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Parabéns, Emerson Fittipaldi!

13 de dezembro de 2012 3

Com a Lotus 72D em 1972, namoro explícito

Celebração do primeiro título, em Porto Alegre, em 1972

Vitória em Interlagos em 1973, com o chefe Chapman atirando o boné para cima

Já com o número 1 em 1973 com a Lotus 72D

Em 2002, conversando comigo em São Paulo

Obrigado, querido Fabrício.
De fato, no dia 12 agora o Emerson Fittipaldi fez 66 anos de idade. Para mim, é muito fácil falar do Rato. Desde quando coloquei os olhos na televisão em preto e branco em 1972 na primeira vez que veio uma corrida da Fórmula-1 direto para o Brasil, nunca mais deixei de amar este esporte. Aquelas imagens com a Lotus preta& dourada – sabia-se que era preta&dourada por fotos de revistas e por informações – estão muito vivas na minha memória – eu sei, é chavão – como se fosse hoje. Ao mesmo tempo que amava cada vez mais aquilo, ficava cada vez mais nervoso torcendo por mais uma vitória do Emerson. Certa vez, uma corrida não viria ao vivo para cá. Liguei o rádio meio cambaleante no domingo pela manhã e acompanhei roendo as unhas o Rato liderar a prova até a bandeirada. Ao mesmo tempo em que vibrava intensamente, veio a informação pelo rádio que estavam repetindo a narração da vitória de sua corrida anterior. Mais tarde, narraram toda a prova daquele dia e, aí, decepção total, com o irresponsável Jody Scheckter batendo criminosamente no Emerson, acabando com suas chances. Era uma derrota decisiva, em 1973, ano no qual ele perderia o campeonato para o Jackie Stewart.
Já disse aqui que torci apenas por três brasileiros na F-1, justamente nossos três campeões. Fiquei contente com a vitória de José Carlos Pace e com as de Rubens Barrichello e Felipe Massa, mas nunca torci por eles. Depois, torci para o Mika Hakkinen e agora para o Sebastian Vettel e para o Kimi Raikkonen. Sou isento o suficiente para dizer isso, criticando-os quando for o caso. Mas confesso que torço por esses caras.
Voltando ao Emerson, como esquecer que esse sujeito abriu todas as portas para o automobilismo brasileiro, primeiro na F-1, depois, na Indy? Impossível.
Fiz duas reportagens especiais com ele: nos 30 anos de seu primeiro título na F-1 (na foto que aparece a McLaren vermelha e branca atrás, ele está conversando comigo em São Paulo). E como eu me senti? Completamente emocionado. Por consumir todas as informações sobre ele nos primeiros anos da década de 70, eu ficava lembrando de coisas que ele mesmo não lembrava mais.
- É mesmo, guri – dizia o Emerson, e saia a recordar dos fatos lembrados por mim. Foi maravilhoso. Agora, neste ano, fiz outra reportagem com o Rato, pelos 40 anos do primeiro título, desta vez por telefone. As duas reportagens foram as principais das duas edições do jornal Zero Hora. Como ia ter a prova com os carros de Le Mans em Interlagos em duas semanas, agora, o Emerson se despediu assim:
- Quero te ver lá, guri – sabendo de qual Estado eu sou.
Por ser tão novo em 1972, com 25 anos, Emerson ficou como o campeão mais jovem da F-1 por mais de 30 anos, até ser superado por Fernando Alonso, que foi superado por Lewis Hamilton, que foi superado por Sebastian Vettel, tudo em um intervalo de apenas cinco anos (entre os três).
Parabéns, bicampeão! Aquelas imagens em p&b vindas pela TV estão sempre muito vivas na minha mente. Sempre!

Comentários (3)

  • Fabrício Martins Tavares diz: 13 de dezembro de 2012

    Obrigado pelo post maravilhoso Daniel !!! Queria ver você falar um pouquinho do Emerson, porque, não pude acompanhar a carreira dele na F-1, em função da minha idade (nasci em 73). Diferente do Piquet, que fez nascer a minha paixão pelo automobilismo e que vi, li e ouvi tudo sobre a sua trajetória ao vivo, e depois o mesmo com o Senna, minhas lembranças do Rato são a partir da “passagem de bastão” dele para o Piquet no início de 1980 e depois dos pegas na Indy. Engraçado é que meu pai tinha uma coleção encadernada das revistas Quatro Rodas e Auto Esporte dos anos de 73 e 74 e li muito sobre o Emerson. Lembro que esta corrida que você mencionou a batida do Scheckter foi em Zandvoort (Holanda), e o Emerson saiu de lá com uma luxação no pé. Ele tinha uma coluna na revista e nos relatava a batalha que foi em 73 contra a Tyrrel de Stewart. E, muito tempo depois, uma marca de margarina trouxe o McLaren dele para Porto Alegre. Tenho uma foto minha dentro do cockpit desta maravilha. Foi o mais perto que cheguei de F-1. Pelo menos até agora … Hehehehe. É isto aí Daniel, vamos lembrar dos nossos grandes ídolos e trocar ideia sobre estes “autinhos”, que nos fazem virar crianças de novo. Grande abraço e até um próximo post !!!

  • alex leo diz: 13 de dezembro de 2012

    Quem é Fabrício? Este nome aparece no início do texto. Colou o texto errado?

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