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Massa vencerá de novo?

19 de maio de 2013 4


Última vitória, em 2008, Massa vence em Interlagos, mas chora o título perdido em 500 metros



No dia em que o Rubinho conseguiu sua melhor posição na Stock, sim, em segundo, o cara que conquistou a última vitória do Brasil na F-1, em 2009 pela Brawn, pergunto: o Felipe Massa consegue vencer novamente? Nunca devemos esquecer que o Massa já tem um recorde: é o ferrarista com o maior jejum de vitórias. Como sempre, não fico em cima do muro. Eu acho que ele não vence mais, perdeu o desejo de vencer, perdeu o faro da vitória.

Ferrari e Lotus ironizam Red Bull na batalha de bastidores sobre pneus

18 de maio de 2013 3


E não é que o principal destaque da temporada atual são os pneus? A polêmica só aumenta. Para superaquecer a disputa — com o perdão do trocadilho Ferrari e Lotus alfinetaram a tricampeã Red Bull, que reclamou dos compostos e disse que na categoria vence quem sabe poupá-los, e não o mais rápido.

A decisão de antecipar para o GP do Canadá a mudança prevista nos pneus (veja AQUI post sobre o assunto) foi criticada pela Lotus. Nas redes sociais, a equipe divulgou a imagem acima com a pergunta "resistente o suficiente para vocês, caras?" e a legenda "entrega especial para Milton Keynes", cidade inglesa onde fica a sede da Red Bull.

— É frustrante quando você faz um carro com base em um tipo de pneus e, depois, é avisado de que eles mudarão no meio do campeonato. Está claro que a Pirelli está em situação difícil e sob pressão. Imagine um time de futebol que não consegue ser tão rápido que o rival e aí o tamanho do campo é alterado no meio do jogo — reclamou o chefe Eric Boullier.

Na Ferrari, o tom foi parecido, só que mais sutil. Em coluna publicada na imprensa europeia, a equipe lembrou das vitórias de Vettel na Espanha e na Turquia, em 2011, com quatro pit stops — mesmo número de paradas no boxe feitas por Alonso para vencer em Barcelona, há uma semana.

"Estes são tempos difíceis para pessoas com memória ruim. Talvez por causa da quantidade de informação disponível hoje, as pessoas sejam muito rápidas para falar, esquecendo coisas que aconteceram em um passado muito recente. Ou talvez, as células do cérebro que controlam a memória funcionam apenas de forma seletiva, dependendo dos resultados atingidos na pista eles mesmos", escreveu a Ferrari em seu site oficial.

Volto a dizer: a politicagem corre solta nos bastidores. Pode ser que a Ferrari tenha as "costas quentes" do presidente da FIA e ex-chefe de equipe, Jean Todt, como bem citou o nosso amigo Daniel no último post.

Mas se Ferrari, Lotus e Mercedes (maior gastadora de pneus) estão "tranquilos", exigindo que nada se altere e até desafiados em lidar com o desgaste, por que antecipar a mudança?

Simples: porque a Red Bull abriu o bico. Não é tão tradicional, mas é tricampeã consecutiva. E o principal: nela está Vettel, o mocinho — apesar da sacanagem com Webber em Sepang —, que é "o cara" e "a cara" da nova F-1.

De olho em lucros e dinheiro para expandir ainda mais a categoria — como sempre, diga-se de passagem —, Bernie Ecclestone sabe que o maior derrotado na guerra dos pneus pode ser ele mesmo.

O piloto nota 10

16 de maio de 2013 0

Ainda tem um monte de gente insistindo em dizer que o Sebastian Vettel é tricampeão por ter o melhor carro. Isso é uma bobagem. Um grande piloto tem de ter um grande carro nas mãos. Eventualmente, surge alguém que faz uma carroça como a Toleman disputar uma vitória. Mas aí o cara é mais conhecido como Ayrton Senna.
Tem atualmente na Fórmula-1 um sujeito que tá acima dessas questões, e o nome dele é Kimi-Matias Raikkonen. Esse é um piloto nota 10. É 10 como piloto. É 10 como pessoa. É 10 como personalidade. É 10 por ser diferente  (o Vettel também é) onde (no circo da F-1) todos têm um comportamento igual. Embora não admitam, os pilotos da F-1 se julgam de outro mundo, pairam sobre os mortais humanos. Vettel não é assim. E principalmente Raikkonen não é assim. Dono de uma técnica refinadíssima de pilotagem, guia um carro de corrida por prazer. Quando se cansou das chatices dos bastidores da F-1, em 2009, foi brincar de rali. Por pilotar por puro prazer, capotou o carro em quase todas as etapas do Mundial. Quando viu que seu estilo não era para aquela coisa, voltou a pensar na F-1. Mas só voltaria se encontrasse uma equipe que não o enchesse o saco. Encontrou a Lotus. Quando resolveram encher o saco pelo rádio lhe dando conselhos idiotas, mandou o cara calar a boca ao vivo pela TV, porque sabia o que estava fazendo.
Desde seu retorno, no ano passado, só não pontuou em uma corrida e está na zona de pontuação nas últimas 22 provas. Mas não quero salientar números para definir o Homem de Gelo. Raikkonen é piloto na essência. O finlandês não é muito de acertar carro, detesta as sextas-feiras de GP, dia de desenvolver o carro, mas quando senta no cockpit é para "azular o asfalto", como dizia o Senna.

Parceria com a Honda tem tudo para recuperar a confiança perdida pela McLaren

15 de maio de 2013 0



É impossível não saudar a volta da Honda à Fórmula-1, como apontam os rumores sobre a encaminhada parceria com a McLaren a partir de 2015. Mais do que uma fornecedora de motores, a montadora japonesa tem história na categoria, ainda mais para os brasileiros que vibraram com os títulos de Senna.

Seja nesta, seja na próxima semana, a confirmação representa o terceiro retorno da Honda. Depois de uma aparição mais comedida na década de 1960, a montadora se consolidou entre 1983 a 1992, com títulos consecutivos. A última empreitada, parceira da BAR e depois como escuderia, não deixou saudade. Mas vale lembrar que a equipe foi embrião da debutante campeã Brawn GP, em 2009.

Dizem que a volta da Honda está associada ao uso de motores menos poluentes na F-1. Louvável, claro, mas certamente não é o único motivo. A montadora japonesa tem raízes na categoria, além de buscar projeção e bons negócios. Mas também pesa, muito, a possibilidade de retomar a parceria com uma equipe vencedora.

O acordo com a gigante McLaren traz expectativa de a montadora voltar a ser uma referência na principal categoria do automobilismo, bem como vira esperança de dias melhores para a escuderia inglesa - que está mal das pernas nesta temporada, mas não só por culpa do motor Mercedes.

Aliás, creio que a Honda acerta em cheio ao focar nos motores. Quando foi escuderia, o resultado foi bem abaixo do esperado, salvo raras exceções. Pior do que ela, só a triste saga da Toyota, que investiu uma banana de dinheiro - o orçamento chegou a superar o da Ferrari nos tempos de Schumacher - e foi um fiasco nos anos 2000.

A McLaren ganha um reforço com a volta da Honda - apesar de o motor Mercedes ser um dos melhores da categoria. Mais do que a expertise japonesa, o retorno, mesmo que ocorra só em 2015, injeta a confiança dos brilhantes resultados do passado em uma equipe desacreditada pelo baixo desempenho e a seca de títulos.

Afinal, ddesde a saída da Honda, em 1992 (na foto deste post, Senna pilotando o carro em Mônaco), a McLaren foi campeã de pilotos em apenas três das 20 temporadas. É pouco para quem tem tanta tradição, não acham?

A propósito: a volta da Honda foi citada neste blog em março, pelo Daniel. Relembre clicando aqui.

Mudança nos pneus beneficia Red Bull na luta pelo título

14 de maio de 2013 7


Ao antecipar as mudanças nos pneus _ do GP da Inglaterra para o do Canadá, em 9 de junho _, a Pirelli beneficia a Red Bull e prejudica a Ferrari no duelo pelo campeonato. A equipe italiana parece ser a que melhor se adaptou aos pneus atuais _ com maior aderência e mais consumo. Quando ficou longe da luta pela vitória, Alonso teve problemas mecânicos ou acidente.

É claro que a ação não é um complô entre a fornecedora de pneus e a escuderia austríaca, mas resultado da pressão nos bastidores. Não sejamos ingênuos: não é só na pista que um mundial de F-1 é decidido.A chamada "cartolagem" faz diferença, e a Red Bull tem. Mais ainda diante do grande equilíbrio da atual temporada.

A Red Bull perdeu desempenho pelo maior consumo de pneus. Terminou 2012 em ampla vantagem pelo "conjunto da obra". E começou a patinar pelo gasto excessivo dos compostos. Na Espanha, fez quatro pit stops, assim como a Ferrari, mas não conseguiu manter o ritmo alucinante de Alonso, por exemplo, mesmo sendo a melhor em aerodinâmica.

Depois da prova, a direção da equipe reclamou dos pneus. Por ter que poupá-los, alegou a Red Bull, Vettel foi mais cauteloso na pista. O presidente da escuderia chegou a afirmar que, no cenário atual, vence não o mais rápido, mas o melhor poupador de pneus.

Em partes, tem razão, mas reclamar é sempre mais fácil do que criar soluções. Críticas à parte, curiosamente a Mercedes não foi tão forte nas críticas. E olha que a equipe fez dobradinha no grid da Espanha e, depois, se arrastou até o fim da prova. Hamilton foi só o 12º, levando, inclusive, uma volta do vencedor Fernando Alonso.

Com a mudança, a expectativa é de que haja, no máximo, três paradas de boxe por corrida. Em Mônaco, no dia 26, os polêmicos pneus que gastam muito serão usados pela última vez. Vale ressaltar que a mudança nos pneus já estava prevista, mas por que antecipar?

Não pretendo, aqui, fazer uma "teoria da conspiração" a favor de Vettel. Pelo contrário, o tricampeão é um piloto incrível, lidera o campeonato e ruma favorito para o tetra.

O que pretendo destacar é que vale muito o que diz um famoso ditado: "quem não chora, não mama". No caso da F-1, quem não chora também perde campeonato.

Com licença, Leandro, entro para te contrapor e botar mais pimenta na jogada. Desde que o Jean Todt (chefe de Michael Schumacher nos anos dourados da Ferrari) assumiu a presidência da FIA, a entidade passou a ser uma espécie de defensora da equipe italiana. Portanto, para mim, tem mais coisa atrás desta decisão de apressar a troca dos pneus em detrimento da Ferrari. Só a grana da Red Bull não explica os reais motivos. A equipe austríaca é nova no circo, e ainda não tem força política para mudar o jogo.
Abraços.
Daniel Dias

A F-1 se aproxima dos anos 1970

13 de maio de 2013 12

Largada do GP da Espanha de 1975

Largada do GP da Espanha de 2013

No ano passado, tivemos sete vencedores diferentes nas sete primeiras corridas do ano. Foi sensacional, um recorde, coisa nunca vista. Mas a temporada deste ano tem outro ingrediente ainda mais fascinante: a imprevisibilidade, a cada corrida. Quem viu a F-1 dos anos 1970 - que foi quando a categoria fez a transição dos velhos carros em formato de charuto para os modernos, com a aerodinâmica ditando tudo -, lembra que a coisa era assim. Tinha os melhores pilotos, os melhores carros, mas ninguém apostava com precisão sobre o que aconteceria a cada prova. Claro, naquela época tinha um ingrediente sombrio: dito pelo próprio Emerson Fittipaldi, ninguém sabia se chegaria vivo ao final do campeonato. Portanto, havia o medo rondando constantemente, algo que não se vê agora. Com as mudanças feitas nos circuitos e nos carros, além das rígidas normas de conduta dos pilotos na pista, apenas uma trágica sucessão de fatalidade, como ocorreu com Ayrton Senna, pode trazer de volta o fantasma da morte.
Voltando à imprevisibilidade de agora. A Red Bull tem o melhor carro da temporada, mas está muito pouco à frente de Ferrari e Lotus, principalmente, mais um pouco da Mercedes e uns tantos metros da McLaren. Essa superioridade da Red Bull ficou retratada no GP do Bahrein, quando tudo se passou na normalidade para Sebastian Vettel e a equipe austríaca, sem problema de desgaste de pneus, sem batidas na largada, sem o imponderável. Mas tem o outro lado, como no GP da Espanha. O piá alemão foi um mero assistente da espetacular escalada de Fernando Alonso e sua Ferrari em Montmeló. A Red Bull andou para trás? Nada! Seb quase bateu as Mercedes no treino de classificação. Na prova, bem, na prova estava presente novamente a imprevisibilidade. Na prova, como acontecia nos anos 1970, o carro da Ferrari estava melhor, o carro da Red Bull estava pior, com um desgaste excessivo nos pneus.
E essa imprevisibilidade se multiplica geometricamente para a próxima corrida, porque a próxima corrida é em Mônaco. Assim como decisão em pênaltis não é loteria, é treino e competência, mesmo em Monte Carlo os melhores carros tendem a estar na frente. Mas... Sim, é essa palavra que está comandando a temporada e a está deixando tão espetacular: o "mas".
A gente quer ver disputa, emoção, com mais pilotos e carros galgando a vitória. Assim foi nos anos 1970, assim é agora. Ninguém quer ver um filme com final já conhecido, a exemplo dos cinco títulos seguidos de Michael Schumacher na Ferrari. A F-1 está muito legal nesta temporada!

O Bolão depois da Espanha, com novo líder

12 de maio de 2013 10

O Markus marcou passo (desculpa o trocadilho), ficando no zero na etapa, e perdeu a liderança para o Pedro Henrique, com o Fabrício Tavares também passando. Mas o vencedor na Espanha, ao lado do Alonso, foi o Francisco, com 55 pontos. O Top 10 tem novos nomes, deu uma reviravolta legal.Com três corridas a menos, o nosso Gabriel Raikkonen defende bem o clã finlandês e faz bonito, já empatando com este blogueiro com 87 pontos. Faz bonito como o Kimi na F-1. Agora é tudo com Mônaco, daqui a duas semanas.
Observem aí embaixo como está o Bolão. Se alguém encontrar erro, grita:
Parâmetros do GP da Espanha:
Pole: Rosberg.
2º do grid: Hamilton.
3º do grid: Vettel.
Vencedor da prova: Alonso.
Equipe com mais pontos na prova: Ferrari.
2º, 3º, 4º e 5º colocados da prova: Raikkonen, Massa, Vettel e Webber.
Volta mais rápida: Gutierrez.
Quem lidera o maior número de voltas na corrida: Alonso.
Quem ficará em último lugar na corrida, segundo a cronometragem oficial da FIA: Grosjean.
Quantos "segundos pilotos" das principais equipes (Red Bull, Ferrari, McLaren, Lotus e Mercedes) ficarão à frente do primeiro piloto da equipe na corrida: número de pilotos. Um (Rosberg na frente do Hamilton).
Alguns fatos da rodada:
- Ninguém acertou a volta mais rápida, do Gutierrez.
- 12 acertaram os cinco primeiros fora de ordem. O número alto veio principalmente porque só deu lógica entre os cinco primeiros, com os dois pilotos da Ferrari, os dois da Red Bull e o Raikkonen, um dos favoritos ao título.
- O Alan colocou que 6 segundos pilotos chegariam na frente do primeiro piloto da equipe. Isso não é possível, porque a pergunta envolve apenas as 5 principais equipes - Red Bull, Lotus, Ferrari, McLaren e Mercedes.
- Uma das coisas que fazem a diferença é o apostador acertar o vencedor da prova, que nada mais é que responder a própria pergunta do post: "Quem vence ..."

01 - Pedro Henrique: 142 pontos
02 - Fabrício Martins Tavares: 139 pontos
03 - Markus: 130 pontos
04 - Luiz Fortuna: 129 pontos
05 - marcos rocha: 127 pontos
06 - Robson: 126 pontos
07 - Marcio Forest: 124 pontos
08 - Diogo Nunes: 120 pontos
09 - Anderson Kunz: 119 pontos
10 - Leandro Becker: 118 pontos

11 - Fabiano Correa da Silveira: 115 pontos
12 - Marcelo Vieira: 114 pontos
13 - Marcelo Pereira: 113 pontos
14 - Renan Locatelli: 109 pontos
15 - Lobo do Oeste: 105 pontos
15 - Gerson Luiz: 105
17 - Adriano Felin Camargo: 103 pontos
18 - Vagner da Silva Fagundes: 101 pontos
18 - LUCAS CÉ: 101 pontos
18 - João Müller: 101 pontos
21 - Ismael Geovani Reichert: 99 pontos
21 - Wellington Johann: 99 pontos
23 - Sandro Requena: 96 pontos
23 - Marcio Goncalves: 96 pontos
25 - Giuliano A. R.: 95 pontos
26 - baltasar: 94 pontos
26 - Marcelo Antunes: 94 pontos
27 - Matteus Saldanha: 92 pontos
27 - Luis Mauro Gonçalves Rosa: 92 pontos
29 - Alexandre Coêlho diz: 90 pontos
29 - Carlos Boeira: 90 pontos
31 - Francisco: 89 pontos
32 - Julio Salvaro: 87 pontos
32 - Daniel Dias: 87 pontos
32 - Gabriel Raikkonen: 87 pontos
35 - Mário Gayer do Amaral (Professor): 84 pontos
36 - Natanael Felipe Rhoden: 79 pontos
37 - Luiz Herrera: 77 pontos
38 - Djovane Gass diz: 76 pontos
39 - Weber: 74 pontos
40 - Tiago Reimann: 72 pontos
41 - Gerson SSA: 70 pontos
42 - Duda: 64 pontos
43 - Alan Gama de Souza: 63 pontos
44 - adriano mezari duarte: 62 pontos
44 - Eduardo Saraiva: 62 pontos
44 - Arian: 62 pontos
47 - Mauro: 61 pontos
47 - RONALDO KERN diz: 61 pontos
49 - tiago reis: 60 pontos
50 - Mailan Moraes: 59 pontos
51 - Giovane Andre Moy: 57 pontos
52 - Hugo: 55 pontos
52 - Guilherme Prestes: 55
54 - Adriano Vieira diz: 54 pontos
54 - Caramba: 54 pontos
56 - fabricio: 52 pontos
57 - edson santos diz: 49 pontos
58 - Vagner Silveira: 52 pontos
59 - Renan Tomassoni: 47 pontos
59 - Cláudio Rafael Kuhn (Caco 75): 47 pontos
59 - Rodrigo Brasil: 47 pontos
62 - andre ruszkowski borges: 36 pontos
63 - Walter Borba: 35 pontos
64 - Taís de Menezes Moreira: 32 pontos
65 - Eduardo Stadulni: 24 pontos
66 - Rodolpho Quadros: 17 pontos
66 - Saul Elias Pranke: 17 pontos
66 - Valdenio Júnior: 17 pontos
69 - Sergio Davoli: 12 pontos
69 - Rafael: 12 pontos
69 - Alvaro Melo: 12 pontos
72 - tripa_rs: 10 pontos
73 - Henrique Luzzardi: 5 pontos
73 - Anderson Secco: 5 pontos
73 - Jader Luis Rodrigues: 5 pontos
76 - Luis Guilherme Camfield Barbosa: 0 ponto

O Príncipe das Astúrias leva em casa

12 de maio de 2013 7

Tava mais do que na cara que a Mercedes não ia conseguir nada nesta prova. Não adianta fazer bonito no treino de classificação e pulverizar os pneus na corrida.
Grande Fernando Alonso, vencedor em casa no Dia das Mães, minha mãe Anita, da sua Espanha, agradece, com Kimi Raikkonen em segundo e Felipe Massa em terceiro. Parabéns, Felipe, você fez uma grande prova. Quem terá de rever os conceitos é a Red Bull, para compreender melhor a prova e o desgaste dos pneus.
Não adianta ficar saudando a nova F-1 com ultrapassagens múltiplas no Montmeló, só vieram por causa da asa aberta, uma coisa falsa, porque não deixa o cara da frente se defender.
Olha, o bicho vai comer na disputa do campeonato entre Vettel, Raikkonen e Alonso. Será pau a pau.
A transmissão da prova conseguiu a proeza de dizer que um cara deu uma estilingada para trás. A física consegue explicar isso?

1) Alonso
2) Raikkonen
3) Massa
4) Vettel

Campeonato
1) Vettel, 89 pontos
2) Raikkonen, 85
3) Alonso, 72
4) Hamilton, 50

E vamos pra Mônaco. Imperdível! Gostaram?

Mercedes dominam treino, mas não levam a corrida

11 de maio de 2013 5



Raikkonen, o favorito


As duas Mercedes surpreenderam e ficaram na primeira fila para a largada do GP da Espanha, com Nico Rosberg em primeiro e Lewis Hamilton em segundo. Favoritos? Nada. A vitória no domingo fica entre os quatro pilotos da segunda e terceira filas. Na ordem, Sebastian Vettel, Kimi Raikkonen, Fernando Alonso e Felipe Massa são os candidatos para levar a vitória na quinta etapa do campeonato. Estou desprezando as Mercedes? Estou desprezando as Mercedes. O caras e os carros são uma verdadeira usina de gastar pneus na corrida. Com isso, o grande favorito para vencer chama-se Kimi Raikkonen, depois, as Ferrari, depois o Vettel. De qualquer jeito, será uma largada bem interessante. Não ficaria nem um pouco espantado se uma Ferrari pular na ponta na largada.
Soube-se há pouco que Massa foi punido por ter atrapalhado Webber no treino, larga, portanto, três posições atrás, em nono. Tá fora da briga. Ah, a Ferrari que pode saltar na frente é a de Alonso, como sempre.

1) Rosberg, 1min20s718

2) Hamilton, 1min20s972
3) Vettel, 1min21s054
4) Raikkonen, 1min21s177
5) Alonso, 1min21s218

Mercedes arranca bem em Barcelona, com Vettel e Raikkonen no retrovisor

11 de maio de 2013 0

Foi surpreendente o resultado do treino oficial para o GP da Espanha. A formação do grid consolidou a Mercedes como grande força atual em voltas lançadas — apesar de na corrida o ritmo cair — e reforçou que Alonso e Vettel têm, definitivamente, um grande adversário na disputa pelo título: Raikkonen, que está sendo estratégico e constante no mundial.

Vamos aos pitacos:

— A Mercedes voa nos treinos, mas pedala nas corridas. De qualquer forma, evolui bem e se consolida como surpresa da temporada — comparando-se, claro, ao baixo desempenho do ano passado. Interessante ver Rosberg, de novo, na frente de Hamilton. O duelo está bonito e, pelo menos nos treinos, o alemão vem botando o inglês no chinelo.

— Mesmo quando a Red Bull não domina, Vettel vai bem. O terceiro lugar foi um baita desempenho, diante da superioridade da Mercedes. Webber, em decadência crescente, foi só o 8º. O tricampeão, além de "ter bala na agulha" mostrou entender bem que constância é o caminho certo para o tetra.

— Kimi Raikkonen está em uma ótima fase. Tradicionalmente fraca em treinos, a Lotus voa com ele no volante. O 4º lugar, dividindo a segunda fila com Vettel, é espetacular. Como o carro vai bem nas corridas, o Homem de Gelo candidata-se à vitória. Ainda mais pela habilidade em definir a estratégia de prova, que o tem diferenciado dos demais.

— Bem nos treinos livres, a Ferrari ficou para trás na hora da verdade. Em casa, Alonso decepcionou outra vez, sendo somente o 5º. O fiel escudeiro Massa larga em 6º. Como a pista é truncada, a largada será fundamental para as pretensões dos dois. Caso contrário, o jeito será lutar, no máximo, por um 3º lugar.

— Que zica da McLaren, hein? Cada vez pior. Button é só 14º. Perez, depois do puxão de orelha dos chefes, mostrou mais arrojo, foi 9º e, pelo menos, chegou ao Q3.  De qualquer forma, é frustrante ver uma grande equipe tão mal. O ano está perdido para os ingleses, e ainda estamos apenas em maio.

— Em Barcelona, quem larga na pole costuma se dar muito bem diante das dificuldades para ultrapassar. Em 2012, Maldonado segurou Alonso. Tudo vai depender da largada, claro, mas hoje vejo parece que a disputa será entre Hamilton, Vettel e Raikkonen. E, pelo bom desempenho de hoje, talvez vejamos a primeira vitória da Mercedes na temporada

Pontos na carteira? Depois disso, só faltarão lombadas eletrônicas na F-1

10 de maio de 2013 4

A ideia de penalizar pilotos com "pontos na carteira", tipo trânsito urbano, é mais um sistema para gerar polêmica e politicagem nos bastidores da F-1.

Aliás, os comissários tem mostrado muita contradição na hora de punir, com critérios que mudam a cada corrida. Muitas vezes, a decisão ainda é tomada no calor da hora, com consequências são imensas na prova e na luta pelo campeonato.

Meu maior temor é de que, por mais justo que pareça ser, o sistema também iniba a ousadia nas pistas - que já anda pouca, convenhamos. Por que, então, fortalecer o sistema para punir barbeiragens que podem ser evitadas sem essa pontuação?

Para prevenir acidentes graves e manobras malucas, Bernie Ecclestone e sua trupe deveriam acabar com a compra de vagas nas equipes e priorizar o talento dos pilotos. Isso também ajudaria a qualificar a disputa, inclusive entre as equipes intermediárias e pequenas.

Outra: é preciso punir com rigor quando houver excessos. Grosjean fez uma baita lambança e parou por uma corrida no ano passado, mas antes disso fez várias bobagens e até ganhou o apelido de "Maluco da Primeira Volta", dado por Mark Webber, uma das "vítimas" da inconsequência do francês. Por que tanta demora em puni-lo?

Se o sistema entrar em vigor mesmo em 2014, só falta daqui a um tempo quererem instalar lombadas eletrônicas em parte da pista. Já pensou?

E tem mais: já pensou Vettel não podendo correr na Alemanha? Alonso afastado na Espanha? Ou um deles fora da última prova, perdendo o campeonato por uma "suspensão automática", com o perdão do trocadilho?

Não sejamos hipócritas: na F-1 rola muito dinheiro e política. Só que implantar um sistema destes é desnecessário, pois ele sequer vai servir para justificar a omissão de rigor da turma de Ecclestone.

Com a nova regra de punições, além da manutenção das chorumelas e decisões de gabinete, mais do que nunca um ponto poderá decidir o título. Nem que seja, inacreditavelmente, na carteira do melhor piloto do ano.

Alonso sempre foi muito agressivo, mas só nas pistas

09 de maio de 2013 10

Não é a primeira vez que a relação entre Fernando Alonso e a imprensa provoca polêmica. A postura do bicampeão sempre foi de opiniões fortes aos jornalistas e, claro, comportamento firme na pista, onde é indiscutivelmente agressivo.

Apesar disso, nada justifica chegar ao ponto de uma agressão física a um fotógrafo. A foto divulgada dá a entender que houve desentendimento e um empurrão, mas parece, mesmo, mais um "chega pra lá" em busca de privacidade.

De qualquer forma, por ser uma figura pública Alonso precisa lidar com o assédio. Experiência ele tem, mas às vezes parece se exaltar em vão. Precisa compreender e evitar atritos desnecessários, ainda mais quando está acompanhado da namorada (que atrai paparazzi também) e no circuito da Espanha, país onde nasceu e é idolatrado.

A personalidade de Alonso é controversa por vários motivos. O principal deles é, para muitos fãs brasileiros de F-1, o caráter duvidoso. Isso se deu, especialmente, pelos episódios em que Massa abriu para ele vencer e quando Nelsinho Piquet bateu de propósito para o bicampeão vencer em Cingapura. Nos dois casos, Alonso deu "tapas na cara" da esportividade.

É claro que os três anos sem títulos na Ferrari incomodam o espanhol e o deixam nervoso e preocupado. Mas não é por estar atrás de Vettel neste ano ou em jejum de mundiais desde que chegou à escuderia italiana que Alonso agrediria um fotógrafo. Muito menos pelo desempenho do carro, que está melhor hoje do que no ano passado.

Creio que algo muito específico deve ter irritado Alonso a ponto de fazê-lo explodir desse jeito. E, cá entre nós: líder indiscutível da Ferrari, candidato ao título, com uma bela namorada e correndo em casa (o GP da Espanha é no próximo domingo), o que faria o espanhol bater gratuitamente em alguém?

Eles dormem no hospício

09 de maio de 2013 1

The Doctor

Respondendo ao Joao e também para falar da MotoGP e de outros esportes. Sim, Joao, gosto muito de assistir às corridas da MotoGP. As provas são um pega pra capar sem igual. Chega a dar medo de ver aqueles caras a mais de 300 km/h raspando a pele no chão. Sempre brinco que todos os pilotos da categoria devem ser recolhidos ao hospício depois das corridas. Além de ser muito disputada, a MotoGP tem o que todos os esportes e categorias precisam: uma cara, um grande nome, um ícone. A MotoGP tem The Doctor, o espetacular Valentino Rossi. Como é bom ver a tocada desse italiano. Aquela escorregada de traseira que ele dá antes de tomar a curva é um balé.
Apesar de não gostar da Indy, acompanhava de perto (aliás, ainda assisto, porque não deixo de acompanhar qualquer categoria) quando ela tinha uma cara, com o Emerson Fittipaldi e o Gil de Ferran.
E invado a seara do meu amigo Zini Pires para falar de futebol. Acho que a principal coisa que tá faltando para a Seleção Brasileira é exatamente isso na atualidade: a nossa seleção não tem mais uma cara, um jogador emblemático.

Seb procurando os adversários?

09 de maio de 2013 0

Estaria o Sebastian Vettel procurando a concorrência na foto em Barcelona?
O piá alemão disse nesta quinta em Montmeló que não espera surpresas para a corrida de domingo, mesmo com as principais rivais tendo melhorias nos carros para a quinta etapa do campeonato.
- Se eles têm novidades, também temos - disse o tricampeão.
A meteorologia prevê possibilidade de chuva para o treino de sábado. Para o domingo, tempo bom. Aliás, sempre fico intrigado com esta história de "tempo bom". Por que uma chuva, que não seja um dilúvio, naturalmente, não pode ser "tempo bom"?

Se Ayrton Senna seguisse Emerson e Lauda...

08 de maio de 2013 4

Não são lindas esta McLaren e esta Ferrari de 1974? Eu respondo: são. Ponto! Não tem discussão. Emerson Fittipaldi teve um duelo incrível naquele ano contra as Ferrari de Niki Lauda e Clay Regazzoni, a Tyrrell de Jody Scheckter e a Lotus de Ronnie Peterson. Tempos bons aqueles. No final, o Rato levou a melhor, conquistando o bicampeonato.
Mas o que tem a ver o Emerson e o Lauda com Ayrton Senna? Tem a ver com o item número 12 do post sobre os motivos que levaram ao acidente fatal da sétima volta do GP de San Marino de 1994:
12 Senna não queria correr no domingo, mas foi obrigado pela FIA, sob ameaça de punição severa.
Estava conversando com meu filho, que curte pacas de automobilismo, no sábado passado sobre o filme Rush, previsto para estrear em setembro ou outubro, contando o duelo de Lauda e James Hunt na temporada de 1976. Naquela decisão, o Lauda, renascido após o acidente de Nürburgring, se recusou a continuar na corrida final, em Monte Fuji, no Japão, porque a pista estava encharcada. O austríaco foi contra a realização da prova naquelas condições. Mesmo assim, deram a largada. Lauda então deu uma volta bem devagarinho, estacionou sua Ferrari no box e foi embora, abrindo caminho para o título de Hunt.
Um ano antes, na Espanha, o Emerson, sempre preocupado com a segurança, alertou para as péssimas condições do circuito de Montjuic, com guard-rails amarrados com arame e outras barbaridades piores. O Rato ameaçou não correu, mas foi obrigado pela FISA (FIA da época) a largar. O que fez o Emerson então? O mesmo que Lauda. Deu uma volta bem devagar pela pista e abandonou a corrida. Na volta 26, o aerofólio do carro do alemão Rolf Stommeler se soltou, o guard-rail e a cerca de proteção não seguraram e a Lola voou para a arquibancada, matando cinco pessoas.
Lauda e Emerson estavam certos. Senna poderia ter feito o mesmo quando foi ameaçado em Ímola pelos dirigentes da FIA. Mas o "poderia" e o "se" não mudam a vida nem trazem alguém de volta.