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Ultrapassagens de Ricciardo e recuperação de Hamilton são destaque no TOP 5 da Hungria

29 de julho de 2014 1

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As duas belas ultrapassagens de Daniel Ricciardo (Red Bull) sobre Lewis Hamilton (Mercedes) e Fernando Alonso (Ferrari), nas voltas finais, foram o grande destaque do nosso TOP 5. A nova escalada do piloto da Mercedes, de último para o pódio, também foi bastante citada pelos leitores.

Agradeço pela participação de todos para definir os destaques do GP da Hungria, o 11º da temporada. Não conhece o TOP 5? Então, confira abaixo um resumo e o resultado, claro! A próxima votação será na Bélgica, depois das férias, no dia 24 de agosto!

1. Piloto com melhor desempenho (Troféu “Esse é galo!”)
2. Piloto com pior desempenho (Troféu “Mas é um guri de apartamento!”)
3. Momento mais marcante (Troféu “Que barbaridade, tchê!”)
4. Momento mais frustrante (Troféu “Bah, essa é de cair os butiá do bolso!”)
5. Melhor ultrapassagem (Troféu “Maizá índio véio!”)

top5_hungria

Ordem controversa racha Mercedes e relembra polêmica semelhante entre Hamilton e Rosberg no ano passado

28 de julho de 2014 3

ros_ham_mercedes

Só se fala em outra coisa. O bordão irreverente e irônico, com a intenção de dizer justamente o contrário, é o que melhor resume a polêmica ordem de equipe dada pela Mercedes a Lewis Hamilton no GP da Hungria. A orientação foi bem clara: abrir caminho para Nico Rosberg e, quando ele parasse, retomar a posição.

Mas o britânico foi sabiamente desconfiado. E tinha motivos. Em Mônaco, ficou com a pulga atrás da orelha com o erro de Rosberg na classificação. O alemão levou a pole, mas para Hamilton foi um erro proposital. Depois, veio o fogo no carro sábado, no treino classificatório, levando- a dizer que “está passando do ponto da má sorte, é algo a mais”.

Uma semana antes, no GP da Alemanha, o vice-líder do campeonato também disse estranhar que, após Adrian Sutil (Sauber) rodar e abandonar a corrida no meio da reta de chegada, o safety car não foi chamado. E foi direto ao dizer que “vocês sabem o porquê disso não ter acontecido”, insinuando um possível favorecimento a Rosberg.

hamilton_podio

A gota d´água foi o pedido no rádio. E Hamilton foi certeiro. Se Rosberg passasse, pararia e voltaria com tempo de sobra para certamente ultrapassá-lo. Segurar o alemão foi crucial para conseguir descontar pontos em vez de perder ainda mais. Aliás, o líder do campeonato não estava tão perto assim para que isso ocorresse.

O alemão disse que não sabia da ordem e falou em “discutir internamente”. Diretor do time, Toto Wolff tentou amenizar. O próprio Wolff, vale dizer, disse ainda em março que o time não daria ordens. Foi além: afirmou que deveria vencer o melhor e prometeu não interferir na disputa entre os pilotos. Um contraste com o que o ex-ocupante do cargo, Ross Brawn.

Na Malásia, em 2013, Hamilton se beneficiou de uma ordem do ex-chefão da Ferrari. Brawn impediu Rosberg de ultrapassar o britânico e garantir um lugar no pódio. O alemão ficou furioso e disse que teria volta. Não teve, mas criou-se um conflito. Agora, valendo o título, a situação ficou ainda mais delicada.

Interessante foi a opinião de Niki Lauda, a favor de Hamilton. Vale dizer que foi o tricampeão que fez o britânico assinar com a Mercedes. O fato é que o time alemão parece estar dividido ao meio. Tudo bem que é preciso pensar na equipe, mas alguém é capaz de acreditar que os engenheiros não sabiam que, se passasse Hamilton, Rosberg chegaria na frente? Me poupem!

Os dois pilotos seguirão duelando palmo a palmo pela taça. Novas acusações como essa devem ocorrer. A dúvida é até que ponto essa briga desenfreada não prejudicará a dupla no duelo pelo campeonato. Hoje, o carro da Mercedes é muito superior. Mas terá o mesmo vigor daqui a um mês, após as férias? Muitas dúvidas. E uma rixa. A F-1 vive sua melhor temporada dos últimos anos.

Sobreviseira: pitacos, bastidores e curiosidades após o GP da Hungria

27 de julho de 2014 0

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Hamilton “chocado” com ordem do time

Lewis Hamilton não digeriu a ordem recebida dos boxes para deixar Nico Rosberg passar. O alemão teria de fazer uma parada a mais. Mesmo assim, o britânico não facilitou, o que se mostrou crucial para que garantisse o pódio:

— Fiquei muito, muito chocado com a equipe me pedir isso. Ele não se aproximou o suficiente para me ultrapassar. Eu não iria tirar o pé. Chegasse e, então, me ultrapassasse. Foi um pouco estranho. Teria perdido pontos para Nico se deixasse ele me passar. No fim, estou satisfeito de ter tomado a decisão certa. Não corro por Nico, corro por mim.

Lauda diz que Mercedes errou

Um dos diretores da Mercedes, o tricampeão Niki Lauda disse que a equipe errou ao ordenar que Hamilton abrisse passagem para Rosberg. E falou sobre isso abertamente após a corrida:

— Ainda bem que aconteceu agora e temos bastante tempo para sentar e discutir entre nós. Nico não esteve perto em nenhum momento para tentar a ultrapassagem. E a equipe não tem de enviar essas ordens. Lewis fez bem em reclamar.

Rosberg nega ter pedido posição

Questionado sobre a polêmica ordem, o líder Nico Rosberg negou ter pedido que Hamilton cedesse a posição. E foi além: disse que não gostaria de ter a ultrapassagem facilitada pelo companheiro e rival na luta pelo campeonato:

— Eu não queria isso. Foi a equipe que me informou que ele iria me deixar passar, e então foi assim. Eu não sei o que aconteceu depois. Precisamos conversar sobre isso internamente. A última volta foi a coisa mais irritante para mim, pois tinha a chance (de passar Hamilton) e não consegui aproveitá-la.

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Ricciardo quase abandonou

Vencedor na Hungria, Ricciardo era só sorriso. Depois da conquista, o australiano admitiu que a entrada do primeiro safety car lhe favoreceu e revelou ter tido um susto no meio da corrida, quando seu motor perdeu potência:

— Fiz umas mudanças loucas no volante. Tinha grande chance de a corrida ter acabado precocemente, mas superamos tudo. Só tinha um jeito de vencer, ir para cima deles. Foi divertido.

Ofuscado, Vettel critica equipe

Depois de largar em segundo e terminar em sétimo, Sebastian Vettel lamentou ter demorado uma volta a mais na entrada do primeiro safety car – já havia cruzado o pit lane quando isso ocorreu. E, apesar de não admitir estar “mordido” com o segundo triunfo de Ricciardo, deu uma cutucada na Red Bull:

— A equipe me orientou para selecionar um mapa de gerenciamento da unidade motriz que me fez perder muita potência. Fernando (Alonso) e outro piloto me passaram (Jean-Eric Vergne, da Toro Rosso), perdi a conexão com o grupo da frente e passei a disputar outra corrida. Mesmo com o mapa correto do motor, não seria possível fazer muita coisa hoje por causa de nossa estratégia equivocada comigo.

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Alonso celebra pódio imprevísivel

Crítico do próprio time diante do desempenho mediano na temporada, Fernando Alonso voltou a dar uma alfinetada leve no time e se disse orgulhoso do se seu desempenho. Lamentou ter sido ultrapassado a três voltas do fim por Ricciardo, mas destacou a importância de corridas diferentes como a da Hungria:

— Estou extremamente satisfeito. Tem sido uma temporada complicada, e conseguir pódios é sempre uma surpresa agradável. Apostamos em tentar vencer e passamos bem perto. Estou muito orgulhoso. Precisamos de algumas corridas loucas para chegar ao pódio.

Raikkonen reage e critica a Ferrari

Largando em 16º, Kimi Raikkonen conseguiu um ótimo sexto lugar. Mesmo assim, não poupou a equipe por não colocá-lo na pista no Q1 de sábado, quando acabou eliminado por Jules Bianchi na última volta.

— Não foi uma corrida ruim, mas não limpa os erros de ontem. Não limparia, mesmo que eu tivesse ido ao pódio. Eles não vão embora assim. Poderia ter sido mais, se a pista não fosse tão dura para ultrapassagens

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Massa queria os macios

Após a corrida, Felipe Massa disse que foi a equipe que escolheu os pneus médios em sua última parada, ao contrário do que ele havia sugerido parao trecho decisivo da corrida. O time disse que tinha medo devido à necessidade de dar muitas voltas.

— Para mim, o grande problema da corrida foi usar o pneu duro. Nosso carro era muito lento com o pneu mais duro. A decisão é da equipe, lógico, porque somos uma equipe. Às vezes, a gente tem a nossa visão dentro do carro, mas faltavam muitas voltas para o final da corrida e, se você para uma vez a mais por causa disso, a corrida acabou.

Sentando a Bottas

Apesar do resultado razoável para quem largou tão bem, Valtteri Bottas foi o piloto que atingiu a velocidade mais alta durante o GP da Hungria. Oitavo colocado, ele chegou a 315,6 km/h. Em segundo, veio Lewis Hamilton (314,3 km/h), Nico Rosberg (313,4 km/h) e Daniel Ricciardo (310,7 km/h).

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Na GP2, Nasr alfineta

Para fechar, uma passadinha na GP2. Houve duelos eletrizantes entre o líder do campeonato, Jolyon Palmer, e o vice-líder, Felipe Nasr. No sábado, Palmer jogou o brasileiro para fora da pista ao ultrapassá-lo. Felipe cobrou explicações no pódio da segunda prova, neste domingo. E deixou um recado: se não houve punição pelo toque, na próxima será a vez dele, Nasr, fazer o mesmo com o rival, caso necessário. Que tal? Personalidade o guri tem!

Confira o resultado do Bolão após o GP da Hungria

27 de julho de 2014 5

F1 Grand Prix of Belgium

A 11ª etapa do campeonato, na Hungria, teve surpresas como a corrida. Muita gente (inclusive eu!) zeraram nesta rodada. Mas Carlos Boeira, que também não pontuou, ainda segue na liderança isolada!

Confira os critérios:

Pole position: Nico Rosberg (Mercedes) — 15 pontos
1º colocado: Daniel Ricciardo (Red Bull) — 25 pontos
2º colocado: Fernando Alonso (Ferrari) — 18 pontos
3º colocado: Lewis Hamilton (Mercedes) — 15 pontos
4º colocado: Nico Rosberg (Mercedes) — 12 pontos
5º colocado: Felipe Massa (Williams) — 10 pontos
Equipe com mais pontos: Red Bull (31) — 10 pontos
Último colocado: Marcus Ericsson (Caterham) — 10 pontos
Colocação do Felipe Massa:
 5º — 20 pontos

Principais destaques

— Só um acertou a vitória de Ricciardo (Rafael Davi Boldrin Luz)

— Apenas dois cravaram Alonso em segundo (Eugenio Matheus Siqueira e X)

— Quatro apostaram em Hamilton na terceira posição (Dorival Neves Luz, Lincoln Batista, Marcelo Frozza e Renato Finger)

— Ninguém acertou o 4º lugar de Rosberg nem a Red Bull como equipe com mais pontos.

— Seis cravaram Felipe Massa em quinto lugar (Cesar Cortese, Claudio Madruga, Daniel Franco, Djovane Gass, Miguel Fornari e Renato Deggau). Mas Djovane Gass e Renato Deggau não colocaram a mesma aposta no item “colocação de Felipe Massa na corrida”. Já Lucas Albrecht Cé, sim.

Vencedores da etapa

— Daniel Franco, Miguel Fornari, Rafael Davi Boldrin Luz e Renato Finger, com 40 pontos

Acesse a classificação atualizada

Veja as apostas feitas para o GP da Hungria

TOP 5 - Vote nos destaques do GP da Hungria

27 de julho de 2014 0

Depois do baita GP da Hungria, um dos melhores da temporada, é hora de escolher os destaques da 11ª etapa do campeonato participando da nosso glorioso TOP 5.

Com nomenclatura típica gaudéria, o troféu terá, após cada corrida, três indicados por categoria. A votação vai até segunda-feira. Na terça-feira, divulgo o resultado.