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A volta da ultrapassagem sadia

28 de janeiro de 2012 9

Passei o ano passado inteiro dizendo aqui que sou contra a abertura da asa para facilitar as ultrapassagens. Além de ser um tipo de gol falso, não dá chance de defesa para o piloto da frente. Isso é contrário à essência do automobilismo. Essa aberração continua neste ano. Paciência! Mas uma importante mudança tá pintando por aí. Diz uma parte do novo regulamento: “o piloto que sair de sua trajetória em uma reta para evitar a ultrapassagem não poderá voltar para a trajetória inicial”. Ou seja, se a coisa for levada a ferro e fogo, o piloto não poderá retornar no final da reta para fazer a tangência correta, terá de permanecer para onde foi para defender a posição. Isso é legal!
Na melhor ultrapassagem da história da F-1, do Piquet sobre o Senna, na Hungria, em 1986, o Piquet deu um drible no Senna. Em vez de ir por dentro, foi por fora. O Senna foi para dentro e permaneceu ali. Tá certo que o drible foi tão bem dado que não deu tempo para o Senna voltar à trajetória inicial, mas pela nova regra, ele não poderia mesmo. Tomara que isso se cumpra este ano.

Comentários (9)

  • Chicão diz: 28 de janeiro de 2012

    Concordo que a asa aberta para facilitar a ultrapassagem não é um expediente que pertença ao automobilismo tradicional.
    O problema é que a F1 já sofreu tantas mudanças que se tornou uma verdadeira salada de frutas.
    A cada ano uma novidade ou na mecânica ou aerodinâmica; ou pneus ou aerofólios; ou altura do assoalho ou potência dos motores!
    Sempre fui contra os carros serem iguais. Não era assim no passado.
    Quando Colin Chapmann desenvolveu o carro-asa foi algo fenial.
    A Williams com sua suspensão ativa foi um marco na história.
    As McLaren com motores Porsche imbatíveis.
    O advento do “turbo”na F1 foi sensacional.
    E a Tyrrel com seis rodas (se não me engano era essa equipe, sim)?!
    Que fim esses avanços tiveram?
    Foram extraviados ou abandonados de forma lamentável.
    A própria Indy, sempre inferior à F1, passou a ser muito mais veloz que esta. Claro, em circuitos ovais, mesmo assim, com muito mais expectativas para quem assiste que a outra.
    Evidente que excluo o último GP da Indy com a morte de Dan Weldon.
    Mas, imagino uma Indy com os desenvolvimentos que a F1 conseguiu no passado e que citei acima.
    Acho que seria espetacular com os devidos aperfeiçoamentos de lá para cá.
    Quanto a se obedecer trajetórias, acho isso um tipo de corrida muito comportada, algo que não se vê na Stock-car brasileira, que tem disputas por colocações sensacionais.
    Corridas são corridas, como dizia Fangio, portanto, uma legítima competição acirrada em busca de vitória.
    Lógico, com regras, mas não um tipo de condução que se adota em viagem com o carro de passeio.

  • Elton diz: 28 de janeiro de 2012

    A F1 tá uma palhaçada. Tem que deixar os caras se degladiarem como nas antigas. É tanta regra que o cara nem consegue piltar, tem de ficar pensando em qual regra tá infringindo e tal.

  • adriano mezari duarte diz: 29 de janeiro de 2012

    E o professor ensinando o aluno novamente!!!

  • VALERIO diz: 29 de janeiro de 2012

    Ta brincando ne? melhor ultrapassagem da historia? fecha o blog.. pede as contas no RH e parte pra outra…
    Ou tu n gosta do Senna ou o Piquet eh teu amigo pessoal.. só pode… Nem vo falar da que o Senna da NA CHUVA por fora, nessa mesma volta largou em quinto e antes da primeira volta ja era primeiro..

    Meeeu Deus…

  • Fernando diz: 29 de janeiro de 2012

    Daniel, concordo, ultrapassagem fantástica! Foi aquele caso de dois pilotos, um com toda a fome e outro com fome e experiência… prevaleceu a experiência no final! Fantástico!

    Sobre a regra do “não poder voltar para a trajetória inicial”, acho que é um péssimo remendo ao já péssimo DRS. Como vai ser fiscalizado isso em prova? Corridas decididas nos drive-thrus? Eu acho que tinham é que abolir os fantásticos freios de hoje em dia, usar outro modelo que exiga frenagem mais suave, aumentar de novo as asas traseiras, trazer de volta o vácuo e que vença o melhor motor! Era assim no tempo em que tinha pegas fenomenais volta após volta!

  • Rogerio Rocha diz: 30 de janeiro de 2012

    Daniel, a F1 pela sua característica, está sempre se reinventando, tecnológica e normativa. Também não concordo com as asas móveis, pois é triste ver um piloto ficar -vendido-, sem poder fazer nada para evitar ser ultrapassado. O bom é que ele pode seguir atrás e dar o troco na volta seguinte. Acho até que este é o espírito da coisa. Mas, o piloto ter que manter sua trajetória até o fim, sem poder voltar para tangenciar a curva, acho isso meio contra os princípios do automobilismo. Não sei nem como poderão fiscalizar e quais critérios serão utilizados. O Emerson uma vez falou que para a F1 voltar a ser competitiva e com grandes ultrapassagens, bastava substituir os freios de carbono (que também são utilizados em aviões comerciais, inviaveis em carros de passeio)por convencionais, pois assim os pilotos teriam que freiar bem antes das curvas. O piloto mais arrojado freiaria pra lá do Deusmelivre, possibilitanto até ultrapassagens tipo a do Piquet sobre o Senna, algo impossível de acontecer hoje em dia.
    Sobre alguns comentários dos parceiros acima, me permito deixar minha opinião:
    - melhor ultrapassagem: Piquet x Senna em 1986 na Hungria;
    - melhor primeira volta: Senna em 1993 em Donington Park- Eng.;
    - melhor pega da F1 : G.Villeneuve x R.Arnoux em 1979 no Dijon- França;
    - melhor piloto da F1: Ayrton Senna. Ponto.

  • augusto diz: 30 de janeiro de 2012

    Sim, o piloto contemporaneo precisa de regras para ultrapassar, o Piquet e o Senna eram magicos. Parem, esse Vettel campeão da f1 não seria nem um mansell antigamente… o Schumacher não seria ! tem que fazer regras para essas gazelas correrem?

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