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Ordem controversa racha Mercedes e relembra polêmica semelhante entre Hamilton e Rosberg no ano passado

28 de julho de 2014 3

ros_ham_mercedes

Só se fala em outra coisa. O bordão irreverente e irônico, com a intenção de dizer justamente o contrário, é o que melhor resume a polêmica ordem de equipe dada pela Mercedes a Lewis Hamilton no GP da Hungria. A orientação foi bem clara: abrir caminho para Nico Rosberg e, quando ele parasse, retomar a posição.

Mas o britânico foi sabiamente desconfiado. E tinha motivos. Em Mônaco, ficou com a pulga atrás da orelha com o erro de Rosberg na classificação. O alemão levou a pole, mas para Hamilton foi um erro proposital. Depois, veio o fogo no carro sábado, no treino classificatório, levando- a dizer que “está passando do ponto da má sorte, é algo a mais”.

Uma semana antes, no GP da Alemanha, o vice-líder do campeonato também disse estranhar que, após Adrian Sutil (Sauber) rodar e abandonar a corrida no meio da reta de chegada, o safety car não foi chamado. E foi direto ao dizer que “vocês sabem o porquê disso não ter acontecido”, insinuando um possível favorecimento a Rosberg.

hamilton_podio

A gota d´água foi o pedido no rádio. E Hamilton foi certeiro. Se Rosberg passasse, pararia e voltaria com tempo de sobra para certamente ultrapassá-lo. Segurar o alemão foi crucial para conseguir descontar pontos em vez de perder ainda mais. Aliás, o líder do campeonato não estava tão perto assim para que isso ocorresse.

O alemão disse que não sabia da ordem e falou em “discutir internamente”. Diretor do time, Toto Wolff tentou amenizar. O próprio Wolff, vale dizer, disse ainda em março que o time não daria ordens. Foi além: afirmou que deveria vencer o melhor e prometeu não interferir na disputa entre os pilotos. Um contraste com o que o ex-ocupante do cargo, Ross Brawn.

Na Malásia, em 2013, Hamilton se beneficiou de uma ordem do ex-chefão da Ferrari. Brawn impediu Rosberg de ultrapassar o britânico e garantir um lugar no pódio. O alemão ficou furioso e disse que teria volta. Não teve, mas criou-se um conflito. Agora, valendo o título, a situação ficou ainda mais delicada.

Interessante foi a opinião de Niki Lauda, a favor de Hamilton. Vale dizer que foi o tricampeão que fez o britânico assinar com a Mercedes. O fato é que o time alemão parece estar dividido ao meio. Tudo bem que é preciso pensar na equipe, mas alguém é capaz de acreditar que os engenheiros não sabiam que, se passasse Hamilton, Rosberg chegaria na frente? Me poupem!

Os dois pilotos seguirão duelando palmo a palmo pela taça. Novas acusações como essa devem ocorrer. A dúvida é até que ponto essa briga desenfreada não prejudicará a dupla no duelo pelo campeonato. Hoje, o carro da Mercedes é muito superior. Mas terá o mesmo vigor daqui a um mês, após as férias? Muitas dúvidas. E uma rixa. A F-1 vive sua melhor temporada dos últimos anos.

Comentários (3)

  • Fernando diz: 28 de julho de 2014

    Esses problemas do fim de semana podem ser determinantes quanto a renovação de Hamilton com a Mercedes. Quem sabe assim ele possa voltar a Mclaren, já que Button parece estar a corda bamba e a Honda pede um piloto de “peso”.

  • J B DOS SANTOS FILHO diz: 28 de julho de 2014

    .Legal,mas o Rosberg chegou pelo menos no vacuo?,logo foi se houve uma ordem/pedido para que êle desse passagem,puro jogo de interesses,:carro alemão,motor alemão,equipe pretominantemente alemã e piloto ALEMÃO?????????????????

  • Gilmar diz: 28 de julho de 2014

    Então o cara (Hamilton) larga dos boxes, realiza ultrapassagens como na semana passada (quando largou em vigésimo e chegou em terceiro) e, de repente, recebe uma “ordem de equipe para deixar o rival passar!!!” Olha, eu já admirava o Lews Hamilton desde o início: piloto aguerrido, veloz. Agora, apesar de imaginar que novas “manobras” vão ser articuladas pela escuderia em prol do alemão (Rosberg), minha admiração é ainda maior e grande a torcida para que ele possa, com seu talento, superar esse jogo de bastidores e ser bicampeão.

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