Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Suíça é contratada pela Sauber e pode ser primeira mulher a disputar corrida de F-1 em 40 anos

17 de fevereiro de 2014 3

simona_de_silvestro_sauber

Há quase 40 anos sem ter uma mulher largando em uma corrida, a Fórmula-1 pode, enfim, quebrar o tabu. Isso porque a Sauber anunciou acerto com a suíça Simona de Silvestro, cotada para estrear em 2015.

Segundo o acordo, Simona, que correu as últimas quatro temporadas na Fórmula Indy, vai ser “piloto afiliada” da equipe e participar do programa de desenvolvimento da Sauber. A meta é que consiga licença para, no próximo ano, competir na F-1.

Vale lembrar que a Sauber é a equipe mais aberta às mulheres atualmente. Tanto que, hoje, é a única a ter uma como chefe de equipe: Monisha Kaltenborn. E Monisha é a maior incentivadora do projeto, destacando que o time está empolgado com a possibilidade:

— Nós a reconhecemos como uma piloto muito talentosa e, por isso, decidimos tê-la na equipe como piloto afiliada e apoiá-la em seu caminho rumo ao topo do esporte a motor.

Simona também comemorou a oportunidade e disse que, além de esperar estar logo no grid da F-1, a estreia seria ainda mais especial porque a Sauber é suíça, como ela:

— Esse é um grande passo para conquistar o sonho de toda a minha vida e estou muito feliz por ter a oportunidade de dar esse passo com essa grande equipe.

Com 25 anos, ficou em 13º no campeonato da Indy no ano passado, com 362 pontos. De quebra, foi a primeira mulher na categoria a subir no pódio em um circuito de rua: chegou em segundo no GP de Houston. Simona deve participar do primeiro teste durante a temporada, que será em Barcelona, após o GP da Espanha.

A última mulher que tentou se classificar para um GP na Fórmula-1 foi a italiana Giovanna Amati, pela Brabham, em 1992. Ela fez três tentativas, mas não obteve sucesso. Hoje, a Williams tem apenas a britânica Susie Wolff — mulher do diretor da Mercedes Toto Wolff —, de 30 anos, como piloto de testes (e musa nos boxes).

Mulher do diretor da Mercedes Toto Wolff, Susie Wolff é piloto de testes da Williams

Mulher do diretor da Mercedes Toto Wolff, Susie Wolff é atual piloto de testes da Williams

Histórico desfavorável

Nenhuma mulher até hoje conseguiu fazer a pole, chegar ao pódio ou vencer uma corrida na Fórmula-1. A italiana Maria Teresa de Filippis foi a primeira mulher a pilotar na categoria, em 1958. Ela conduziu uma uma Maserati e seu melhor resultado foi um 10º lugar, na Bélgica. Foram cinco corridas e três largadas, sem pontos.

Quem melhor se saiu foi a também italiana Lella Lombardi, que pilotou por March, Williams e RAM. Ela foi a única que pontuou, pela March, no GP da Espanha de 1975, que acabou interrompido por um grave acidente que causou a morte de torcedores. Como a prova não chegou a ter 2/3 completos, Lella levou apenas meio ponto por ter terminado em sexto lugar. Vítima de câncer, ela morreu aos 50 anos, em 1992.

Outras mulheres participaram de treinos, mas não conseguiram se classificar para a corrida. Entre elas, estão a inglesa Divina Galica, que fez três tentativas em 1976 e 1978, e a sul-africana Desiré Randall Wilson, que tentou participar de apenas uma corrida pela Williams, em 1980.

Pioneirismo premiado

Já está mais do que na hora da F-1 ter mulheres competindo. Talentos existem, sem dúvida. A questão é que hoje, nas equipes médias e pequenas, o dinheiro tem falado mais alto. Por isso, a atitude da Sauber é louvável.

Depois de nomear Monisha Kaltenborn como chefe — e conseguir ótimos resultados em 2012 e 2013, incluindo pódios —, a equipe Suíça mostra  pioneirismo e confiança no talento feminino. E faz muito bem.

Comentários (3)

  • Fabio diz: 17 de fevereiro de 2014

    Jogada de marketing botar uma modelete pra correr. Se bem que, considerando o talento das últimas contratações, certamente ela deve ser melhor.

  • Sandro diz: 17 de fevereiro de 2014

    Essa reportagem está equivocada.
    Não faz tanto tempo que não há uma mulher pilotando um Fórmula 1.
    Me lembrava que em Interlagos teve um mulher correndo nos anos 90 e fui pesquisar.
    Só para citar a última, Giovanna Amati, pilotou a Brabham em 3 corridas em 1992 (Wikipédia), sem conquistar nenhum ponto, mas correu.

    Pesquisem ou consultem pessoas mais inteiradas do assunto antes de fazer uma publicação.

Envie seu Comentário