Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts de June 2015

O novo Centro de Fotografia de Montevideo

29 de June de 2015 0

DivulgaçãoFotografía tomada desde la esquina de la Avenida 18 de Julio y la Plaza Independencia, hacia el Obelisco. Año 1937 (aprox.). (Foto 1084FMHA.CDF.IMO.UY – Autor: s.d./IMO).

Tradicional na investigação, conservação e difusão da fotografia na América Latina, o Centro de Fotografia de Montevideo ganha um novo endereço: o histórico edifício da Av. 18 de Julio, número 885.

A inauguração está marcada para o próximo dia 02 de julho, às 19h30min. E para dar as boas-vindas a este novo espaço, o cdF está recebendo inscrições para uma mostra inaugural coletiva intitulada Tantos horizontes en una línea: Colectiva-Abierta.

Saiba como participar!

Bookmark and Share

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

23 de June de 2015 1

A Fotografia RBS está muito bem representada com 8 de seus fotógrafos na tradicional publicação que reúne as melhores imagens do fotojornalismo brasileiro.

Na edição de 2015, foram 19 fotografias selecionadas. Clique nas imagens para ampliar!

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Escritoria Lya Luft se reúne com as atrizes Nicette Bruno e Beth Goulart em Porto Alegre (RS): o encontro ocorreu durante o lançamento nacional da peça teatral “Perdas e Ganhos”, no Theatro São Pedro, na capital gaúcha. A obra é baseada no livro de mesmo nome escrito por Lya – publicada em 27 de novembro de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Adriana Franciosi]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

A atriz Marieta Severo posa no Theatro São Pedro em Porto Alegre (RS): ela voltava à capital gaúcha depois de sete anos com a peça “Incêndios”, baseada na obra do libanês Wajdi Mouawad – publicada em 22 de março no jornal Zero Hora. [Foto: Andréa Graiz]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

A atriz Cláudia Raia é retratada no camarim do Teatro do Sesi, em Porto Alegre (RS), antes da apresentação da peça “Crazy for you”, com ela e Jarbas Homem de Mello como protagonistas. A obra foi adaptada por Miguel Falabella e dirigida por José POssi Neto – publicada em e de julho de 2014 no blog Rede Social do site zerohora.com. [Foto: Andréa Graiz]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Caçador carrega nos ombros javali abatido em Quaraí (RS), pois a espécie é responsável pela destruição ambiental no município, afetando o equilíbrio natural da região e prejudicando a pecuária e a agricultura; o anima ataca rebanhos de ovelhas, destrói lavouras e espalha doenças – publicada em 28 de setembro de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Carlos Macedo]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Senhora indígena da etnia kaingang posa no Acampamento Rio dos Índios, no município de Vicente Dutra (RS); o norte do Estado passou por disputas de terras entre indígenas e colonos – publicada em 19 de maio de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Carlos Macedo]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Mulher indígena passeia com seu bebê pelo Acampamento Butiá, localizado na beira da rodovia RS 324, no noroeste do Rio Grande do Sul; o luga abriga índios da etnia kaingang, que disputam terras com os agricultores da região. Os conflitos resultaram na morte de dois agricultores do município de Faxinalzinho (RS) – publicada em 13 de maio de 2014 no jornal O Pioneiro. [Foto: Carlos Macedo]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Multidão se despede do menino Bernardo Uglione Boldrini no velório realizado no Ginásio do Colégio Ipiranga, em Três Passos (RS); o garoto de 11 anos foi assassinado pela madrasta com a ajuda do pai. A dupla escondeu o corpo da criança em um matagal no município de Frederico Westphalen (RS); ambos foram presos e respondem ao processo criminal pelo homicídio – publicada em 16 de abril de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Carlos Macedo]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Torcedores argentinos comemoram gol de Messi contra o Irã na Copa do Mundo de 2014 debaixo de uma bandeira gigante na FanFest, em Porto Alegre (RS). O gol garantiu a vitória sobre a seleção iraniana na segunda partida da Argentina pela competição – publicada em 22 de junho de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Félix Zucco]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Torcedores holandeses saem em caminhada pela Avenida Borges de Medeiros em direção ao Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), para ver a partida entre Holanda e Austrália. O jogo, válido pela Copa do Mundo de 2014, terminou com vitória da “Laranja Mecânica” por 3 a 2 – publicada em 19 de junho de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Félix Zucco]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Bastian Schweinsteigerm craque da seleção da Alemanha, comemora o título da Copa do Mundo de 2014 no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), com a taça na mão. Foi a quarta conquista alemã, que venceu a Argentina na final por 1 a 0 com gol marcado no segundo tempo da prorrogação – publicada em 14 de julho de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Jefferson Botega]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Neymar comemora o segundo gol marcado por ele na goleada contra a seleção de Camarões pela Copa do Mundo de 2014. O jogo foi disputado no Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), e terminou com a vitória brasileira por 4 a 1 – publicada em 26 de junho de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Jefferson Botega]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

O rosto tenso de um palhaço do Circo di Roma é captado minutos antes de o artista entrar no picadeiro em Porto Alegre (RS). Foto faz parte do ensaio fotográfico que mostrou a magia dos pequenos circos espalhados na periferia da capital rio-grandense – publicada em 17 de agosto no jornal Zero Hora. [Foto: Júlio Cordeiro]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Cristian Suarez (na parte de cima do beliche), Pablo Atala (na parte de baixo) e Augustin Rocha (à direita) posam na van que adaptaram para poder viajar de Córdoba, na Argentina, até Porto Alegre (RS). O objetivo dos torcedores era assistir ao jogo de sua seleção contra a Nigéria pela Copa do Mundo de 2014, no Beira-Rio – publicada em 24 de junho de 2014 no jornal Diário Gaúcho. [Foto: Mateus Bruxel]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Thaise Souza, 17 anos, alega não conseguir viver sem o seu Iphone. Vítima da nomofobia (medo de ficar sem o celular), a garota não pode se afastar por mais de cinco minutos do smartphone, caso contrário tem uma crise de ansiedade e apresenta comportamento parecido com o de um dependente de drogas – publicada em 9 de setembro de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Mateus Bruxel]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Em um ensaio previsto para ser publicado no Dia dos Pais, o fotógrafo acompanhou a expectativa de Evandro Schultz para o nascimento de Helena, sua primeira filha, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS) – publicada em 10 de agosto de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Tadeu Vilani]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Em um ensaio previsto para ser publicado no Dia dos Pais, o fotógrafo acompanhou a expectativa de Evandro Schultz para o nascimento de Helena, sua primeira filha, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS) – publicada em 10 de agosto de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Tadeu Vilani]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Em um ensaio previsto para ser publicado no Dia dos Pais, o fotógrafo acompanhou a expectativa de Evandro Schultz para o nascimento de Helena, sua primeira filha, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS) – publicada em 10 de agosto de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Tadeu Vilani]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Em um ensaio previsto para ser publicado no Dia dos Pais, o fotógrafo acompanhou a expectativa de Evandro Schultz para o nascimento de Helena, sua primeira filha, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS) – publicada em 10 de agosto de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Tadeu Vilani]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Em um ensaio previsto para ser publicado no Dia dos Pais, o fotógrafo acompanhou a expectativa de Evandro Schultz para o nascimento de Helena, sua primeira filha, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS) – publicada em 10 de agosto de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Tadeu Vilani]

Bookmark and Share

Primeiros Jogos Europeus

18 de June de 2015 0

Semelhante aos nossos Jogos Pan-Americanos, que neste ano será realizado em Toronto, no Canadá, começou na última sexta-feira a primeira edição dos Jogos Europeus, em Baku, capital do Azerbaijão.

Cerca de 6.000 atletas competem, ao longo de 17 dias, em 20 modalidades, das quais 12 terão índices para os Jogos Olímpicos de 2016: tiro com arco, atletismo, boxe, ciclismo, judô, tiro esportivo, natação, tênis de mesa, taekondo, triatlo, vôlei e luta olímpica.

[clique nas imagens para ampliar]

Paul Gilham/Getty Images for BEGOC

Paul Gilham/Getty Images for BEGOC

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Paul Gilham/Getty Images for BEGOC

Paul Gilham/Getty Images for BEGOC

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Robert Prezioso/Getty Images for BEGOC

Robert Prezioso/Getty Images for BEGOC

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Tobias Schwarz/AFP Photo

Tobias Schwarz/AFP Photo

Tobias Schwarz/AFP Photo

Tobias Schwarz/AFP Photo

Tobias Schwarz/AFP Photo

Tobias Schwarz/AFP Photo

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Robert Prezioso/Getty Images for BEGOC

Robert Prezioso/Getty Images for BEGOC

Kirill Kudryavtsev/AFP

Kirill Kudryavtsev/AFP

Tobias Schwarz/AFP Photo

Tobias Schwarz/AFP Photo

David Ramos/Getty Images for BEGOC

David Ramos/Getty Images for BEGOC

Matthias Hangst/Getty Images for BEGOC

Matthias Hangst/Getty Images for BEGOC

Tobias Schwarz/AFP Photo

Tobias Schwarz/AFP Photo

Tobias Schwarz/AFP Photo

Tobias Schwarz/AFP Photo

Jack Guez/AFP Photo

Jack Guez/AFP Photo

Getty Images for BEGOC

Getty Images for BEGOC

Matthias Hangst/Getty Images for BEGOC

Matthias Hangst/Getty Images for BEGOC

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Kirill Kudryavtsev/AFP Photo

Paul Gilham/Getty Images for BEGOC

Paul Gilham/Getty Images for BEGOC

Matthias Hangst/Getty Images for BEGOC

Matthias Hangst/Getty Images for BEGOC

Matthias Hangst/Getty Images for BEGOC

Matthias Hangst/Getty Images for BEGOC

Kirill Kudryavtsev/AFP

Kirill Kudryavtsev/AFP

Michael Steele/Getty Images for BEGOC

Michael Steele/Getty Images for BEGOC

Tobias Schwarz/AFP Photo

Tobias Schwarz/AFP Photo

Jack Guez/AFP Photo

Jack Guez/AFP Photo

Jack Guez/AFP Photo

Jack Guez/AFP Photo

Paul Gilham/Getty Images for BEGOC

Paul Gilham/Getty Images for BEGOC

Matthias Hangst/Getty Images for BEGOC

Matthias Hangst/Getty Images for BEGOC

Jack Guez/AFP

Jack Guez/AFP

Jack Guez/AFP

Jack Guez/AFP

Paul Gilham/Getty Images for BEGOC

Paul Gilham/Getty Images for BEGOC

Harry Engels/Getty Images for BEGOC

Harry Engels/Getty Images for BEGOC

Tobias Schwarz/AFP

Tobias Schwarz/AFP

Bookmark and Share

Fragmentos de um cinema de rua

18 de June de 2015 0

Prestes a se tornar um empreendimento imobiliário, o Cine Teatro Presidente ainda guarda móveis, equipamentos e até películas. Conheça histórias que marcaram o prédio e relembre outros cinemas de rua.

Fotos de Mateus Bruxel.

[clique nas imagens para ampliar]

Mateus Bruxel

Mateus Bruxel

Mateus Bruxel

Mateus Bruxel

Mateus Bruxel

Mateus Bruxel

Mateus Bruxel

Mateus Bruxel

Mateus Bruxel

Mateus Bruxel

Mateus Bruxel

Mateus Bruxel

Bookmark and Share

Roland-Garros 2015

13 de June de 2015 0

Serena WilliamsStan Wawrinka, os grandes vencedores da edição deste ano do tradicional torneio de Roland-Garros.

Fotos: © FFT

[clique nas imagens para ampliar]

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

© FFT

Bookmark and Share

Amor Sem Limites

12 de June de 2015 0

Paulo e Shirley se apaixonaram quando imaginavam que tudo o que lhes restava de vida era a solidão da velhice. Daysi ama André por entre as grades do Presídio Central de Porto Alegre, em um relacionamento que tenta resistir a um cenário hostil. Renata conheceu Paulo em uma escola especial – os dois provam que deficientes intelectuais não estão, de forma alguma, impedidos de viver um romance.

Fotos de Júlio Cordeiro.
+ em: zhora.co/amorsemlimites

[clique nas imagens para ampliar]

Júlio Cordeiro

Júlio Cordeiro

Júlio Cordeiro

Júlio Cordeiro

Júlio Cordeiro

Júlio Cordeiro

Júlio Cordeiro

Júlio Cordeiro

Júlio Cordeiro

Júlio Cordeiro

Júlio Cordeiro

Júlio Cordeiro

Júlio Cordeiro

Júlio Cordeiro

Júlio Cordeiro

Bookmark and Share

Mãos da Serra

11 de June de 2015 0

Com o trabalho Mãos da Serra, publicado no jornal Pioneiro, o fotógrafo Jonas Ramos foi o grande vencedor do 7º Prêmio Sebrae de Jornalismo, na categoria Imagem Jornalística.

Uma boa oportunidade para compartilhar aqui no Focoblog esse belo ensaio.

[clique nas imagens para ampliar]

Jonas Ramos

Jonas Ramos

Jonas Ramos

Jonas Ramos

Jonas Ramos

Jonas Ramos

Jonas Ramos

Jonas Ramos

Jonas Ramos

Bookmark and Share

André Liohn: "Estamos vivendo uma síndrome do protagonismo"

08 de June de 2015 0

por Jefferson Botega e Rodrigo Lopes

O paulista André Liohn, 40 anos, tornou-se, em 2012, o primeiro – e até agora único – sul-americano a ganhar o Robert Capa Gold Medal Award, mais importante prêmio mundial para fotografia de guerra. A série revelava o cerco a Misrata, na Líbia, quando Liohn acompanhava rebeldes que tentavam derrubar o regime de Muamar Kadafi. No fogo cruzado, foi ferido com um tiro. A câmera permaneceu ligada – e registrou a cena. Nascido no interior de Botucatu, de família pobre, Liohn deixou o Brasil aos 20 anos para morar na Noruega. Apenas aos 30 anos despertou para a fotografia, registrando usuários de heroína na Europa e a catástrofe humanitária na Somália. Depois de percorrer vários países em guerra, hoje Liohn se dedica a esmiuçar a violência urbana no Brasil – o projeto Revogo. O fotógrafo irá palestrar na próxima quarta-feira, às 10h15min, no Congresso de Fotografia Alasul, no Centro de Convenções do Hotel Plaza São Rafael (Avenida Alberto Bins, 514, Porto Alegre). Na semana passada, Liohn conversou com o PrOA, de São Paulo.

André Liohn

Suas fotos têm forte caráter político, algo que foge da pretensa isenção defendida por muitos no fotojornalismo. Como você expressa esse posicionamento por meio da imagem?

Há um movimento na fotografia jornalística. O ápice disso foi o Prêmio World Press deste ano, em que o fotógrafo dinamarquês Mads Nissen ganhou com uma história sobre homofobia na Rússia. Uma história fantástica, adoro o fotógrafo, é um dos melhores, mas a imagem premiada não tem nada a ver com violência, com homofobia. É um momento de amor entre duas pessoas. Poderiam ser dois irmãos, não necessariamente dois homossexuais que sofrem preconceito na Rússia. O mercado de fotografia começou a se higienizar. As imagens estão cada vez mais tratadas, pensando no que o público vai digerir ou não. O verdadeiro problema, o fotógrafo assumindo a responsabilidade de chegar perto, de enfrentar todas as barreiras, econômicas, de segurança, éticas, para documentar algo que está acontecendo, vem cada dia mais sendo negligenciado. Em jornais como The New New York Times, as fotos são completamente distantes do problema. São pitorescas, a cor é forte, a composição é elaborada, mas estão fora do problema que está acontecendo ali. Ainda que o fotógrafo esteja próximo.

André Liohn

Na guerra, a imagem, ao sofrer um tratamento, perde sua crueza? Há uma pasteurização das imagens?

O tratamento e o filtro atrapalham, não há dúvida, desvalorizam o ato em si no fotojornalismo. Mas é além disso. Vejam as fotos que venceram o World Press e todos os outros prêmios. Com exceção do Prêmio Robert Capa, que mantém essa tradição muito viva (de valorização da crueza da imagem). Este ano, o vencedor foi Marcus Bleasdale, com um trabalho na República Centro-Africana. São muito próximas dos problemas que as pessoas estavam vivendo.

Você mora na Itália, correto?

Estou há um ano no Brasil fazendo um trabalho sobre violência. Será exibido em uma mostra, em outubro, em São Paulo. Minha intenção foi usar o método da fotografia de guerra para documentar a violência no Brasil. A partir disso, quero questionar o que está acontecendo. As pessoas sempre dizem que no Brasil há uma guerra velada, o números de mortes no Brasil se aproxima ao da guerra. Quero questionar esta certeza.

Esse trabalho já foi todo coletado?

Praticamente todo. Fiz fotos de todas as regiões do Brasil, inclusive aí em Porto Alegre. Fiz com os menores que conheci na Fase. Depois, eles me levaram a alguns lugares.

André Liohn

Como você define esse método e que diferenças encontrou ao fotografar conflitos internacionais e a violência urbana?

O método da fotografia de guerra, para mim, é essa proximidade muito forte do lado emocional. Você se entrega muito emocionalmente, porque as situações exigem isso, a proximidade física e a honestidade visual do que eu produzo. Quando as pessoas dizem que no Brasil tem uma guerra velada, eu discordo. O Brasil não vive uma guerra. O que tem é um caso crônico de delinquência. A delinquência e a guerra, apesar de terem semelhanças nos efeitos que produzem, são completamente diferentes. Na guerra, o diálogo não serve mais para impedi-la de continuar. O diálogo é completamente impossível. Aqui, no Brasil, apesar de a delinquência causar efeitos semelhantes aos da guerra, o Estado, a sociedade, ainda poderiam esticar os braços e colocar pé firme.

O risco de morrer, a exposição à violência, a relação com as fontes, como isso afeta a prática jornalística na área de guerra, uma cobertura diferente da reportagem do cotidiano?

A segurança decide como você vai trabalhar. Em lugares como o norte da Síria e do Iraque, você simplesmente não tem como trabalhar. A segurança não existe. No Brasil há lugares onde você não pode entrar. Até por isso é importante que o fotógrafo que vai fazer esse tipo de trabalho saiba muito bem o que está fazendo, porque o que acontecer com ele pode repercutir em como o público vai entender a história. Se eu quero fazer um trabalho em uma favela, o público vai entender que ali só moram monstros. E não é verdade. Nas favelas não moram só monstros. Mas se eu for fazer esse trabalho e só fotografar rostos de crianças dando risada, as pessoas vão achar que só tem criança assim. O que também não é verdade. O fotógrafo que vai fazer um trabalho em situação de risco tem de saber até que ponto ele quer assumir esses riscos.

Até que ponto você assume riscos?

Já assumi vários. Hoje, acho que já assumi a parte de riscos que eu tinha de ter assumido.

André Liohn

Então você está mais cauteloso?

Não cauteloso. Mas houve um momento da minha vida em que os riscos foram fundamentais para poder expressar o que estava acontecendo. Na Somália, onde trabalhei vários anos no momento em que todo mundo estava pensando no Iraque e no Afeganistão. E ter trabalhado lá sem correr riscos não ia atrair a atenção de jornais e de editores porque eles tinham muito material que vinha do Iraque e do Afeganistão. Não significava correr riscos por correr
riscos, mas chegar próximo aos problemas da Somália que pudessem mostrar que aquele lugar também merecia atenção. Tenho muita preocupação de que o trabalho que eu faço durante um determinado período tenha um legado que repercuta até hoje. Ainda hoje o trabalho que fiz em oito anos em zonas de conflito serve para me aproximar de gente mais jovem. Hoje, minha maior preocupação é com meus amigos que estão começando na profissão e estão em campos de batalha.

André Liohn

Muitos iniciantes querem cobrir esse tipo de história. O que você diz para esse pessoal?

Hoje, vivemos em uma sociedade de extremos. Sabe aquela frase: “É melhor morrer tentando do que nunca ter tentado?” Pegando esta frase, fica fácil de entender a exaustão que o mundo vive hoje. Exaustão ambiental, econômica, emocional. Chega-se a um ponto em que a gente acaba morrendo mesmo. Na hora em que você depara com o momento de morrer, não é o que se gostaria de passar, a gente queria poder continuar tentando. Ninguém toma Redbull para matar a sede, a gente toma porque quer pular de paraquedas, fazer de conta que fazemos aquelas coisas fantásticas. Na nossa vida, a gente tem esses produtos que nos estimulam a consumir a vida de forma muito intensa. Se você não estiver consumindo a vida de forma muito intensa, você não está protagonizando a vida. Isso é ruim. Entra a questão da geração GoPro. O slogan é da GoPro é “Be a hero” (seja um herói). Estamos vivendo uma síndrome do protagonismo. Se a gente não tiver ido para algum lugar e não tiver voltado com uma história que nos transforme em heróis, não cumprimos um papel.

André Liohn

Você foi ferido em Misrata, na Líbia, quando acompanhava rebeldes que tentavam derrubar o regime de Muamar Kadafi. Foi seu momento mais perigoso?

Aquele foi um. Outro foi o dia em que fui preso na Síria por um grupo de rebeldes. Mas o momento mais difícil foi quando decapitaram James Foley (fotógrafo americano morto pelo Estado Islâmico em agosto de 2014). Eu estava na Itália, mas foi o pior dia da minha vida. Trabalhamos bastante juntos, era um amigo querido.

André Liohn

O uso de tecnologia em áreas de guerra, GoPro, drones, contribui para o distanciamento que você tanto critica?

Há uns cinco anos, um americano chegou à Somália com algo parecido com um drone. Na época, achei muito legal. Eles conseguiram voar por áreas controladas pelo grupo Al-Shabah. A possibilidade de ver situações do mundo, da vida, de perspectivas novas é fantástica. O problema é como trazer isso para uma reflexão humana e não tecnológica ou estética. Vejo movimentos, pessoas, formadores de opinião, falando sobre as maravilhas da capacidade tecnológica. Mas ninguém está preocupado em refletir sobre isso a partir de uma perspectiva humana. As pessoas falam que é só uma ferramenta. Ferramentas têm impacto. Da mesma forma que falamos do impacto ambiental dos veículos que usamos, dos remédios e da comida, precisamos começar a conversar sobre os impactos culturais das imagens que produzimos.

Bookmark and Share

Quase Paisagem - Taim

02 de June de 2015 0

Cristiano Sant’Anna

Quase Paisagem – Taim, do fotógrafo Cristiano Sant’Anna, fica em cartaz até dia 11/07 na galeria da Fluxo (Rua General João Telles, 291 – Bom Fim), em Porto Alegre. Formada por fotografias em tamanhos variados, videoinstalações, instalação em backlights e um catálogo – que também é considerado uma obra –, a exposição apresenta imagens fluidas, em que destacam-se a luz e a cor, mais que os elementos que as compõem.

Com curadoria do também fotógrafo Fernando Schmitt, a exposição está dividida em seis grandes conjuntos de obras com suportes e linguagens diferentes – 17 imagens fotográficas, videoinstalações e instalação em backlights, além de um catálogo –, que representam o amadurecimento do trabalho autoral e experimental de Cristiano Sant’Anna.

A realização é da Beira e o financiamento, da Secretaria de Estado da Cultura do RS.

Bookmark and Share