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Noite gaúcha com grife

01 de novembro de 2009 1

DO CADERNO DONNA DESTE DOMINGO

A globalização chegou às casas noturnas.

Não basta ter pista de dança, DJ residente, DJ convidado, sound designer (a versão moderna do programador musical), equipamentos de luz dos Estados Unidos, ou projeto de iluminação da Europa. Nem bancar apenas TVs de tela plana, área VIP e decoração minimalista. Levando em conta as duas próximas inaugurações agendadas para Porto Alegre nos próximos meses é preciso mais. É preciso grife para embalar os gaúchos. E grife importada, seja de São Paulo ou de Nova York.

Dia 5 de novembro, o Café de La Musique Porto Alegre, irmão dos empreendimentos de São Paulo, Curitiba, Jurerê Internacional e Belo Horizonte, abre as portas em uma casa de dois andares, seis ambientes e 280 vagas para estacionamento. Um investimento de R$ 3 milhões que, mesmo tendo seu conceito importado, os donos fazem questão de ressaltar: é um investimento 100% gaúcho. Entre os sócios, há investidores da Capital, do Interior e, na linha de frente, o produtor cultural Cássio Lopes e o advogado Paulo Antônio Borges, casado com Raquel Bündchen.

– Estamos trazendo um conceito de dinning club, algo que faltava. As pessoas poderão só jantar, jantar e dançar ou chegar apenas mais tarde – diz Paulo.

O conceito já foi moda em Porto Alegre, lá se vão os anos 80. Mas com o histórico de abre-e-fecha das casas noturnas, os clubes de jantar foram ultrapassados pelas boates. A proposta agora é atender o programa completo para um público maior de 21 anos. Um dinning club nos moldes atuais funciona em quatro momentos: (1) como restaurante, no caso do Café será pilotado por Marta Fedrizzi (ex-Sanduíche Voador); (2) como restaurante e boate, para quem quer jantar mais tarde; (3) como boate em uma noite que começa mais cedo e (4) só como boate tradicional. Para esses momentos fluírem em sequência, a ambientação do Café irá mudando enquanto o relógio anda. Conforme a noite avança, a luz cai, o som sobe e a ambientação é transformada para começar a balada.

– Funciona como uma coreografia. Aos poucos as cadeiras vão sendo retiradas, e o cenário vai mudando – explica Cássio Lopes.

Parte importante desta mutação é a decoração, a cargo de Mário Englert e Paulo Menna Barreto.

– O projeto é de uma arquitetura brutalista, basicamente feita de volumes, onde o que interessa é a visão que se tem de dentro para fora e não o contrário – explica Mário.

Dois ambientes são decorados com as sugestões dos estilistas Waldemar Iódice e Ricardo Almeida, e o Café tem como norma mudar de cara a cada seis meses. O desafio é não deixar o restaurante/boate cair na vala comum dos empreendimentos da noite e mais: mudar alguns hábitos gaúchos.

– Vamos abrir aos domingos nos finais de tarde – conta o P.R. (public relation ou relações públicas) Miltinho Talaveira. – Também queremos fazer um baile de carnaval de gala, como a Vogue faz em São Paulo.

O final de tarde dominical é para aproveitar um dos trunfos do Café gaúcho, a localização. A casa inteiramente reformada abrigou o McDonald’s da rótula das avenidas Protásio Alves e Carlos Gomes. O projeto inclui varanda e janelões, com vista privilegiada do pôr-do-sol.

O Café de La Musique Porto Alegre abre as portas nesta semana com a proposta de unir restaurante e boate no mesmo espaço. A casa, nos altos da Protásio Alves, tem vista privilegiada da cidade

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A marca do Café é a silhueta de uma mulher com as cores da bandeira brasileira. A versão Porto Alegre tem o design do artista plástico Leandro Selister…

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… A casa tem capacidade para 800 convidados em seis ambientes, incluindo áreas externas

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As caras do Café de La Musique Porto Alegre: Paulo Borges, Sérgio Lopes (sentado) e o filho dele, Cássio Lopes

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Clube exclusivo para 2010

A segunda novidade de entretenimento da Capital vem de mais longe, Nova York. A boate Pink Elephant (elefante rosa), também em São Paulo, Southampton, St. Barths e Park City, traz na decoração interna a referência ao nome: a ideia é que a escada reproduza o formato de uma tromba de elefante conduzindo o visitante até os banheiros.

A franquia da casa nova-iorquina tem previsão de abertura para o início do primeiro semestre de 2010. As obras no terreno do bairro Mont’ Serrat são projeto do escritório paulistano Suíte114.

– Estamos tão atentos a todos os detalhes que o projeto aprovado é o 38º feito pelo escritório – conta o dono.

A casa de um pavimento, formato de auditório e camarotes VIPs será erguida do zero – investimento divulgado em R$ 2 milhões. À frente da operação, com outros dois sócios, está Tiago Escher, também no comando das boates Madras e Jimbaran.

– Porto Alegre nunca teve uma casa de primeiro nível e é isto que queremos fazer – avisa Tiago.

Para este plano se concretizar, haverá adaptações das filiais internacionais, mas, garante ele, nada que mude a essência da casa que é focar em um público exclusivo. A Pink gaúcha terá capacidade para 500 pessoas e, em princípio, abrirá às quintas, sextas e sábados à noite.

Em São Paulo, a entrada pode chegar a R$ 250, preço que aqui, conta Tiago, será mais acessível.

– Tudo na casa é como se fosse uma área VIP. Teremos um lustre de cristal que sobe e desce para liberar a pista de dança.

Nos moldes das Pinks internacionais, as mulheres terão direito a um camarim para serem maquiadas. Mais VIP ainda é um dos camarotes que terá entrada exclusiva (os usuários chegam incógnitos sem passar pela portaria) e o conforto de três vagas no estacionamento reservadas.

– O que todo mundo fez em Porto Alegre é criar a sua marca. Nós estamos trazendo uma marca consagrada no mundo e que já traz com ela o glamour – diz Tiago sobre o porquê da opção de uma franquia.

A Pink ainda terá uma proposta de música diferente, com DJ e uma cantora complementando o som ao vivo.

Postado por Fernanda

Comentários (1)

  • Eduardo Fortunato diz: 6 de novembro de 2009

    é o que faltava para Porto Alegre, uma casa diferenciada, como a de Fpolis…

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