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Um símbolo dos bad boys

12 de dezembro de 2008 2

Dave Caulkin, AP
Vocês estavam ótimos elegendo os bad boys da F-1. O Professor então foi riquíssimo em exemplos e comentários.

 

Na verdade, sempre existiram os bad boys na F-1. Até acho que, em certo sentido, eles devem fazer parte do circo, até para manter um pouco do ar romântico da F-1. Obviamente, sou contra piloto sujo ou malvado, mas se bem controlados, eles são necessários.

Na minha opinião, um piloto é o símbolo dos bod boys, este sujeito aí da foto foi o maior deles: Eddie Irvine.

E ele mostrou as credenciais já na sua primeira prova, no GP do Japão de 1993. Formado no automobilismo japonês, ele arrumou uma boquinha na penúltima etapa daquele campeonato na Jordan. Por conhecer intimamente o circuito de Suzuka, barbarizou na prova, correndo lá no pelotão da frente. Em determinada parte da corrida, já retardatário e com pista molhada, infernizou o líder Ayrton Senna, colocando em risco a penúltima vitória do nosso tricampeão. Depois da prova, Senna foi tirar satisfação no box Jordan. Com um sorriso irônico, Irvine disse:

- Ué, você não é o Ayrton Senna? Se é tão bom assim, me ultrapassa, não estou ali para abrir passagem para você.

A resposta e o fim da discussão foi um soco de Senna na cara do irlandês.

Outra vez ele quase matou o Luciano Burti na velocíssima curva Blanchimont de Spa-Francorchamps. Ele disse depois que não viu o brasileiro, mas apertou o Burti de propósito. Burti saiu reto na curva a quase 300 km/h e só não morreu por sorte e por causa da barreira de pneus.

E dizer que quase esse sujeito ganha o título, em 1999. Com o acidente de Michael Schumacher em Silverstone, Irvine ficou para brigar pelo campeonato contra o Mika Hakkinen (um dos pilotos mais limpos da história), da McLaren. Ainda bem que não levou, porque seria um campeão ainda mais inexpressivo do que o Damon Hill. Na decisão, Irvine contava com a ajuda de Schumacher. Mas uma largada fulminante de Hakkinen acabou com as chances do irlandês. Na verdade, Schumacher não queria o título de Irvine. A Ferrari estava 20 anos na fila para ganhar o campeonato, desde o outro bad boy, o Jody Scheckter, e Schumacher era quem queria reconquistar o título para a equipe italiana. Nada mais merecido, ele foi um dos principais responsáveis pela profissionalização de hoje da Ferrari.

Depois, na festa da Mercedes, no Japão, quem estava lá? O Schumacher.

Postado por Daniel Dias

Comentários (2)

  • Daniel Kieling diz: 12 de dezembro de 2008

    Sugiro além dos badboys fazer a eleição dos mais atrapalhados…quem não lembra dos pilotos japoneses Nakajima e Ukyo Katayama…que além de não andar…ainda atrapalhavam os outros…hehehe

  • Thiago Pacheco Bernardo diz: 22 de dezembro de 2008

    Eu lembro que nesta corrida de 1999, que Irvine disputava o títula com Hakkinen, ao parar nos boxes para fazer a troca dos pneus, a Ferrari levou apenas três pneus, faltando um , atrasando todo o trabalho de Boxe do bad boy, e eliminando qualquer posibilidade de título do irlandês.
    Pelo visto não era só Schumacher que torcia contra o campeontao desse bad boy.
    Depois juram de pé junto que Irvine e Rubinho recebiam o mesmo tratamento de Schumacher. Para mim o grande bad boy da f1 foi Mansel.

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