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Chefão da F-1 critica mudanças nas regras, pede menos punições e veta relargada parada em 2015

30 de julho de 2014 0

Divulgação

A queda na audiência da F-1 pelo mundo foi um dos temas da reunião entre times e dirigentes. Ficou acertado que um grupo será formado para discutir propostas, liderado por Christian Horner (Red Bull), Toto Wolff (Mercedes), Luca di Montezemolo (Ferrari) e Vijay Mallya (Force India)

Chefão de Fórmula-1, Bernie Ecclestone afirmou após o GP da Hungria que a regra de os carros largarem paradosquando houver a entrada de safety car, a partir de 2015, não sairá do papel. O mais curioso é que o próprio dirigente era defensor da ideia:

— Não teremos relargadas paradas depois do safety-car. O que vimos em Budapeste foi bom o bastante.

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Ecclestone definiu a última corrida como “incrível” e fez críticas às mudanças de regra recentes — muitas delas, como a dos pontos dobrados na prova final. As declarações foram feitas à revista germânica Auto Motor und Sport.

— Já disse aos comissários que eles não devem punir cada coisinha. Quero que os pilotos corram um com os outros, ao invés de constantemente perguntarem o que podem e não podem fazer. Quero um campeonato de pilotos, não de engenheiros. Simplesmente não deveria ter as regras estúpidas e desnecessárias que criamos ao longo dos anos.

A admissão de culpa por algumas das mirabolantes mudanças recentes no regulamento é válida, mas até que ponto são sinceras? Ecclestone tem o dom de blefar e utiliza esse recurso como uma arma estratégica. E soa estranho, pois ele está por trás das alterações e, quando a poeira baixa, parece que sempre foi contrário à medida.

A contradição de Bernie é só mais uma na carreira do homem forte da Fórmula-1. Acostumado a promover a categoria com polêmicas, Ecclestone acaba chamando a atenção, mas ao mesmo tempo cria um nó na cabeça das pessoas. Afinal, o que ele quer? Talvez não ser claro seja, de fato, a mais constante face da personalidade do dirigente.

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