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Desta vez, a Mercedes tá bem na foto

25 de maio de 2013 0

O Nico Rosberg cravou a terceira pole seguida, com o Lewis Hamilton na segunda posição. Desta vez, não dá para descartar a Mercedes da briga pela vitória, porque Mônaco é tudo diferente e até o próprio desgaste de pneus, preponderante nas outras provas, em Monte Carlo também é um ponto de interrogação. Eu sabia que o Sebastian Vettel tava se fazendo de cachorro morto no treino da quinta-feira. O piá alemão brigou pela pole e se manteve bem na parada para defender a liderança no campeonato. O Mark Webber ficou em quarto, ganhador que é em dois dos três últimos GPs no Principado. Tá na briga. Kimi Raikkonen e Fernando Alonso ficaram quase um segundo atrás do Nico e colocam outra interrogação: estão mais lentos ou estão pensando na corrida. Como eu não embarco na interrogação: estão mais lentos, mesmo. O Felipe Massa bateu no terceiro treino livre e a Ferrari não conseguiu recuperar o carro para a classificação. Larga em último. Como Mônaco é Mônaco, não tem muito o que fazer para se recuperar.

1º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 1min13s876
2º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 1min13s967
3º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) 1min13s980
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull) 1min14s181
5º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus) 1min14s822
6º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1min14s824
7º. Sergio Perez (MEX/McLaren) 1min15s138
8º. Adrian Sutil (ALE/Force India) 1min15s383
9º. Jenson Button (ING/McLaren) 1min15s647
10º. Jean Eric Vergne (FRA/Toro Rosso) 1min15s703
11º. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber) 1min18s331
12º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso) 1min18s344
13º. Romain Grosjean (FRA/Lotus) 1min18s603
14º. Valtteri Bottas (FIN/Williams) 1min19s077
15º. Giedo van der Garde (HOL/Caterham) 1min19s408
16º. Pastor Maldonado (VEN/Williams) 1min21s688
17º. Paul di Resta (ESC/Force India) 1min26s322
18º. Charles Pic (FRA/Caterham) 1min26s633
19º. Esteban Gutierrez (MEX/Sauber) 1min26s917
20º. Max Chilton (ING/Marussia) 1min27s303
21º. Jules Bianchi (FRA/Marussia) sem tempo
22º. Felipe Massa (BRA/Ferrari) não participou do treino

Felipe Nasr em Mônaco

24 de maio de 2013 0

Viajantes em Mônaco mandam notícias do nosso Felipe Nasr, o Felipe quente para este Blog:
A primeira largada da prova desta sexta-feira foi uma confusão total. Os primeiros colocados (Johnny Cecotto desencadeou a reação ao errar a freada da curva, tanto que foi excluído oficialmente da prova de sábado) acabaram provocando uma grande carambolagem logo na entrada da curva St. Devote que envolveu nada menos do que 17 dos 26 carros que largaram. Felipe, que largava em 9º, foi um dos que evitou o engavetamento e se safou subindo para o 4º lugar. Depois da prova ser interrompida para tirar carros e pedaços de carros da pista, a próxima largada foi realizada em fila indiana, atrás do Safety Car, e Felipe manteve a posição até o final.
- No final, esse quarto lugar foi um bom resultado, com tudo o que aconteceu na frente e com essa dificuldade crônica que é ultrapassar aqui em Monaco. Eu era bem mais rápido do que o Evans e o Ceccon, tinha melhores pneus do que eles que estavam à minha frente, mas não encontrei nenhum lugar seguro para ultrapassá-los. É difícil dizer o que poderia ter acontecido, mas o meu pit stop, apesar de ser bom em termos de tempo, poderia ter sido feito um pouco mais cedo para eu me livrar do trânsito que tinha. Mas o "mas" não corre e o que importa é que descontei dois pontos do Coletti que chegou em sexto. Amanhã tem mais e eu largo em quinto, mais uma vez, no grid invertido - contou felipe, satisfeito.
- Acho que hoje vou aproveitar o cassino aqui em Mônaco e fazer uma fezinha no número 12. Já saiu cinco vezes em sete corridas para mim este ano! - brincou.

Classificação da prova de sexta:
1. Sam Bird 1h36min15.919s
2. Kevin Ceccon  + 22s077
3. Mitch Evans + 23s225
4. Felipe Nasr + 23s416
5. James Calado + 29s588
6. Stefano Coletti + 1min
7. Rene Binder + 1min2s449
8. Adrian Quaife + 1min8s400
9. Stephane Richelmi + 1min12s107
10. Daniel de Jong + 1min22s410s
11. Tom Dillmann + 1min29s356s
12. Jon Lancaster + 1 volta
13. Simon Trummer + 1 volta
14. Jake Rosenzweig + 1 volta
15. Sergio Canamasas + 2 voltas
16. Daniel Abt + 2 voltas

Melhor volta (entre os 10 primeiros) S. Coletti 1min23s665

Campeonato:
1 S. Coletti 93+10 = 103 Pontos
2 F. Nasr 76+12 = 88 Pontos
3 S. Bird 33+25 = 58 points
4 F. Leimer 54+0 = 54 Pontos
5 R.Frijns 37+0 = 37 Pontos
6 J. Calado 24+10 = 34 Pontos
7 J. Palmer 31+0 = 31 Pontos
8 A. Rossi 27+0 = 27 Pontos
9 K. Ceccon 8+18 = 26 Pontos
10 M. Evans 11+15 = 26 Pontos
11 T. Dillmann 22+0 = 22 Pontos
12 J. Cecotto 19+0 = 19 Pontos
13 J. Lancaster 17+0 = 17 Pontos
14 S. Richelmi 12+2 = 14 Pontos
15 A. Quaife-Hobbs 7+4 = 11 Pontos
16 J. Leal 10+0 = 10 Pontos
17 S. Trummer 8+0 = 8 Pontos
18 R. Binder 1+6 = 7 Pontos
19 M. Ericsson 0+4 = 4 pontos
20 D. Abt 2+1 = 3 Pontos
21 C. Daly 2+0 = 2 Pontos
22 R. Haryanto 2+0 = 2 Pontos
23 D. De Jong 0+1 = 1 Ponto

Calendário 2013
Mônaco - Monte Carlo - Mônaco 25 Maio
Silverstone - Inglaterra 28 - 30 Junho
Nürburgring - Alemanha 5 - 7 Julho
Hungria - Budapest - Hungria 26 - 28 Julho
Spa - Bélgica 23 - 25 Agosto
Monza - Itália 6 - 8 Setembro
Marina Bay Street - Cingapura 20 - 22 Setembro
Yas Marina - Emirados Árabes 1 - 3 Novembro

A prova de sábado será transmitida ao vivo pelo Sportv às 11h10min

Mesmo gastando pneus demais, Mercedes é favorita nas ruas estreitas de Mônaco

23 de maio de 2013 0


Quando retornou à Fórmula-1, a Mercedes tinha um projeto ambicioso: projetava ser, em pouco tempo, protagonista na categoria. Pois quatro anos depois, a escuderia alemã chega ao seu melhor momento.

Nos treinos livres de Mônaco, disparou na frente. Comprova o rótulo de "leoa de treino". E, na pista sinuosa e de difícil ultrapassem do principado, credencia-se à primeira vitória na temporada.

A mescla da tradição da Mercedes na F-1 com a experiência de nomes tarimbados como o do heptacampeão Michael Schumacher e de Ross Brawn não vingou. Em três anos, uma vitória — e com Rosberg, o coadjuvante.

Bastou a chegada de Hamilton e, nesse ano, a escuderia está mais próxima das favoritas Red Bull, Ferrari e Lotus. Ganhou mais consistência e velocidade, mas sofre com um ponto básico: pneus.

Nas últimas três provas, a Mercedes largou na pole. Na Espanha, aliás, fez dobradinha no grid. Mas sem saber domar o desgaste dos pneus, sucumbiu. Hamilton, quem diria, chegou uma volta atrás do vencedor Alonso.

Em Mônaco, porém, a lógica muda. A pole é meio caminho andado, pois as ultrapassagens são difíceis e a própria média de velocidade da corrida é inferior devido às curvas sem fim.

Dizem no futebol que "treino é treino, jogo é jogo". Mas só joga quem treina bem. Logo, confirmando a fama de boa de grid, a Mercedes credencia-se a largar na frente e vencer pela primeira vez no ano.

É favorita, como bem citou Alonso após os treinos livres. Obviamente que cada corrida tem suas nuances e surpresas, mas a equipe alemã tem na mais tradicional prova da temporada sua grande oportunidade.

Por isso, aposto que Hamilton vai fazer Rosberg comer poeira no treino oficial e na corrida. Na "hora do pega", com todo respeito às duas poles consecutivas do alemão, a estrela e o talento do campeão mundial de 2008 vão falar mais alto.

A não ser que, na despedida dos "pneus gastadores" - no Canadá estrearão compostos mais duradouros -, a Mercedes vire mártir de novo. Pela última vez, quem sabe.

O próximo brasileiro vencedor na F-1

22 de maio de 2013 2

Obrigado, Cesar. O desafio sobre um possível brasileiro vencedor na F-1 é de fácil resposta. E é até xará do Massa: Felipe Nasr, 20 anos. De uma família de gente experiente no automobilismo, o Felipe nasceu em Brasília e corre desde criança. Atualmente, ocupa a vice-liderança da GP2, com 76 pontos, 17 atrás de Stefano Coletti, de Mônaco. Aliás, o Coletti defende o primeiro lugar no campeonato neste fim de semana em casa, nas duas etapas da GP2 no Principado, preliminares da F-1. Acompanho de perto a trajetória do Felipe desde sua ida para a Europa. E o guri já está atraindo os olhares das equipes da F-1. Para quem quiser continuar se iludindo, pode seguir com o outro Felipe. Eu, fora!
Para acompanhar os passos do Felipe Nasr:
- A GP2 tem duas provas em cada etapa, uma maior, no sábado, com a mesma pontuação da F-1.
- A prova no domingo tem esta pontuação: 1º 15 pontos - 2º 12 - 3º 10 - 4º 8 - 5º 6 - 6º 4 - 7 2 - 8º 1.

O destino do Mister Mônaco

22 de maio de 2013 0


Graham com a Lotus 49 em Monte Carlo



A equipe Embassy Hill (Graham de boné) e Tony Brise


O bicampeão Graham Hill foi uma das grandes figuras da Fórmula-1. Só em dizer que o homem dividiu numa boa a Lotus com um cara meia-boca chamado Jim Clark, já diz tudo. Pois o Graham, pai do medíocre Damon Hill, é o Mister Mônaco, título não perdido mesmo com o Ayrton Senna superando suas cinco vitórias no Principado. Depois de uma carreira gloriosa na F-1 como piloto, o Graham foi se aventurar como dono de equipe. A Embassy Hill, que teve inclusive o próprio Hill ao volante no GP da Mônaco de 1975, foi uma das nanicas da categoria, mas contratou a maior promessa do automobilismo na época, o inglês Tony Brise, de 23 anos, no cockpit da Embassy Hill aí na foto. Aliás, toda esta turma desta  imagem morreria em novembro de 1975 em um acidente de avião. Quem estava no comando da pequena aeronave? Graham Hill, um símbolo da Era Romântica da F-1. Pena!

Na contramão de Senna

21 de maio de 2013 8

Ayrton Senna é o maior vencedor nas ruas de Monte Carlo, com 6 conquistas, contra 5 de Michael Schumacher e Graham Hill, o Mister Mônaco. Para preservar a alcunha no grande piloto inglês, Senna passou a ser chamado de Rei de Mônaco quando superou a marca de Hill, o pai, né, porque o filho nunca se dignificou a repetir uma vitória sequer do pai no Principado.
Pois bem, o Brasil tem este recorde em Monte Carlo, mas entre os nossos pilotos, apenas o Senna venceu lá. Trazendo a coisa para mais perto no tempo, vejo que, dos principais pilotos das principais equipes - Fernando Alonso e Felipe Massa, na Ferrari, Sebastian Vettel e Mark Webber, na Red Bull, Kimi Raikkonen, na Lotus, Lewis Hamilton, na Mercedes, e Jenson Button, na McLaren -, apenas um não ganhou em Mônaco. Sim. O nome dele começa com F, nasceu no Brasil e o sobrenome é de um famoso prato italiano.
Raikkonen venceu com a McLaren em 2005.
Alonso venceu com a Renault em 2006 e com a McLaren em 2007.
Hamilton venceu com a McLaren em 2008.
Button venceu com a Brawn em 2009.
Vettel venceu com a Red Bull em 2011.
Webber venceu com a Red Bull em 2010 e 2012.
Portanto, a Red Bull defende uma invencibilidade de três anos no Principado.
Possibilidades de o cara aquele que começa com F, nasceu no Brasil e tem sobrenome de um famoso prato italiano entrar para esse rol no domingo? Zero, ou muito próximo disso.

Vídeo: curiosidades e expectativas para o GP de Mônaco

21 de maio de 2013 1

Depois da Espanha, a F-1 chega à clássica Monte Carlo para a sexta etapa do mundial. Então, é hora de conferir a análise e os comentários para mais uma prova.

Daniel Dias e eu gravamos um novo vídeo, mediado pelo colega André Baibich, destacando as peculiaridades de Mônaco.

Você sabia, por exemplo, que nos últimos 30 anos a Ferrari só venceu duas vezes no tradicional GP? Foi em 1997 e em 2001, com o heptacampeão Schumacher.

Confira no bate-papo, ainda, comentários sobre quem deve se dar melhor na pista, a repercussão da polêmica dos pneus e as possibilidades de Felipe Massa após o pódio obtido em Barcelona.

A partir de hoje, também convidamos você a participar do bate-papo. Qual assunto você gostaria que a gente abordasse nos próximos vídeos? Participe!

Quem vence em Monte Carlo?

20 de maio de 2013 51

Vamos lá, gente, o GP de Mônaco já começa na quinta-feira, com os primeiros treinos livres. A sexta é destinada à gandaia no Principado, com muita festa, trago e mulher bonita. As apostas devem ser enviadas nos comentários deste post ou para o meu e-mail até 5 minutos antes do começo do treino de classificação. Se entrarem depois desse prazo, não serão consideradas.
As apostas devem ser enviadas nestes moldes:
Pole: sobrenome do piloto.
2º do grid: sobrenome do piloto.
3º do grid: sobrenome do piloto.
Vencedor da prova: sobrenome do piloto.
Equipe com mais pontos na prova: nome da equipe.
2º, 3º, 4º e 5º colocados da prova: sobrenome dos pilotos na ordem.
Volta mais rápida: sobrenome do piloto.
Quem lidera o maior número de voltas na corrida: sobrenome do piloto.
Quem ficará em último lugar na corrida, segundo a cronometragem oficial da FIA: sobrenome do piloto.
Quantos "segundos pilotos" das principais equipes (Red Bull, Ferrari, McLaren, Lotus e Mercedes) ficarão à frente do primeiro piloto da equipe na corrida: número de pilotos.

Questões para o GP de Mônaco:
Pole: vale 5 pontos.
2º do grid: 2 pontos.
3º do grid: 2 pontos.
Vencedor da prova: 25 pontos (a partir de agora, acertar o vencedor dá os mesmos pontos do primeiro colocado na F-1)
Equipe com mais pontos na prova: 5 pontos, afinal, o principal Mundial é o de pilotos. Se duas ou mais equipes empatarem em pontos na corrida, vale todas para a pontuação do Bolão.
2º, 3º, 4º e 5º colocados da prova: 5 pontos.
Volta mais rápida: 5 pontos
Quem lidera o maior número de voltas na corrida: 5 pontos
Quem ficará em último lugar na corrida, segundo a cronometragem oficial da FIA. Um piloto que bate ou fica na largada é oficialmente o último colocado. Pode até ser o pole position, por exemplo: 15 pontos.
Quantos "segundos pilotos" das principais equipes ficarão à frente do primeiro piloto da equipe na corrida: 5 pontos
Para este desafio, não vale que o Lewis Hamilton é o número 10 e o Nico Rosberg, o 9 na Mercedes. Os primeiros pilotos das principais são: Sebastian Vettel, na Red Bull, Fernando Alonso, na Ferrari, Jenson Button, na McLaren, Kimi Raikkonen, na Lotus, e Hamilton, na Mercedes.
Acertar os cinco primeiros da corrida mesmo sem a ordem certa de posições: 5 pontos
Gabaritar os cinco primeiros da corrida: 10 pontos
Para acompanhar todos os lances do GP de Mônaco ao vivo:
Quinta-feira: 5h, primeiro treino livre, 9h, segundo treino livre, ambos pelo Sportv.
Sábado: 6h, terceiro treino livre, pelo Sportv, 9h, classificação, pela Rede Globo.
Domingo: 9h, corrida, pela Rede Globo.

Olhem essa foto e me digam: a Ferrari achou o lugar certo para Massa?

20 de maio de 2013 2


A imagem foi publicada pelo próprio Felipe Massa no Instagram. Na foto, o brasileiro aparece vestindo macacão de corrida abastecendo um carro comum em um posto de gasolina em Varsóvia, na Polônia.

Parte de campanha publicitária de uma ação do patrocinador da Ferrari, a ação foi seguida de fotos com uma réplica do carro de corrida da escuderia. Na descrição da imagem, Massa escreveu: "fazendo um 'bico' na Polônia".

Assim como já fez na Suíça e até mesmo no Rio de Janeiro, o brasileiro tem aumentado as aparições como garoto-propaganda da Ferrari. Na pista, ele também melhorou muito, saindo de 9º para o 3º lugar na Espanha.

Mas diante do desempenho pífio e razoável do piloto desde 2009, a pergunta que faço é outra: será que a Ferrari, enfim, achou o lugar certo para Massa?


Massa vencerá de novo?

19 de maio de 2013 13


Última vitória, em 2008, Massa vence em Interlagos, mas chora o título perdido em 500 metros



No dia em que o Rubinho conseguiu sua melhor posição na Stock, sim, em segundo, o cara que conquistou a última vitória do Brasil na F-1, em 2009 pela Brawn, pergunto: o Felipe Massa consegue vencer novamente? Nunca devemos esquecer que o Massa já tem um recorde: é o ferrarista com o maior jejum de vitórias. Como sempre, não fico em cima do muro. Eu acho que ele não vence mais, perdeu o desejo de vencer, perdeu o faro da vitória.

Ferrari e Lotus ironizam Red Bull na batalha de bastidores sobre pneus

18 de maio de 2013 3


E não é que o principal destaque da temporada atual são os pneus? A polêmica só aumenta. Para superaquecer a disputa — com o perdão do trocadilho Ferrari e Lotus alfinetaram a tricampeã Red Bull, que reclamou dos compostos e disse que na categoria vence quem sabe poupá-los, e não o mais rápido.

A decisão de antecipar para o GP do Canadá a mudança prevista nos pneus (veja AQUI post sobre o assunto) foi criticada pela Lotus. Nas redes sociais, a equipe divulgou a imagem acima com a pergunta "resistente o suficiente para vocês, caras?" e a legenda "entrega especial para Milton Keynes", cidade inglesa onde fica a sede da Red Bull.

— É frustrante quando você faz um carro com base em um tipo de pneus e, depois, é avisado de que eles mudarão no meio do campeonato. Está claro que a Pirelli está em situação difícil e sob pressão. Imagine um time de futebol que não consegue ser tão rápido que o rival e aí o tamanho do campo é alterado no meio do jogo — reclamou o chefe Eric Boullier.

Na Ferrari, o tom foi parecido, só que mais sutil. Em coluna publicada na imprensa europeia, a equipe lembrou das vitórias de Vettel na Espanha e na Turquia, em 2011, com quatro pit stops — mesmo número de paradas no boxe feitas por Alonso para vencer em Barcelona, há uma semana.

"Estes são tempos difíceis para pessoas com memória ruim. Talvez por causa da quantidade de informação disponível hoje, as pessoas sejam muito rápidas para falar, esquecendo coisas que aconteceram em um passado muito recente. Ou talvez, as células do cérebro que controlam a memória funcionam apenas de forma seletiva, dependendo dos resultados atingidos na pista eles mesmos", escreveu a Ferrari em seu site oficial.

Volto a dizer: a politicagem corre solta nos bastidores. Pode ser que a Ferrari tenha as "costas quentes" do presidente da FIA e ex-chefe de equipe, Jean Todt, como bem citou o nosso amigo Daniel no último post.

Mas se Ferrari, Lotus e Mercedes (maior gastadora de pneus) estão "tranquilos", exigindo que nada se altere e até desafiados em lidar com o desgaste, por que antecipar a mudança?

Simples: porque a Red Bull abriu o bico. Não é tão tradicional, mas é tricampeã consecutiva. E o principal: nela está Vettel, o mocinho — apesar da sacanagem com Webber em Sepang —, que é "o cara" e "a cara" da nova F-1.

De olho em lucros e dinheiro para expandir ainda mais a categoria — como sempre, diga-se de passagem —, Bernie Ecclestone sabe que o maior derrotado na guerra dos pneus pode ser ele mesmo.

O piloto nota 10

16 de maio de 2013 0

Ainda tem um monte de gente insistindo em dizer que o Sebastian Vettel é tricampeão por ter o melhor carro. Isso é uma bobagem. Um grande piloto tem de ter um grande carro nas mãos. Eventualmente, surge alguém que faz uma carroça como a Toleman disputar uma vitória. Mas aí o cara é mais conhecido como Ayrton Senna.
Tem atualmente na Fórmula-1 um sujeito que tá acima dessas questões, e o nome dele é Kimi-Matias Raikkonen. Esse é um piloto nota 10. É 10 como piloto. É 10 como pessoa. É 10 como personalidade. É 10 por ser diferente  (o Vettel também é) onde (no circo da F-1) todos têm um comportamento igual. Embora não admitam, os pilotos da F-1 se julgam de outro mundo, pairam sobre os mortais humanos. Vettel não é assim. E principalmente Raikkonen não é assim. Dono de uma técnica refinadíssima de pilotagem, guia um carro de corrida por prazer. Quando se cansou das chatices dos bastidores da F-1, em 2009, foi brincar de rali. Por pilotar por puro prazer, capotou o carro em quase todas as etapas do Mundial. Quando viu que seu estilo não era para aquela coisa, voltou a pensar na F-1. Mas só voltaria se encontrasse uma equipe que não o enchesse o saco. Encontrou a Lotus. Quando resolveram encher o saco pelo rádio lhe dando conselhos idiotas, mandou o cara calar a boca ao vivo pela TV, porque sabia o que estava fazendo.
Desde seu retorno, no ano passado, só não pontuou em uma corrida e está na zona de pontuação nas últimas 22 provas. Mas não quero salientar números para definir o Homem de Gelo. Raikkonen é piloto na essência. O finlandês não é muito de acertar carro, detesta as sextas-feiras de GP, dia de desenvolver o carro, mas quando senta no cockpit é para "azular o asfalto", como dizia o Senna.

Parceria com a Honda tem tudo para recuperar a confiança perdida pela McLaren

15 de maio de 2013 0



É impossível não saudar a volta da Honda à Fórmula-1, como apontam os rumores sobre a encaminhada parceria com a McLaren a partir de 2015. Mais do que uma fornecedora de motores, a montadora japonesa tem história na categoria, ainda mais para os brasileiros que vibraram com os títulos de Senna.

Seja nesta, seja na próxima semana, a confirmação representa o terceiro retorno da Honda. Depois de uma aparição mais comedida na década de 1960, a montadora se consolidou entre 1983 a 1992, com títulos consecutivos. A última empreitada, parceira da BAR e depois como escuderia, não deixou saudade. Mas vale lembrar que a equipe foi embrião da debutante campeã Brawn GP, em 2009.

Dizem que a volta da Honda está associada ao uso de motores menos poluentes na F-1. Louvável, claro, mas certamente não é o único motivo. A montadora japonesa tem raízes na categoria, além de buscar projeção e bons negócios. Mas também pesa, muito, a possibilidade de retomar a parceria com uma equipe vencedora.

O acordo com a gigante McLaren traz expectativa de a montadora voltar a ser uma referência na principal categoria do automobilismo, bem como vira esperança de dias melhores para a escuderia inglesa - que está mal das pernas nesta temporada, mas não só por culpa do motor Mercedes.

Aliás, creio que a Honda acerta em cheio ao focar nos motores. Quando foi escuderia, o resultado foi bem abaixo do esperado, salvo raras exceções. Pior do que ela, só a triste saga da Toyota, que investiu uma banana de dinheiro - o orçamento chegou a superar o da Ferrari nos tempos de Schumacher - e foi um fiasco nos anos 2000.

A McLaren ganha um reforço com a volta da Honda - apesar de o motor Mercedes ser um dos melhores da categoria. Mais do que a expertise japonesa, o retorno, mesmo que ocorra só em 2015, injeta a confiança dos brilhantes resultados do passado em uma equipe desacreditada pelo baixo desempenho e a seca de títulos.

Afinal, ddesde a saída da Honda, em 1992 (na foto deste post, Senna pilotando o carro em Mônaco), a McLaren foi campeã de pilotos em apenas três das 20 temporadas. É pouco para quem tem tanta tradição, não acham?

A propósito: a volta da Honda foi citada neste blog em março, pelo Daniel. Relembre clicando aqui.

Mudança nos pneus beneficia Red Bull na luta pelo título

14 de maio de 2013 7


Ao antecipar as mudanças nos pneus _ do GP da Inglaterra para o do Canadá, em 9 de junho _, a Pirelli beneficia a Red Bull e prejudica a Ferrari no duelo pelo campeonato. A equipe italiana parece ser a que melhor se adaptou aos pneus atuais _ com maior aderência e mais consumo. Quando ficou longe da luta pela vitória, Alonso teve problemas mecânicos ou acidente.

É claro que a ação não é um complô entre a fornecedora de pneus e a escuderia austríaca, mas resultado da pressão nos bastidores. Não sejamos ingênuos: não é só na pista que um mundial de F-1 é decidido.A chamada "cartolagem" faz diferença, e a Red Bull tem. Mais ainda diante do grande equilíbrio da atual temporada.

A Red Bull perdeu desempenho pelo maior consumo de pneus. Terminou 2012 em ampla vantagem pelo "conjunto da obra". E começou a patinar pelo gasto excessivo dos compostos. Na Espanha, fez quatro pit stops, assim como a Ferrari, mas não conseguiu manter o ritmo alucinante de Alonso, por exemplo, mesmo sendo a melhor em aerodinâmica.

Depois da prova, a direção da equipe reclamou dos pneus. Por ter que poupá-los, alegou a Red Bull, Vettel foi mais cauteloso na pista. O presidente da escuderia chegou a afirmar que, no cenário atual, vence não o mais rápido, mas o melhor poupador de pneus.

Em partes, tem razão, mas reclamar é sempre mais fácil do que criar soluções. Críticas à parte, curiosamente a Mercedes não foi tão forte nas críticas. E olha que a equipe fez dobradinha no grid da Espanha e, depois, se arrastou até o fim da prova. Hamilton foi só o 12º, levando, inclusive, uma volta do vencedor Fernando Alonso.

Com a mudança, a expectativa é de que haja, no máximo, três paradas de boxe por corrida. Em Mônaco, no dia 26, os polêmicos pneus que gastam muito serão usados pela última vez. Vale ressaltar que a mudança nos pneus já estava prevista, mas por que antecipar?

Não pretendo, aqui, fazer uma "teoria da conspiração" a favor de Vettel. Pelo contrário, o tricampeão é um piloto incrível, lidera o campeonato e ruma favorito para o tetra.

O que pretendo destacar é que vale muito o que diz um famoso ditado: "quem não chora, não mama". No caso da F-1, quem não chora também perde campeonato.

Com licença, Leandro, entro para te contrapor e botar mais pimenta na jogada. Desde que o Jean Todt (chefe de Michael Schumacher nos anos dourados da Ferrari) assumiu a presidência da FIA, a entidade passou a ser uma espécie de defensora da equipe italiana. Portanto, para mim, tem mais coisa atrás desta decisão de apressar a troca dos pneus em detrimento da Ferrari. Só a grana da Red Bull não explica os reais motivos. A equipe austríaca é nova no circo, e ainda não tem força política para mudar o jogo.
Abraços.
Daniel Dias

A F-1 se aproxima dos anos 1970

13 de maio de 2013 12

Largada do GP da Espanha de 1975

Largada do GP da Espanha de 2013

No ano passado, tivemos sete vencedores diferentes nas sete primeiras corridas do ano. Foi sensacional, um recorde, coisa nunca vista. Mas a temporada deste ano tem outro ingrediente ainda mais fascinante: a imprevisibilidade, a cada corrida. Quem viu a F-1 dos anos 1970 - que foi quando a categoria fez a transição dos velhos carros em formato de charuto para os modernos, com a aerodinâmica ditando tudo -, lembra que a coisa era assim. Tinha os melhores pilotos, os melhores carros, mas ninguém apostava com precisão sobre o que aconteceria a cada prova. Claro, naquela época tinha um ingrediente sombrio: dito pelo próprio Emerson Fittipaldi, ninguém sabia se chegaria vivo ao final do campeonato. Portanto, havia o medo rondando constantemente, algo que não se vê agora. Com as mudanças feitas nos circuitos e nos carros, além das rígidas normas de conduta dos pilotos na pista, apenas uma trágica sucessão de fatalidade, como ocorreu com Ayrton Senna, pode trazer de volta o fantasma da morte.
Voltando à imprevisibilidade de agora. A Red Bull tem o melhor carro da temporada, mas está muito pouco à frente de Ferrari e Lotus, principalmente, mais um pouco da Mercedes e uns tantos metros da McLaren. Essa superioridade da Red Bull ficou retratada no GP do Bahrein, quando tudo se passou na normalidade para Sebastian Vettel e a equipe austríaca, sem problema de desgaste de pneus, sem batidas na largada, sem o imponderável. Mas tem o outro lado, como no GP da Espanha. O piá alemão foi um mero assistente da espetacular escalada de Fernando Alonso e sua Ferrari em Montmeló. A Red Bull andou para trás? Nada! Seb quase bateu as Mercedes no treino de classificação. Na prova, bem, na prova estava presente novamente a imprevisibilidade. Na prova, como acontecia nos anos 1970, o carro da Ferrari estava melhor, o carro da Red Bull estava pior, com um desgaste excessivo nos pneus.
E essa imprevisibilidade se multiplica geometricamente para a próxima corrida, porque a próxima corrida é em Mônaco. Assim como decisão em pênaltis não é loteria, é treino e competência, mesmo em Monte Carlo os melhores carros tendem a estar na frente. Mas... Sim, é essa palavra que está comandando a temporada e a está deixando tão espetacular: o "mas".
A gente quer ver disputa, emoção, com mais pilotos e carros galgando a vitória. Assim foi nos anos 1970, assim é agora. Ninguém quer ver um filme com final já conhecido, a exemplo dos cinco títulos seguidos de Michael Schumacher na Ferrari. A F-1 está muito legal nesta temporada!