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Sobreviseira: pitacos, bastidores e curiosidades após o GP da Hungria

27 de julho de 2014 0

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Hamilton “chocado” com ordem do time

Lewis Hamilton não digeriu a ordem recebida dos boxes para deixar Nico Rosberg passar. O alemão teria de fazer uma parada a mais. Mesmo assim, o britânico não facilitou, o que se mostrou crucial para que garantisse o pódio:

— Fiquei muito, muito chocado com a equipe me pedir isso. Ele não se aproximou o suficiente para me ultrapassar. Eu não iria tirar o pé. Chegasse e, então, me ultrapassasse. Foi um pouco estranho. Teria perdido pontos para Nico se deixasse ele me passar. No fim, estou satisfeito de ter tomado a decisão certa. Não corro por Nico, corro por mim.

Lauda diz que Mercedes errou

Um dos diretores da Mercedes, o tricampeão Niki Lauda disse que a equipe errou ao ordenar que Hamilton abrisse passagem para Rosberg. E falou sobre isso abertamente após a corrida:

— Ainda bem que aconteceu agora e temos bastante tempo para sentar e discutir entre nós. Nico não esteve perto em nenhum momento para tentar a ultrapassagem. E a equipe não tem de enviar essas ordens. Lewis fez bem em reclamar.

Rosberg nega ter pedido posição

Questionado sobre a polêmica ordem, o líder Nico Rosberg negou ter pedido que Hamilton cedesse a posição. E foi além: disse que não gostaria de ter a ultrapassagem facilitada pelo companheiro e rival na luta pelo campeonato:

— Eu não queria isso. Foi a equipe que me informou que ele iria me deixar passar, e então foi assim. Eu não sei o que aconteceu depois. Precisamos conversar sobre isso internamente. A última volta foi a coisa mais irritante para mim, pois tinha a chance (de passar Hamilton) e não consegui aproveitá-la.

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Ricciardo quase abandonou

Vencedor na Hungria, Ricciardo era só sorriso. Depois da conquista, o australiano admitiu que a entrada do primeiro safety car lhe favoreceu e revelou ter tido um susto no meio da corrida, quando seu motor perdeu potência:

— Fiz umas mudanças loucas no volante. Tinha grande chance de a corrida ter acabado precocemente, mas superamos tudo. Só tinha um jeito de vencer, ir para cima deles. Foi divertido.

Ofuscado, Vettel critica equipe

Depois de largar em segundo e terminar em sétimo, Sebastian Vettel lamentou ter demorado uma volta a mais na entrada do primeiro safety car – já havia cruzado o pit lane quando isso ocorreu. E, apesar de não admitir estar “mordido” com o segundo triunfo de Ricciardo, deu uma cutucada na Red Bull:

— A equipe me orientou para selecionar um mapa de gerenciamento da unidade motriz que me fez perder muita potência. Fernando (Alonso) e outro piloto me passaram (Jean-Eric Vergne, da Toro Rosso), perdi a conexão com o grupo da frente e passei a disputar outra corrida. Mesmo com o mapa correto do motor, não seria possível fazer muita coisa hoje por causa de nossa estratégia equivocada comigo.

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Alonso celebra pódio imprevísivel

Crítico do próprio time diante do desempenho mediano na temporada, Fernando Alonso voltou a dar uma alfinetada leve no time e se disse orgulhoso do se seu desempenho. Lamentou ter sido ultrapassado a três voltas do fim por Ricciardo, mas destacou a importância de corridas diferentes como a da Hungria:

— Estou extremamente satisfeito. Tem sido uma temporada complicada, e conseguir pódios é sempre uma surpresa agradável. Apostamos em tentar vencer e passamos bem perto. Estou muito orgulhoso. Precisamos de algumas corridas loucas para chegar ao pódio.

Raikkonen reage e critica a Ferrari

Largando em 16º, Kimi Raikkonen conseguiu um ótimo sexto lugar. Mesmo assim, não poupou a equipe por não colocá-lo na pista no Q1 de sábado, quando acabou eliminado por Jules Bianchi na última volta.

— Não foi uma corrida ruim, mas não limpa os erros de ontem. Não limparia, mesmo que eu tivesse ido ao pódio. Eles não vão embora assim. Poderia ter sido mais, se a pista não fosse tão dura para ultrapassagens

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Massa queria os macios

Após a corrida, Felipe Massa disse que foi a equipe que escolheu os pneus médios em sua última parada, ao contrário do que ele havia sugerido parao trecho decisivo da corrida. O time disse que tinha medo devido à necessidade de dar muitas voltas.

— Para mim, o grande problema da corrida foi usar o pneu duro. Nosso carro era muito lento com o pneu mais duro. A decisão é da equipe, lógico, porque somos uma equipe. Às vezes, a gente tem a nossa visão dentro do carro, mas faltavam muitas voltas para o final da corrida e, se você para uma vez a mais por causa disso, a corrida acabou.

Sentando a Bottas

Apesar do resultado razoável para quem largou tão bem, Valtteri Bottas foi o piloto que atingiu a velocidade mais alta durante o GP da Hungria. Oitavo colocado, ele chegou a 315,6 km/h. Em segundo, veio Lewis Hamilton (314,3 km/h), Nico Rosberg (313,4 km/h) e Daniel Ricciardo (310,7 km/h).

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Na GP2, Nasr alfineta

Para fechar, uma passadinha na GP2. Houve duelos eletrizantes entre o líder do campeonato, Jolyon Palmer, e o vice-líder, Felipe Nasr. No sábado, Palmer jogou o brasileiro para fora da pista ao ultrapassá-lo. Felipe cobrou explicações no pódio da segunda prova, neste domingo. E deixou um recado: se não houve punição pelo toque, na próxima será a vez dele, Nasr, fazer o mesmo com o rival, caso necessário. Que tal? Personalidade o guri tem!

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