Em sete páginas de reportagem, a edição deste domingo de Zero Hora conta as histórias de Marcos, Daiane e do casal Lino e Adriana. O que eles têm em comum? Movimentam- se com cadeiras de rodas e, em lugar de reclamar da vida, preferem vivê-la intensamente.
Belíssimo e sensível trabalho do repórter Carlos Etchichury e do fotojornalista Tadeu Vilani que o Focoblog compartilha com seus leitores - através de algumas imagens que não foram para o impresso. Confira também o vídeo da reportagem.
DAIANE, tombos e aventuras
Portadora de uma má-formação congênita do sistema nervoso, Daiane Bochi foi submetida a oito cirurgias antes de completar um ano de vida. UTIs neonatais eram mais familiares do que o quartinho decorado pela mãe, Neiva Terezinha Fagundes Bochi. Dai, como Daiane é conhecida, sobreviveu às intervenções. Com 32 anos, cursa o último semestre de Jornalismo e aprendeu a lidar com as limitações que a acompanharão até o final dos seus dias causadas por hidrocefalia e mielomeningocele. – Eu aceito a minha deficiência – diz. Dai só é avessa à excessiva dependência de terceiros, agravada pelo transporte coletivo deficiente, pelas calçadas hostis, pelos prédios desprovidos de rampas, pelos edifícios sem elevadores, pela indiferença dos governantes, por uma cidade que teima em fechar os olhos para os diferentes.





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