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Confiante, Massa sonha com pódio em Cingapura e vê Williams capaz de bater Red Bull no campeonato

18 de setembro de 2014 0
Foto Olivier Morin / AFP

Foto Olivier Morin / AFP

Empolgado com o pódio em Monza, Felipe Massa está nitidamente mais confiante para o restante da temporada. A animação é tanta que o brasileiro acredita que a Williams é capaz até de ultrapassar a Red Bull e conquistar um surpreendente segundo lugar do mundial de construtores.

Hoje, a Williams está 95 pontos atrás da Red Bull e apenas 15 à frente da Ferrari. Para reduzir essa diferença, convenhamos, será preciso uma sequência de bons resultados, incluindo pódios e, quem sabe, uma vitória. Mas chamo a atenção para o que esse discurso de Felipe representa: confiança.

— Tudo pode mudar muito rapidamente na F1 a cada duas ou três corridas. A situação é diferente. Talvez tenhamos a chance de lutar pelo segundo lugar. Acredito que o trabalho que estamos fazendo neste ano está muito bom — afirmou o piloto.

O pódio conquistado em Monza foi redentor para ele. Tirou boa parte do peso das costas por melhores resultados. E um piloto confiante rende, naturalmente, mais. Fora isso, a empolgação de Massa é um claro sinal de que a Williams está em franca evolução e pode ir ainda mais longe, o que é promissor.

Também não deixa, no fundo, de ser uma alfinetada à Ferrari, que o dispensou no ano passado. Pelos resultados recentes do time italiano, que já pensa em 2015, a Williams faz certo ao mirar o segundo lugar. Só que em Cingapura, tudo indica, o time austríaco será forte no circuito de rua, como tradicionalmente é.

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O clima é quente e a umidade costuma variar entre 75% e 90%. Não é à toa que a prova é disputada à noite, para amenizar o efeito do calor. Soma-se a isso um traçado misto, em que a velocidade de reta (diferencial de quem usa motor Mercedes) não é tão decisiva no resultado. Logo, a Red Bull tem tudo para abocanhar vitória ou pódio.

— Cingapura será uma corrida mais difícil, é uma pista muito diferente. Não é o melhor caminho para nós. Mas realmente espero que possamos lutar e ser competitivos, para tentar alcançar o pódio.

E, vale lembrar, o retrospecto de Massa não é tão animador em Cingapura. O melhor que conseguiu foi um sexto lugar no ano passado. Isso sem contar o ingrediente psicológico da pista. Foi lá que, em 2008, o brasileiro sofreu um duro revés nos boxes, após a marmelada da Renault, com Nelsinho Piquet batendo de propósito para favorecer Alonso.

O resultado foi que Felipe antecipou a parada e, após uma falha no sistema de luzes que libera o piloto da parada (veja abaixo, em 1:31), o então piloto da Ferrari saiu dos boxes arrastando a mangueira de abastecimento. Perdeu tempo, posições e, no fim do ano, o título escapou para Lewis Hamilton por um mísero ponto.


Mas é com confiança e a mesma tranquilidade demonstrada em Monza que Felipe pretende contrariar o “favorecimento” à Red Bull, pelas circunstâncias da pista, e o histórico pessoal desfavorável. O momento dele é tão bom quanto o da Williams, que vê a primeira vitória mais perto. Talvez não seja agora, mas o ranço do azar, aos poucos, começa a se dissipar.

O horário dos treinos e da corrida em Cingapura

17 de setembro de 2014 0

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Será que Red Bull, Williams e Ferrari conseguirão reduzir a vantagem da Mercedes à noite, no belo circuito de rua de Cingapura?

Confira os horários para acompanhar as emoções de mais um GP!

Sexta-feira

1º treino livre — 7h

2º treino livre — 10h30min

Sábado

3º treino livre — 7h

Treino classificatório — 10h

Domingo

Corrida — 9h, com 61 voltas

E um lembrete: a crônica completa do treino classificatório e da corrida, com os detalhes e o resultado completo, você confere aqui no blog!

Bolão 2014 - Faça sua aposta para o GP de Cingapura

17 de setembro de 2014 0

F1 Grand Prix of Belgium

Depois da velocidade intensa em Monza, a Fórmula-1 pousa ao sinuoso circuito de rua de Cingapura para uma corrida noturna, na 14ª etapa etapa do campeonato e do nosso Bolão.

Em 2014, assim como na F-1, a disputa está com novas regras. E mais: um formato remodelado, totalmente virtual, com mais praticidade, segurança e agilidade.

Atenção: só serão consideradas válidas as respostas enviadas pelo formulário. Veja a seguir o regulamento e aproveite para apostar!

Com duelo Prost-Senna-Piquet e carros elétricos, Fórmula-E estreia na madrugada deste sábado

12 de setembro de 2014 3

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Com motor elétricos, pilotos renomados e inovações como permitir ao fã dar potência extra aos carros via internet, a Fórmula-E estreia hoje um novo conceito de automobilismo em Pequim, na China.

Serão 20 pilotos no grid, incluindo duas mulheres e três sobrenomes conhecidos da torcida: Prost, Senna e Piquet. Nicolas (filho do tetracampeão Alain), Bruno (sobrinho do tricampeão Ayrton) e Nelsinho (filho do tricampeão Nelson) são herdeiros de 10 títulos na Fórmula-1 entre 1981 e 1993.

Também competirão pilotos conhecidos como Jarno Trulli, Takuma Sato, Nick Heidfeld, Sebastien Buemi e o brasileiro Lucas Di Grassi, todos com passagem pela F-1. Com chancela da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), as 10 provas serão disputadas em circuitos de rua. A última etapa será em Londres, em junho de 2015.

Duas tradicionais escuderias da F-1 participam do projeto: a McLaren, que fornece o motor elétrico, e a Williams, que desenvolveu a bateria. Na pista, novidades como o FanBoost — potência extra por cinco segundos, definida a partir de votação via internet — e pit stop em que o piloto troca de carro em vez dos pneus prometem boas surpresas.

E, claro, vale ficar de olho nas tecnologias que serão testadas, uma vez que a categoria também busca servir de laboratório para o desenvolvimento de itens que equiparão os carros de rua em um futuro breve.

As principais novidades da categoria

— Todos os carros são elétricos, movidos à bateria, que terão como potência máxima 200kw (equivalente a 272cv).

—  Na corrida, a potência do carro é restrita a 150kws (cerca de 200cv). Mas os três pilotos mais votados no site oficial terão direito a cinco segundos com potência extra, chegando a 243cv.

— A velocidade máxima prevista é de 225km/h, com zero emissão de carbono no ar.

— Cada piloto terá obrigatoriamente que parar nas boxes para trocar de carro, uma vez que a bateria não é suficiente para que vá até o fim da prova.

Para acompanhar na TV

Classificação — 1h (de sexta-feira para sábado), no FOX Sports

Corrida —  4h30min (de sexta-feira para sábado), no FOX Sports

“O nível do campeonato está altíssimo”, diz Bruno Senna

Sobrinho do tricampeão Ayrton Senna e ex-piloto da Fórmula-1, Bruno confia que terá um carro competitivo para ficar entre os cinco primeiros na estreia da nova categoria.

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Blog da F-1 — Para você que já esteve na F-1, quais são as principais diferenças na pilotagem?

Bruno Senna — Os pneus de uso misto (seco e molhado) de perfil baixo e rodas aro 18 mudam bastante o comportamento em comparação com pneus slick e rodas aro 13 do F1. Apesar de ter menos potência, o F-E tem bastante torque e uma reação muito instantânea ao acelerador.

Blog da F-1 — Quais suas expectativas para a estreia?

Senna — Tenho confiança que estaremos já desde o começo entre os cinco primeiros. Ainda é difícil dizer quem são os favoritos ao título, mas sabemos que o nível do campeonato está altíssimo.

Blog da F-1 — Como você acha que a torcida vai receber a nova categoria?

Senna — Espero que receba bem. Temos três brasileiros, mais até do que na F-1, e toda novidade sempre desperta atenção e curiosidade.

Blog da F-1 — Como é correr contra pilotos com sobrenomes famosos, como Prost e Piquet? Como imagina que os fãs mais saudosistas reagirão a esses duelos?

Senna — Vai ser a primeira vez que competimos juntos no mesmo campeonato e na mesma classe. Acho que vai ser bem interessante para o público e talvez atraia um pouco do pessoal que curte F-1. Mas com certeza o alvo é estar competitivo com quem quer que estiver pela frente.

Censura no rádio: FIA proíbe instruções que ajudem a melhorar desempenho dos carros

11 de setembro de 2014 2
Foto Anne-Christine Poujoulat / AFP

Foto Anne-Christine Poujoulat / AFP

Passa a valer no GP de Cingapura, no dia 21, mais uma medida polêmica da Federação Internacional de Automobilismo (FIA): as equipes estão proibidos de passar informações via rádio aos pilotos que ajudem a melhorar o desempenho do carro.

A definição tem como base uma nova interpretação do artigo 20.1 do regulamento, que fala que “o piloto deve guiar o carro sozinho e sem ajuda”. Uma diretiva assinada pelo diretor de provas, Charlie Whiting, delimitou que dados sobre velocidade e performance (mesmo sobre os rivais), por exemplo, estão vetadas.

Proibir ordens de equipe faz sentido, apesar de alguns times tentarem burlar a medida com códigos tipo “Multi 21″, da Red Bull. Mas evitar que o time oriente o piloto é um absurdo. No fundo, por mais conspiratório que possa ser, isso parece mais uma medida velada para evitar que Mercedes vença.

E tem mais: com a adoção da medida, definitivamente, o rádio vai ser usado só para trazer notícias ruins. Nas transmissões, vai ser fácil adivinhar: surgiu o ícone da mensagem via rádio, pode preparar que vem problema por aí. Será que, diante desta censura quase total, não seria melhor abolir o sistema e voltar a  usar placas no pit wall?

Não. Porque a FIA gosta, mesmo, é de mostrar um poder ditatorial. Se o rádio for abolido, talvez passarão a censurar também as placas. Às vezes, parece que os gestores não tem nada mais para fazer do que buscar formas de ignorar a tecnologia (vide Fric, por exemplo) e desprezar a competência dos times.