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TOP 5 - Vote nos destaques do GP da Rússia

12 de outubro de 2014 1

A vitória de Hamilton e o título antecipado de construtores da Mercedes marcaram o primeiro GP da Rússia. Hamilton, aliás, é o quarto na história a vencer nove vezes no mesmo ano. Então, é hora de escolher os destaques no nosso glorioso TOP 5.

Com nomenclatura típica gaudéria, o troféu terá, após cada corrida, três indicados por categoria. A votação vai até amanhã, quando divulgarei o resultado.

Hamilton vence a quarta consecutiva e Mercedes é campeã antecipada de construtores. Massa erra estratégia e fica apenas em 11º

12 de outubro de 2014 3
Foto Mercedes / Divulgação

Foto Mercedes / Divulgação

De ponta a ponta, Lewis Hamilton conquistou a quarta vitória consecutiva e embalou rumo o bicampeonato de Fórmula-1. O triunfo no primeiro GP da Rússia da história da categoria garantiu, ainda, o título antecipado de construtores para a Mercedes — que ganhou 82% dos pontos possíveis nas 16 corridas disputadas até agora na temporada.

A nona dobradinha do time no campeonato veio com uma atuação de dois extremos de Nico Rosberg. O alemão tentou ultrapassar o companheiro logo na primeira curva, de forma precipitada. Fritou os pneus e até passou, mas teve de devolver a posição porque utilizou a área de escape para completar a manobra. E pior: com os pneus danificados, teve de ir imediatamente para os boxes.

Foto Dimitar Dilkoff / AFP

Foto Dimitar Dilkoff / AFP

Rosberg voltou no fim do pelotão, mas escalou as posições com competência e talento. Deu 52 voltas sem trocar os compostos mais duros e obteve o segundo lugar depois de uma bela ultrapassagem sobre Valtteri Bottas, da Williams. O finlandês, que cravou a melhor volta da prova, fez o melhor que pode. Como prêmio, garantiu mais um pódio.

Largando em 18º, Felipe Massa ousou na estratégia e parou logo na primeira volta. Acompanhou Rosberg na maior parte das ultrapassagens, até empacar atrás de Sergio Pérez. Não bastasse isso, teve de parar uma vez mais nos boxes e acabou apenas em 11º, fora da zona de pontuação. Precipitou-se ao parar cedo e pagou caro por isso.

Alexander Nemenov / AFP

Foto Alexander Nemenov / AFP

Como saiu com pneus mais duros, Felipe poderia ter esperado um pouco mais e fazer apenas um pit stop. Arriscou, claro, mas esqueceu que a velocidade máxima nos boxes da Rússia é de apenas 60 km/h, o que resultava em uma perda de 30 segundos por parada. Mesmo ganhando sete posições, o brasileiro tinha carro para subir mais e não sair sem pontos de Sochi.

No inédito e “poupador” de pneus circuito russo, destaque também para a McLaren. Jenson Button obteve um consistente quarto lugar, e Kevin Magnussen, que largou em 11º, terminou em quinto. A decepção ficou por conta do piloto da casa, Daniil Kvyat, que fez um improvável quinto lugar no treino e, acumulando erros, foi só o 14º.

Um dos momentos mais marcantes da corrida foi antes da largada. Os pilotos se enfileiraram e, depois, se abraçaram para homenagear Jules Bianchi, da Marussia, que sofreu um grave acidente no Japão e segue em estado crítico. Com apenas um carro na corrida em tributo ao francês, a equipe deixou a prova na nona volta, quando Max Chilton abandonou por problemas mecânicos.

Foto Dimitar Dilkoff / AFP

Foto Dimitar Dilkoff / AFP

A pista também foi uma atração à parte. Bela e cercada de uma paisagem impressionante, tem curvas desafiadoras como a espécie de parabólica que circunda a praça onde ficou a tocha dos Jogos Olímpicos de Inverno. Proporcionou boas disputas na primeira metade, mas nas 20 voltas finais o que se viu foi uma procissão com raras ultrapassagens.

Faltando três corridas para o fim do campeonato, a vantagem de Hamilton para Rosberg agora é de 17 pontos. Com o título de construtores assegurado, a Mercedes não tem como repetir o apelo de que os dois devem evitar brigar na pista pelo bem do time. Será no “mano a mano”. Hamilton, que chegou à 31 vitória e igualou Nigel Mansell como inglês mais vitorioso na história, é favorito. Mas a disputa ainda não acabou.

Os 10 primeiros na Rússia

1. Lewis Hamilton (Mercedes)
2. Nico Rosberg (Mercedes)
3. Valtteri Bottas (Williams)
4. Jenson Button (McLaren)
5. Kevin Magnussen (McLaren)
6. Fernando Alonso (Ferrari)
7. Daniel Ricciardo (Red Bull)
8. Sebastian Vettel (Red Bull)9. Kimi Raikkonen (Ferrari)
10. Sergio Pérez (Force India)
11. Felipe Massa (Williams)

Próxima corrida: GP dos Estados Unidos, em Austin, no dia 2 de novembro

Rússia estreia na Fórmula-1 querendo se consolidar com uma combinação digna de filme: A bela e o fera

11 de outubro de 2014 1
Foto Dimitar Dilkoff / AFP

Foto Dimitar Dilkoff / AFP

Linda, moderna e cheia de curvas. Só não se engane: é Fórmula-1. A russa em questão é a pista de Sochi, que desfila pela primeira vez na categoria neste domingo, em meio ao turbilhão do debate sobre segurança depois do grave acidente sofrido por Jules Bianchi (Marussia) no Japão, há uma semana.

Sonho antigo dos russos desde 1983, o ingresso na F-1 teve articulação política e cerca de US$ 200 milhões investidos no circuito de 5,8 quilômetros. O traçado de 19 curvas, que mescla umas de ângulo reto e outra com estilo de oval, contorna as instalações feitas para os Jogos Olímpicos de Inverno, realizados em fevereiro no país.

A obra é de Hermann Tilke, que assina outras pistas do calendário como Cingapura e Abu Dhabi, conhecidas mais pela beleza do que pelos pontos de ultrapassagem. Embora já conhecessem o traçado via simulador, o que se viu nos treinos foi uma rápida adaptação dos pilotos ao circuito.

A escolha por Sochi, que tem cerca de 350 mil habitantes, busca fortalecer a Rússia como destino turístico — a região fica perto do Mar Negro, que atrai russos no verão — e aproximar os interesses da indústria automotiva europeia e das montadoras do país.

Foto Getty Images/Red Bull Content Pool/Divulgação

Foto Getty Images/Red Bull Content Pool/Divulgação

Nem o atraso nas obras — a pista foi inaugurada há menos de um mês — e a pressão decorrente da crise política entre Rússia e Ucrânia atrapalharam a realização da corrida, cujo contrato vai até 2020. Uma vitrine nova que casa com a ascensão do automobilismo do país na categoria, graças a Daniil Kvyat.

Aos 19 anos, o russo estreou na F-1 neste ano pela modesta Toro Rosso e já se tornou o mais jovem piloto a pontuar logo na primeira corrida. Há uma semana, logo após completar 20 anos de idade, foi anunciado pela Red Bull como substituto do tetracampeão Sebastian Vettel em 2015 _ o alemão vai para a Ferrari.

Talentoso e promissor, Kvyat é apenas o segundo russo na história da categoria. O primeiro foi Vitaly Petrov, que correu na Renault e na Caterham entre 2010 e 2012 e ficou marcado por segurar Fernando Alonso no GP de Abu Dhabi, em 2010, o que indiretamente ajudou Vettel a conquistar seu primeiro título.

A bela Sochi e o fera Kvyat. Duas faces de uma Rússia que tenta virar unanimidade. Pelo menos na F-1.

Conheça a pista

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=88b7VqEeisc]

— O circuito de rua de Sochi tem 5.848 quilômetros. É o terceiro maior do calendário, só atrás de Bélgica (Spa-Francorchamps) e Inglaterra (Silverstone). Será o 72º a receber uma etapa da categoria.

— A pista foi construída dentro do parque olímpico, às margens do Mar Negro. Foi desenhada por Hermann Tilke, que fez outros circuitos da F-1, como Cingapura e Abu Dhabi. Custou cerca de US$ 200 milhões.

— A corrida terá 53 voltas e a velocidade média prevista para os 215 km/h. Serão duas zonas para uso da asa móvel (que ajuda em ultrapassagens). A primeira fica na reta principal e a segunda, entre as curvas 10 e 13.

— São 19 curvas. Destaque para a curva 4, apontada como uma das mais desafiadoras para os pilotos e que circundará o local onde ficou instalada a chama dos Jogos Olímpicos de Inverno, em fevereiro deste ano.

Hamilton domina e crava a pole na Rússia. Com problema mecânico, Massa é só o 18º

11 de outubro de 2014 3
AUTO-PRIX-RUS

Foto Yuri Kadobnov / AFP

No belo circuito de Sochi, Lewis Hamilton só faltou fazer chover. Liderou todo o treino e, na “hora do pega”, garantiu a sétima pole no ano com naturalidade. Nico Rosberg tentou, mas foi 0.2 segundo mais lento do que o rival na luta pelo título do campeonato.

As Mercedes, outra vez, dominaram o treino sem ameaças. Quer dizer, com apenas uma. Em terceiro, veloz e surpreendente Valtteri Bottas poderia até ter brigado pela pole se não tivesse cometido pequenos erros nas duas curvas finais. É favorito a completar o pódio amanhã.

AUTO-PRIX-RUS

Foto Dimitar Dilkoff / AFP

Já Felipe Massa foi a maior decepção do dia. Com problemas na bomba de combustível, o brasileiro caiu fora no Q1. Largará em 18º, atrás de Marcus Ericsson (Caterham). Outra vez, o cada vez mais inegável pé frio de Felipe se mostrou inconfundível.

Correndo em casa, o novato e talentoso Daniil Kvyat roubou a cena e garantiu um inesperado quinto lugar com a Toro Rosso. Na primeira corrida depois de ser anunciado como substituto de Sebastian Vettel na Red Bull em 2015, o russo superou o futuro companheiro Daniel Ricciardo, que sairá na sexta posição.

AUTO-PRIX-RUS

Foto Yuri Kadobnov / AFP

As Red Bull, aliás, não se acertaram. O australiano foi 1,1 segundo mais lento do que Hamilton. E teve mais: Vettel acabou eliminado ainda no Q2. A Ferrari também rodou tão lenta quanto. Fernando Alonso e Kimi Raikkonen dividirão a quarta fila. Qualquer bom resultado será zebra.

Outra agradável surpresa foi o desempenho da McLaren. Jenson Button conquistou o quarto lugar e, apesar dos rumores de que se aposentará, mostrou que tem velocidade. Kevin Magnussen fez o sexto melhor tempo, mas foi punido com a perda de cinco posições.

AUTO-PRIX-RUS

Foto Yuri Kadobnov / AFP

A corrida em Sochi promete ser interessante. O circuito de rua é bonito e tem duas áreas de ativação da asa móvel. E o principal: diferentemente da maioria, teve arquibancadas lotadas, o que torna tudo mais envolvente. Só tive a sensação de que, apesar de espetacular, a pista não apresentará tantas alternativas de ultrapassagem.

Hamilton é favorito para conquistar a quarta vitória seguida e disparar rumo ao título. O duelo com Rosberg, que precisa reagir, promete ser acirrado logo na largada. E, caso os dois se engalfinhem, Bottas vencerá pela primeira vez. Olho no finlandês!

O grid na Rússia

1. Lewis Hamilton (Mercedes) – 1:38:513
2. Nico Rosberg (Mercedes)
3. Valtteri Bottas (Williams)
4. Jenson Button (McLaren)
5. Daniil Kvyat (Toro Rosso)
6. Daniel Ricciardo (Red Bull)
7. Fernando Alonso (Ferrari)
8. Kimi Raikkonen (Ferrari)
9. Jean-Éric Vergne (Toro Rosso)
10. Sebastian Vettel (Red Bull)
11. Kevin Magnussen (McLaren) – Perdeu cinco posições
12. Sergio Pérez (Force India)
13. Esteban Gutiérrez (Sauber)
14. Adrian Sutil (Sauber)
15. Romain Grosjean (Lotus)
16. Marcus Ericsson (Caterham)
17. Nico Hulkenberg (Force India) – Perdeu cinco posições
18. Felipe Massa (Williams)
19. Kamui Kobayashi (Caterham)
20. Max Chilton (Marussia)
21. Pastor Maldonado (Lotus) – Perdeu uma posição (tem mais quatro a pagar de punição)

Largada: às 8h de domingo, para 53 voltas.

Pela terceira vez seguida, Globo não transmitirá GP dos EUA para passar jogo do Brasileirão

10 de outubro de 2014 3
Circuito das Américas/Divulgação

Circuito das Américas/Divulgação

Já era esperado, mas a confirmação oficial veio durante a transmissão dos treinos livres para o GP da Rússia: pelo terceiro ano consecutivo, a TV Globo abrirá mão de mostrar a antepenúltima etapa do campeonato, em Austin (EUA), no dia 2 de novembro. O motivo é o conflito de horário com a rodada do Brasileirão.

A largada está marcada para as 18h, já em horário de verão. Como a rodada de domingo terá início às 17h, a corrida ocorrerá em meio ao jogo. Por isso, será transmitida ao vivo pela SporTV. A Globo deve exibir na íntegra ou um compacto mais tarde, possivelmente depois do Fantástico.

A 17ª etapa da temporada terá transmissão de Sérgio Maurício, Lito Cavalcanti e Karin Duarte e será a única do calendário que não passará ao vivo na Globo. Vale dizer que a emissora já tem transmitido apenas a parte final da classificação (Q3), devido à baixa audiência nos sábados pela manhã.