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Do motor ao bico, entenda as principais mudanças do novo regulamento da Fórmula-1 para 2014

07 de fevereiro de 2014 19

A temporada ainda nem começou, mas os testes já deram uma prévia de como a F-1 mudou para 2014. E para facilitar a compreensão de vocês, fãs dos autinhos, resumi as principais mudanças.

Antes de começar os detalhes, repare no visual provocado pelo novo regulamento. Ambas as fotos abaixo são da Mercedes de Lewis Hamilton. A primeira, é de 2013. A segunda, de 2014. Parece outra categoria, não?

Foto Patrik Stollarz  / AFP

Foto Patrik Stollarz / AFP

4-mercedes

Foto Twitter da Mercedes, Reprodução

MOTOR

— A mudança é radical. Saem os V8 2.4 litros, entram os V6 Turbo 1.6 litros. A rotação cai dos mais de 18 mil rpm para o máximo de 15 mil.

— Antes, eram oito cilindros dispostos em V. Agora, são seis. A potência cai de 760 vc para 608. Mas o câmbio aumenta de sete para oito marchas.

SISTEMA DE RECUPERAÇÃO DE ENERGIA

— Até 2013, era o KERS. A energia gerada nas freadas garantia uma potência extra de 81 cv por seis segundos em cada volta.

— Em 2014, surge o ERS. Além da das freadas, o sistema armazenará a energia térmica (calor liberado pelos motores turbo). Logo, os pilotos ganharão cerca de 160 cv a mais por volta, o equivalente a 33 segundos.

BICO

— É a mudança mais perceptível do ano, pois mudou a estética dos carros. As novas regras preveem que a altura seja de 185 mm (no ano passado, eram 550 mm). O motivo é aumentar a segurança no caso de acidentes, especialmente laterais.

— Como o regulamento não especificou a largura dos bicos, no entanto, os pontiaguados de 2013 viraram peças finas, feias e estranhas em 2014. E a diferença de desenhos entre as equipes pode ser crucial no desempenho na pista.

ASAS

— As dianteiras serão menores, passando de 1.800 mm para 1.650 mm. As traseiras também foram afinadas, o que acabou deixando o DRS (sistema de redução de arrasto ou asa móvel, que facilita ultrapassagens) um pouco maior do que no ano passado.

PESO E COMBUSTÍVEL

— O peso mínimo dos carros passa de 642 quilos para 690 quilos. Um dos principais motivos é o aumento no peso do motor V6.

— A mudança, no entanto, fez com que o limite de combustível seja de 100 kg por corrida. Até o ano passado, eram cerca de 160 kg por GP. Isso exigirá que os pilotos dosem o nível do tanque e não andem sempre no limite, pois haverá risco de pane seca.

ESCAPAMENTO

— Até 2013, eram dois escapas nos carros. Para este ano, a regra prevê apenas um e ele não poderá ser usado para ajudar a criar mais carga aerodinâmica.

PONTUAÇÃO

— Após aprovação das equipes, a última corrida do ano (Abu Dhabi) terá a pontuação dobrada. O vencedor, por exemplo, receberá 50 pontos, em vez de 25. E assim sucessivamente, até o 10º lugar.

E aí, gostaram das mudanças?

Comentários (19)

  • Humberto diz: 7 de fevereiro de 2014

    Os carros, nos últimos dois anos, estão muito feios! Culpa do regulamento.
    Creio que as mudanças desafiam os engenheiros. Não fosse isto, poderiam entregar o caneco de 2014 para a Red Bull e nos poupar as horas perdidas em frente à televisão. Está tudo embaralhado!
    A única mudança que não gostei é a da pontuação dobrada na última corrida… a regularidade poderá ser penalizada na última etapa.

  • Carlos Petersen diz: 7 de fevereiro de 2014

    Estou louco pra ver a prática disso tudo em Melbourne…..espero que pelo menos seja mais competitiva a disputa pelo título nesta temporada.

  • Marcio Forest diz: 7 de fevereiro de 2014

    As mudanças foram muito radicais e todas juntas.
    Na minha opinião como a mudança de motorização foi muito grande, deveriam ter deixado as outras mudanças para o próximo ano, assim as equipes poderiam se adequar aos poucos.
    Mas as regras estão aí, e acho que nas primeiras provas do ano muitas zebras vão rolar.

    Vou torcer pro Massa esse ano. Tomará que a Willians acerte a mão.

    Abraço a todos os fãns dos autinhos.

    :)

  • Gian Carlos Rocha diz: 11 de fevereiro de 2014

    Gostei muito das mudanças, tira em tese a superioridade da RBR, não gostei muito dos pontos dobrados da ultima corrida, mas quero que comece logo a f1, estou ansioso pra ver como vai ser! Apesar de não gostar muito do Massa, torço pra ele fazer um Ótimo campeonato, e que seja mais disputado (coisa que não aconteceu nos últimos anos). Abraço a todos!

  • Thiago Bassi diz: 12 de fevereiro de 2014

    Gostei principalmente da mudança nos motores. Isso aproxima mais a tecnologia da Fórmula 1 para os carros de rua. A mudança provocará um aumento na eficiência dos motores. Não vai demorar muito pra ter carros “normais” usando os V6 1.6 turbo, que “pobres mortais” poderão comprar.

  • Rafael Cunha diz: 21 de fevereiro de 2014

    Um cenário de mudança total facilita o trabalho do Massa na sua Williams. Mas acredito que foram mudanças para atrair patrocinadores, já que nos últimos anos foi um campeonato de um patrocinador só.

  • Eric Luis da Silva diz: 24 de fevereiro de 2014

    Eu gostei das mudanças, mas acho que os carros deveriam ficar mais rapidos, fora que RBR provavelmente continuara dominando. E bem que podiam fazer uns carros mais bonitos cada bico horrível :(

  • Eric Luis da Silva diz: 24 de fevereiro de 2014

    Eu gostei das mudanças, mas acho que os carros deveriam ficar mais rapidos, fora que RBR provavelmente continuara dominando. E bem que podiam fazer uns carros mais bonitos cada bico horrível :(

  • vicente diz: 1 de março de 2014

    A fórmula está totalmente perdida, pois todo ano muda de regulamento e ninguém fica satisfeito. Nos anos 60, 70, 80 e até 90 pouca coisa mudava e era muito mais emocionante.

  • vicente diz: 1 de março de 2014

    A fórmula está totalmente perdida, pois todo ano muda de regulamento e ninguém fica satisfeito. Nos anos 60, 70, 80 e até 90 pouca coisa mudava e era muito mais emocionante.

  • Fábio Nemer diz: 3 de março de 2014

    Se essas mudanças trouxerem mais competitividade entre as equipes a F1 só tem a ganhar. Pessoal fica reclamando de potência de motor como se os carros fossem andar a 100 Kh constantemente. Com o ERS, essa perda de CV será compensada em 33 seg por volta. E outra, dependendo do formato do bico, sinceramente não acho tão feio assim como dizem. Da mesma forma podemos dizer que esse buraco na frente dos carros do anos passado tbm não é esteticamente lindo. A verdade é que o ser humano em um primeiro momento tem aversão a mudanças. O importante é competitividade, a F1 está precisando disso para voltar aos bons tempos. Quanto mais pilotos disputando ponto a ponto o campeonato melhor.

  • gerson diz: 4 de março de 2014

    gostei, porq tia a superioridade da RBR, porq na grande verdade, o vettel só ganhou tudo, puro e simplesmente por causa do carro, agora vamos ver se ele é isso tudo q muitos pensam, na minha opinião, ele é um bom piloto, nada mais q isso… mais vamos lá, ansioso pra começar logo!!

  • Jean diz: 8 de março de 2014

    VIROU FORMULA INDY!?

  • Ewerton Pereira diz: 8 de março de 2014

    Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que gosto é gosto, e sendo assim: o carro deste ano está mais charmoso que 2013. E o sebstian só ganhou tanto, com a soma de equipe, carro e um segundo piloto incapacitado (culpa da própria equipe). Apesar de estar muito chateado pelo massa abrir descaradamente para pssagem do Alonso, vou dar minha contribuição como brasileiro e torcer por ele, e sinceramente espero nao me arrepender, como foi o caso do rubinho que provou nao ser campeão na então BAR, já que ele culpava a Ferrari por não dar chance de ele bater o Schumacher. E perdeu na pista pra mais um favorito Button, que guia bem sob condições extremas, o que parece ser o caso deste ano.

  • r4 i sdhc diz: 11 de março de 2014

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  • osvaldo diz: 11 de março de 2014

    Acho que as mudanças foram obrigatórias, pois se não houvessem seria como o
    Humberto disse acima: iriamos perder horas na frente da tv para ver o Wettel ser campeão novamente. Quanto ao design do carro eu acho que ficou mais bonito. Só não gostei da diminuição da potência nem da quantidade de combustível, pois acho que carro de corrida tem que correr e não ficar limitado. A tecnologia existe e deve ser usada. Abraços a todos os aficcionados por F1.

  • marcos diz: 13 de março de 2014

    A dobra na pontuação da ultima prova é um artifício que beira ao ridículo, premiando mais a sorte que o trabalho árduo das equipes e pilotos. Pode acontecer de muitos remarem e morrerem na praia e ser premiado uma zebra.
    A graça da disputa está na paridade entre equipes e pilotos, estando todos e todas nivelados pelo novo regulamento. portanto desnecessária a nova regra.
    se o objetivo era tornar a disputa mas eletrizante que melhorassem algumas pistas para acontecer mais ultrapassagens e menos carroceis.
    Outra coisa que permitiria maior nivelamento e competitividade entre as equipes seria a permissão para fornecimento de chassis e horas de treino/extras para equipes novatas/nanicas

  • marcos diz: 13 de março de 2014

    A dobra na pontuação da ultima prova é um artifício que beira ao ridículo, premiando mais a sorte que o trabalho árduo das equipes e pilotos. Pode acontecer de muitos remarem e morrerem na praia e ser premiado uma zebra.
    A graça da disputa está na paridade entre equipes e pilotos, estando todos e todas nivelados pelo novo regulamento. portanto desnecessária a nova regra.
    se o objetivo era tornar a disputa mas eletrizante que melhorassem algumas pistas para acontecer mais ultrapassagens e menos carroceis.
    Outra coisa que permitiria maior nivelamento e competitividade entre as equipes seria a permissão para fornecimento de chassis e horas de treino/extras para equipes novatas/nanicas

  • MARCOS WERLANG diz: 13 de março de 2014

    Sei lá, vamos aguardar para ver.
    Sou do tempo em que havia a F1,F2 e F3
    Os motores tinham 3.000cc, 2.000cc e 1.600cc, cambios manuais, tinham pedais de embreagem, queimavam a embreagem na largada, quebravam alguma marcha do cambio, os pilotos faziam mais de 3.000 trocas de marcha numa corrida, saiam com a mão direita cheia de bolhas e até sangue no final da corrida, entravam de lado nas curvas, não tinha direção assistida, nem controle de largada e muito menos de tração…
    Ou seja, era tudo no “braço” mesmo. Viva os Fangio, Clark, Lauda, Rindt, Stewart, Fittipaldi, Piquet, Prost, Lauda, Mansell e Senna que já pegou a era da “eletronica embarcada” e etc… mas isto é outro capitulo.

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