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Em que momento Massa mudou?

30 de maio de 2013 6

De verde e amarelo na Ferrari em Interlagos no bi de Alonso

O pódio do Dia D de Massa na Alemanha em 2010

Às vezes, a gente não se dá conta: o Felipe Massa é o último piloto brasileiro na Fórmula-1 vindo na esteira industrial aberta por Emerson Fittipaldi a partir de 1972. O ciclo termina com o Massa. Depois, provavelmente com o Felipe Nasr, terá iniciado (se iniciar) um novo ciclo, do zero. Sem considerar o talento de cada um, Nelson Piquet pegou o bastão de Emerson, Ayrton Senna deu prosseguimento aos nossos anos dourados, Rubens Barrichello pegou o bastão depois na Ferrari e Massa herdou naturalmente o lugar de Rubinho na equipe italiana. E é exatamente por isso que o Massa é tão cobrado pelos brasileiros agora. Todos sabem que ele é o último de uma fornada feita por Emerson Fittipaldi. Ele é cobrado também, pura e simplesmente, porque mudou.
Ao contrário de Rubinho, sempre submisso e serviçal dentro da Ferrari, Massa chegou à F-1 mostrando uma personalidade muito forte. Diferentemente de 10 entre 10 novos talentos brasileiros nas pistas, o ídolo do Felipe não era o Ayrton Senna. Massa sempre disse que seu ídolo era Michael Schumacher, com quem dividiu a Ferrari em 2006. Os dois se tornaram grandes amigos. Por sua garra, personalidade e confiança, Massa arrombou a porta da Sauber em 2002 e fez uma temporada agressiva, não se intimidando com nada. Tanta sede levou a acidentes, resultando na sua demissão no fim daquele ano. Não deixou a peteca cair, foi para a Ferrari, ser piloto de testes (em uma época em que existia piloto de testes). Fez um bom trabalho e o Peter Sauber o chamou novamente para pilotar seus carros em 2004. Voltou melhor, com mais garra e diminuindo o número de acidentes. Com a saída de Rubinho da Ferrari, assumiu o lugar, ao lado de seu ídolo Schumacher. Conquistou sua primeira vitória na F-1 na Turquia. Na última prova de 2006, dominou como quis em Interlagos, na primeira despedida de Schumacher. Mais: mostrou uma faceta de sua personalidade sendo o primeiro piloto a dirigir a Ferrari nos tempos modernos sem o vermelho no macacão. Correu com um macacão verde e amarelo, com uma atuação perfeita. Repetiu no ano seguinte, entregando de presente a vitória em Interlagos para Kimi Raikkonen, seu companheiro, que precisava vencer para conquistar o título. Em 2008, foi campeão por 500 metros, nos quais Lewis Hamilton ultrapassou o Timo Glock e tirou o campeonato das mãos do Felipe. Antes, uma série de erros da Ferrari já tinha complicado a vida do brasileiro.
Em 2009, com a mudança radical na aerodinâmica dos carros, a Ferrari se complicou toda, entregando uma carroça para Kimi e Felipe. Na Hungria, uma mola caída da Brawn de Rubinho atingiu sua cabeça. Com o sério acidente, teve risco de morte. Talvez ali tenha acabado o piloto que sempre correu com a faca entre os dentes. Quando voltou, no ano seguinte, já tinha como companheiro o Fernando Alonso. Felipe aceitou de cara a condição de segundo piloto na Ferrari, bem diferente de sua reação após a corrida em Nürburgring de 2007, na qual Alonso reclamou de uma manobra de Felipe na prova em frente às câmeras de TV. Com palavras e gestos, Massa mandou o espanhol ir para aquele lugar pouco recomendado. Na Ferrari, aceitou a condição de escudeiro de Alonso antes mesmo de a equipe pedir tal coisa. Mais tarde (e talvez respondendo a pergunta deste post), obedeceu o pedido da equipe e abriu passagem para Alonso vencer o GP da Alemanha de 2010. Aquilo era diferente do que acontecia com Rubinho na Ferrari. Quando Felipe deixou Alonso passar, talvez tenha sepultado aquele piloto cheio de garra e, especialmente, cheio de personalidade de antes.
Por isso tudo, Felipe, você é tão cobrado agora.

Comentários (6)

  • carlos diz: 30 de maio de 2013

    Ou Seja : O RUBINHO acabou com a F1 p Brasil!!….sempre ele.

  • Marcos Rocha diz: 31 de maio de 2013

    Na F1 sempre houve 2 pilotos por equipe e poucas vezes as equipes tiveram dois 1º pilotos. Vou citar os que lembro desde que acompanho(+ou- desde 1978) Prost/Lauda; Piquet/Mansel;Senna/Prost. Esses são os que lembro desde 78. Também lembro dos melhores 2ºs pilotos: Patrese; Berger; Coulthard; Rubinho e agora o Massa, agora não já faz tempo. Pergunto será que todos sempre foram criticados tanto assim? Na minha opinião poucos nasceram para ser 1º piloto e muitos para ser 2º e o Massa nasceu pra ser 2º e por mais que tentem defende-lo ele jamais será 1º, até porque a carreira dele tá no fim e desses que citei como 2º o Massa é o pior de todos, principalmente depois do acidente. Peço licença aqui para o Eduardo para colocar a opinião dele postado em 28/05 no post – Acidentes em Mônaco revelaram nova e deprimente face de Massa-, pois ele define muito bem o estilo e porque o Massa é e sempre será um 2º piloto: diz ele
    28 de maio de 2013
    “Eu não torço pelo Massa (aliás acho uma babaquice o cara ser “obrigado” a torcer por alguém que nasceu no mesmo país que ele, mas isso é outra história), acho ele um bom piloto, é muito rápido em algumas ocasiões, só que ele erra demais. Não digo errar de bater, mas pequenos erros, como espalhar uma curva, errar a tangência, errinhos bobos para um piloto de F1, e ele os comete com muita frequência. Isso ele já mostrou desde sua temporada de estréia em 2002. Ou seja, não é uma “nova” face do Massa, ele SEMPRE foi assim. Em 2008 ele teve sim a chance de ser campeão, a Ferrari cometeu erros sim, mas ele também, como quando rodou sozinho e parou na brita na Malásia quando tinha um 2º lugar garantido.” Bom é isso abraço a todos amantes da F1

  • Paulo “McCoy” Lava diz: 1 de junho de 2013

    Hi there!

    Sempre agradável os ‘debates’ aqui no blog. Particularmente, admiro a trajetória de dois conhecidos pilotos brasileiros – Rubens Barrichello e Felipe Massa. Além do fato de que são pessoas RICAS – e, por conseguinte, FELIZES (= não consigo imaginar alguém que more em residência segura e com carro na garagem – além de salário FIXO invejável – seja infeliz) –, são pilotos que realmente fizeram ALGO na historia da F1.
    Os números que apresentarei abaixo expõem meu ponto de vista (evidente, o Daniel Dias poderá checar tais informações):
    Entre 1950 e 2012, foram realizados 878 GPs. E, nestas 63 temporadas, 63 títulos estiveram em disputa.
    675 pilotos – repetindo, 675 – disputaram, no mínimo, uma corrida.
    Destes 675, 350 NUNCA sequer marcaram pontos.
    Por outro lado:
    104 pilotos venceram no mínimo uma corrida.
    Destes 104 pilotos, 32 pilotos diferentes obtiveram 10 ou mais vitórias.
    Destes 104 , 30 pilotos diferentes obtiveram 10 ou mais ‘pole positions’
    32 pilotos diferentes obtiveram no mínimo um título.
    15 pilotos diferentes obtiveram no mínimo um VICE CAMPEONATO.
    Para resumir o que seria longo relato:
    Tanto Rubens como Massa, aparecem na lista daqueles que venceram corridas.
    Rubens e Massa igualmente aparecem na lista daqueles com com dez ou mais poles.
    Rubens venceu onze corridas, ao passo que Massa venceu nove.
    E ambos integram a não menos honrosa de vice-campeões.
    Será que, comparando aos 350 pilotos que NUNCA marcaram pontos ou aqueles com MENOS de dez vitórias… ou aqueles que nunca chegaram sequer perto de um vice-campeonato… será que Rubens e Massa não merecem uma outra análise?
    (particularmente, gostaria de estar no lugar de um deles. A vida deles, com certeza, é mais interessante na minha…)
    Atenciosamente,

    Paulo McCoy Lava
    Jornalista

  • Renan diz: 8 de junho de 2013

    Estou de acordo com o Paulo McCoy. Penso que esse blog subestima o valor de ambos os pilotos que representam o Brasil tão bem. Isso para não falar nas imprecisões e falta de cuidado com que são tratados assuntos variados por aqui.

    Sobre o “quando o Massa mudou”: para mim, foi mesmo quando ele deixou o Alonso passar pela primeira vez. Não sei qual é a explicação mas, dali para frente, a coisa degringolou.

  • Renan diz: 10 de junho de 2013

    Sim, meu caro. Concordo que o Massa degringolou.

    Concordar com um trecho de um blog que eu penso que, no geral, é impreciso, é falta de moral? Está aí um exemplo de imprecisão.

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