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Túnel do Tempo: mergulhe na Bus Stop, a famosa e desafiadora chicane de Spa

13 de agosto de 2013 3
A Bus Stop

A Bus Stop

A Blanchimont

A Blanchimont

O lendário circuito de Spa-Francorchamps, palco da volta da Fórmula-1, no dia 25, é muito conhecido também pelo nome de suas curvas, a mais famosa, a Eau Rouge, feita de pé cravado em torno dos 300 km/h em subida. Mas quero lembrar aqui da mais curiosa, sepultada na reforma mais recente feita no circuito belga: a Bus Stop, literalmente, uma parada de ônibus por seu formato, além de os carros passarem em velocidade baixa antes da reta dos boxes.

A tomada da Bus Stop era também um dos inúmeros pontos de ultrapassagem de Spa, uma pista que agrada a todos e que separa os homens dos meninos. A Bus Stop vinha logo depois da curva mais rápida da F-1, a Blanchimont, feita a esquerda acima dos 300 km/h.

Foi na Blanchimont que o Luciano Burti quase morreu, em 2001, a bordo de uma Prost. O brasileiro veio no vácuo do irresponsável Eddie Irvine e arriscou uma ultrapassagem por dentro na curva. O irlandês talvez não tenha visto o Burti (para a Velhinha de Taubaté) e continuou em frente. Luciano bateu na traseira da Jaguar e saiu reto na Blanchimont, indo bater a 280km/h na proteção de pneus. Relembre:

A barreira de pneus  salvou a vida do brasileiro. Burti foi induzido ao coma, ficando entre a vida e a morte por dois dias. Nunca mais conseguiu ser um piloto competitivo na F-1.

Daniel, vou dar uma de abusado e dar um pitaco nesta bela estreia da nossa seção Túnel do Tempo (toda terça-feira relembraremos algo histórico da F-1 aqui no blog). Ao ler teu texto sobre a  Bus Stop, lembrei de um momento clássico ocorrido exatamente na chicane famosa.

Foi quando o colombiano Juan Pablo Montoya, com uma das últimas  Williams que andava, ultrapassou com categoria o então hexacampeão Michael Schumacher (maior ganhador  da história de  Spa, com seis vitórias). Mais tarde, o  alemão viria a ser o campeão mundial naquele ano. Baita manobra:

Com Ferrari novinha em folha, Fernando Alonso atinge 350 km/h na Itália

09 de agosto de 2013 2

Enfim, Fernando Alonso dirigiu uma Ferrari que anda de verdade em 2013.

Calma, não foi em nenhum teste secreto da escuderia italiana na tentativa de se recuperar dos maus resultados recentes. Em ação promocional da Ferrari, o espanhol guiou em Fiorano o modelo LaFerrari, novidade da montadora.

Com motor V12 de 6.3 litros e sistema Kers ativado, a máquina atinge 950 CV. A velocidade máxima, de acordo com a empresa, é de 350 km/h. Os engenheiros vão se basear nas opiniões de Alonso para aperfeiçoar o projeto. Confere aí:

Resta saber se o passeio promocional não vai aumentar ainda mais a sensação de Alonso de que o carro da equipe está devagar. Recentemente, o bicampeão criticou a escuderia e foi repreendido pelo presidente, Luca di Montezemolo.

Agora, pelo menos, o piloto número um da escuderia não pode reclamar que o chefão não lhe deu um carro rápido neste ano. Pena que seja só para testar.

Mercedes simula, em vídeo, uma volta em Monza com o motor turbo que voltará em 2014 à F-1

08 de agosto de 2013 10

Uma das principais e mais aguardadas mudanças nas regras para 2014 é a substituição dos atuais motores V8 2.4 por modelos turbo V6 1.6. Mas não será preciso esperar a nova temporada para conferir a “saúde” dos brinquedinhos.

A Mercedes divulgou um vídeo que simula uma volta virtual no circuito de Monza _ um dos clássicos do calendário _ no carro de Hamilton e Rosberg. Além de conferir o ronco do motor nas retas, é possível ver a reação dele às trocas de marcha. Confira:

O som é muito diferente e, confesso, me decepcionou um pouco. A diferença é que o motor V8 tem a saída dos escapamentos em dois canos finais, com a descarga de quatro cilindros em cada um, enquanto o turbo V6 tem só uma saída dos escapamentos para os seis cilindros.

Por outro lado, o novo motor terá duas unidades de recuperação de energia: das freadas e do calor do cano de escapamento. Na prática, o atual Kers — que hoje dá potência extra de 80 CV por 6,7 segundos será substituído por um sistema que garante 160 CV por 33 segundos.

Os motores deste ano, sem o Kers, têm 750 CV no ano que vem terão 550 CV. Logo, a potência do sistema de recuperação de energia terá um papel preponderante ao longo da corrida, juntamente com o DRS.

Vale lembrar os saudosistas que os motores turbo têm o chamado “intercooler”, radiador que refrigera o próprio turbo, como nos carros turbo da F-1 dos anos 80. Uma moda retrô que, claro, assim como pode decidir corridas é capaz de causar muita dor da cabeça às equipes.

Em 1987, carros usavam motor turbo (na foto, GP dos EUA)

Para fechar, lanço uma pergunta: quem vocês acham que vão se dar melhor com a mudança dos motores?

Meu palpite: justamente a Mercedes, com Ross Brawn e Hamilton. O mago da Red Bull Adrian Newey é um gênio, mas em inovação, Brawn é acostumado a dar o “pulo do gato”, como em 2009. O duelo promete.

Da esperança à decepção: a transformação de Massa na Ferrari em cinco vídeos

07 de agosto de 2013 2

O declínio de Massa já foi debatido várias vezes no blog. Desta vez, porém, reuni cinco vídeos que mostram a transformação do brasileiro na Ferrari desde a estreia, em 2006.

Notem, principalmente, a mudança no comportamento de Massa. A consequência, claro, é a queda de rendimento que deve fazê-lo deixar a Ferrari em 2014.

1 – Vitória da esperança: em 2006, Massa estreia na Ferrari, vence em Interlagos e, com a aposentadoria de Schumacher, se credencia a substituto na Ferrari


2 – Campeão por 30 segundos: erros da Ferrari e uma quebra de motor doída na Hungria fizeram faltar um ponto para Massa ser campeão mundial no Brasil, em 2008. Deu Hamilton, a poucos metros do fim.


3 – Mola na cabeça: uma peça se desprende da Brawn de Barrichello e atinge o capacete de Massa. O acidente foi grave, mas sem sequelas. Para muitos, porém, é o divisor de águas na carreira do piloto.


4 – “Fernando é mais rápido do que você”: na Alemanha, em 2010, Massa recebe ordem no rádio e deixa Alonso passar. Lembra Rubinho, que em 2002 abriu para Schumacher. Consolida-se como eterno número dois do espanhol.


5 – Duas batidas em dois dias: de 2010 em diante, Massa teve raros bons momentos. No ano passado, quase perdeu o emprego. Começou melhor em 2013, até bater duas vezes em Mônaco, na mesma curva (ou seria reta?). Desde lá, marcou 11 pontos em cinco corridas. E amargou a decadência.


Para encerrar, um vídeo extra que reforça como Massa era menos conformista e mais corajoso. Em 2007, olha como ele reagiu a uma briga com o mesmo Alonso que deixaria passar três anos depois.


Difícil dizer se Massa perdeu a ambição ou vontade de ganhar. A verdade é que aquele piloto que encheu o Brasil de esperança em 2006, hoje não passa de uma decepção. E não é por falta de títulos, apenas, mas por estar simplesmente irreconhecível.

Curiosidades da F-1: sabia que uma propaganda no espelho do carro de Vettel custa US$ 5 milhões?

06 de agosto de 2013 4


Gosta de números? Então, veja esse estudo que a CNN fez. As curiosidades são bem interessantes! Confira algumas delas e, depois, os dados completos.

— Uma publicidade no espelho de um carro de ponta como a Red Bull, por exemplo, custa US$ 5 milhões. No aerofólio, colocar a marca em tamanho generoso sai pela “bagatela” de US$ 25 milhões. Na ponta do bico, um logo minúsculo vale US$ 3 milhões. É grana, hein?

— Das indústrias anunciantes na F-1 neste ano, 19% são da área de telecomunicações, 18% do ramo automotivo e 11% de bebidas. Juntos, os três setores correspondem quase à metade do investimento em patrocínio.

— O maior patrocinador de uma equipe é a Marlboro, que investe US$ 100 milhões na Ferrari. A PDVSA, da Venezuela, aplica US$ 45 milhões na Williams. No pacote, claro, tem que estar a vaga de Maldonado.

— Os organizadores do GP da Malásia investem US$ 67 milhões anuais para sediar a corrida. E olha que a pista é uma das mais legais do calendário. O mais barato é Mônaco: o tradicional circuito não paga nada!

— O salário dos pilotos: Alonso custa US$ 40 milhões por ano. Ganha o dobro de Vettel. Massa recebe quatro vezes menos do que o espanhol. Hamilton embolsa US$ 25 milhões na Mercedes.

Veja a íntegra dos dados da CNN (clique na imagem para ampliar):