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Rodrigo Baleia fotografa a seca na Amazônia

10 de November de 2010 0
Trechos do post de Rodrigo Baleia:
“Enquanto estava editando as imagens da seca que atingiu níveis recordes na Amazônia, pensava o quanto esse seria mais um post com imagens apocalípticas da região, como o que havia feito sobre as queimadas.
Então, vejo um sinal de e-mail recebido no canto da tela do computador. Ao abri-lo, vem o link de uma notícia publicada no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que reproduzo a seguir:”
Depois de dois anos, aerossóis de queimadas aumentam na Amazônia
09/11/2010

A emissão de aerossóis, fuligem de queimadas em suspensão na atmosfera, aumentou significativamente na Amazônia em relação aos dois últimos anos (2008 e 2009). A constatação é do grupo de pesquisa de Qualidade do Ar, do CPTEC/INPE. Os aerossóis são emitidos pelas queimadas, produtos da queima da biomassa, com maior incidência nos meses de agosto e setembro. O pesquisador do CPTEC, Saulo Freitas, explica que as emissões de queimadas das regiões centrais e norte do País teriam migrado neste período para o oeste e noroeste da Amazônia, pela ação dos ventos. Nestas regiões, onde já estaria ocorrendo um período de estiagem, os aerossóis podem ter ajudado a intensificar a seca, já que estas partículas na atmosfera tendem a inibir a formação de nuvens.

Estudos recentes e preliminares vêm apontando a possibilidade de os aerossóis assumirem um papel relevante no clima destas regiões amazônicas, ao impactar o regime de chuvas. Segundo Freitas, o tema, ainda muito recente, começa a atrair grupos de pesquisa, do país e exterior, que iniciam estudos sobre a relação entre aerossóis e o clima da região.

A medição dos aerossóis é também de interesse da área de saúde pública, que a utiliza como indicador de políticas públicas. A maior concentração destas partículas na atmosfera afeta diretamente a saúde das populações destas regiões, aumentando a incidência de doenças respiratórias.

A concentração dos aerossóis é obtida de forma indireta, a partir de dados do sensor Modis, dos satélites Terra e Acqua, da Nasa, que permitem calcular a diferença entre a radiação solar incidente sobre as camadas de aerossóis suspensos na atmosfera e aquela que chega à superfície. A medida é feita na escala Aerossol Optical Deeph (AOD – traduzida como Espessura Ótica do Aerossol), cujos valores estão diretamente relacionados com a quantidade de partículas na atmosfera. Valores normais na Amazônia são menores que 0.1. Durante a queima, picos acima de 1 podem ser observados.
Bom, depois dessa notícia, não poderia deixar de postar essas imagens. Elas fazem parte da documentação que venho fazendo na região nos últimos meses. Parte do trabalho foi documentar o nível dos rios para o monitoramento que o Greeenpeace vem realizando, bem como os esforços da organização para chamar atenção da comunidade internacional para a destruição da floresta Amazonica. Parte foi cobrir o trabalho humanitário realizado pela Força Aérea Brasileira em conjunto com a Defesa Civil, e a outra parte foi acompanhar o monitoramento realizando pelo CECLIMA (Centro de Estudos de Mudanças Climáticas).
Hoje a notícia do INPE vem para denunciar parte dos culpados por eventos climático extremos estarem se repetindo com tanta frequência.
Rodrigo Baleia
Rodrigo Baleia
Rodrigo Baleia
Rodrigo Baleia

Rodrigo Baleia

A matéria completa você vê aqui.

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