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Em 64 campeonatos, apenas em 27 o campeão foi decidido na última corrida da temporada

22 de novembro de 2014 0
ham_ros_podio_interlagos

Foto AFP

Pontos corridos ou mata-mata? No futebol, muitos fãs defendem uma batalha final como imprescindível. Na Fórmula-1, não há escolha. Mas a acirrada disputa entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg garantiu para este domingo, em Abu Dhabi, um derradeiro duelo para decidir o campeão de 2014.

A última corrida da temporada ainda terá outro ingrediente especial: pontuação dobrada. Logo, uma vitória valerá 50 pontos — praticamente o triplo da diferença de 17 que separa os pilotos da Mercedes.

Se levar a taça, Rosberg reverterá a maior desvantagem da história dos confrontos na prova final. Hoje, o feito pertence ao conterrâneo Sebastian Vettel, que descontou 13 pontos de Fernando Alonso justamente em Abu Dhabi, em 2010, e tornou-se campeão pela primeira vez.

Repetir o enredo, entretanto, não será fácil para o alemão. Hamilton vai para a quarta decisão de campeonato na última corrida. Na primeira, em 2007, chegou com sete pontos de vantagem — a vitória valia 10 — e perdeu o título em Interlagos para Kimi Raikkonen.

No ano seguinte, também no Brasil, ultrapassou Timo Glock a 500 metros da bandeirada na última volta e tirou a taça das mãos de Felipe Massa por apenas um ponto. A terceira vez foi em 2010, quando tinha chances matemáticas, mas precisava de uma improvável combinação de resultados que não veio.

Agora, Hamilton chega à decisão como favorito. Só precisa de um segundo lugar, e espera que o retrospecto favorável aos finalistas que chegaram liderando (veja abaixo) se repita para coroá-lo bicampeão.

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Hamilton lidera treinos em dia de punição recorde, carenagem solta, campeão a pé e capacete sorridente em Abu Dhabi

21 de novembro de 2014 0

mercedes_abudhabi

No duelo particular das Mercedes, Lewis Hamilton levou a melhor e liderou as duas sessões de treinos livres em Abu Dhabi nesta sexta-feira. A diferença, no entanto, chegou a ser de menos de um centésimo de segundo!

Isso indica, claro, uma batalha acirrada pela vitória. Entretanto, as Mercedes botaram 0,7 segundo de vantagem para Kevin Magnussen, o terceiro colocado. É um prenúncio de que nenhum time conseguirá alcançar os carros prateados, o que só tira a taça de Hamilton caso haja um problemas mecânico ou acidente.

Com a volta da Caterham, que tem Kamui Kobayashi e Will Stevens (5 segundos mais lento do que as Mercedes e 1,5 segundos do que o companheiro na segunda sessão), a classificação deste sábado terá cinco eliminados no Q1 e cinco no Q2.

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A decepção do treino de hoje foi Fernando Alonso. Na segunda sessão, o espanhol nem pôde treinar após ter uma falha elétrica no carro e ficar a pé com apenas 17 minutos de atividade. Não marcou uma volta sequer. Será praga?

Enquanto isso, o novo contratado da Ferrari, Sebastian Vettel, arrebatou o quarto lugar, à frente de Daniel Ricciardo. Mas repercussão mesmo foi o anúncio de que o contrato de três anos dele com os italianos gira em torno de R$ 600 milhões. É o maior da história da F-1, segundo o jornal inglês The Telegraph.

williams_carenagem

Outra curiosidade do treino foi o desempenho da Williams, abaixo das últimas corridas. E, para piorar, os carros de Felipe Massa e Valtteri Bottas tiveram um imprevisto: a carenagem se desprendeu, possivelmente por excesso de temperatura, na primeira sessão. Para a segunda, tudo foi resolvido.

Sensação do campeonato, Daniel Ricciardo apresentou em Abu Dhabi um capacete diferente para a corrida final. A pintura destaca o sorriso do australiano, que venceu três corridas no ano, e foi escolhida em um concurso. Que tal?

ricciardo_capacete2
Para fechar o pior ano da Lotus, Romain Grosjean conseguiu um recorde hoje: ser punido com a perda de 20 posições no grid. O motivo foi a troca de três componentes do motor neste fim de semana.

Como será impossível pagar a pena já que a corrida é a última do ano, ele terá tempo acrescido no fim da prova. A variação é grande: se largar entre os cinco primeiros (improvável), tomará cinco segundos. Se sair acima de, precisará realizar um drive-through na corrida. Resumindo: que ano brabo!.

Resultado da 1ª sessão

1. Lewis Hamilton (Mercedes) 1min43s476
2. Nico Rosberg (Mercedes) 1min43s609
3. Fernando Alonso (Ferrari) 1min45s184
4. Sebastian Vettel (Red Bull) 1min45s334
5. Daniel Ricciardo (Red Bull) 1min45s361
6. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso) 1min45s718
7. Daniil Kvyat (Toro Rosso) 1min45s835
8. Valtteri Bottas (Williams) 1min45s913
9. Sergio Perez (Force India) 1min45s983
10. Nico Hulkenberg (Force India) 1min46s030
11. Kevin Magnussen (McLaren) 1min46s049
12. Kimi Räikkönen (Ferrari) 1min46s131
13. Felipe Massa (Williams) 1min46s549
14. Esteban Gutierrez (Sauber) 1min46s556
15. Pastor Maldonado (Lotus) 1min46s711
16. Esteban Ocon (Lotus) 1min47s066
17. Jenson Button (McLaren) 1min47s235
18. Kamui Kobayashi (Caterham) 1min47s971
19. Adderly Fong (Sauber) 1min48s269
20. Will Stevens (Caterham) 1min50s684

Resultado da 2ª sessão

1. Lewis Hamilton (Mercedes) 1min42s113
2. Nico Rosberg (Mercedes) 1min42s196
3. Kevin Magnussen (McLaren) 1min42s895
4. Sebastian Vettel (Red Bull) 1min42s959
5. Valtteri Bottas (Williams) 1min43s070
6. Daniel Ricciardo (Red Bull) 1min43s183
7. Kimi Raikkonen (Ferrari) 1min43s489
8. Jenson Button(McLaren) 1min43s503
9. Daniil Kvyat (Toro Rosso) 1min43s546
10. Felipe Massa (Williams) 1min43s558
11. Sergio Perez (Force India) 1min43s746
12. Pastor Maldonado (Lotus) 1min44s005
13. Nico Hulkenberg (Force India) 1min44s068
14. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso) 1min44s157
15. Esteban Gutierrez (Sauber) 1min44s316
16. Adrian Sutil (Sauber) 1min44s763
17. Romain Grosjean (Lotus) 1min44s986
18. Fernando Alonso (Ferrari) 1min45s184
19. Kamui Kobayashi (Caterham) 1min45s505
20. Will Stevens(Caterham) 1min47s057
21. Esteban Ocon (Lotus) 1min47s066
22. Adderly Fong: (Sauber) 1min48s269

Vettel se despede da Red Bull com legado de recordes e números acima da média

21 de novembro de 2014 0

Vettel

A cada três corridas, uma vitória. A cada 10 pontos , seis conquistados. A cada 10 voltas, quatro na liderança. Desde 2009, Sebastian Vettel fez história na Red Bull. Neste domingo, em Abu Dhabi, o alemão guiará pela 113ª e último vez o carro que o consagrou tetracampeão de Fórmula-1. Em 2015, ele pilotará uma Ferrari.

O acerto com o time italiano, confirmado na quinta-feira, era especulado desde outubro, quando o próprio Vettel anunciou que não renovaria com a Red Bull. Na Ferrari, o alemão substituirá Fernando Alonso, que assinar com a McLaren. Mais do que a chance de repetir os passos do ídolo Michael Schumacher, a mudança de ares é um recomeço.

Aos 27 anos, o tetracampeão vive uma temporada difícil: não venceu, tem só quatro pódios e foi superado pelo companheiro Daniel Ricciardo, que já ganhou três vezes. Mas o calvário não é ruim. Pelo contrário, mostrou uma face de Vettel até então desconhecida: maturidade ao perder, foco na recuperação e profissionalismo extremo.

Na Ferrari, o alemão também terá a chance de calar as injustas críticas de que só venceu campeonatos porque tinha um carro espetacular. Sim, a Red Bull era incrível. Mas os feitos e recordes conquistados mostram que ele não virou lenda por acaso. Levou apenas três corridas para subir ao alto do pódio pela escuderia, na China, em 2009. Fechou o primeiro ano de casa com um surpreendente vice-campeonato. Mas queria mais.

Foto Manan Vatsyayana / AFP

Foto Manan Vatsyayana / AFP

Nos anos seguintes, enfileirou quatro títulos mundiais e batizou com o sobrenome uma rara era de glórias. A apoteose da sinergia se deu em 27 de outubro de 2013: após vencer na Índia e confirmar o tetra, estacionou na reta principal, desceu e ajoelhou-se em reverência ao carro. Um gesto de humildade e gratidão à equipe.

Quis o destino que a despedida dest parceria só menos vitoriosa do que a do ídolo Schumacher e da futura casa Ferrari se desse em Abu Dhabi. Foi lá que, em 2010, o alemão chegou à derradeira corrida da temporada 13 pontos atrás de Alonso e venceu, tornando-se o mais jovem campeão da história. Neste domingo, vencer não é o mais importante para Vettel. Mas comemorar, apesar da saudade, será inevitável.

Os números na Red Bull

— 112 corridas

— 38 vitórias

— 65 pódios

— 44 poles

— 6.188 voltas, 2.386 como líder (38,6%)

— 1.569 pontos em 2.545 possíveis (61,7%)

Principais recordes

— Campeão mais jovem (2010)

— Bicampeão mais jovem (2011)

— Tricampeão mais jovem (2012)

— Tetracampeão mais jovem (2013)

— Mais pontos em um campeonato (397, em 2013)

— Mais pódios em uma temporada (17, em 2011)

— Mais vitórias em um campeonato (13, em 2013)

— Mais poles em uma temporada (15, em 2011)

Caterham confirma inglês Will Stevens como companheiro de Kobayashi em Abu Dhabi

20 de novembro de 2014 0

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Conhece o cara da foto acima? Sim, ele é um desconhecido na Fórmula-1. Seu nome é Will Stevens. É inglês, tem 23 anos e estreará na Fórmula-1 neste domingo, em Abu Dhabi, pela Caterham.

Depois de ficar fora dos GPs dos EUA e do Brasil, a escuderia volta a competir. Stevens será o companheiro de Kamui Kobayashi. A corrida pode ser a última da Caterham na F-1, uma vez que o time vive uma crise financeira e pode ficar fora do grid no ano que vem.

Os detalhes do acerto com Stevens não foram revelados, mas certamente há dinheiro envolvido. Neste ano, o inglês disputou o campeonato da World Series e venceu duas corridas. Era do antigo programa de desenvolvimento de pilotos da Caterham, que foi extinto. Desde junho, atuava como piloto de testes da Marussia.

— Estou absolutamente extasiado por ter esta oportunidade e grato por todos na Caterham terem me dado esta chance. Espero que seja algo que eu leve também para a temporada de 2015 — disse o esperançoso novato, que correrá com o número 46.

Confirmado na Ferrari, Vettel terá um recomeço mais fácil do que Alonso na McLaren

20 de novembro de 2014 7

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Deu a lógica. Em 2015, Sebastian Vettel vestirá vermelho e Fernando Alonso, cada vez mais misterioso, pilotará uma McLaren. Tudo para a dupla poder fazer uma despedida à altura neste domingo, em Abu Dhabi. O passo adiante foi dado, enfim, pela Ferrari. Primeiro, o time anunciou a saída de Alonso, após cinco anos, enchendo-o de elogios. O espanhol retribuiu:

— Esses cinco anos produziram alguns dos melhores momentos da minha carreira, e eu sinto que, deixando a equipe, é uma família que estou deixando para trás. Agora, olho para o futuro com grande entusiasmo.

Minutos depois, a Ferrari deu boas-vindas a Vettel, com direito a entusiasmadas declarações do chefão Marco Mattiacci:

— Vettel é uma combinação única de juventude e experiência e traz consigo um grande espírito de equipe.

Foto Joe Klamar / AFP

Foto Joe Klamar / AFP

Alfinetada em Alonso? Talvez. A saída do espanhol era inevitável depois da queda de Stefano Domenicali e Luca Di Montezemolo. O clima interno era ruim. Os novos ares farão bem à Ferrari e ao espanhol.

Já o tetracampeão, que vive temporada irregular, realizará um sonho de infância: pilotar o mesmo carro que consagrou Michael Schumacher. E, assim como o ídolo, terá a missão de reerguer uma equipe que não é campeã de pilotos desde 2007, e de construtores, desde 2008.

— Vou colocar o meu coração e a minha alma para fazer isso acontecer — prometeu Vettel.

Com isso, Vettel e o amigo Kimi Raikkonen serão parceiros em 2015. A dupla é fera. Resta saber se o carro ajudará. A Ferrari vive uma reestruturação, mas tem o essencial: tradição, dinheiro e talento. Com apenas 27 anos, o alemão terá pelo menos três temporadas no time italiano. É tempo suficiente para um projeto a la Schumacher de renascimento. Não será fácil, mas há tempo e esperança de sobra.

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Já Alonso rumará para a McLaren, de onde saiu em 2007 após uma rusga com Lewis Hamilton. Também terá de recomeçar, já que o time inglês não é campeão de pilotos desde 2008. Aos 33 anos, o espanhol não dispõe de tantas temporadas para entrar na galeria dos tricampeões. E ainda tem um desafio maior: evoluir um motor Honda que retorna com pompa e expectativa, mas é uma verdadeira incógnita.

A confirmação do espanhol só será feita a partir de  1º de dezembro, prazo anunciado pela McLaren para confirmar a dupla de pilotos. E o motivo não é Alonso, tudo indica, mas uma dúvida de Ron Dennis entre o promissor Kevin Magnussen e o experiente Jenson Button. O mais provável é a escolha do novato.

Definido o maior mistério ainda remanescente, o GP de Abu Dhabi será muito mais emotivo do que se propunha: além de definir o campeão, marcará o adeus de Vettel da Red Bull que o consagrou e a despedida de Alonso da Ferrari que quase lhe fez tetracampeão como o rival.

Para homenagear o time, Alonso usará um capacete especial: de um lado, assinatura de membros do time. De outro, uma foto dos mecânicos. A pintura foi divulgada pelo espanhol em sua conta no Twitter.

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Já Vettel não anunciou nenhuma medida especial no adeus a Red Bull. Apenas agradeceu por tudo. Nem precisaria: a reverência ao carro ao ser tetra na Índia, em 2013, foi um dos mais belos gestos que poderia ter feito para reconhecer o time. E mais: avesso a pompas, o alemão conseguirá fazer aquilo que o espanhol não terá a chance, apesar dos discursinhos oficiais: sair pela porta da frente.