O carnaval do Rio de Janeiro vive dois mundos: um é o mundo do espetáculo, um show ao vivo nas duas noites de desfile do Grupo Especial.
Os ingressos são quase proibitivos de tão caros para um público que se limita a um ou dois setores do sambódromo. O que se vê mesmo são turistas e muitos estrangeiros por todos os lados. E também os espaços para os convidados. Os camarotes custam fortunas, mas os patrocinadores sabem bem como aproveitar isso comercialmente. Tudo está tão bem organizado para os estrangeiros, que até os passageiros de cruzeiros desfilam! Enquanto o navio fica atracado, o passageiro desembarca, desfila e retorna na manhã seguinte para continuar a viagem.
Outro mundo do carnaval carioca é o dos blocos de rua. Desde os anos 2000, essa tradição carioca vem voltando. Neste ano, pelo menos 400 blocos saíram à ruas. E tem diversão mais democrática ou econômica? É só chegar, dançar e não gastar nada. Ontem foi divertido, em Copacabana, com a Banda do Saldanha. O bloco gaúcho tem bandeira do Rio Grande do Sul abrindo o desfile e também uma churrasqueira com rodinhas, que funciona como um carro abre-alas em plena Av Atlântica.
Este é, sem dúvida, um Carnaval bem mais popular, a cara do Rio. Pode ser por causa do Carnaval da crise, mas é também um resgate nas nossas raízes.
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Postado por Fernanda