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Brasileiro da Indy critica politicagem da F-1 e chama pilotos de mimados

01 de junho de 2013 10

O piloto brasileiro Hélio Castroneves, que disputa a Fórmula Indy, abriu a caixa de ferramentas contra a F-1. A entrevista polêmica foi dada à revista americana Forbes.

Ao falar sobre a menor popularidade da F-1 nos Estados Unidos, comparada à Indy ou à Nascar, Castroneves disparou:

F-1? É um bando de políticos. É tudo política. Todo esporte tem política, mas é muito ruim. Quem você conhece, quem você contata, é tudo assim. Não ligam se você é bom. Não ligam se você é uma grande pessoa. É como um negócio de Hollywood.

O brasileiro disse que só respeita cinco pilotos: Alonso, Massa, Schumacher (aposentado), Vettel e Webber. Quanto aos demais, definiu em uma frase:

— O resto são garotos mimados.

Em 2002, antes de renovar com a Penske, Castroneves fez testes na Toyota, que acabou contratando Cristiano da Matta. Será dor de cotovelo ou pura realidade? Em parte, creio que ele tenha razão. Há mimados, claro, mas o pior são os “compradores de vaga”.

Já escrevi aqui que a politicagem é regra na F-1, não sejamos hipócritas. Infelizmente, a cartolagem tem feito com que pilotos medíocres ingressem na categoria ao trazerem caminhões de dinheiro às equipes.

Hoje, enquanto limitados como Van der Garde e Gutiérrez alinham no grid, feras como Kobayashi estão a pé. Mas e o talento, onde fica? Isso o dinheiro pode até comprar, mas têm equipes que preferem apostar mais no lucro e menos na ambição.

Comentários (10)

  • Muca diz: 1 de junho de 2013

    E ele falou somente a verdade!! E seu exemplo tb diz isso: Kobayashi a pé!
    O resto só tá ali pq tem ou berço de ouro ou um baita mecenas na vida, casos do venezuelano, dos mexicanos e outros mais!!

  • Romulo Silva diz: 1 de junho de 2013

    O Helio esta certo. A F1 perdeu a graça.

  • André Enderle diz: 2 de junho de 2013

    Falando @#rda. Que a politicagem na F1 é grande todo mundo sabe. Mas só pra avisar os navegantes… isso vale pra todo o esporte. A questão é a proporção. A F1 é a principal categoria, por isso os holofotes são mais potentes.

    Se ele realmente acha que na Indy só corre quem tem talento, deveria conversar um pouco com o Kanaan, que todo ano tem que parir uma bigorna pra conseguir patrocínio e continuar guiando pela categoria…

  • Daniel Dias diz: 2 de junho de 2013

    Perfeito. O Helinho só falou estas coisas por um motivo: dor de cotovelo. Ele nunca esteve nem perto da F-1. Ele esteve perto foi da cadeia nos EUA.
    Abraço.
    Daniel

  • Natanael Felipe Rhoden diz: 2 de junho de 2013

    Acredito que cada um tem a sua opiniao. Sim, Hélio quase foi parar na cadeia, mas foi provada sua inocencia no caso. Agora, também acho que cada um opta por um caminho. Existe automobilismo fora da Fórmula 1 também. É melhor voce guiar para uma Penske nos EUA ou para a Caterham na F1? Se tem ambiçao de vencer, melhor ficar nos EUA. Mas se é pelo sonho da F1? Cada um tem suas escolhas.E nao é apenas Tony que tem de correr atrás. Pilotos pagos na Indy sao minoria. Acho que apenas os da Penske e da Ganassi, e mais um que outro nao tenham de correr atrás de patrocinio. Politicagem? Também já existiu mais na Indy a época da CART, haviam dois pesos duas medidas para com pilotos e equipes. Mas ainda assim nao era uma coisa a favor apenas de uma, como a FIA faz com a Ferrari

  • Erwin diz: 3 de junho de 2013

    Para o André Enderle…

    O André, dá uma olhadinha na bigorna que o Kanaan pariu nas 500 milhas de Indianápolis este ano…

  • Matteus Saldanha diz: 3 de junho de 2013

    F1 nunca perdeu a graça!! Acho a F1 hoje melhor do que antes… Desde 2007 a F1 voltou a ser fantástica.

  • Leonardo Fornasier diz: 3 de junho de 2013

    Raciocínio errado na minha opinião. Hoje o GRID da F1 esta repleto de ótimos pilotos. Incluindo os citados Van der Garde e Gutierrez que querendo ou não tiveram bom desempenho nas categorias de acesso. Sabe qual o defeito desses pilotos aos nossos olhos? Não serem brasileiros, pois quando o Di Grassi, B.Senna entre outros pagam para correr ninguém da bola e ve talento nisso. Pagar para correr é totalmente normal na F1 o próprio Shumacher correu sua primeira corrida pela Jordan com a Mercedes. No passado era normal e o GRID tinha mais pilotos ruins que hoje em dia pois a categoria não tinha um nível tão alto de profissionalismo e existiam mais vagas nas equipes. Hoje quase 90% dos que entram no GRID fazem 2 anos de GP2 e os carros da GP2 são uma escola incrível, andam mais que os carros da F1 do inicio dos anos 90, para quem tem duvida confiram os tempos em pistas conhecidas com poucas mudanças no traçado como Mônaco.

  • sebastião Vicente Netto Littiere diz: 3 de junho de 2013

    Falar de Fórmula 1, é retornar no tempo, quando meu falecido irmão acompanhava desde os anos setenta e eu passei a acompanhar também, desde aquela época com os álbuns de figurinhas, com equipes pequenas e grandes, sempre as mesmas mandando, Maclaren, Ferrari, Lôtus, Ligier, Willians, Brabhan, mas tínhamos pilotos de verdade. Hoje um Senna não teria vez, Piquet não teria, Mansel, Prost, Jaches Didier Pirroni, Gilles Villeneuve, Emerson, Jakie Stewart, Niki Lauda, Grahan Hill, só para citar alguns, eles não eram mocinhos bonitos, corriam por puro talento. Não eram protegidos como Michael Schumacher, que se tornou campeão nos primeiros anos, por conta de golpes como o abastecimento se filtro que fazia ele voltar do pit stop na frente do nosso saudoso Senna e da tábua do assoalho adulterada, e dos golpes e batidas que tiravam seus adversários da pista. Sim, a fórmula 1 este ano até está melhor que anos anteriores, mas jamais será como nos tempos áureos e hoje tem que ir correr nas areias do deserto e na ásia, para poder ganhar muito dinheiro, enquanto países tradicionais foram deixados de lado. Já tivemos casos de pagamento também, foi assim com o companheiro de Piquet na Brabhan Hector Rebaque, mas estes foram engolidos e foram embora sem deixar saudades. Hoje alguns pilotos passam realmente pela GP2, mas já alí, o acesso é mediante pagamento e o nível é nivelado por baixo, um título alí não quer dizer nada. Sempre houveram categorias de acesso a pilotos que alí correram, mas que também não ganharam nada. Profissionalismo tinha, o que não tinha é o rio de dinheiro que tem hoje.

  • André Enderle diz: 3 de junho de 2013

    Erwin…

    Acho que não entendeste o que eu quis dizer. Me referi ao Kanaan pelo fato de ser muito talentoso e, mesmo assim, estaria fora da categoria sem atingir sua cota de patrocínio.

    Abraço.

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