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Onde nasce o Carnaval

11 de fevereiro de 2010 0

Clovis Valpone, da Grande Rio, finaliza boneco de Leonel Brizola

A Cidade do Samba é o coração das escolas do Rio. Foi erguida em 2005 para o Carnaval de 2006 pela Liesa e a prefeitura. Lá ficam os barracões de quatro andares onde as agremiações são administradas, onde os carros alegóricos são construídos, onde os últimos ajustes de desfiles milionários (R$ 3 ou 4 milhões) são feitos.

O guia da coluna foi Dudu Azevedo, diretor de Harmonia da Grande Rio. Ele inicia a visita, mas não demora a ser interrompido pelos bipes do rádio pelo qual se comunica com sua equipe. Lá pelas tantas, toca o celular.

— Já tô te mandando o mapa de som. Pode deixar – diz Dudu, tranquilizando alguem estressado.

O “mapa do som” é a regulagem para ser seguida pela equipe de som.

— Tenho três mulheres cantando. Uma no volume sete, outra no seis…

Dudu vai apresentando os carros, exibindo detalhes. Está faceiro. A Grande Rio tem tudo para agradar. O tema é o Camarote Nº 1. Mas a escola aproveita e resume em alas e alegorias os melhores e mais marcantes momentos da história do Sambódromo. Dudu conta que Joãosinho Trinta irá desfilar. Há um carro que representa todas as escolas.

Em frente, para diante de um grande boneco branco no chão:

— Tá vendo esse aí? É o Brizola.

O então governador do Rio foi quem encomendou o Sambódromo a Oscar Niemeyer. Brizola e o arquiteto centenário serão homenageados em um carro.

O tour continua, agora com portas fechadas. Na linha de montagem do Carnaval, com barracões que chegam a reunir 400 pessoas trabalhando, algumas salas são de acesso restrito. Como a de Valtemir, figurinista das estrelas. Ele está dando o acabamento na fantasia de Antonia Fontenelle.

— O ideal é ter uma semana para fazer. Mas a dela fiz em três dias.

E o que as estrelas pedem?

— Elas querem é luxo!

Pelo número de penas e pedrarias, disso elas não poderão reclamar. Valtemir leva para avenida uma equipe de mais de 20 pessoas. São as “babás” das bonitonas, profissionais escalados apenas para ajudar a vestir roupas e adereços, geralmente pesados.

No fim do tour, Dudu nos entrega na área central da Cidade do Samba, onde pode-se ver sem segredos o que cada escola prepara. Engraçado é que ele fica de costas para os concorrentes e um pouco inquieto. Que foi Dudu?

— Não quero ficar olhando, se não podem pensar “Olha lá o Dudu tentando ver o que a gente tá fazendo”.

É, a Cidade do Samba também tem normas de etiqueta.

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