Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Michael Schumacher: o legado de um ídolo

31 de dezembro de 2013 5

ztschumi1

A chuva era leve em 25 de novembro de 2012. Na volta 64 do GP do Brasil, em Interlagos, Sebastian Vettel se aproximou de Michael Schumacher. Atrás, um talento emergente tão perto do tricampeonato consecutivo. À frente, uma lenda da Fórmula-1 na última corrida de uma brilhante carreira de sete títulos mundiais.

Bastou Vettel se aproximar para, gentilmente, Schumi facilitar a ultrapassagem e ceder o sexto lugar. Onde estaria o ultracompetitivo — e muitas vezes criticado pela obsessão de vencer — piloto de outrora? Exatamente em seu devido lugar: coroando o sucessor. Vettel passou Schumacher e, ao mesmo tempo, Schumacher passou a Vettel o bastão de ídolo.

Nos boxes, os dois se abraçaram longamente, tal pai e filho. E não deixa de ser. Se hoje a Alemanha é o país com mais títulos mundiais na categoria (11) foi porque Schumacher abriu o caminho. E, controvérsias à parte, o sucesso do país no esporte é seu legado.

É claro que para nós, brasileiros, a imagem de Rubens Barrichello freando a poucos metros da bandeirada na Áustria, no Dia das Mães de 2002, é o triste roteiro de um vilão saqueando o sonho de um país órfão do seu ídolo mais recente, Ayrton Senna. Mas Schumacher não foi o único culpado. Alguém ordenou. E, principalmente, alguém freou.

Dono dos recordes de mais títulos (sete), vitórias (91), poles (68) e pódios (155), Schumi é talento nato. Suas conquistas transcendem, e muito, as polêmicas. É por isso que seu drama comove não só fãs, pilotos e até seus desafetos na F-1, mas o mundo.

Trata-se de um ídolo e seu legado. O destino de um apaixonado por velocidade que, quem diria, após passar 20 anos a 300 km/h, luta, imóvel, pela sua maior vitória: a vida.

Texto publicado na edição de hoje de Zero Hora.

Comentários (5)

  • Alexandre Nero diz: 31 de dezembro de 2013

    “é o triste roteiro de um vilão saqueando o sonho de um país órfão do seu ídolo mais recente…”
    Frase digna de novela mexicana…

  • JC Dias diz: 31 de dezembro de 2013

    Fale por você. Para mim, as manobras da Ferrari não apagarão jamais a imagem do maior de todos os tempos. Houve sim, uma imensa tentativa da imprensa esportiva (que na falta de ética só perde para a de política) para detonar a imagem do alemão. Barrichelo? Fala sério, a globo, como sempre, tentou criar um ídolo que jamais existiu. Aliás: Piquet e Fittipaldi foram os maiores brasileiros da F1.

  • Fabrício Martins Tavares diz: 31 de dezembro de 2013

    Viva Schumacher, o maior vencedor da história da F-1 !!!

    Independente de ser alemão, brasileiro, inglês, italiano, cubano ou taitiano. A nacionalidade dele não importa. Importa o que ele fez nas pistas.

    O melhor piloto da F-1 de todos os tempos ??? Pouco me importa, pois comparar Fangio com Vettel, ou Clark com Alonso, ou Brabham com Schumacher, ou Stewart com Senna, ou Hill com Prost, ou Lauda com Piquet é ridículo. São carros, pistas, regulamentos e pilotos diferentes. Esta história do Senna ser o maior de todos os tempos é dita aqui. Na Argentina consideram Fangio. Na Inglaterra Clark e até Stirling Moss, que nunca foi campeão. Na Alemanha o “vilão” (para alguns brasileiros) Schumacher.

    Sei que o tema do post não é este, mas fico feliz de ver que, cresce cada vez mais o número de pessoas que não consideram Senna o super herói que o Galvão e a Globo criaram. Parabéns JC Dias e outros que já postaram algo semelhante.

    Considero Senna um dos top 10 de todos os tempos. Mas um piloto como qualquer outro dos que estão ali. E não um herói, que disse que viu Deus em uma curva de Suzuka, e que tinha um ego maior que o mundo.

    Abraço a todos e um FELIZ 2014 !!!

  • Gabriel Coelho diz: 31 de dezembro de 2013

    JC Dias fale por você também, o maior brasileiro foi Ayrton Senna, títulos, recordes….etc…etc… contra a matem´tica não haverá argumentos….tem a globo?…tem…tem a mídia? tem…mas atrás do volante estava o Senna e o mundo se curvou a ele….ídolo em metade do mundo não só no Brasil…contra fatos verdadeiros não há argumentos…então também fale por você!!!!

  • Gabriel Coelho diz: 31 de dezembro de 2013

    E Michael não é vilão, apenas fez o que tem que fazer para ser um campeão…F-1 é política…é dinheiro…é jogo de interesses e tem que se fazer o que for…para ser campeão e poder assim mostrar seu talento…é o que eu acho…quer corrida de verdade? Competição de verdade vai ver corrida de Kart etc…ali é no braço mesmo!!!!

Envie seu Comentário