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Por mais identidade dos pilotos, comitê estuda limitar troca de capacetes por temporada na F-1

25 de setembro de 2013 2
Getty Images

Em Cingapura, Vettel usou até glitter no casco

O capacete é a principal identidade do piloto. Caracteriza e faz história. Como esquecer a pintura com as cores do Brasil usada por Ayrton Senna? Impossível.

Pois desde que o tricampeão Sebastian Vettel passou a trocar de capacete — e foi seguido por outros pilotos, mas não com tanta frequência —, isso mudou. Pois agora está em estudo uma proposta que pretende limitar as alterações. 

Segundo o jornal alemão Bild, o comitê técnico da Fórmula 1 estuda permitir apenas uma troca na pintura por temporada. O motivo seria ajuda na identificação dos pilotos pelos torcedores, principalmente aqueles que vão aos circuitos.

Desde 2007, quando estreou na F-1, Vettel já usou mais de 50 modelos de capacete. Dentre os mais variados (veja abaixo), destaque para os coloridos — como o usado na vitória do GP de Cingapura do último domingo, que tinha um desenho com glitter para brilhar à noite.

Divulgação

Clique para ver  os capacetes das vitórias de Vettel

Mas se para a nova geração a troca de capacetes não cria problemas de identidade, algumas lendas da categoria defendem a constância. Um deles é o tricampeão Niki Lauda, que além de criticar as mudanças frequentes chegou a dizer que, hoje, “mal consegue” diferenciar os pilotos.

Particularmente, sou contra impor um limite. O capacete é como o rosto do piloto. Se quiser usar barba ou cabelo colorido, a decisão é dele, ora. Não há nenhuma regra que exija determinado tipo de cor no capacete, até porque o layout não afeta a segurança. Portanto, é pura implicância.

Por outro lado, confesso que, às vezes, o casco de alguns pilotos dificulta o reconhecimento à primeira vista (como Hamilton e Rosberg, por exemplo, que abusam do amarelo). Mas são apenas 11 equipes e 22 carros. E o torcedor que vai no circuito ainda tem telões, rádio e celular para acompanhar a prova.

Restringir o número de motores, para reduzir custos, é uma coisa. Agora, limitar a troca de cores nos capacetes é excesso de preciosismo. Daqui a pouco vão querer inventar que carros da mesma equipe precisam ter cores diferentes para facilitar a identificação. É só o que falta.

Não há dúvida de que manter uma constância traz maior identidade do piloto com o torcedor, mas o que mais reforçará essa relação são os resultados na pista. E, cá entre nós, se o problema é identificar Vettel, a tarefa está cada vez mais fácil. Hoje, basta olhar para o líder.

E aí, pessoal, o que vocês acham da limitação? Concordam, discordam? Comentem!

Comentários (2)

  • Pedro diz: 25 de setembro de 2013

    Com o carro + o talento que tem não vejo qualquer anormalidade no que fez o Vettel. Sensacional no domingo foi o Kimi que, com dores nas costas e largando em 13º, conseguiu chegar ao podium.
    Minha pergunta pra ti é a seguinte: tu, realmente, acha que, se, por acaso, colocássemos o Vettel na Ferrari e o Alonso na RBR não se inverteriam os papéis?Por mais que o Vettel seja um fenomeno, não acho que seria possível que ele numa Ferrari de 2013 conseguisse ser campeão…Abraço

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