A crise mundial chega ao show business e o efeito é dominó.
Mesmo nos mercados mais concorridos, como os musicais de Nova York, o baixo-astral, o desemprego e a expectativa de um 2009 ruim já chegaram.
No último mês, a saída de apenas um investidor de shows na Broadway fez suas vítimas. A peça Godspell teve sua temporada imediatamente cancelada. Outros três espetáculos não terão os contratos renovados e o quarto teve a estréia adiada.
Muitos shows, acostumado com a ocupação de 90% ou mais da platéia, hoje não recebem 60%. Os turistas diminuíram e diminuiu, também, o orçamento para gastar com entretenimento.
No Rio, a chiadeira também chegou. Eu conversava ontem com a gaúcha Ilana Kaplan, que está em cartaz na cidade com a peça Ensina-me A Viver, e ela relatava que a preocupação é geral, de diversas produções.
Cultura é um investimento mas, infelizmente, um dos primeiros a sair do orçamento familiar. Em Porto Alegre, uma das maiores produtoras do Estado, a Opus, já prevê um ano "pé no freio", como disse o diretor Carlos Eduardo Konrath.
O cancelamento de shows não está entre as possibilidades mas, certamente, segundo Konrath, haverá uma agenda mais enxuta em 2009.
Postado por Fernanda


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