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Publicidade investe no público de baixa renda

29 de agosto de 2008 0

Divulgação

O aumento do consumo das classes C, D e E no Brasil, trouxe para Porto Alegre um especialista no assunto. Renato Meirelles é publicitário e especialista nos chamados consumidores de baixa renda. A agência dele, Avenida Brasil, em São Paulo, só se dedica a esse público.

Ontem, no meeting de marketing da Federasul, ele apresentou dados impressionantes de uma pesquisa recentes:

— O mercado das classes C, D e E no Brasil movimentou no ano passado R$ 550 bilhões. Esse mercado, aqui no país, é maior do que o mercado de todas as classes da Argentina, do Chile e do Uruguai. Outro dado importante, é que esse público, diferentemente do que se pode esperar, consome muito pela Internet: 51% das vendas feitas pela rede mundial de computadores, no Brasil, são realizadas pelos consumidores de baixa renda, que já dominaram essa tecnologia.

O publicitário, lá pelas tantas, sentenciou:

— Não existe futuro para a Indústria e prestadores de serviços que não olharem para esse público.

A pesquisa também comparou os jovens das classes A e B versus jovens das classes C e D. Os primeiros, de maior renda, acreditam mais em astrologia, em almas gêmeas e, até mesmo, em vida extraterrestre. O grupo de baixa renda é mais pé no chão, ligado mais na vida real. Essa vida real que vai ser o grande desafio para o marketing brasileiro.

Recentemente numa entrevista, o presidente das Casas Bahia, Michel Klein, comentou sobre o crescimento desse mercado.

— O Brasil parece que finalmente olha para esse consumidor, que busca dignidade — disse ele.

E é dessa maneira, com muita dignidade, que a publicidade nacional deve tratar esse público.

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Postado por Fernanda

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