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TOP 5 - Vote nos destaques do GP de Abu Dhabi

23 de novembro de 2014 0

Com o fim do decisivo GP de Abu Dhabi, em que Lewis Hamilton conquistou o bicampeonato da Fórmula-1 e Felipe Massa chegou perto da vitória, é hora de escolher os destaques no nosso glorioso TOP 5.

Com nomenclatura típica gaudéria, o troféu terá, após cada corrida, três indicados por categoria. A votação vai até amanhã, quando divulgarei o derradeiro resultado da temporada.

A temporada em números: recordes da Mercedes, três vencedores e dupla especialista em pontuar

23 de novembro de 2014 0

Terminado o emocionante campeonato de 2014, é hora de conferir o resultado definitivo e, claro, os números, curiosidades e recordes conquistados ao longo do ano. Veja abaixo os principais destaques do ano, como a sequência de recordes da Mercedes e a dupla Valtteri Bottas (Williams) e Fernando Alonso (Ferrari), que pontou em 17 das 19 provas.

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Lewis Hamilton é bicampeão em Abu Dhabi! Em segundo, Massa fecha ano no pódio

23 de novembro de 2014 4
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Foto Tom Gandolfini / AFP

Deu tudo certo para Lewis Hamilton em Abu Dhabi. Da largada perfeita à bandeirada merecida que o coroou bicampeão, o inglês fez por merecer a 11ª vitória no ano que o consagra na Fórmula-1.

Bastou a quinta luz vermelha apagar para Hamilton disparar na frente. O rival Nico Rosberg errou e largou lentamente, deixando o inglês tranquilo para assumir a ponta logo na primeira curva.

O duelo seguiu nas voltas seguintes, mas Hamilton controlava a vantagem com tranquilidade. Até que a Mercedes de Rosberg sucumbiu. Com uma falha no sistema de recuperação de energia, o carro perdeu velocidade e, aos poucos, fez o alemão despencar na corrida.

Foto Tom Gandolfini / AFP

Foto Tom Gandolfini / AFP

Falhas eletrônicas fizeram, mais tarde, Rosberg virar presa fácil para os rivais. Sem chance de título, o alemão foi aconselhado a abandonar, mas pediu para completar o GP de Abu Dhabi. E assim o fez, uma volta atrás do rival.

Lá na frente, entretanto, Hamilton não teve vida fácil. Foi perseguido até a volta final por um inspirado Felipe Massa. Com uma estratégia de paradas mais tardias, o brasileiro chegou a liderar a corrida e, com pneus macios no fim, tirou quase nove segundos de desvantagem. Mas foi insuficiente.

Hamilton cruzou a bandeirada sob fogos de artifício e muita emoção. Na volta da vitória, parou o carro na longa reta de Yas Marina e repetiu o gesto do ídolo Ayrton Senna: recebeu da torcida uma bandeira do seu país e desfilou até o pódio.

Foto Marwan Naamani / AFP

Foto Marwan Naamani / AFP

Valtteri Bottas, que largou mal e se recuperou com competência, fechou o pódio da última corrida do campeonato. O resultado selou a gigantesca evolução da Williams, que terminou o ano brigando com a imbatível Mercedes e abrindo margem para sonhar com vitória em 2015.

Para Massa, o ano termina de forma sensacional. Em Abu Dhabi, o brasileiro conquistou o melhor resultado na temporada. E fecha o campeonato com três pódios (Itália, Brasil e Abu Dhabi) e uma pole (Áustria). Um renascimento para quem era dado como aposentado no fim de 2013.

Na disputa pelo campeonato, deu a lógica. A vantagem de Hamilton era grande, apesar de reversível. Se Rosberg não tivesse problemas mecânicos, talvez a briga fosse mais parelha. Mas não há garantias, pelo que pilotou o inglês, de que fosse possível tirá-lo a taça. No final, Rosberg cumprimentou Hamilton, em uma grande demonstração de espírito esportivo.

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A noite em Abu Dhabi também marcou a despedida de Fernando Alonso (9º) da Ferrari e de Sebastian Vettel (8º) da Red Bull. O time austríaco, cujos pilotos largaram dos boxes, fez uma baita recuperação na prova e mostrou que tem estofo para o ano que vem. Daniel Ricciardo terminou em 4º.

Com zerinhos em frente a torcida, Jenson Button (5º) sinalizou que está abandonando a F-1. Campeão em 2009, o inglês abrirá espaço para Alonso. A confirmação, no entanto, só deve ser feita em dezembro pela escuderia inglesa.

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Com 19 corridas e três vencedores — Hamilton (11), Rosberg (5) e Ricciardo (3) —, a F-1 se despede de uma das mais disputadas  e emocionantes temporadas com um campeão merecido e a esperança imensa de duelos ainda mais acirrados em 2015.

Os 10 primeiros em Abu Dhabi

1 — Lewis Hamilton (Mercedes)
2 — Felipe Massa (Williams)
3 — Valtteri Bottas (Williams)
4 — Daniel Ricciardo (Red Bull)
5 — Jenson Button (McLaren)
6 — Nico Hulkenberg (Force India)
7 — Sergio Pérez (Force India)
8 — Sebastian Vettel (Red Bull)
9 — Fernando Alonso (Ferrari)
10 — Kimi Raikkonen (Ferrari)

A glória de Hamilton

Foto Clive Mason / Getty Images North America / AFP

Foto Clive Mason / Getty Images North America / AFP

Favorito, Lewis Hamilton não esmoreceu no fim. No derradeiro desafio em Abu Dhabi, o inglês de 29 anos coroou sua melhor temporada na Fórmula-1 com a merecida conquista do bicampeonato.

Com 11 vitórias, Hamilton dominou a segunda metade da temporada, na qual conquistou cinco vitórias consecutivas e reassumiu a liderança. Apesar da reação do companheiro Nico Rosberg, o inglês soube resistir à pressão e ao jogo psicológico do alemão para se consagrar na F-1.

Iniciado no kart, Lewis começou a se destacar ao ser campeão da Fórmula Renault, em 2003. Dois anos depois, conquistou a Fórmula 3 Euroseries. Em 2006, no ano de estreia, levou o título da GP2, categoria de acesso à Fórmula-1. Terminou o ano assinando contrato com a McLaren, para ser companheiro do então bicampeão Fernando Alonso.

Foi ao pódio nas primeiras nove corridas do ano, duas delas com vitória. Liderou o campeonato até a última corrida, quando perdeu a taça para Kimi Raikkonen por um ponto. Em 2008, tornou-se protagonista do time, que dispensou Alonso. E ganhou o primeiro campeonato também por um ponto, após uma ultrapassagem a 500 metros da bandeirada em Interlagos, derrotando Felipe Massa.

Punidos por irregularidade no bico, Vettel e Ricciardo largarão no fim do grid em Abu Dhabi

22 de novembro de 2014 3

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Por uma irregularidade na asa dianteira, as duas Red Bull foram desclassificadas do treino em Abu Dhabi. Por isso, Daniel Ricciardo (5º colocado) e Sebastian Vettel (6º) vão largar no fim do grid às 11h deste domingo para a prova decisiva do campeonato.

O problema foi detectado em um testes de rigidez da asa, em que os dois carros foram reprovados pelo delegado-técnico Jo Bauer. O motivo é que “os flapes da asa foram desenhados para flexionar sob carga aerodinâmica”, o que infringiria o regulamento.

A Red Bull tentou justificar a situação aos comissários, mas acabou punida. Em um comunicado oficial, o time disse que outras equipes “estão interpretando as regras de forma similar”, mas resignou-se a acatar a ordem de largar no fim do grid.

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Com a punição, o maior beneficiado é Daniil Kvyat (Toro Rosso), que largará em quinto, tendo Jenson Button (McLaren) ao seu lado. Para Vettel, é a pior despedida possível da Red Bull, visto que só um milagre o fará terminar no pódio, como queria.

Em termos de campeonato, a punição prejudica Nico Rosberg, uma vez que, se decidissem adotar uma estratégia diferenciada, Vettel e Ricciardo teriam chances de tirar o segundo lugar de Lewis Hamilton. Agora, a missão caberá exclusivamente às Williams.

Esta foi a segunda vez no ano que a Red Bull foi desclassificada. A primeira havia sido no GP da Austrália, quando Ricciardo conquistou o segundo lugar e acabou punido por não respeitar o limite de 100 kg/h do fluxo de combustível.

Nico Rosberg: da infância no barco à prática do conselho dado por Mika Hakkinen no elevador

22 de novembro de 2014 0
Foto AFP

Foto AFP

O domingo era de sol em Monte Carlo. No telhado de um barco que balançava no porto, o menino de três anos dormia. Até que, subitamente, um despertador diferente o fez despertar, curioso. Era o som do motor Honda de Ayrton Senna, saindo do túnel, no treino que antecedia o GP de Mônaco de 1988.

— Sentei-me e vi a McLaren vermelha e branca, com seu capacete amarelo. Como criança, aquilo era como acampar para mim.

Essa é a primeira lembrança que Nico Rosberg guarda da Fórmula-1. Desde criança, corrida é sinônimo de rotina para ele, não apenas por morar desde sempre no palco da mais clássica prova da calendário, mas por carregar o DNA de um campeão: Keke Rosberg, que conquistou o título em 1982. Feito que o primogênito e filho único tentará repetir neste domingo, em Abu Dhabi.

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Esta é a nona temporada de Nico na F-1, mas a primeira em que realmente tem chances de ser campeão. Soma oito vitórias, cinco delas neste ano. A explicação para chegar à corrida final lutando pelo título mesmo com a metade de triunfos do rival é a regularidade. Nas outras 13 corridas que disputou, chegou 10 vezes em segundo.

A mesma filosofia leva para sua preparação às corridas, que inclui até atividades circenses, como andar de monociclo, jogar claves e fazer malabares. Tudo para aprimorar o foco. Criado no kart, onde começou aos sete anos, Nico testou um F-1 pela primeira vez em 2002, aos 17. Antes de estrear na categoria pela Williams, em 2006, o alemão foi campeão da Fórmula BMW e da GP2.

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Fora da pista, gosta de rock, xadrez, futebol e fotografia. Fala fluentemente alemão, inglês, francês, italiano e espanhol. E tem uma superstição: o número seis, o mesmo que o pai usava na F-1 e que, em romanos, forma as duas primeiras letras de Vivian Sibold, com quem se casou neste ano.

Seu maior ídolo é Mika Hakkinen, bicampeão pela McLaren em 1998 e 1999 e que teve o conterrâneo Keke como mentor da carreira. Nico o conheceu ainda criança e, anos mais tarde, chegou até a ser patrocinado pelo ex-piloto. Em 2012, após o alemão vencer na China sua primeira corrida na F-1, recebeu um conselho de Hakkinen no elevador do prédio onde ambos moravam, em Mônaco:

— Quando tiver um carro para vencer, você precisa estar pronto.

Chegou a hora de aproveitar a oportunidade.

Os números de Rosberg

165 GPs

— 8 vitórias (5 em 2014)

— 14 poles (10 em 2014)

— 26 pódios (15 em 2014)

— Nenhum título