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Perspectivas para o Fotojornalismo

16 de April de 2011 0

* Ricardo Chaves – Editor Fotografia ZH

Entre 8 e 10 de abril, em Chapadmalal (30 Km ao sul de Mar del Plata) a ARGRA (Asociacion de Reporteros Gráficos de
La República Argentina) realizou o primeiro Encuentro Nacional da categoria.  Foram três dias de intenso trabalho, e convivência para mais de cem profissionais da imagem. Além de muitos fotógrafos da imprensa de Buenos Aires,  também participaram colegas das diversas províncias e alguns convidados internacionais do Uruguai, Chile, Paraguai, Brasil e ainda o fotógrafo inglês Julian Germain, que ministrou um dos cinco workshops a disposição dos interessados. Os outros coordenadores de oficinas foram Daniel Garcia, Jorge Sáenz, Carlos Bosch e Marcos Adandía. Os participantes foram divididos em grupos de debates, e também assistiram a explanações mais amplas no grande Salão Ambar do RCT (Residencias Cooperativas de Turismo), complexo hoteleiro escolhido para abrigar o evento.  Direito de Autor, Experiências Alternativas de Trabalho ou Perspectiva Atual do Fotojornalismo na América Latina foram alguns dos temas abordados. À noite, num anfiteatro ou num clube à beira-mar aconteceram projeções de vídeos e trabalhos fotográficos de qualidade. Domingo, no encerramento, uma mesa redonda fez a  avaliação geral e foram discutidas as propostas dos diversos grupos. A principal conclusão se refere ao momento especial que  vive o jornalismo em geral, e os repórteres fotográficos em particular, com a chegada de novas tecnologias e a possibilidade de veicular os trabalhos nas mais diversas plataformas multimídia que expandem a comunicação contemporânea a níveis até então desconhecidos.  O que se percebe agora é que a revolução digital, que aposentou as cameras de filme, alterando radicalmente a nossa maneira de trabalhar,  é minimamente relevante diante das mudanças, e alternativas que se abrem no desenvolvimento das nossas atividades.  Fica cada vez mais evidente que o tradicional orgulho dos fotógrafos em disparar no momento certo, está deixando de ser uma virtude na medida em que se pode “filmar” qualquer acontecimento e depois destacar o frame mais adequado: aquele que revela, sintetiza, e é o ponto culminante da ação. Tudo indica que o fotógrafo “flagrantista” é uma espécie em extinção. Este está sendo substituído por fotógrafos amadores de posse de cameras automáticas e em número tão grande que sempre haverá um deles presente na hora, e no local certo. Reconhecer isso não significa que estejamos aceitando que nossa tarefa acabou. Não há motivo para desalento e, muito menos, pânico.  Continuaremos entre os profissionais mais qualificados para lidar com a imagem.  A grande diferença é que, no presente, se colocam a nossa disposição novas e incríveis ferramentas para que nos expressemos visualmente. Fotografia, slide show, time lapes, 360º, tudo com som, e se for uma opção nossa,

movimento também. Um novo (e desconhecido) idioma está disponível. Como crianças que observam, escutam, e aprendem praticando, vamos descobrindo como usar essa nova linguagem.  Nosso futuro é promissor. No passado, e sempre, estivemos entre os indivíduos com extraordinária e reconhecida capacidade para melhor contar histórias. Basta que continuemos fazendo isso como ninguém.

Workshop ao ar livre com Daniel Garcia, 20 anos de Ag.France Press.

O fotógrafo inglês Julian Germain: Reinvenção do espaço da Fotografia

8 Hs. A foto oficial do Encontro reuniu os "madrugadores".

Mesa Internacional: Perspectiva Atual do Fotojornalismo na América Latina.

Plenária no Salão Ambar do RCT de Chapadmalal.





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