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Piloto que levou soco de Senna e foi companheiro de Rubinho é condenado à prisão por briga

10 de janeiro de 2014 0

irvine

Lembram de Eddie Irvine? Pois o ex-companheiro de Rubens Barrichello na Jordan (1993-1995) e de Michael Schumacher na Ferrari (1996-1999) foi condenado a seis meses de prisão por brigar em uma casa noturna de Milão, na Itália, em dezembro de 2008.

Segundo o jornal italiano Corriere della Sera, Irvine se desentendeu com Gabriele Moratti — filho da ex-prefeita de Milão Letizia Moratti e sobrinho de Massimo Moratti, ex-presidente da Inter de Milão —, que recebeu a mesma condenação.

O jornal irlandês The Irish Times, que também divulgou o caso, informa que ainda cabe recurso dos acusados, o que deverá impossibilitar que ambos cumpram a pena, uma que o processo prescreve no final de 2015.

Testemunhas da briga relataram que o motivo da discórdia foi o fato de Irvine ter enviado mensagens de texto a uma ex-namorada de Moratti, na casa noturna. O italiano disse que Irvine o agrediu com um copo. Já o ex-piloto reclamou ter levado socos de Moratti.

Soco de Senna

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Uma das rixas históricas do irlandês foi com Ayrton Senna, logo na sua estreia na F-1. No GP do Japão, em outubro de 1993, o brasileiro brigava com Alain Prost pela ponta e chegou a colocar uma volta em Irvine e Damon Hill — que brigavam pelo 5º lugar. Mas aí o irlandês quis “tirar a volta” e atacou Senna, que se enfureceu.

Depois da vitória, o tricampeão foi tirar satisfações nos boxes. Irvine estava sendo sozinho em uma mesa na área reservada da Jordan. O brasileiro entrou nos boxes e encontrou o irlandês. Depois de muita discussão, Senna desferiu um soco na cara de Irvine.

Quase campeão

Vitória de Eddie Irvine no GP da Malásia, em 1999

Vitória de Eddie Irvine no GP da Malásia, em 1999

Mas não é só de brigas e confusões que se resume a carreira de Irvine. Em 1999, após Schumacher quebrar a perna em um acidente em Silverstone, o irlandês virou piloto número um da Ferrari no duelo contra a McLaren de Mika Hakkinen. E fez bonito.

Foram quatro vitórias na temporada e, quem diria, Irvine chegou a Suzuka para a decisão do título com vantagem sobre Hakkinen. O finlandês, no entanto, venceu e garantiu o bicampeonato. O piloto da Ferrari chegou em 3º e perdeu o título por dois pontos.

Sempre tive a impressão de que, naqueles GPs decisivos, a Ferrari fez corpo mole e não ajudou Irvine como ele merecia. Até porque o projeto dos italianos era fazer Schumacher campeão. Pois no 2000, o alemão começou uma hegemonia impressionante, enfileirando o penta consecutivo. Já Irvine foi para a Jaguar, cansado de ser segundo piloto, e foi substituído por Rubinho.

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