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Posts na categoria "Notícias"

O novo Centro de Fotografia de Montevideo

29 de June de 2015 0

DivulgaçãoFotografía tomada desde la esquina de la Avenida 18 de Julio y la Plaza Independencia, hacia el Obelisco. Año 1937 (aprox.). (Foto 1084FMHA.CDF.IMO.UY – Autor: s.d./IMO).

Tradicional na investigação, conservação e difusão da fotografia na América Latina, o Centro de Fotografia de Montevideo ganha um novo endereço: o histórico edifício da Av. 18 de Julio, número 885.

A inauguração está marcada para o próximo dia 02 de julho, às 19h30min. E para dar as boas-vindas a este novo espaço, o cdF está recebendo inscrições para uma mostra inaugural coletiva intitulada Tantos horizontes en una línea: Colectiva-Abierta.

Saiba como participar!

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O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

23 de June de 2015 1

A Fotografia RBS está muito bem representada com 8 de seus fotógrafos na tradicional publicação que reúne as melhores imagens do fotojornalismo brasileiro.

Na edição de 2015, foram 19 fotografias selecionadas. Clique nas imagens para ampliar!

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Escritoria Lya Luft se reúne com as atrizes Nicette Bruno e Beth Goulart em Porto Alegre (RS): o encontro ocorreu durante o lançamento nacional da peça teatral “Perdas e Ganhos”, no Theatro São Pedro, na capital gaúcha. A obra é baseada no livro de mesmo nome escrito por Lya – publicada em 27 de novembro de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Adriana Franciosi]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

A atriz Marieta Severo posa no Theatro São Pedro em Porto Alegre (RS): ela voltava à capital gaúcha depois de sete anos com a peça “Incêndios”, baseada na obra do libanês Wajdi Mouawad – publicada em 22 de março no jornal Zero Hora. [Foto: Andréa Graiz]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

A atriz Cláudia Raia é retratada no camarim do Teatro do Sesi, em Porto Alegre (RS), antes da apresentação da peça “Crazy for you”, com ela e Jarbas Homem de Mello como protagonistas. A obra foi adaptada por Miguel Falabella e dirigida por José POssi Neto – publicada em e de julho de 2014 no blog Rede Social do site zerohora.com. [Foto: Andréa Graiz]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Caçador carrega nos ombros javali abatido em Quaraí (RS), pois a espécie é responsável pela destruição ambiental no município, afetando o equilíbrio natural da região e prejudicando a pecuária e a agricultura; o anima ataca rebanhos de ovelhas, destrói lavouras e espalha doenças – publicada em 28 de setembro de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Carlos Macedo]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Senhora indígena da etnia kaingang posa no Acampamento Rio dos Índios, no município de Vicente Dutra (RS); o norte do Estado passou por disputas de terras entre indígenas e colonos – publicada em 19 de maio de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Carlos Macedo]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Mulher indígena passeia com seu bebê pelo Acampamento Butiá, localizado na beira da rodovia RS 324, no noroeste do Rio Grande do Sul; o luga abriga índios da etnia kaingang, que disputam terras com os agricultores da região. Os conflitos resultaram na morte de dois agricultores do município de Faxinalzinho (RS) – publicada em 13 de maio de 2014 no jornal O Pioneiro. [Foto: Carlos Macedo]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Multidão se despede do menino Bernardo Uglione Boldrini no velório realizado no Ginásio do Colégio Ipiranga, em Três Passos (RS); o garoto de 11 anos foi assassinado pela madrasta com a ajuda do pai. A dupla escondeu o corpo da criança em um matagal no município de Frederico Westphalen (RS); ambos foram presos e respondem ao processo criminal pelo homicídio – publicada em 16 de abril de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Carlos Macedo]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Torcedores argentinos comemoram gol de Messi contra o Irã na Copa do Mundo de 2014 debaixo de uma bandeira gigante na FanFest, em Porto Alegre (RS). O gol garantiu a vitória sobre a seleção iraniana na segunda partida da Argentina pela competição – publicada em 22 de junho de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Félix Zucco]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Torcedores holandeses saem em caminhada pela Avenida Borges de Medeiros em direção ao Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), para ver a partida entre Holanda e Austrália. O jogo, válido pela Copa do Mundo de 2014, terminou com vitória da “Laranja Mecânica” por 3 a 2 – publicada em 19 de junho de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Félix Zucco]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Bastian Schweinsteigerm craque da seleção da Alemanha, comemora o título da Copa do Mundo de 2014 no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), com a taça na mão. Foi a quarta conquista alemã, que venceu a Argentina na final por 1 a 0 com gol marcado no segundo tempo da prorrogação – publicada em 14 de julho de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Jefferson Botega]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Neymar comemora o segundo gol marcado por ele na goleada contra a seleção de Camarões pela Copa do Mundo de 2014. O jogo foi disputado no Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), e terminou com a vitória brasileira por 4 a 1 – publicada em 26 de junho de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Jefferson Botega]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

O rosto tenso de um palhaço do Circo di Roma é captado minutos antes de o artista entrar no picadeiro em Porto Alegre (RS). Foto faz parte do ensaio fotográfico que mostrou a magia dos pequenos circos espalhados na periferia da capital rio-grandense – publicada em 17 de agosto no jornal Zero Hora. [Foto: Júlio Cordeiro]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Cristian Suarez (na parte de cima do beliche), Pablo Atala (na parte de baixo) e Augustin Rocha (à direita) posam na van que adaptaram para poder viajar de Córdoba, na Argentina, até Porto Alegre (RS). O objetivo dos torcedores era assistir ao jogo de sua seleção contra a Nigéria pela Copa do Mundo de 2014, no Beira-Rio – publicada em 24 de junho de 2014 no jornal Diário Gaúcho. [Foto: Mateus Bruxel]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Thaise Souza, 17 anos, alega não conseguir viver sem o seu Iphone. Vítima da nomofobia (medo de ficar sem o celular), a garota não pode se afastar por mais de cinco minutos do smartphone, caso contrário tem uma crise de ansiedade e apresenta comportamento parecido com o de um dependente de drogas – publicada em 9 de setembro de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Mateus Bruxel]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Em um ensaio previsto para ser publicado no Dia dos Pais, o fotógrafo acompanhou a expectativa de Evandro Schultz para o nascimento de Helena, sua primeira filha, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS) – publicada em 10 de agosto de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Tadeu Vilani]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Em um ensaio previsto para ser publicado no Dia dos Pais, o fotógrafo acompanhou a expectativa de Evandro Schultz para o nascimento de Helena, sua primeira filha, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS) – publicada em 10 de agosto de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Tadeu Vilani]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Em um ensaio previsto para ser publicado no Dia dos Pais, o fotógrafo acompanhou a expectativa de Evandro Schultz para o nascimento de Helena, sua primeira filha, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS) – publicada em 10 de agosto de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Tadeu Vilani]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Em um ensaio previsto para ser publicado no Dia dos Pais, o fotógrafo acompanhou a expectativa de Evandro Schultz para o nascimento de Helena, sua primeira filha, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS) – publicada em 10 de agosto de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Tadeu Vilani]

O melhor do fotojornalismo brasileiro - edição 2015

Em um ensaio previsto para ser publicado no Dia dos Pais, o fotógrafo acompanhou a expectativa de Evandro Schultz para o nascimento de Helena, sua primeira filha, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS) – publicada em 10 de agosto de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Tadeu Vilani]

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André Liohn: "Estamos vivendo uma síndrome do protagonismo"

08 de June de 2015 0

por Jefferson Botega e Rodrigo Lopes

O paulista André Liohn, 40 anos, tornou-se, em 2012, o primeiro – e até agora único – sul-americano a ganhar o Robert Capa Gold Medal Award, mais importante prêmio mundial para fotografia de guerra. A série revelava o cerco a Misrata, na Líbia, quando Liohn acompanhava rebeldes que tentavam derrubar o regime de Muamar Kadafi. No fogo cruzado, foi ferido com um tiro. A câmera permaneceu ligada – e registrou a cena. Nascido no interior de Botucatu, de família pobre, Liohn deixou o Brasil aos 20 anos para morar na Noruega. Apenas aos 30 anos despertou para a fotografia, registrando usuários de heroína na Europa e a catástrofe humanitária na Somália. Depois de percorrer vários países em guerra, hoje Liohn se dedica a esmiuçar a violência urbana no Brasil – o projeto Revogo. O fotógrafo irá palestrar na próxima quarta-feira, às 10h15min, no Congresso de Fotografia Alasul, no Centro de Convenções do Hotel Plaza São Rafael (Avenida Alberto Bins, 514, Porto Alegre). Na semana passada, Liohn conversou com o PrOA, de São Paulo.

André Liohn

Suas fotos têm forte caráter político, algo que foge da pretensa isenção defendida por muitos no fotojornalismo. Como você expressa esse posicionamento por meio da imagem?

Há um movimento na fotografia jornalística. O ápice disso foi o Prêmio World Press deste ano, em que o fotógrafo dinamarquês Mads Nissen ganhou com uma história sobre homofobia na Rússia. Uma história fantástica, adoro o fotógrafo, é um dos melhores, mas a imagem premiada não tem nada a ver com violência, com homofobia. É um momento de amor entre duas pessoas. Poderiam ser dois irmãos, não necessariamente dois homossexuais que sofrem preconceito na Rússia. O mercado de fotografia começou a se higienizar. As imagens estão cada vez mais tratadas, pensando no que o público vai digerir ou não. O verdadeiro problema, o fotógrafo assumindo a responsabilidade de chegar perto, de enfrentar todas as barreiras, econômicas, de segurança, éticas, para documentar algo que está acontecendo, vem cada dia mais sendo negligenciado. Em jornais como The New New York Times, as fotos são completamente distantes do problema. São pitorescas, a cor é forte, a composição é elaborada, mas estão fora do problema que está acontecendo ali. Ainda que o fotógrafo esteja próximo.

André Liohn

Na guerra, a imagem, ao sofrer um tratamento, perde sua crueza? Há uma pasteurização das imagens?

O tratamento e o filtro atrapalham, não há dúvida, desvalorizam o ato em si no fotojornalismo. Mas é além disso. Vejam as fotos que venceram o World Press e todos os outros prêmios. Com exceção do Prêmio Robert Capa, que mantém essa tradição muito viva (de valorização da crueza da imagem). Este ano, o vencedor foi Marcus Bleasdale, com um trabalho na República Centro-Africana. São muito próximas dos problemas que as pessoas estavam vivendo.

Você mora na Itália, correto?

Estou há um ano no Brasil fazendo um trabalho sobre violência. Será exibido em uma mostra, em outubro, em São Paulo. Minha intenção foi usar o método da fotografia de guerra para documentar a violência no Brasil. A partir disso, quero questionar o que está acontecendo. As pessoas sempre dizem que no Brasil há uma guerra velada, o números de mortes no Brasil se aproxima ao da guerra. Quero questionar esta certeza.

Esse trabalho já foi todo coletado?

Praticamente todo. Fiz fotos de todas as regiões do Brasil, inclusive aí em Porto Alegre. Fiz com os menores que conheci na Fase. Depois, eles me levaram a alguns lugares.

André Liohn

Como você define esse método e que diferenças encontrou ao fotografar conflitos internacionais e a violência urbana?

O método da fotografia de guerra, para mim, é essa proximidade muito forte do lado emocional. Você se entrega muito emocionalmente, porque as situações exigem isso, a proximidade física e a honestidade visual do que eu produzo. Quando as pessoas dizem que no Brasil tem uma guerra velada, eu discordo. O Brasil não vive uma guerra. O que tem é um caso crônico de delinquência. A delinquência e a guerra, apesar de terem semelhanças nos efeitos que produzem, são completamente diferentes. Na guerra, o diálogo não serve mais para impedi-la de continuar. O diálogo é completamente impossível. Aqui, no Brasil, apesar de a delinquência causar efeitos semelhantes aos da guerra, o Estado, a sociedade, ainda poderiam esticar os braços e colocar pé firme.

O risco de morrer, a exposição à violência, a relação com as fontes, como isso afeta a prática jornalística na área de guerra, uma cobertura diferente da reportagem do cotidiano?

A segurança decide como você vai trabalhar. Em lugares como o norte da Síria e do Iraque, você simplesmente não tem como trabalhar. A segurança não existe. No Brasil há lugares onde você não pode entrar. Até por isso é importante que o fotógrafo que vai fazer esse tipo de trabalho saiba muito bem o que está fazendo, porque o que acontecer com ele pode repercutir em como o público vai entender a história. Se eu quero fazer um trabalho em uma favela, o público vai entender que ali só moram monstros. E não é verdade. Nas favelas não moram só monstros. Mas se eu for fazer esse trabalho e só fotografar rostos de crianças dando risada, as pessoas vão achar que só tem criança assim. O que também não é verdade. O fotógrafo que vai fazer um trabalho em situação de risco tem de saber até que ponto ele quer assumir esses riscos.

Até que ponto você assume riscos?

Já assumi vários. Hoje, acho que já assumi a parte de riscos que eu tinha de ter assumido.

André Liohn

Então você está mais cauteloso?

Não cauteloso. Mas houve um momento da minha vida em que os riscos foram fundamentais para poder expressar o que estava acontecendo. Na Somália, onde trabalhei vários anos no momento em que todo mundo estava pensando no Iraque e no Afeganistão. E ter trabalhado lá sem correr riscos não ia atrair a atenção de jornais e de editores porque eles tinham muito material que vinha do Iraque e do Afeganistão. Não significava correr riscos por correr
riscos, mas chegar próximo aos problemas da Somália que pudessem mostrar que aquele lugar também merecia atenção. Tenho muita preocupação de que o trabalho que eu faço durante um determinado período tenha um legado que repercuta até hoje. Ainda hoje o trabalho que fiz em oito anos em zonas de conflito serve para me aproximar de gente mais jovem. Hoje, minha maior preocupação é com meus amigos que estão começando na profissão e estão em campos de batalha.

André Liohn

Muitos iniciantes querem cobrir esse tipo de história. O que você diz para esse pessoal?

Hoje, vivemos em uma sociedade de extremos. Sabe aquela frase: “É melhor morrer tentando do que nunca ter tentado?” Pegando esta frase, fica fácil de entender a exaustão que o mundo vive hoje. Exaustão ambiental, econômica, emocional. Chega-se a um ponto em que a gente acaba morrendo mesmo. Na hora em que você depara com o momento de morrer, não é o que se gostaria de passar, a gente queria poder continuar tentando. Ninguém toma Redbull para matar a sede, a gente toma porque quer pular de paraquedas, fazer de conta que fazemos aquelas coisas fantásticas. Na nossa vida, a gente tem esses produtos que nos estimulam a consumir a vida de forma muito intensa. Se você não estiver consumindo a vida de forma muito intensa, você não está protagonizando a vida. Isso é ruim. Entra a questão da geração GoPro. O slogan é da GoPro é “Be a hero” (seja um herói). Estamos vivendo uma síndrome do protagonismo. Se a gente não tiver ido para algum lugar e não tiver voltado com uma história que nos transforme em heróis, não cumprimos um papel.

André Liohn

Você foi ferido em Misrata, na Líbia, quando acompanhava rebeldes que tentavam derrubar o regime de Muamar Kadafi. Foi seu momento mais perigoso?

Aquele foi um. Outro foi o dia em que fui preso na Síria por um grupo de rebeldes. Mas o momento mais difícil foi quando decapitaram James Foley (fotógrafo americano morto pelo Estado Islâmico em agosto de 2014). Eu estava na Itália, mas foi o pior dia da minha vida. Trabalhamos bastante juntos, era um amigo querido.

André Liohn

O uso de tecnologia em áreas de guerra, GoPro, drones, contribui para o distanciamento que você tanto critica?

Há uns cinco anos, um americano chegou à Somália com algo parecido com um drone. Na época, achei muito legal. Eles conseguiram voar por áreas controladas pelo grupo Al-Shabah. A possibilidade de ver situações do mundo, da vida, de perspectivas novas é fantástica. O problema é como trazer isso para uma reflexão humana e não tecnológica ou estética. Vejo movimentos, pessoas, formadores de opinião, falando sobre as maravilhas da capacidade tecnológica. Mas ninguém está preocupado em refletir sobre isso a partir de uma perspectiva humana. As pessoas falam que é só uma ferramenta. Ferramentas têm impacto. Da mesma forma que falamos do impacto ambiental dos veículos que usamos, dos remédios e da comida, precisamos começar a conversar sobre os impactos culturais das imagens que produzimos.

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Quase Paisagem - Taim

02 de June de 2015 0

Cristiano Sant’Anna

Quase Paisagem – Taim, do fotógrafo Cristiano Sant’Anna, fica em cartaz até dia 11/07 na galeria da Fluxo (Rua General João Telles, 291 – Bom Fim), em Porto Alegre. Formada por fotografias em tamanhos variados, videoinstalações, instalação em backlights e um catálogo – que também é considerado uma obra –, a exposição apresenta imagens fluidas, em que destacam-se a luz e a cor, mais que os elementos que as compõem.

Com curadoria do também fotógrafo Fernando Schmitt, a exposição está dividida em seis grandes conjuntos de obras com suportes e linguagens diferentes – 17 imagens fotográficas, videoinstalações e instalação em backlights, além de um catálogo –, que representam o amadurecimento do trabalho autoral e experimental de Cristiano Sant’Anna.

A realização é da Beira e o financiamento, da Secretaria de Estado da Cultura do RS.

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Os primeiros 21 dias de vida de uma abelha

15 de May de 2015 0

Para narrar em imagens uma reportagem sobre o desaparecimento das abelhas, o fotógrafo Anand Varma resolveu produzir algumas espécies no quintal de sua casa, com uma câmera posicionada na frente da colmeia - para conseguir imagens em detalhe.

O resultado é um timelapse de 60 segundos que revela uma das maiores ameaças à sua saúde: um ácaro que ataca as abelhas bebês nos primeiros 21 dias de vida.

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Pedro Meyer: “Ninguém pode se considerar satisfeito com o que aprendeu”

09 de May de 2015 0

Fotógrafo espanhol radicado no México, Pedro Meyer também trabalha como curador e editor. Ele é fundador do do site Zone Zero, que reúne trabalhos de mais de mil fotógrafos de várias nacionalidades.

Veterano da divulgação fotográfica na internet, seu trabalho transcende o documental criando cenas de apelo onírico. Confira abaixo a entrevista que ele concedeu ao jornalista Carlos André Moreira, editor do Caderno PrOA.

Pedro Meyer

Fala-se muito de uma crise da imprensa escrita, mas não de uma crise da fotografia. O que faz a imagem migrar para o ambiente digital sem perder as características que a definem?

Você está fazendo suposições com as quais tenho algum problema. 1) A crise da imprensa escrita a que você alude é uma crise do modelo econômico, não de ideias ou do jornalismo em si. 2) Essa crise econômica afeta de modo igual a todos, escritores, empresários e fotógrafos, todos os que orbitam em torno dessa forma de produção – um jornal ou uma revista. Mas se produzissem pianos em vez de jornais, se poderia dizer o mesmo. Os modos de produção está mudando. O mesmo se passou com a chegada da Era Industrial. E quem disse que as características que definem a fotografia não mudaram? Claro que a essência mesma da fotografia mudou.

Pedro Meyer

A fotografia de imprensa sempre valorizou o instantâneo, o registro do momento. Com câmeras em todos os telefones e com todos se convertendo em fotógrafos, resta a estética aos fotógrafos profissionais? Técnicas de iluminação e enquadramento, proporções, aquilo que aproxima a fotografia da pintura são os segredos para que uma imagem se destaque?

Aqui também não concordo com suas conclusões. O instante era um mito, para começar. A estética é para todos igual, e eu já vi muitas fotos publicadas pelos chamados “profissionais” que não são tão boas como as de alguns “amadores”, até mesmo essas palavras, profissional e amador, perderam o significado que sempre tiveram. Todas as regras mudaram. O que aproxima a fotografia da pintura é que já não são mais meios separados, uma vez que ambas estejam digitalizadas.

Pedro Meyer

É também o que o senhor faz em seu trabalho ao romper com a “realidade mimética” em prol de representações mais “fantásticas”?

A realidade já é ela própria fantástica o suficiente.

Pedro Meyer

O senhor mantém uma fundação dedicada à fotografia. Com a enxurrada de imagens de hoje e a presença de câmeras em todos os lugares, é preciso tentar alguma educação visual para o público em geral?

Não é só para o público em geral, mas para todo mundo, inclusive para fotógrafos profissionais. Porque existe, sim, uma realidade incontornável e que se manterá assim ainda por um longo tempo. Ninguém pode dormir sobre os louros e acreditar que aquilo que sabe, aquilo que aprendeu em uma oficina ou um curso, será uma informação válida para sempre. Estamos destinados a continuar nossa educação constantemente. Ninguém pode se considerar satisfeito com o que aprendeu. O conhecimento é hoje como o peixe que você compra no mercado, ou que você mesmo pesca: tem poucos dias de validade, você tem que jogá-lo fora se não comer logo.

Pedro Meyer

As tecnologias digitais abriram discussões sobre os limites da manipulação fotográfica. O senhor escreveu, há alguns anos, um artigo em defesa de Stepan Rudik, desclassificado do WWF devido à remoção digital de um detalhe de uma foto. Qual é, na sua opinião, o limite para a manipulação da imagem digital?

O termo “manipulação” é tautológico à palavra “fotografia”. Não existe fotografia sem manipulação. Quem reivindica o contrário não sabe nada de fotografia. Não há limites para a manipulação de uma imagem. Veja, com isso não quero sugerir que se pode alterar uma foto para maliciosamente usá-la em apoio a um fato que não aconteceu, por isso sustento que, se alguém quiser demonstrar algo através de uma imagem, é preciso desacreditar dele, porque no final do dia, é apenas uma foto.

Pedro Meyer

Outro convidado do festival, o editor James Estrin, do New York Times, comentou que a tendência em recentes prêmios é contemplar séries de imagens, e não uma única fotografia. Estamos perdendo a imagem “única”, que conta ela mesma uma história?

Há mais de 40 anos temos feito isso, desde o primeiro Colóquio Latino-americano de Fotografia. Assim, vir agora o senhor Estrin nos dizer tal coisa como uma novidade é simplesmente uma declaração de alguém que não leu os nossos livros de história (para os gringos em Nova York, é como se o que não aconteceu lá não tivesse ocorrido). Nunca pensamos que a foto única era suficiente para validar o trabalho de uma pessoa. Nem por um momento.

Pedro Meyer

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James Estrin: “Uma imagem forte tem de se sustentar por si mesma”

09 de May de 2015 0

Destaque da programação do 8º FestFoto, o americano James Estrin é editor do Lens, o ativo blog fotográfico do New York Times, que reúne ensaios, slideshow e vídeos de profissionais do próprio jornal e de colaboradores de todas as partes do mundo.

As fotos desta publicação fazem parte de sua série Observance, sobre experiências espirituais e religiosas. Por e-mail, ele respondeu aos questionamentos do editor do Caderno PrOACarlos André Moreira, e do repórter fotográfico Bruno Alencastro.

Boa leitura!

James Estrin

Em 2001, o senhor participou da equipe do New York Times que venceu o Pulitzer com a série How Race is Lived in America. Este ano, as duas categorias de fotografia do Pulitzer premiaram séries em vez de uma única imagem. Com essa tendência, é mais difícil obter aquela imagem única?

Nos últimos 15 anos, a maioria dos vencedores do Prêmio Pulitzer inscreveu séries de múltiplas imagens. Presumo que é uma tendência que vai continuar. A internet deu aos fotógrafos a oportunidade de publicar muitas fotos sem as limitações de espaço de impressão. Contar histórias com imagens múltiplas tornou-se mais comum, o que, penso, é uma boa coisa. Ao mesmo tempo, imagens individuais tornaram-se menos importantes, o que é lamentável, porque haverá menos fotos icônicas. Haverá no futuro imagens únicas de que todos nós nos lembraremos, como a tirada por Nick Ut da jovem Kim Phuc correndo nua pela estrada depois de ser atingida por Napalm durante a guerra do Vietnã? Tenho a sensação de que a força de uma única imagem diminui devido ao número surpreendente de imagens que vemos todos os dias na internet.

James Estrin

 Fala-se muito da crise do jornalismo impresso, mas essa crise parece não se estender ao fotojornalismo. A imagem pode migrar com mais qualidade e impacto para o meio digital?

Em alguns aspectos, a fotografia é mais importante do que nunca, porque a internet tem base visual e todo mundo está tirando fotos com seus telefones celulares e compartilhando-as nas mídias sociais. Assim, as fotos são talvez mais importantes hoje do que nunca, o que torna às vezes difícil para os fotógrafos profissionais ganharem a vida com suas imagens.

James Estrin

Apesar do amplo desenvolvimento das câmeras de celulares – que hoje podem ser comparadas com as câmeras digitais – as pessoas têm o hábito de alterar suas imagens com aplicativos e filtros que as deixam com um aspecto de antigas. Seria uma tentativa de buscar alguma originalidade em meio à enxurrada de imagens que são compartilhadas hoje?

Sou um grande fã dos smartphones, e não acho que faz diferença qual câmera você usou para capturar uma imagem. Entretanto, ando cansado do uso excessivo de aplicativos e filtros para alterar imagens. Uma imagem forte tem de se sustentar por si mesma.

James Estrin

Na sua opinião, a popularização e difusão de imagens ajuda ou atrapalha o desenvolvimento de uma educação visual para o leigo? 

Essa é a questão central para os fotógrafos de hoje. Há centenas de bilhões de fotos tiradas a cada ano com smartphones e postadas em mídias sociais como Instagram, Snapchat e Facebook. Isso significa que todas as fotos têm o mesmo valor, porque receberam “likes” de muitas pessoas, ou será que o fato de que todo mundo é um fotógrafo vai levar essas pessoas a se interessarem mais pelas imagens dos “fotógrafos sérios”? Eu sou um otimista. Acredito que haverá mais pessoas do que nunca interessadas em fotografia.

James Estrin

Em outubro de 2013, o senhor publicou um artigo na National Geographic defendendo que a democratização da fotografia será benéfica para a própria democracia. Mas como se encaixam, neste cenário, os países que monitoram, limitam ou até mesmo bloqueiam o acesso a determinados sites e imagens?

Ditaduras tentam bloquear a internet e as mídias sociais precisamente porque pensam que palavras e imagens têm efeito e são um perigo para quem quer ter controle sobre sua população. Longe vão os dias em que os ditadores podiam controlar apenas um punhado de jornais e estações de TV e rádio. Na maioria dos países, é uma batalha perdida censurar a internet.

James Estrin

O senhor ainda consegue se surpreender com as fotos que recebe todo dia para publicação, entre centenas enviadas por profissionais e amadores ao redor do mundo? Que tipo de imagem o fascina?

Sempre fico mais interessado nas imagens que me fazem sentir alguma coisa. Qualquer coisa. Elas podem me fazer rir ou chorar. Ou, pelo menos, nas imagens com as quais eu aprendo algo que me faz olhar para as coisas de uma maneira nova. Eu provavelmente vejo mais de 6 mil projetos por ano, e posso dizer com segurança que há trabalhos magníficos e inovadores sendo realizados por fotógrafos ao redor do mundo.

James Estrin

O senhor conhece o trabalho de algum fotógrafo brasileiro?

Admiro as imagens que Rogério Reis fez do Carnaval e que publicamos no blog Lens. Gosto também de muitos trabalhos de Claudio Edinger, incluindo suas fotos de um hospital psiquiátrico de São Paulo que também já publicamos. Preciso, é claro, acrescentar Sebastião Salgado. E temos publicado com frequência fotos de Maurício Lima, que fotografa para o Times e é um excelente fotógrafo.

James Estrin

Para além da necessidade de trabalhar como multimídia, combinando áudio, fotografia e vídeo, quais são os desafios que o senhor vê para os fotógrafos de agora em diante?

Tudo muda tão rapidamente que nós temos que ser ágeis e estar dispostos a nos ajustarmos às novas circunstâncias tecnológicas. Temos de aceitar a mudança constante, para que possamos continuar a contar as histórias que precisam ser contadas. Além disso, precisamos nos esforçar continuamente para encontrar maneiras novas e diferentes para contar histórias de forma que nossas imagens destaquem-se entre os milhares de milhões de outras imagens. Nós também precisamos empurrar as fronteiras da nossa linguagem visual e ao mesmo tempo manter padrões éticos e morais.

James Estrin

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Fotógrafa registra a relação dos filhos e a natureza

08 de May de 2015 0

Em homenagem ao Dia das Mães, o Focoblog compartilha as inspiradoras fotografias familiares de Elena Shumilova. Desde que ganhou sua primeira câmera, em 2012, a fotógrafa russa decidiu retratar um contexto extremamente próximo: a rotina de seus filhos e sua relação com os animais.

Juntando suas duas paixões, Shumilova cria fotos singulares, com ênfase no meio rural – tendo como cenário a fazenda que administra, em Moscou -, os fenômenos naturais e as estações do ano. Para ela, a luz usada proporciona “profundidade emocional às imagens“.

Intimidade + domínio da luz = combinação perfeita para a fotografia documental!

[clique nas imagens para ampliar]

Elena Shumilova

Elena Shumilova

Elena Shumilova

Elena Shumilova

Elena Shumilova

Elena Shumilova

Elena Shumilova

Elena Shumilova

Elena Shumilova

Elena Shumilova

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Elena Shumilova

Elena Shumilova

Elena Shumilova

Elena Shumilova

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Elena Shumilova

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Tadeu Vilani apresenta "Olhos do Pampa"

06 de May de 2015 0

Durante cinco anos, o fotógrafo da Zero Hora Tadeu Vilani percorreu o pampa gaúcho para retratar em preto e branco a paisagem da fronteira e o cotidiano do homem do campo. O resultado desse denso trabalho está presente no livro Olhos do Pampa.

O fotolivro contém 120 páginas que retratam tanto os costumes quanto os personagens na lida campeira. A publicação possui tiragem limitada de 250 exemplares, todos numerados e assinados pelo autor.

Nesses rincões esquecidos, ao partilhar o cotidiano de lidas campeiras e se misturar às pessoas, Tadeu pôde registrar um tipo humano que só tem paralelo em outros povos cavaleiros – como os mongóis da Ásia, os cossacos da Rússia e os cowboys da América do Norte“, conta o jornalista Nilson Mariano na introdução do livro.

Essa é a primeira publicação da Beira – movida editorial, coletivo de Porto Alegre que surgiu em 2015 com o objetivo de viabilizar projetos em fotografia. A Beira é formada pelos fotógrafos Camila Domingues, Cristiano Sant’Anna, Eduardo Seidl e pela jornalista Clarissa Pont. O livro já está à venda no site www.beira.me ao preço de R$ 100.

Olhos do Pampa, de Tadeu Vilani

Lançamento oficial: Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre (FestFoto)

Data: 15 de maio, sexta-feira, às 20h30

Local: MARGS (Praça da Alfândega, s/n – Centro, Porto Alegre)

Tadeu Vilani

Tadeu Vilani

Tadeu Vilani

Tadeu Vilani

Tadeu Vilani

Tadeu Vilani

Tadeu Vilani

Tadeu Vilani

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Do Instagram para a capa da Time

30 de April de 2015 0

ReproduçãoA foto da capa da revista norte-americana Time mostra um homem fugindo de um batalhão de policiais durante os protestos contra a morte de Freddy Gray, em Baltimore, nesta semana.

O que poucas pessoas sabem é que, antes de ser escolhida como capa da revista, a fotografia já era conhecida por milhares de usuários do Instagram, onde foi compartilhada no perfil do fotógrafo amador Devin Allen.

Segundo a Time, a foto captura a intensidade e a natureza caótica dos protestos com perfeição, sendo uma escolha natural para a capa.

O Focoblog separou outras imagens de Devin dos protestos recentes em Baltimore.

@bydvnlln

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