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Após superar acidente dramático que inspirou filme e virar tricampeão, Niki Lauda completa 65 anos

22 de fevereiro de 2014 1

Niki-Lauda_AFP

O sábado é dia de prestar um tributo ao tricampeão Andreas Nikolaus Lauda ou simplesmente Niki Lauda. Hoje, o ex-piloto austríaco e atual diretor da Mercedes completa 65 anos. E, acima dos títulos, ele é parte da história da Fórmula-1 por dois instintos: o de vencer e o de sobreviver.

Lauda estreou na F-1 em 1971, bancando do próprio bolso e contra a vontade do seu pai uma vaga na pequena March. Com o dinheiro da família, manteve-se na categoria até 1973, quando deu o pulo do gato. No ano seguinte, na Espanha, venceria a primeira das 25 corridas da carreira.

lauda

Em 1975, a bordo da Ferrari, sagrou-se campeão mundial pela primeira vez após cinco vitórias (quatro das quais após largar na pole). No ano seguinte, despontava como favorito na luta pelo bicampeonato consecutivo. Até que chegou o GP da Alemanha, disputado no sinuoso circuito de Nurburgring.

Um grave acidente, que o deixou preso nas ferragens do carro incendiado por vários minutos, quase lhe tirou a vida. No hospital, um padre chegou a lhe dar a extrema unção. Apesar das queimaduras, voltou cerca de 40 dias depois às pistas e duelou com o rival James Hunt (McLaren) até a última corrida pelo título.

LaudaHunt

No fim das contas, deu Hunt. A fantástica história, inclusive, virou enredo de filme. No ano passado, Rush — No Limite da Emoção arrebatou espectadores pelo mundo todo ao mesclar o drama pessoal do austríaco com uma fascinante história de rivalidade (clique aqui para ler a resenha do filme feita pelo blog).

Em 1977, ainda na Ferari, Lauda recuperou o título mundial. No fim da temporada, trocaria a escuderia italiana pela Brabham, dirigida po Bernie Ecclestone. Depois de dois anos difíceis, acabou deixando a F-1 para se dedicar à companhia aérea que acabara de fundar. Foi repórter e comentarista de F-1, mas decidiu voltar.

Assinou com a McLaren e, em 1982, no primeiro ano após o retorno, venceu de novo. Dois anos mais tarde, iniciou o ano desacreditado ao lado do companheiro Alain Prost. Mas conquistou o título por apenas meio ponto de vantagem, em um campeonato espetacular. Sagrava-se, enfim, tricampeão.

lauda_mclaren

O austríaco encerrou a carreira em 1985 , desde então, não conseguiu ficar longe da F-1. Após ser consultor técnico da Ferrari nos anos 1990, foi diretor técnico da extinta Jaguar, de 2001 a 2003. Nove anos depois, foi nomeado presidente não-executivo da Mercedes, equipe na qual permanece até hoje.

Conhecido pelo estilo frio e calculista, aliado a uma disciplina incrível, Lauda é um ícone da história da F-1. Em 177 corridas (171 largadas), colecionou 25 vitórias, cravou 24 poles, alcançou 54 pódios e fez 24 melhores voltas. Mas seu maior legado foi, sem dúvida, a luta pela sobrevivência que o fez ressurgir graças à gana por correr e vencer.

Comentários (1)

  • Ednan Cavequia diz: 21 de março de 2014

    Tenho 46 anos, em 1982, tinha 14 anos e lembro-me vagamente do campeonato, mas
    assistindo o Filme Rush, parece que acompanho o Tri-Campeão desde o inicio, ja era fam agora sou mais ainda com esta linda historia que o tornou mais lenda ainda do que ja era na Formula 1(FELIZ ANIVERSARIO NIKI LAUDA)

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