enorme, sensibilidade e doçura. Ela adora viajar com a família, ir à praia, tomar banho de mar e receber os amigos em casa.

– Sempre tento levar a vida com leveza.

Aos finais de semana, sempre que podem, eles dividem o tempo entre BC e a praia do Estaleiro, lugares especiais para ela e a família e onde recarrega as energias da correria do cotidiano.

Uma escolha maravilhosa que promete deixar lindas lembranças no baile deste ano e também na vida de todos que a cercam e convivem com ela. Uma madrinha de ouro.

- Hobby: adoro jogar beach tennis. Reunir a turma e estar com os pés na areia é uma terapia para mim.

- Lugar inesquecível: Fernando de Noronha. A beleza natural do lugar é inquestionável. Pretendo retornar em breve.

- Filme: Encontro Marcado, com Anthony Hopkins e Brad Pitt. Já assisti várias vezes e o final sempre me emociona.

- Não vive sem: Deus, família e meus amigos do coração.

- Sonho: ver meus filhos crescerem e presenciar cada conquista deles.

- Comida preferida: o camarão e a maionese preparados pela minha mãe. Sempre com sabor de infância.

- Cidade onde moraria: Balneário Camboriú, onde vivi minha infância e adolescência. Quando lá estou, sinto-me em casa.

- Como recebeu o convite para ser madrinha? Fiquei surpresa. Nunca almejei este título, mas me senti muito feliz e lisonjeada, pois sei da importância e deferência desta escolha.

- E o Eduardo? Como recebeu a notícia? Ele ficou bastante emocionado. O baile é uma tradição fortemente arraigada na família dele. Sua mãe, tia e avó foram patronesses em Indaial e suas irmãs e nossa filha debutaram no Tabajara.

- O que você acha desta tradição que permanece forte em Blumenau? O baile de debutantes nunca deixou de se renovar em Blumenau. O Tabajara Tênis Clube manteve através das gerações este cerimonial marcante na vida das meninas de 15 anos. Penso que a tradição se modernizou, porém sem perder o glamour dos bailes do passado.

- Sua filha mais velha já participou do baile. E suas gêmeas, Já falam sobre debutar? O baile de debutantes do qual Gabi participou, com certeza, foi um momento mágico em nossas vidas. Os trigêmeos Guilherme, Carolina e Rafaela curtiram cada momento conosco. Hoje, Carol e Rafa, com oito anos, falam que terão vergonha de participar, mas acredito que com o passar dos anos devam mudar de ideia.

- Já escolheu seu vestido? Sim, farei com a Erica Thiesen, em Florianópolis. Ela faz meus vestidos para momentos especiais desde os meus 15 anos.

- Para você, qual a função da madrinha das debutantes? Fazer desta tão sonhada fase pelas debutantes e familiares um momento de amor, confraternização e comemoração à vida. Espero atingir a expectativa de todos.

- Conselho: “Carpe Diem” – só se faz 15 anos uma vez na vida.

- Frase: “A força mais potente do universo é a fé”, de Madre Teresa de Calcutá.

Valeska foto de Genevieve Bernardoni

Valeska foto de Genevieve Bernardoni