Desembarcaram nas livrarias brasileiras as primeiras edições do guia de gastronomia mais famoso do mundo. O Guia Michelin chegou a 100ª e histórica edição e ganhou festa com pompa no início do mês na sua terra natal, a França. No Brasil, infelizmente, para quem curte a boa mesa ou, ao menos, estar bem informado sobre os melhores restaurantes, só serão vendidos exemplares em francês e em inglês.
O guia é um clássico. Ele foi lançado pela primeira vez em 1900 para ajudar os 3,6 mil motoristas da época para se orientarem por caminhos precários e sem placas. O livro vermelho só deixou de circular durante as duas guerras e no ano de 1921, por uma razão curiosa: a edição do ano anterior não vendeu bem.
E nesta história, muitas ideais criativas. A primeira foi durante a 1ª Guerra Mundial, por exemplo, quando o guia editou os mapas para ajudar as famílias a encontrar seus mortos. O Guia Michelin chegou ao Século XXI presente em 21 países da Europa, quatro cidades dos Estados Unidos e, em grande fase, conquistando a Ásia.
A versão de 2009 do guia é histórica e traz capas desenhadas por 100 artistas convidados. Parte do sucesso do Guia Michelin é a sua qualidade, muitas fofocas — há notícias de suicídios e boicotes nos bastidores —, mas, acima de tudo, tradição. E nisso os franceses são mestres.
Postado por Fernanda