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A criação de um candidato

08 de abril de 2012 0


Na reta final da definição de candidatos e equipes para eleição de outubro, a coluna reuniu dois experientes publicitários gaúchos em campanhas políticas.


Alfredo Fedrizzi (dir) e Fábio Bernardi responderam as mesmas perguntas, para mostrar como se constrói a imagem de uma candidatura. Nas próximas semanas, eles coordenam um curso de marketing eleitoral na escola Perestroika, com professores de todo o Brasil


Estilo Próprio – Coligações são feitas, muitas vezes, para conseguir tempo no horário eleitoral. Sem espaço na televisão não há chances?

Alfredo Fedrizzi – Ele é consequência da força dos partidos. A audiência na TV aberta diminuiu depois da TV fechada e da internet. Mas como os programas políticos são disponibilizados também no YouTube, as pessoas podem vê-los na hora em
que quiserem. As curvas de audiência tem sido em forma de “U”: maiores no início e no final da campanha. Como é difícil prender a atenção das pessoas, no programa eleitoral se faz mini programas para que o espectador possa ver
parte da mensagem, se quiser.

Fábio Bernardi
– A televisão é, sim, muito importante. Quando bem utilizada, pode decidir a eleição. A importância vem do
uso da emoção, da capacidade de agendar temas e da disputa por audiência. Quanto mais tempo você tem, menos tempo resta para seus adversários, e mais vezes as suas propostas e visão de mundo serão ouvidas pelo eleitor.

EP – Sensação na eleição de Obama, o marketing digital é realidade nos EUA. E no Brasil, qual a relevância?

Fedrizzi – Vejo potencial de crescimento grande. Nos EUA, são o principal meio de arrecadação. Aqui, pela burocracia – doação feita pelas redes com cartão de crédito tem que mandar o comprovante para o TRE – isso não funcionou. Se antes era interessante para um candidato ter Facebook ou Twitter, agora é obrigação.

Bernardi – A legislação no Brasil é mais restritiva do que nos EUA, o que torna o impacto bem menor. Contudo, a força das mídias sociais é inegável e, mesmo com os limites, é crescente a influência na formação de opinião, especialmente entre
os jovens. Essa relevância será maior a cada ano.

EP – E a nova legislação?

Fedrizzi – É ineficiente. Todos que tentaram controlar as redes sociais quebraram a cara. As pessoas sempre acham uma maneira de burlar. Elas são redes de relacionamento e não exatamente veículos de comunicação de massa, como estão querendo enquadrá-las. Acho um equívoco tentar controlar. Quem faz isso são países onde a democracia não existe: China, Cuba e
ditaduras do Oriente Médio.

Bernardi – Sou absolutamente contra, é um anacronismo e um atestado de ingenuidade. No Brasil temos essa mania de o Congresso
legislar sobre tudo, mas é inviável querer controlar a internet ou os internautas. Na ânsia de proibir o abuso, acabam proibindo o uso.

EP – Cite um case que você admira:

Fedrizzi – Toda a mobilização e conscientização feita pela campanha do Obama. Foi um marco, especialmente por tirar de casa
gente que não votava. Mas lá se pode fazer muito mais.

Bernardi – O conceito “Rio Grande do Sul, do Brasil, do Mundo” da campanha de Tarso Genro em 2010. Foi muito bem pensado e muito bem executado.

Ele cria tapetes mágicos

24 de março de 2012 0

Imagine voltar para casa depois de quase 30 anos vivendo longe, bem longe.
Explico melhor. Há 27 anos, o gaúcho Jorge Vicente deixou Porto Alegre para realizar o sonho de pegar ondas imensas no Havaí.
Conseguiu. O caminho para chegar lá, conto em seguida. O incrível da trajetória deste shaper, ou fazedor de pranchas de surfe, que hoje tem reconhecimento mundial, é o fato de ele ter ido e nunca mais ter voltado. Depois de instalado em Oahu, no Havaí, ele não pisou mais no Brasil. Muito menos em Porto Alegre.
Lá se vão 27 anos e, por isso, esta volta em 2012 é tão especial:

– Achei Porto Alegre uma Nova York – diverte-se, ainda impressionado com as mudanças da Capital, mesmo já tendo desembarcado no Aeroporto Salgado Filho (novo, para ele) há um mês e meio.
Jorge Vicente, ou “Jorge Baxo”, como era conhecido quando circulava pela praia de Torres, está redescobrindo a cidade – ainda se surpreende com o trânsito, o desenvolvimento da 24 de Outubro e se chateia com a falta de delicadeza no trato diário.

– Essa coisa que o americano tem de dizer “por favor”, “com licença” e “obrigado” para tudo não vejo aqui.

O surfista e shaper anda em clima de férias, revendo os amigos, reaproximando-se da família e trazendo para o Sul a técnica que o fez ganhar fama internacional. O porto-alegrense é um dos maiores shapers do mundo quando o assunto é pranchas de surfe para a prática em ondas imensas, aquelas que podem chegar a 20 metros.

Os maiores campeões mundiais da categoria só se aventuram nos mares com uma autêntica JV, sua marca. Vem daí o título carinhoso que elas ganharam: Tapete Mágico.

A história completa de Jorge Vicente você lê na Zero Hora dominical.

Mimosuras em alta

21 de março de 2012 0

Existe luxo maior do que possuir algo criado e produzido especialmente para você? Independentemente do valor ou da matéria-prima, encomendar algo do jeitinho que você sempre sonhou é o maior privilégio do cliente preferencial. Porto Alegre está nesta onda, oferecendo serviços dos mais variados para quem valoriza esse toque pessoal e exclusivo.
Abaixo, uma seleção feita pela coluna Estilo Próprio:


Heloisa Crocco é artista de muitas plataformas. Sem medo de reinventar seus trabalhos clássicos, apostou recentemente numa edição limitada com foco nas crianças. Heloisa criou para a Lezanfan seus paineis de madeira com colagens de tecidos e pinturas em versão míni, para que os pequenos peguem, desde cedo, o gosto pela arte.

Greice Antes há muito deixou de ser promessa da geração de jovens estilistas locais. Com a nova coleção pret-à-porter prestes a ser lançada – a previsão é que os modelos de inverno sejam apresentados em abril–, ela tem visto uma outra área de seu ateliê crescer ainda mais: a procura de criações sob medida.
São clientes que chegam em busca de uma assinatura bem pessoal da estilista. O toque “Greice Antes” pode ser
resumido no glamour sem ostentação, no minimalismo sem rigidez de formas.
E a procura pelo único fez com que ela se aventurasse por criações até então inéditas. As mais recentes são arranjos
de cabeça, como os encomendados e usados por Regina Becker, primeira dama da Capital, no Carnaval de Porto Alegre, e pela empresária Fernanda Maisonnave para o baile de revista Vogue.


O tradicional Brique da Redenção de Porto Alegre é ponto de encontro de artesãos que nunca abandonaram o trabalho manual. No box da Mari, a estrela é o crochê, técnica do tempo da vovó e que é aplicada aqui em peças menos convencionais, como este terço todo feito em crochê.


Maria Araci D´Avila tem dificuldade em apontar um título para sua apresentação. Mulher de extremo bom gosto, teve loja de decoração, trabalhou em projetos e ambientações e é daquelas pessoas que tudo o que toca coloca charme.
Seus produtos mais conhecidos são as Family Trees, árvores genealógicas que monta inteiramente com colagem de delicados pedaços de papel colorido. Também com técnica de colagem, ela é autora de caixas e pequenas mesas
que servem como suporte para objetos que você queira chamar atenção na decoração. Além disso, Maria Araci mantém um blog onde reúne todas as referências que curte.


Julia Bacaltchuck
é a criadora por traz das coleções da Plus Acessórios. As peças são desenvolvidas artesanalmente e não há produção em série. Julia é o delírio de qualquer cliente exigente pois se propõe, em seu ateliê, a fazer também acessórios especialmente para cada cliente, seja na forma, cor ou material.


Não há limites na personalização do trabalho da designer Gabi Hess: da cor do tecido, passando pelo bordado, até o
tipo de fonte usado para escrever a mensagem. Famosa pelos enxovais e produtos de cama, mesa e banho, ela une o sonho de quem chega em busca de suas criações a usina de ideias que é seu ateliê. Sachês bordados vão bem como
lembrancinhas de casamento, aniversário e batizado. As flores que embalam doces (na foto) já foram usadas em cortinas de um quarto, em toalhas de mesa até serem transformadas em portaguardanapos. Gabi Hess, também
em parceria com Marta Fischer, assina uma linha de nécessaires, malas e carteiras – claro, sempre em produção limitada.

Sabor virtual à mesa

13 de março de 2012 0

Tem ingrediente extra na receita. Para cozinheiros amadores, aqueles que começam a se aventurar nas caçarolas, ou até mesmo para quem tem dúvida em algum preparo ou técnica específica do mundo da gastronomia, a internet vem dando uma mãozinha.
Com um clique e uma curta espera para que os vídeos estejam prontos para serem rodados (e o
melhor, repetidos até você entender tudinho), dois chefs-de-cuisine gaúchos estão apostando neste serviço e criando seus seguidores.

Isadora Becker (foto abaixo), e sua trupe do Gastronomismo, e Felippe Sica estrearam com projetos tímidos e agora, depois de terem retorno dos internautas, vêm sofisticando e adaptando ao gosto do público as produções que apresentam. Por meio de seus blogs e sites, montaram canais de gastronomia para ensinar suas delícias. Isadora Becker, que trabalha com vídeos por temporadas, explica a proposta: – Partimos da ideia de que qualquer pessoa pode cozinhar, basta a vontade de comer bem.
O objetivo é simples assim, mas o site Gastronomismo (gastronomismo.com.br) apresenta uma
edição muito caprichada e ainda inclui uma categoria batizada de Inspirações, com espaço para filmes, livros e temas relacionados com as receitas.
– Este ano, além das receitas, temos vídeos mais curtos que apresentam técnicas básicas de cozinha. Isso dá ferramentas para que o público possa evoluir em casa.

O jeitinho despretensioso de Isadora explicar as receitas é outro atrativo, preparando tudo de modo que quem assiste tem certeza que vai conseguir reproduzir fielmente.

Felippe Sica, com passagens pelos restaurantes Chez Philippe, Koh Pee Pee e Constantino, alguns dos melhores endereços de Porto Alegre, é também professor e vê nos vídeos uma boa maneira de se comunicar com o público. Ele tem se especializado em eventos privados e jantares na casa dos clientes. – Faço as receitas que gosto de comer. Também me preocupo com a facilidade. Opto por receitas simples. Meu desafio é que todos os ingredientes possam ser encontrados no supermercado, sem necessidade de muito esforço no preparo – ensina.

O chef já era dono de um blog, mas é no site Receitas para Compartilhar (receitasparacompartilhar.com.br) que tem visto a grande repercussão. Uma das surpresas, conta ele, é o sucesso que vídeos com receitas de sobremesas tem alcançado.
Entre os campeões de audiência está a fondue de Nutella.

Com design renovado, Casa Vogue de março se dedica às metropoles

07 de março de 2012 2

Não é de hoje que o êxodo do campo para a cidade é o feijão com arroz para o crescimento das grandes cidades. O fenômeno urbano dos grandes centros atrai mesmo a atenção, e é este o tema da revista Casa Vogue deste mês. A publicação se dedica às metropoles, com um panorama sofisticado e atual dos novos ritmos urbanos.

Galeria Leme, em São Paulo, reabre em prédio assinado por Paulo Mendes da Rocha

De São Paulo a Nova York, de Barcelona até a China, a edição faz um giro em todas as novidades quentes da rede hoteleira, arquitetura, design e decoração. E de lambuja, os leitores ainda podem conferir o novo projeto gráfico da revista.

O dúplex do arquiteto André Mellonena em Nova York

A erva mate que embeleza e energiza

28 de janeiro de 2012 0

Que os homens estão investindo em beleza, isso o mercado de cosméticos já descobriu há alguns anos. O segmento
masculino já representa quase 20% do público consumidor
da maior fabricante de produtos de beleza do país, a Natura.
Tanto que, linhas antes exclusivamente dedicadas a mulheres, agora recebem lançamentos para homens.
A mais recente investida neste mercado foca ainda mais no Sul do país, já que a base dos produtos é feita a partir da erva mate – linha chamada mateverde e que promete efeitos energizantes.
Homens já não falam mais em cosméticos somente para efeito de higiene ou o uso mais tradicional, o de produtos para fazer a barba. Agora o foco é sim, sem vergonha, a beleza.

Loredana Mariotto, diretora de negócios da Natura, esteve em Porto Alegre apresentando a nova linha masculina. Estilo Próprio conversou com ela sobre como as empresas estão mapeando e atendendo o consumidor masculino. A matéria na íntegra está na Zero Hora dominical

Estilo Próprio – A erva mate tem todo este potencial para uma linha exclusiva de produtos de beleza?
Loredana Mariotto – É, sim, uma substância com efeitos energizantes, revigorantes, tudo comprovado cientificamente.
Estamos dando voz, ampliando uma linha que a gente já possui, dentro de um potencial muito maior.

EP – Existe um claro interesse em atrair este público masculino. Pelo conhecimento de vocês, o que mais agrada o consumidor, o homem brasileiro no mercado de beleza?
Loredana – É um público que a gente tem trabalhado muito. Para fazer este desenvolvimento da linha mate verde, a
gente precisou conhecer muito o público masculino.
Além da higiene, o homem de hoje já incorporou cuidados pessoais. Por exemplo: ele quer um xampu só para ele e
um sabonete só para ele. Para os artigos de barba, já existe um cuidado incorporado na higiene do dia a dia, o que começa a ocupar um território que a gente chama de vaidade mais aceitável. Quer dizer que é mais aceitável pelos outros não para o ele (o consumidor). Assim, o homem já pode falar sobre isso.

EP– Quanto por cento do público da Natura é de homens?
Loredana – Ele já representa por volta de 20%.

EP – Existe algum tipo de produto que é usado no Exterior e que aqui, no mercado interno, seja rejeitado pelo consumidor nacional?
Loredana – A aceitação está muito mais ligada a fragrâncias do que em produtos propriamente dito.

EP – Vocês trabalham com a venda direta por meio de representantes. O público masculino aceita bem esta proposta ou são as mulheres que compram para maridos, filhos e namorados?
Loredana – Boa parte das vendas vem via mulher. Vemos em outras indústrias o mesmo comportamento.
A mulher, muitas vezes acaba influenciando, determinando a compra de produtos específicos. Neste caso, ela acaba apresentando ao seu parceiro, amigo ou marido esses novos produtos. Mas temos este público masculino comprando
diretamente na venda direta, em escritórios, por exemplo, quando eles ouvem os amigos comentar. Sabemos também de casos bem interessantes, como o de pessoas que vendem em postos de gasolina, focando absolutamente neste público masculino.

Design brasileiro nos parques de Nova York

22 de janeiro de 2012 1

Hugo França é gaúcho de Porto Alegre e formado em Engenharia Operacional de Produção pela PUCRS. Hoje, sua formação acadêmica lhe ajuda na montagem, logística de transporte e fixação das obras que assina e que correm o mundo. Hugo vive entre São Paulo e Trancoso. Foi na Bahia, ainda nos anos 1980, que descobriu pedaços de madeira pequi vinagreiro, usada pelos índios pataxós para fazer canoas. Ele pensou diferente: usou a madeira centenária para móveis e esculturas. Ganhou fama nacional e internacional, e suas peças são destaque em Europa, Ásia, Estados Unidos e galerias que o representam nos principais centros de arte. Agora Hugo França prepara voo ainda mais alto.Aceitou o convite da prefeitura de Nova York para produzir mobiliário urbano na cidade que dita moda para o mundo. Confira trechos da entrevista onde Hugo França detalha seu futuro em Nova York e defende o design funcional e sustentável que, no caso dele,é sim obra de arte. O texto na íntegra esta na Zero Hora dominical
Estilo Próprio– Como a prefeitura de Nova York chegou até você para este projeto de fazer mobiliário para os parques da cidade?
Hugo França– Tenho um projeto de aproveitamento de árvores de parques e jardins,transformando tudo isso em mobiliário
público no Brasil.Em São Paulo, no Ibirapuera,tenho 11 peças, mais duas no parque Burle Marx e cinco peças no Museu.Quero formar uma parceria com a prefeitura e a iniciativa privada para a gente recolher árvores da cidade e devolver isso em forma de mobiliário público.Em paralelo, criar uma escola que forme mão de obra no aproveitamento do resíduo de material lenhoso.

EP – Mas como ele chegou até Nova York?
França – No ano passado,aconteceu em São Paulo o C40,um fórum anual para os 40 prefeitos das maiores cidades do mundo.
O presidente é o Michael Bloomberg, prefeito de Nova York. Ele doou para o Ibirapuera um dos bancos do Central Park.Propus
ao prefeito Gilberto Kassab, para retribuir a gentileza,a doação de um banco meu para o Central Park. Por critérios oficiais,o banco não pode ser colocado lá e foi para a Casa Oficial dos Prefeitos de NovaYork. Assim,o prefeito Bloomberg conheceu melhor o meu trabalho e autorizou a execução do projeto.

EP– E qual o andamento do projeto? Quando suas peças começam a ser colocadas em Nova York?
França – Estou indo em fevereiro para começar a organizar essa produção,porque vai ser feita parte em maio,e a outra parte, em setembro.Vamos produzir entre 30 e 50 peças,que serão distribuídas pelos cinco bairros de Nova York.Vamos fazer um documentário, um livro e também vamos usar algumas peças para uma exposição comercial na galeria que me representa na
cidade. Resumindo,vamos usar as árvores de parques e jardinsde de Nova York e transformar isso em mobiliário público. É o mesmo projeto que venho tentando viabilizar em São Paulo e em outras cidades.

EP– E você aceitaria propostas para outras cidades?
França – Com certeza.

EP –Não é estranho,ou triste, pensar que você é gaúcho e não tem obras em espaços públicos em Porto Alegre?
França – É uma coisa que sinto muito,completamente desagradável. Já fiz exposições no mundo todo e nunca consegui expor em Porto Alegre.E tenho poucas pessoas que tem peças minhas aí.Brinco que santo de casa não faz milagre.

EP – Estamos vivendo uma polêmica sobre a proteção, guard-rail,da ciclovia do Arroio Dilúvio.Agora,irão decidir por meio de concurso público o design mais adequado.A discussão parece envolver beleza,ou design,e sustentabilidade.Uma dupla que você sempre conseguiu resolver com delicadeza…
França – É. Minha história em Nova York também me deixou muito feliz porque,embora já tenha feito bastante coisa em SãoPaulo, não obtive lá o mesmo interesse que tive da prefeitura de Nova York.

EP –Você deixou Porto Alegre logo depois de formado? E como descobriu e chegou até Trancoso?
França – Nasci e me criei em Porto Alegre e só saí para ir pra São Paulo em 1979,onde morei até 81.Depois eu fui a Trancoso, onde morei até 1995.Em função do trabalho,retornei a São Paulo e aí me estabeleci aqui.Hoje tenho a casa em Trancoso, mas passo a maior parte do tempo em São Paulo.Viajo muito também. Agora,neste ano mesmo, tenho uma programação de viagem muito grande.Tem uma exposição nova,que está vindo o meu galerista de Nova York junto com um parceiro dele da Coreia. A gente deve expôr por lá, no início do mês de novembro.Essa história do design no limite da arte,que não é muita gente que faz,está sendo muito valorizada no mercado internacional.

Remadas à havaiana

19 de janeiro de 2012 1

Canoas diferentes, feitas em duas partes, em que seus ocupantes usam, cada um, apenas um remo.
As canoas havaianas deslizam pelas águas do Guaíba desde dezembro passado com uma suavidade que empolga.


Admirando-se a partir da terra firme, remar de uma ilha a outra do Guaíba, quase esquecendo que é esporte e só curtindo o passeio, parece fácil, muito fácil. E não é que é mesmo?
– Um dos grandes baratos é que qualquer um rema já no primeiro dia. Não precisa ser atleta, não precisa um treinamento específico – explica Paulo Prass (de camiseta preta na foto abaixo), grande incentivador da prática no Estado.
Paulinho, como é conhecido no circuito esportivo, acaba de abrir o primeiro Núcleo de Canoas Havaianas do Rio Grande do Sul. E ele é mais do que um incentivador, é um especialista: foi treinador da equipe brasileira de remo nos Jogos Olímpicos de Atlanta e medalhista nos Jogos Panamericanos de Mar del Plata. Durante muitos anos, treinou as equipes de remo e chefiou o departamento de esportes do Grêmio Náutico União.
– Achei que esta também era uma maneira de trazer o porto-alegrense para mais perto do Guaíba – justifica.

Paulo se empolgou com a primeira canoa de um usuário que viu no Estado.
Vislumbrou uma boa oportunidade, correu para São Paulo, onde a prática é bem mais popular,
aprendeu as técnicas e ajustou os materiais para agora, neste verão, abrir o Walea – seu núcleo com sede na Ilha Grande dos Marinheiros.
A primeira canoa foi comprada em outubro, depois que Paulo aprimorou seus conhecimentos com um dos pioneiros das canoas havaianas no país.
O equipamento nos moldes atuais, feito em fibra,bem leve, desembarcou no Brasil apenas nos anos 2000 – o que certifica que, no país, a canoagem havaiana é ainda uma novidade.

– Optei por batizar meu espaço de núcleo e não de escola ou academia. Não foi capricho, mas algo bem planejado. Escola dá uma ideia mais infantil, e academia lembra sempre um lugar fechado. Aqui quero unir esporte, lazer e família.

Paulinho enfatiza o lazer e família porque tem investido justamente em equipamento que atenda a essas características. O interessado pode fazer aula individual ou em grupo.
Pode também só sair para passeios, tours pelas águas, sem grande esforço físico, curtindo a natureza para desbravar as ainda pouco exploradas ilhas do Delta do Jacuí.

– Há lugares por esta região que, se a gente bate uma foto e mostra para alguém, a pessoa
jura que é algum outro roteiro famoso de turismo no Brasil.

Parceiro dos tempos de equipe de remo do União, Marcílio Moita, hoje sócio em uma construtora, também está empolgado com a nova técnica. Tanto que aceitou o convite para competir em uma prova com um percurso de 75 quilômetros no ano que vem, em São Paulo.
– Claro que é lazer, mas não adianta, a gente se empolga – confessa Marcílio.

Mesmo se apresentando como um ex-atleta, Marcílio – mais de 20 vezes campeão gaúcho de remo, com regatas internacionais no currículo, inclusive no Japão, e bicampeão brasileiro – diz que é difícil se manter longe das competições.

Paulo Prass, em seu núcleo Walea, também dá aulas de stand up, a espécie de prancha em que o usuário fica em pé e também utiliza um remo. Mas o modismo da hora, e não só para este verão, ele garante, é a canoa havaiana.

– Como é fácil de remar, a pessoa escolhe se quer usar apenas para lazer ou como esporte, intensificando a velocidade das remadas – ensina.

Pensando no público amador, se assim puder ser chamado, o núcleo de canoagem montou
programas diferentes. Há passeios individuais, em dupla e para grupos com seis pessoas. Em qualquer das opções, os cuidados com a segurança são rígidos. Paulo acompanha os passeios, dá as aulas e orienta os alunos, que só caem na água se estiverem devidamente equipados com coletes salva-vidas.
E antes que alguém ache que a canoa não vira, apesar de ser mais estável por ter duas partes conectadas, se enganou.
– É mais estável, mas também vira. Mas aqui, a água é limpa – tranquiliza Paulo.

As canoas havaianas são uma obra de engenharia que nasceu em harmonia total com a natureza. O barco milenar, usado pelos povos da Polinésia para desbravar ilhas, antes era feito de material rústico e usado como eficiente meio de transporte. Nos tempos de hoje, foi transformado em outro material mais leve e resistente, a fibra – assim a canoa de um lugar pode ser levada para a água por apenas uma pessoa, pois pesa 12 quilos.

– Estou preparando também para usar a canoa havaiana para treinamento de empresas, num trabalho mais corporativo. Paulo explica que, na canoa para seis pessoas, cada um da equipe tem uma função, e a travessia só flui se todos estiverem em sintonia. Alguns comandos
são “cantados” pelo coordenador. Para entrar mais no clima, todas as instruções são ensinadas em havaiano
.

Essa prática ainda deve ganhar mais espaço nos próximos anos. Com a perspectiva de crescer
muito em outros Estados, como já acontece em São Paulo, a canoagem havaiana vai ser esporte de apresentação na Olimpíada de 2016.

– Acho que em breve ela será oficializada como um esporte olímpico – prevê Paulo.

Elas fazem a moda

10 de dezembro de 2011 1

O editorial de moda da edição que chega às bancas só em março já está fotografado. A revista de janeiro, então, está quase prontinha para ser folheada. Assim trabalha uma das principais revistas de moda do mundo, a Vogue: sempre se antecipando para, com perdão da repetição, antecipar o que será objeto de desejo das suas leitoras.
Por meio de informação ou apresentação de diferentes combinações de peças de roupas, a revista conta para sua leitora o que ela vestirá e como ela pode se vestir em determinada estação.

Há pouco mais de um ano, a versão brasileira da revista passou a ser editada por uma parceria entre as editoras Condé Nast e Globo. Antes, ela funcionava como uma franquia, capitaneada po outro grupo, como conta Daniela Falcão, diretora de redação:
Com a Carta Editorial, éramos licenciados. Agora a Condé Nast, este grande grupo editorial do mundo, que também edita a Vanity Fair e a GQ, além da Vogue, está com este investimento forte no Brasil.

A reportagem completa e mais bastidores da Vogue você Lê na Zero Hora dominical

O esmalte ganha casa própria

03 de dezembro de 2011 20

Salão de beleza, ou melhor, salão de embelezamento especializado em unhas.
Esta é a proposta que virou mania em São Paulo e desembarcou com força em Porto Alegre.

Por aqui já existem algumas opções na cidade, como no Bairro Moinhos de Vento. Mas a Capital acaba de ganhar o esmalteclube, aberto pelas sócias, as irmãs Aninha Zanella, Juliana Zanella, mais as amigas Karla Krieger e Karen Arísio, onde tudo foi planejado e pensado para o tratamento de pés e mãos, uma butique de unhas.

Nós já tínhamos gostado muito do modelo que a estilista Adriana Barra abriu dentro da sua loja nos Jardins, em São Paulo – conta Aninha.
Com outros exemplos que vimos por lá, lançamos o nosso modelo aqui, formatado para a cliente gaúcha.

O esmalteclube, assim mesmo, em letras minúsculas, consumiu investimento, obras e muita pesquisa. O clube de embelezamento de unhas tem como sede uma casa de 1932, inteiramente reformada no Bairro Auxiliadora.
O espaço ganhou até pátio, com baias para que as donas possam ir se arrumar e deixar seus cachorros em um espaço aberto e seguro. Tem também uma área infantil para quem vai com os filhos e enquanto é atendida vê a criança entretida com o quadro negro para desenhar, além de livros e brinquedos.
A reportagem completa você pode conferir na Zero Hora deste domingo.
O maravilhoso mundo dos esmaltes

■ não existe mais a ditadura de pintar o pé da mesma cor da mão.

■ adolescentes raramente repetem a mesma cor de uma semana para outra

■ um dos maiores sucesso da rede são os blogs que se dedicam somente a falar de esmaltes

■ já foi criada em São Paulo uma semana de moda de esmaltes, a Nails Fahion Week.

■ nada de esmaltes com cheiro forte, como de remédios. A nova geração vem com essências que deixam as unhas com um aroma
agradável.

■ a Revlon, que fatura bem neste segmento, tem uma linha de esmaltes com nomes criativos, como suco de laranja, chiclete e
algodão doce.

■ o trabalhão de tirar as cutículas com o alicate pode ser diminuído com as canetas removedoras. O produto promete remover a cutícula e o excesso de pele delicadamente, utilizando um aplicador que libera o gel.

■ no Rio de Janeiro existe um lugar onde os vidrinhos de esmalte dividem lugar com drinks. No Bar das Unhas, as clientes consomem bebidas, sucos e saladinhas enquanto fazem a mão.

Arquitetura além da forma

26 de novembro de 2011 0


O espanhol Fermín Vázquez faz parte de uma elite da arquitetura mundial.
Não que ele deixe isso aparentar durante uma conversa ou muito menos numa entrevista.
Vazquez é discreto, mas assina projetos ousados.
São prédios que ganham fama internacional, conquistam prêmios, transformam paisagens e funcionamentos de localidades, obras que podem se tornar símbolo de cidades.
Fundador do escritório b720, com sede em Barcelona, saiu de sua prancheta  – ele gosta sempre de contar que saiu da sua equipe  – o projeto do Cais Mauá – transformação, estimada em R$ 570 milhões, pelo qual passará o Cais do Porto de Porto Alegre.
Estilo Próprio aproveitou a passagem do arquiteto pela Capital para um batepapo sobre o futuro das cidades.
Confira abaixo alguns trechos, e a matéria na íntegra está na Zero Hora dominical

Estilo Próprio – Ouvi dizer que você é um grande apaixonado, um entusiasta pelo projeto do Cais Mauá. Por quê?
Fermín Vázquez – Eu acredito que a arquitetura necessita de paixão, porque no fundo a arquitetura é um mecanismo
para transmitir emoção. A diferença entre a boa arquitetura e a má arquitetura é que a boa transmite emoções
e a má não. O nosso objetivo é fazer a melhor arquitetura possível e sempre somos apaixonados pelos projetos.

EP – O que lhe encantou num primeiro momento no projeto?
Vázquez - Minha primeira impressão foi a de uma enorme oportunidade, uma oportunidade extraordinária de ter uma área tão grande que afeta todo o centro de Porto Alegre, e que praticamente todo o centro de Porto Alegre vai se conectar com o Guaíba. Num primeiro momento, acreditava que teria que substituir mais armazéns e trazer mais
atividades, mais densidade para a área. Com o tempo, descobrimos que o patrimônio dos armazéns deveria ser preservado, que era importante e valioso demais e que, na realidade, não era um problema, mas uma oportunidade para o projeto.

EP – Você já esteve muitas vezes na Capital. Alguma área da cidade lhe agrada mais? Alguma outra gostaria de mudar?
Vázquez – Gosto de muita coisa. Uma das coisas que eu mais gostaria, depois destes anos trabalhando em Porto Alegre, é que, com o avanço do sistema de transporte público, aquela praça do Mercado Público se abrisse ao
Guaíba. Naquela área, hoje, temos três barreiras:
o muro, os trilhos e a estação.
Algum dia, quando o transporte público e o metrô tiverem sido finalizados, e quando o uso de carros tiver sido reduzido, a praça do Mercado poderá se abrir ao Guaíba

Bom exemplo dentro e fora de campo

25 de novembro de 2011 0

Paulo Cesar Tinga, meio campo do Inter, é também engajado nas causas sociais. Nesta sexta-feira (25/11) ele tem um encontro marcado com os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Chapéu do Sol.
O encontro é uma das atividades que encerram a Semana da Consciência Negra, promovida nos últimos dias na instituição pelo Grupo Cultural Baobá.

De acordo com a vice-diretora da escola e uma das coordenadoras do Baobá, Edianie Azevedo Bardoni, a ação, intitulada “Um ídolo na escola”, tem por objetivo mostrar aos estudantes que o esporte pode ser uma possibilidade de crescimento em suas vidas. Bacana.

A criançada pega a estrada

20 de novembro de 2011 0

Época de férias, claro, época de se programar em família. Embarcar com crianças no ônibus, no carro, no avião ou até no navio, todos os pais concordam, exige planejamento.

A coluna Estilo Próprio da Zero Hora dominical reuniu um time de craques, mães que estão se
especializando em dar dicas e falar sobre viagem com os filhos. O know how delas veio por experiência própria, por isso as dicas são tão especiais: foram testadas com os filhos. Essas profissionais são referência num mercado que ainda tem muito para crescer no Brasil,
especialmente na área editorial, mas que é um realidade de sucesso em blogs na internet.Abaixo algumas dicas. A matéria na íntegra você confere na edição da ZH deste domingo


Alexandra Aranovich
,
mãe de Matias, 4 anos, e Catarina, 8. Publicitária e autora do blog Destemperadinhos

Estilo PróprioQuando é o momento ideal para viajar com os filhos?
Alexandra – Cada criança é uma criança. No meu caso, a Catarina era um bebê tranquilo.
Tanto que com 28 dias fui para a praia da Silveira passar30 dias. Já o Matias chorava dia e noite e demoramos mais para sair com ele.

EPÉ mais fácil viajar com uma ou com duas crianças?
Alexandra – Quando estão mais crescidos, como os meus agora, é mais fácil com dois. Eles mesmo se fazem companhia, ficam brincando juntos. Com um só é preciso sempre arranjar um amiguinho.

EPQual o principal preparativo para uma viagem com crianças?
Alexandra – Sempre levar uma malinha com os mais variados medicamentos, sempre alguém fica doente. A outra é levar uma mala só com uns brinquedinhos.


*CRIANÇAS A BORDO

Publicitária, mãe do Pedro e da Luiza, escreveu o primeiro livro ano passado.
Patrícia também mantém um blog. Coisas de Mãe (coisasdemae.wordpress.com) traz temas variadossobre filhos. Foi depois de uma viagem de 30 dias pela Tailândia e Dubai com a família que Patrícia passou a dividir suas vivências com outras mães.


*BLOG VIAJANDO COM PIMPOLHOS
A autora Sut-Mie atualmente mora com a família na Bolívia. Traz boas dicas de viagem
para crianças e adultos (viajandocompimpolhos.wordpress.com)

*BUENOS AIRES COM CRIANÇAS – AVENTURINHAS NA TERRA DO DULCE DE LECHE

A autora Fernanda Paraguassu é jornalista e, em 2009, mudou-se para Buenos Aires com os filhos Gabriel, 5 anos, e Manuela, 2. Do blog Buenos Aires para Niños (buenosairesparaninos.blogspot.com) surgiu o livro. Atualmente, ela mora em Jerusalém.


*DESCOBRINDO NOVA YORK COM AS CRIANÇAS
*DESCOBRINDO PARIS COM AS CRIANÇAS

Nas duas cidades, a autora Anna Chaia sugere detalhadamente o roteiro para fazer com
crianças. Cada programa é classificado por faixa etária.

De Porto Alegre para o mundo

12 de novembro de 2011 1

Já pensou num engenheiro definindo sua profissão assim?

– Meu trabalho é fazer as pessoas mais felizes…

Homens de cálculos, do concreto, das engenhocas que possibilitam que as ideias mirabolantes de arquitetos tomem formas reais, eles são normalmente mais práticos e diretos.
Mas um gaúcho, reconhecido internacionalmente, tem este conceito de si:

– Ajudo as pessoas a serem mais felizes através de uma percepção espacial.

O engenheiro porto-alegrense José Canal poderia estar nas páginas desta coluna por isso, pela visão humana do seu trabalho e pelo poder transformador que acredita ter cada novo projeto com o qual se envolve, custe ele milhões de
reais ou de dólares. Aliás, falha minha.

Ele nunca fala dos milhões.
– Dinheiro a gente ganha para viver. Não é um fim.

Mais, não diz. E não por discrição. Depois de três rodadas de conversa em seu apartamento em Porto Alegre, onde também funciona seu escritório, este assunto – verdadeiramente – passa longe de sua pauta de prioridades.
José Canal é tema de reportagem de capa do Donna também pelo protagonismo que adquiriu em algumas das obras em
execução mais importantes do país – duas delas são espaços culturais de proporções ainda não vistas no Brasil.
É dele a função de “Project manager”, algo como o gerente de projeto, do MAR.
A matéria completa você lê na Zero Hora dominical.

Casa M da Bienal fala de inspirações

07 de novembro de 2011 1


O tema é inspiração no bate-papo amanhã (terça-feira, 8 de novembro) na Casa M da Bienal do Mercosul.
A roda de conversa, num dos lugares mais bacanas da grande mostra de arte contemporânea, será Olhar pra frente, olhar pra trás. A estilista gaúcha Greice Antes, responsável pela coleção BelOlhar para a Pompéia, patrocinadora do projeto, faz as vezes de mediadora. No elenco dos participantes, Vivi Gil, Helen Roedel , RochelleZandalli e eu!
Passa lá para contribuir com a proposta!
Ou mande suas sugestões sobre o assunto por aqui.

Olhar pra frente, olhar pra trás
Horário: 19h30m
Local: Casa M – Rua Fernando Machado, 513 – Centro – Porto Alegre